De acordo com o Centro Nacional de Cibersegurança, dos principais cibercrimes identificados ao longo do ano foram phishing, smishing, infeções por malware, ransomware, entre outros tipos de fraude ou burla.

Em 2020, o número de incidentes cibernéticos em Portugal praticamente duplicou. Segundo os mesmos dados do Centro Nacional de Cibersegurança, há cada vez mais pessoas a recorrer ao comércio eletrónico, o que potencia o aumento das burlas online. Com o objetivo de consciencializar os consumidores portugueses para os riscos que correm ao fazer compras online, a Revolut elaborou sete dicas que o podem ajudar a evitar dissabores na hora de fazer uma compra ou alugar casa através de meios digitais.

De acordo com o Centro Nacional de Cibersegurança, dos principais cibercrimes identificados ao longo do ano foram phishing, smishing, infeções por malware, ransomware, entre outros tipos de fraude ou burla.

“A Revolut quer aumentar a consciência sobre os diferentes tipos de crimes, para que os clientes se protejam, e por isso, partilha algumas dicas para detectar os sinais de que uma oferta é, potencialmente, fraudulenta. Sendo certo que existem diferentes tipologias de golpes, muitos são feitos através de pagamentos autorizados por push – nos quais as vítimas pagam por bens ou serviços que não são recebidos e podem ser operacionalizados via e-mail (phishing), mensagens de texto (smishing), chamadas telefónicas (vishing) ou ativadas através de publicidade maliciosa nas redes sociais”, afirma a empresa.

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‘Cyber hygiene check‘: faça uma limpeza

Remova todos as apps não utilizadas ou perfis online de que já não precisa, verifique as suas configurações de privacidade em plataformas de redes sociais para garantir que está a partilhar dados apenas com as pessoas em quem confia e ative a autenticação multifator sempre que possível para fortalecer a segurança das contas. Garantir que as senhas são atualizadas regularmente e excluir contas não utilizadas deve ser uma parte regular da sua rotina cibernética – o período de férias pode ser uma boa altura para começar.

Desconfie de ofertas demasiado baratas

É importante comparar cada oferta com outras disponíveis, perceber o preço médio junto de agências de viagem reconhecidas ou companhias de aviação para as mesmas datas, para ter uma referência. Se a oferta for consideravelmente mais barata, pode ser uma fraude.

Tenha atenção aos logótipos

Procurar a autenticidade dos logotipos nas ofertas é sempre uma boa ideia. A Revolut também recomenda que pesquise selos de qualidade oficiais que possam acompanhar o website da empresa. Operadores turísticos são, tendencialmente, membros de associações de turismo. Poderá encontrar facilmente os logotipos oficiais através do seu motor de busca.

Confie apenas em sistemas de pagamento internos

Os websites de reservas têm sistemas anti-fraude, mas muitas vezes os criminosos aproveitam a popularidade destes sítios para tentar enganar potenciais vítimas. Procure perceber se o link de pagamento reconduz para um site externo ou caso peçam para fazer uma transferência bancária.

Não contacte pessoas fora das plataformas oficiais

As plataformas de reservas inibem os contactos fora das plataformas como medida preventiva. Os clientes devem suspeitar se encontrarem uma reserva com o e-mail privado ou o número de telefone do proprietário ou um anúncio que incentive o contacto direto. A Revolut recomenda o uso do chat de apoio das plataformas de booking como primeiro ponto de contacto.

Espreite as opiniões online e identifique as falsas

Verificar avaliações de clientes e as páginas de redes sociais das empresas nas quais pondera fazer uma reserva é obrigatório. Poderão existir comentários falsos para credibilizar a oferta. Mas alguns sinais podem ser reveladores, por exemplo, muitas críticas semelhantes, muito recentes ou pouco factuais, bem como críticas de membros não avaliados na plataforma.

Atenção aos esquemas com reembolsos

Devido à pandemia, quem viaja tem que lidar cada vez mais com cancelamentos de voos e pedidos de reembolso. Os criminosos usam essas oportunidades para enganar os clientes de várias maneiras, incluindo através de e-mails de phishing, chamadas falsas ou anúncios nas redes sociais. Os clientes devem ficar atentos se lhes for pedido para pagar uma taxa inicial de gestão de pedidos de reembolso – especialmente se o seu pedido for redirecionado para um site externo ou se forem solicitados os seus dados bancários por telefone.

 

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