Os testes de autodiagnóstico da Roche estão à venda desde 1 de abril e são os únicos comercializados em Portugal

As farmácias e parafarmácias venderam, entre 1 e 13 de abril, 104 mil autotestes. Para além dos testes de autodiagnóstico, foram vendidos mais 95 mil testes de antigénio - que são realizados na própria farmácia. Os dados são revelados pela Associação Nacional de Farmácias. Segundo o “Diário de Notícias”, a procura tem sido maior em Lisboa e Vale do Tejo do que no Norte.

Os testes são procurados por diversas pessoas: patrões da restauração para controlar a doença no negócio, pais para testarem os filhos antes de regressarem às atividades de tempos livres e às modalidades desportivas e por famílias para estarem juntas. Segundo o jornal, as pessoas procuram os autotestes porque consideram que são testes fiáveis, baratos e rápidos.

"Quando não conseguem [realizar o teste] têm a nossa ajuda. É o que temos feito com todos os nossos utentes", explicou uma farmacêutica da zona de Arroios. Contudo, na zona do Porto a procura é menor. O proprietário da farmácia Vitália, Armindo Cosme, esclarece que “o autoteste não tem funcionado”. O proprietário defende que o instrumento é importante, mas as pessoas estão mais conscientes da doença.

“Houve famílias que para estarem juntas [na Páscoa] procuraram o autoteste, mas informámos sempre que este não tem a fiabilidade de um teste PCR e que têm um período de janela muito curto, só funcionam quando o doente está assintomático, e num prazo de quatro a cinco dias".

Os testes de autodiagnóstico da Roche são os únicos aprovados pelo Infarmed em Portugal e só estão à venda há 13 dias. Segundo os números avançados pelo jornal, desde que os testes começaram a ser comercializados, mais de uma centena de casos positivos foram notificados às autoridades de saúde.

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