Chama-se Ómicron, foi identificada na África do Sul e está já presente em vários países, incluindo em Portugal.

Apesar de ainda ser cedo para ter certezas, Angelique Coetzee, a médica sul-africana que detetou pela primeira vez a nova estirpe do vírus SARS-CoV-2, desdramatiza os efeitos da variante B1.1.529, também designada de Ómicron.

Para já, os sintomas iniciais de quem contrai uma infeção relacionada com a nova estirpe parecem ser "invulgares" e diferentes dos associados à variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia, explica a médica à "BBC". Os doentes queixam-se de fadiga extrema, dores de cabeça e sentem a garganta arranhada.

Angelique Coetzee revelou que o primeiro caso foi detetado num homem de 30 anos que se queixava de cansaço "durante vários dias" e dores de cabeça. A médica, que também é presidente da Associação Médica da África do Sul, garante que os colegas relatam casos semelhantes e que estão em causa "sintomas extremamente ligeiros".

As suas observações foram parcialmente confirmadas pelo professor Barry Schoub, um virologista e chefe do Comité Consultivo Ministerial da África do Sul sobre as vacinas Covid-19: "Até agora, os casos têm sido bastante leves", disse à "Sky News". E, ao contrário da Delta, a nova variante "não causou qualquer aumento significativo" nas hospitalizações.

Quanto à gravidade ou resistência da nova variante, Schoub lembra que estes são apenas "os primeiros dias" e que é preciso esperar para compreender melhor o perigo real da nova variante. O especialista admite, ainda assim, que a Ómicron propaga-se "muito rapidamente".

Já a Organização Mundial da Saúde continua sem saber se esta variante é mais transmissível ou se causa sintomas mais ligeiros ou mais graves. Ainda assim, não esconde que o risco desta variante ser transmitida mundialmente é "alto".

A nova variante foi descoberta, a 11 de novembro, no Botsuana, mas já há vários casos confirmados em diversos países, incluindo Hong Kong, Israel, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Itália, Austrália e Canadá. Esta terça-feira, numa conferência online, citada pela Reuters, a diretora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças avançou que foram já confirmados 42 casos de infeção com a variante da Covid-19 Ómicron em 10 países da União Europeia.

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Portugal em alerta

Em Portugal, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, confirmou esta segunda-feira, a existência de 13 casos positivos associados a esta estirpe. Para já, todos eles são de jogadores e equipa técnica do Belenenses SAD.

Sobre estes casos, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, já veio esclarecer, em declarações à RTP3, que serão submetidos a um isolamento preventivo e a uma testagem rigorosa. Haverá um primeiro teste ao quinto dia de isolamento e um segundo teste ao décimo dia.

Ao mesmo tempo, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge está a elaborar um plano que visa analisar mais casos positivos associados a esta estirpe.

Esta segunda-feira, o Governo português decidiu suspender os voos de e para Moçambique, garantindo apenas voos repatriamento. Por sua vez, a Suíça colocou Portugal na lista de países de risco. Quer isto dizer que, qualquer cidadão português que, a partir de agora, pretenda entrar no país, vai ter de apresentar teste negativo e cumprir um período de isolamento de 10 dias.

Esta variante recorde-se, apresenta 32 mutações (ou seja, o dobro das da variante Delta) na proteína spike, que se liga à proteína ACE2 na superfície das células.

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