A nova fábrica de conservas que a empresa Conseran está a construir na ilha do Pico, nos Açores, deve estar concluída no início de 2023, mas o proprietário admite recrutar estrangeiros para assegurar os 130 postos de trabalho necessários.

“Temos, até ao momento, 55 inscritos para trabalharem nesta área, todos eles ex-trabalhadores da Cofaco” (empresa que encerrou a fábrica no Pico em 2018), explicou aos jornalistas José Freitas, administrador da Conseran, durante uma visita do Governo à obra, adiantando que, agora, a empresa terá de procurar trabalhadores fora do país.

A Conseran – Conservas do Atlântico Norte, está a investir cerca de 15 milhões de euros na construção de uma nova unidade fabril destinada à transformação do atum, mas também de outras espécies como a cavala e a lula, mas está a sentir dificuldades em assegurar a mão de obra necessária para trabalhar “em velocidade de cruzeiro”.

“A fábrica tem capacidade para laborar 25 toneladas de atum por dia, e mais as espécies que queremos juntar”, justificou o empresário, que pretende também “construir instalações para poder trazer, de forma digna, pessoas de fora para trabalharem nesta fábrica”.

A opção por trabalhadores estrangeiros é elogiada pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, que visitou hoje a obra, acompanhado dos restantes membros do executivo, que estão em visita estatutária à ilha do Pico.

“Esta é uma estratégia que a Conseran tem planeado, obviamente com recurso aos recursos humanos dos Açores, mas na falta deles, também a oportunidade de recorrermos à imigração, porque a nossa economia é hoje uma economia de confiança, geradora de emprego”, sublinhou o governante.

A nova fábrica de Conseran, que está a ser edificada na freguesia das Bandeiras, concelho da Madalena do Pico, deverá estar concluída no início de 2023.

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