A Pfizer revelou que o seu medicamento antiviral experimental contra a COVID-19 reduz em cerca de 90% o risco de hospitalização ou morte em pacientes com comorbilidades. A farmacêutica vai pedir à agência do medicamento norte-americana e aos reguladores internacionais que autorizem a utilização o mais rapidamente possível.

A existência de comprimidos antivirais que permitam tratar a COVID-19 de forma precoce “seria um avanço muito importante”, considerou John Mellors, responsável pelo departamento de doenças infeciosas da Universidade de Pittsburgh, que não participou no estudo da Pfizer e que foi monitorizado por um painel independente de especialistas.

“Se alguém desenvolvesse sintomas e testasse positivo poderíamos ir à farmácia aviar uma receita como fazemos para tantas outras doenças infeciosas”, referiu.

A farmacêutica divulgou os resultados preliminares do seu estudo com o novo medicamento antiviral que envolveu 775 adultos. Os pacientes que receberam o medicamento em conjugação com outro antiviral logo após manifestarem sintomas da doença, registaram uma “redução de 89% na taxa de hospitalizações ou morte após um mês, por comparação com o grupo de pacientes que tomou placebo”.

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Menos de 1% dos pacientes que tomaram o medicamento precisou de ser internado e nenhum morreu. No grupo de comparação, 7% das pessoas foram hospitalizadas e sete morreram.

“Tínhamos esperança de ter algo extraordinário, mas é raro ver grandes medicamentos surgirem com quase 90% de eficácia e 100% de proteção contra a morte”, disse, em entrevista, Micael Dolsten, diretor científico da Pfizer.

Os participantes neste estudo não foram vacinados, apresentavam sintomas e COVID-19 leves a moderados, e foram considerados de risco elevado em termos de internamento devido aos problemas de saúde que apresentavam como obesidade, diabetes ou doenças cardíacas.

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