A Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel (USISM) vai alocar mais 22 enfermeiros, seis médicos, dez assistentes técnicos e seis assistentes operacionais para corresponder à intenção de vacinar 2.500 pessoas por dia contra a covid-19.

“A USISM, com o propósito de atingir a meta definida pelo Governo Regional dos Açores” de ter 70% da população vacinada até ao final de agosto, “está a reorganizar os seus serviços para garantir os recursos humanos necessários”, adiantou hoje a administração, em resposta escrita à Lusa.

Para reforçar o ritmo de inoculações, o centro de vacinação das Portas do Mar, no concelho de Ponta Delgada, terá “mais seis gabinetes de vacinação, ficando um total de 18”, garantindo, assim, a “capacidade para inocular 2.000 pessoas por dia”.

“A capacidade do centro de vacinação da Ribeira Grande já foi aumentada”, tendo cinco bancas disponíveis, e “Vila Franca do Campo também já tem a capacidade instalada” para atingir “uma capacidade máxima de 2.500 pessoas por dia na ilha de São Miguel”.

Os profissionais vão trabalhar por turnos, e a USISM “está, também, a garantir a eventual necessidade de recorrer à Bolsa de Enfermeiros”, criada pela Ordem com recursos humanos que trabalham noutras instituições e “se propõem a efetuar um contrato de prestação de serviços (part-time)” com aquela unidade de saúde

Em declarações à agência Lusa, o coordenador regional da vacinação contra a covid-19 nos Açores, Pedro Monjardino, lembrou que, “na ilha Terceira, também está a ser feito um esforço” de aumento do ritmo de vacinação.

O responsável reiterou ainda que, “caso seja necessário um reforço adicional de recursos, nomeadamente de enfermeiros, que a Região Autónoma não consiga fornecer, a coordenação da vacinação tem preparada uma equipa que pode vir do Continente ajudar na vacinação”.

Também o secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses, destacou hoje que as duas ilhas mais populosas dos Açores terão um aumento do ritmo de inoculações.

“Na Terceira, com o incremento que estamos também a desenvolver, [vão ser] entre as 1.000 e as 1.500 doses diárias”, avançou o titular da pasta da Saúde nos Açores, Clélio Meneses, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao centro de vacinação de Santa Luzia, na Praia da Vitória, ilha Terceira.

Naquela ilha, “há um reforço que decorre da bolsa de enfermeiros que a Ordem dos Enfermeiros disponibilizou à região e esse reforço de meios implica que haja mais enfermeiros para vacinar. Para além disso, há um incremento ao nível do número de espaços de vacinação em cada posto e dos respetivos horários”, detalhou o governante.

Os horários dos centros de vacinação da ilha Terceira “serão alargados”, passando a funcionar “até cerca das 18:00/19:00, durante os dias úteis”.

Os Açores têm 60% de população com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e 56% com a vacinação completa.

“Já inoculámos mais de 275 mil doses. Com a primeira dose já ultrapassámos os 60% e com a vacinação completa já ultrapassámos os 56%”, avançou Clélio Meneses.

Segundo o governante, sete das nove ilhas dos Açores têm mais de 70% da população inoculada com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e cinco ilhas têm mais de 70% com vacinação completa: Corvo, Santa Maria, São Jorge, Graciosa e Pico.

“O Faial está a cerca de 1.500 doses da população inoculada com 70% e as Flores a menos de 200 doses”, adiantou, referindo-se à vacinação completa.

No início de junho, o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse que o executivo tinha a expectativa de "durante o mês de julho", atingir a "imunidade comunitária em todas as ilhas".

O coordenador regional do processo de vacinação contra a covid-19, admitiu, esta semana, que o prazo poderia ser alargado até ao final de agosto, data reiterada hoje por Clélio Meneses.

Os Açores têm atualmente 579 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, dos quais 349 em São Miguel, 191 na Terceira, 11 no Pico, 11 em São Jorge, sete em Santa Maria, quatro nas Flores, quatro no Faial e dois na Graciosa.

Desde o início da pandemia, foram diagnosticados na região 7.552 casos de infeção por SARS-CoV-2, tendo ocorrido 6.787 recuperações e 38 mortes. Saíram do arquipélago sem terem sido dadas como curadas 85 pessoas e 63 apresentaram comprovativo de cura anterior.

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