Coordenadora de programas no Comité Internacional da Cruz Vermelha em Moçambique, Mariana Camarote, disse que um dos maiores desafios é ter acesso às áreas onde se encontram as pessoas afectadas pelo conflito armado

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) diz que a intensificação da insegurança na povíncia moçambicana de Cabo Delgado está a dificultar a assistência humanitária às vítimas do terrorismo naquela província e alerta para o facto de que, com a invasão russa da Ucrânia, está a diminuir o apoio aos deslocados de guerra no norte do país.

A coordenadora de programas no CICV em Moçambique, Mariana Camarote, disse que um dos maiores desafios da organização é ter acesso às áreas onde se encontram pessoas afectadas pelo conflito armado.

"Nós precisamos de ter acesso seguro às áreas afectadas pelo conflito, e isso só pode acontecer quando as questões de segurança são garantidas às nossas equipas", realçou.

Em Cabo Delgado, o CICV actua em duas frentes, a de distribuição de utensílios domésticos, produtos de higiene e material para a cobertura de habitações e a disponibilização de sementes e outros insumos agrícolas.

Camarote alertou que num contexto em que a comunidade internacional se ressente dos efeitos da guerra russo-ucraniana, se deve olhar também para as vítimas do conflito em Cabo Delgado.

Ela concluiu que "desde o início do ano, as atenções da comunidade internacional se viraram para a Europa, por causa do conflito na Ucrânia, e o nosso apelo é que não diminua a ajuda à população afectada em Cabo Delgado".

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