O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que o Governo está empenhado no "cumprimento integral" do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado com a Renamo, principal partido da oposição, em agosto de 2019.

"O Governo continua empenhado no cumprimento integral do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de 06 de agosto de 2019", afirmou Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano falava na Assembleia da República sobre a situação geral da nação.

O Presidente avançou que o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) tem sido conduzido dentro de "um espírito de confiança mútua e profícua".

No quadro do DDR, 63% dos cerca de cinco mil guerrilheiros do braço armado do principal partido da oposição já entregaram as armas e voltaram a casa, enfatizou.

Das 16 bases abrangidas pelo processo, foram desativadas 11, prosseguiu.

Na semana passada, o enviado pessoal do secretário-geral da ONU para as negociações de paz em Moçambique anunciou o encerramento da primeira base da Renamo no norte do país e o desarmamento de todos os 560 combatentes que ali viviam.

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"Temos o prazer de comunicar que foi alcançado um marco positivo no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração com o encerramento da primeira base militar da Renamo", afirmou Mirko Manzoni, em comunicado de imprensa.

Manzoni considerou que com o fim da base de Murrupula, a desmobilização dos antigos homens armados da Renamo prossegue a marcha para a conclusão do DDR.

Mirko Manzoni observou que 63% do efetivo militar da Renamo já foi abrangido pelo DDR, manifestando expetativa na conclusão do processo.

"Além dos progressos no desarmamento e na desmobilização, este ano, o país deu passos importantes e intencionais rumo à paz definitiva, com progressos tangíveis nas áreas da descentralização, reintegração e reconciliação nacional", destacou Manzoni.

O Acordo de Paz e Reconciliação Nacional foi o terceiro entre o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e a Renamo, tendo os três sido assinados na sequência de ciclos de violência armada entre as duas partes.

No âmbito do entendimento, devem ser desmobilizados cerca de cinco mil guerrilheiros, sendo que alguns foram incorporados nas Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas.

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