Muitos portugueses não poupam elogios ao que consideram ser a grande competência e o sentido de missão revelados pelo vice-almirante à frente da task force da vacinação. Até já o elevam a altos cargos, como a Presidência da República.

Candidato à Presidência da República, primeiro-ministro, coordenador dos fundos europeus... Satisfeitos com o desempenho do vice-almirante Gouveia e Melo à frente da task force da vacinação, muitos portugueses têm lançado o militar para altos cargos da nação. Há uma página no Facebook para o apoiar, já foi lançada uma petição pública a defender que faça a gestão dos dinheiros da bazuca, há posts nas redes sociais onde a sua fotografia surge ao lado da de Ramalho Eanes, numa analogia com o que foi o passado do general e o que poderia vir a ser o futuro do vice-almirante no Palácio de Belém. E muitos, muitos elogios.

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O ex-ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes foi uma das pessoas que fizeram questão de enaltecer publicamente Gouveia e Melo – defende mesmo que seja distinguido como a figura nacional de 2021. Um elogio que garante ter um contexto porque desde o início defendeu a chamada dos militares ao processo, pela experiência logística e sentido de missão, mas que fica aquém de defender uma carreira política para o vice-almirante. Não estranha, contudo, que junto da população surja o desejo de vê-lo a exercer outros cargos, nomeadamente o de chefe do Estado. “Os políticos deveriam reflectir sobre esse fenómeno. Essa extrapolação tem a ver com a diferença que marca. Os portugueses estão cansados de uma política desfasada da realidade. Esta adoração é uma crítica indirecta à política tradicional”, alerta Adalberto Campos Fernandes.

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