Quem tem menos de 60 anos e tomou a primeira dose da vacina da AstraZeneca, pode optar por tomar a segunda dose ou esperar que sejam conhecidos novos dados sobre a utilização de outra marca.

Quem tem menos de 60 anos e tomou a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca não é obrigado a levar a segunda dose desta vacina, podendo optar por esperar até que sejam conhecidos novos dados sobre a utilização de outra marca, revela a norma publicada esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

À semelhança do que aconteceu na generalidade dos países europeus, em meados de abril, Portugal recomendou a administração da vacina da AstraZeneca, apenas a pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Esta decisão foi tomada após o regulador europeu ter admitido que existe uma possível ligação entre a administração desta vacina e a formação de coágulos sanguíneos.

EMA recomenda dar 2ª dose da Astra até 12 semanas

Na altura, a diretora-geral da Saúde garantia que ia “ser encontrada uma solução” para as pessoas com menos de 60 anos que já tenham tomado uma dose da vacina da AstraZeneca, lembrando que “daqui a três meses vai chegar informação adicional” sobre esta vacina, e que as autoridades vão “agir em conformidade.”

Neste contexto, esta sexta-feira a DGS fez uma nova atualização à norma relativa à administração da vacina contra a Covid da farmacêutica. De acordo com esta atualização, as pessoas com menos de 60 anos que já levaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca têm duas opções: “fazer uma segunda dose de VAXZEVRIA® [nome comercial da vacina da AstraZeneca], com um intervalo de 12 semanas após a primeira dose”, tal como continua a ser recomendado pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês). Ou, em alternativa, aguardarem “que sejam conhecidos novos dados relativamente à utilização de uma vacina de outra marca, para completar o esquema vacinal”, lê-se na norma 003/2021, atualizada esta sexta-feira.

Esta indicação tinham também sido avançada pelo secretário de Estado Ajunto e da Saúde, durante uma visita ao Centro Hospitalar do Oeste, nas Caldas da Rainha, esta manhã. “A recomendação é que a segunda dose seja da Astrazeneca. Se, por qualquer motivo, não quiserem essa, terão possibilidade de optar por outra vacina, no seu devido tempo”, explicou António Lacerda Sales, em declarações transmitidas pela TVI24.

Com a chegada de uma maior disponibilidade, Portugal pretende acelerar o ritmo de vacinação, com o intuito de administrar, em média, 100 mil vacinas por dia, já a curto prazo. Nesta segunda fase, o foco está em imunizar a população com mais de 60 anos, tendo o Governo se comprometido a ter todos os maiores de 60 anos vacinados até à semana de 23 de maio. Só neste trimestre, as autoridades de saúde portuguesas esperam receber mais de nove milhões de doses de vacinas, das quais cerca de 5,5 milhões da Pfizer, 795,6 mil da Moderna, 1,6 milhões da AstraZeneca e 1,2 milhões da Janssen, segundo revelou a task force ao ECO, na semana passada.

Pessoas abaixo dos 60 anos podem tomar AstraZeneca com “consentimento informado”
As pessoas com menos de 60 anos vão poder receber a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19, mediante o seu “consentimento informado”, anunciou esta sexta-feira o coordenador da task force do plano de vacinação.

“Fui pedir para que se crie uma exceção – e há uma exceção – que, com o consentimento informado das pessoas, se a pessoa quiser ser vacinada com a AstraZeneca, pode ser vacinada com a AstraZeneca abaixo dos 60 anos”, adiantou Gouveia e Melo num webinar promovido pela Unicef no âmbito da Semana Mundial da Imunização.

O coordenador do plano de vacinação que se iniciou a 27 de dezembro de 2020 reiterou o benefício das vacinas contra a Covid-19 face ao risco de doença grave ou morte provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

“Se me pusessem a hipótese de estar numa linha em que a probabilidade de me acontecer uma coisa é de uma em meio milhão e estar noutra linha em que a probabilidade de me acontecer uma coisa má é uma em 500, não tinha dúvidas para qual dos lados é que ia pender”, afirmou o vice-almirante.

Nesta conferência online, Gouveia e Melo considerou ainda “não ser uma boa estratégia” optar por não se ser vacinado contra o novo coronavírus.

“De facto é lamentável que, havendo pessoas a morrer por Covid-19, se esteja a discutir coisas muito difíceis de compreender. Basta dizer que, na última semana, se calhar morreram mais pessoas por Covid-19 do que todas as pessoas que morreram no mundo inteiro em resultado de efeitos colaterais da vacina da AstraZeneca”, afirmou.

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