Para o vice-almirante que liderou a task-force de vacinação houve um fator fundamental: "despolitizar" o processo.

O vice-almirante Henrique Gouveia e Melo considera que o sucesso da sua missão à frente da task-force de vacinação contra a covid-19 se deveu à organização, comunicação, liderança e, sobretudo, outro fator: "Não sou político e conduzi o processo fora das lutas [políticas]", disse à estação televisiva norte-americana CBS.

"Acha que foi importante despolitizar o assunto?", questionou o repórter. "Sim. Claro, isso foi muito importante."

O sucesso do processo de vacinação contra a covid-19 em Portugal, com uma das mais elevadas taxas de população vacinada do mundo, é um exemplo citado em várias partes do globo e atrai os olhares externos. O exemplo mais recente é este da estação televisiva norte-americana CBS, que quis contar como um militar, o vice-almirante Gouveia e Melo, conseguiu levar a cabo aquilo que em muitos outros países está a revelar-se mais difícil: convencer a esmagadora maioria da população sobre os benefícios da vacinação.

À estação norte-americana, Gouveia e Melo lembrou o traje de combate que sempre fez questão de usar. "Apareci em público sempre com a farda militar". Questionado porquê, o vice-almirante explicou: "Porque era uma fase de guerra."

Uma "guerra", disse, sem partes neutras: "Nesta guerra só há dois lados. E a questão é: Você está do lado do vírus, a ajudar o vírus porque não quer ser vacinado? Ou está do lado da comunidade, do bem de todos?"

Graças à missão bem sucedida de Gouveia e MElo, lembra a CBS, Portugal está praticamente empatado com os Emirados Árabes Unidos no que se refere a cidadãos totalmente vacinados: mais de 87% de toda a população.

A reportagem da CBS também falou com o CEO da Web Summit, Paddy Cosgrave, que disse que a vacinação em Portugal foi muito importante para o sucesso da cimeira tecnológica, com as grandes empresas multinacionais a mudarem de postura quanto à presença física em Lisboa, e com a cientista Maria Mota, do Instituto de Medicina Molecular, que lembrou a importância de replicar o sucesso da vacinação em Portugal no resto do mundo, pois "esta é uma pandemia global" que só se ultrapassa em conjunto.

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