As poucas pessoas vacinadas infetadas pelo SARS-CoV-2 têm uma probabilidade 73% inferior de serem hospitalizadas, comparativamente com os doentes não vacinados, revela um novo estudo, que também destaca a eficácia das vacinas na prevenção da covid prolongada.

A covid prolongada é o lado mais silencioso da pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2. Vários estudos têm vindo a demonstrar que entre 10 a 30% das pessoas contagiadas sofrem sintomas arrastados da doença, que podem estender-se ao longo de mais de seis meses. Fadiga, falta de ar, palpitações, dores musculares ou dificuldades de concentração são algumas das queixas mais comuns.

Apesar de a comunidade científica ainda saber muito pouco sobre esta condição, já é claro que as vacinas também são fundamentais na prevenção da covid prolongada, também apelidada de PASC (Sequelas Pós-Agudas de SARS-CoV-2).

Em primeiro lugar, ao ajudarem a prevenir a infeção, as vacinas diminuem automaticamente o número de casos que podem degenerar em covid prolongada. No entanto, mesmo as poucas pessoas vacinadas que acabam por se contagiar têm uma probabilidade 49% inferior à dos infetados não vacinados de registarem sinais da doença ao longo de quatro ou mais semanas.

Entre os cerca de 1 milhão de voluntários totalmente imunizados, apenas 0,2% se infetaram, mas a probabilidade de terem doença assintomática foi o dobro da registada entre os não vacinados

A revelação consta de um estudo publicado na The Lancet Infectious Diseases, que também sublinha a eficácia das vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna e AstraZeneca contra a doença sintomática ou severa.

A análise inclui os dados de cerca de 1,2 milhões de adultos, que registaram voluntariamente os seus dados na aplicação Covid Symptom Study. Participaram, sobretudo, pessoas com a vacinação completa, mas também com apenas uma dose ou não vacinadas.

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Entre os cerca de 1 milhão de voluntários totalmente imunizados, entre 8 de dezembro de 2020 e 4 de julho deste ano, apenas 0,2% se infetaram. Contudo, a probabilidade de terem doença assintomática foi o dobro da registada entre os não inoculados contagiados pelo vírus.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de os vacinados serem hospitalizados reduziu-se em 73%, comparativamente com os doentes que não tinham sido imunizados.

A autora principal do estudo, a geriatra Claire Stevens, do King’s College London, considerou os resultados da investigação um incentivo para os mais jovens se vacinarem, já que apesar de raramente sofrerem de doença grave, também estão suscetíveis à covid prolongada que, muitas vezes, afeta pessoas que se mantiveram assintomáticas durante a infeção.

Também tem estado em análise a eventualidade de a vacina ajudar a dissipar as queixas dos doentes com covid prolongada, mas não existe evidência científica que o comprove.

Ainda sobre os méritos da vacina, outra análise publicada no final do mês passado pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano, que reviu os dados dos residentes infetados em Los Angeles County (Califórnia) entre maio e julho, mostra que os não vacinados têm cinco vezes mais hipóteses de se infetarem com a Delta, comparativamente com as pessoas imunizadas, já o risco de serem internados é 29 vezes superior. Sinais de que as vacinas continuam a ser eficazes.

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