O Governo considera que o país está pronto para dar mais um passo no processo de desconfinamento e, assim, a 1 de outubro, arranca a terceira fase.

Com isso, muitas das medidas atualmente em vigor deixam de ser obrigatórias, tais como o limite de pessoas e a apresentação de certificado digital em certos estabelecimentos. Saiba tudo o que vai mudar daqui a uma semana.

“Estamos agora em condições de poder avançar para a terceira fase” do desconfinamento, disse o primeiro-ministro esta quinta-feira, em conferência de imprensa após Conselho de Ministros. Acompanhado pela habitual apresentação, António Costa foi mostrando a evolução da matriz de risco, da incidência e do índice de transmissibilidade (Rt), afirmando que Portugal “está hoje muito próximo de onde estava em março” do ano passado.

Portugal passa a “estado de alerta” em outubro

“Temos hoje uma taxa de incidência de 140 pessoas infetadas por 100 mil habitantes e um Rt de 0,81”, notou. A “grande diferença”, apontou o Chefe de Governo, “tem a ver com o impacto da vacinação”, afirmando que esta é “determinante” para se continuar a reduzir a incidência. O primeiro-ministro indicou, assim, que “Portugal está em primeiro lugar na percentagem de população com vacinação completa”, com uma taxa de 83,4% da população.

Face a esta evolução da situação, o Governo considera que o país está pronto a dar mais um passo na retoma da normalidade. Assim, a 1 de outubro, arranca a terceira fase de desconfinamento e, com isso, acabam muitas das medidas atualmente em vigor. Isto é tudo o que muda:

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Ao fim de 18 meses encerrados, bares e discotecas voltam a abrir, permitindo a entrada de pessoas apenas com certificado digital ou mediante apresentação de teste negativo à Covid;

Fim das limitações de horário para qualquer estabelecimento;

Restaurantes deixam de ter limite máximo de pessoas por grupo;

Fim da exigência de certificado digital para acesso a restaurantes e para estabelecimentos turísticos ou alojamento local;

Fim dos limites de lotação para casamentos e batizados, comércio, espetáculos culturais;

Eliminação da recomendação de teletrabalho;

Eliminação da testagem em locais de trabalho com mais de 150 trabalhadores;

Fim da limitação à venda e consumo de álcool;

Fim da necessidade de certificado digital ou teste nas aulas de grupo em ginásios.

Apesar destas mudanças, há medidas que continuam a estar previstas. É o caso do certificado digital e do teste negativo à Covid, que continuam a ser obrigatórios nas viagens por via aérea ou marítima, nas visitas a lares e estabelecimentos de saúde e em grandes eventos culturais, desportivos ou corporativos.

Além disso, apesar de a máscara já não ser obrigatória na rua, continua a ser obrigatória nos transportes públicos, lares, hospitais, salas de espetáculos e eventos, grandes superfícies e locais interiores de permanência prolongada.

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