Falta de matéria-prima e exportação ilegal de caju bruto na origem da crise que afecta o sector em Moçambique

Cerca de 7200 pessoas, na sua maioria mulheres, ficaram no desemprego depois do encerramento de seis fábricas de processamento da castanha de caju na província moçambicana de Nampula.

Na origem do encerramento a falta de matéria-prima, situação agudizada pela exportação ilegal da castanha bruta, que, aliás regista-se desde 2018.

Salvador Neves diz que trabalhou durante 12 anos na empresa de processamento de castanha de caju Condor.

O despedimento mexeu com a vida dele, pois era a sua única fonte de sobrevivência e agora depende de “pequenos biscaites que nem sempre dão certo”.

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Mãe de quatro filhos, Jacinta Daniel conta que a indústria do caju foi o seu primeiro emprego e agora vê-se “desesperada”.

Por seu lado, o presidente da Associação dos Industriais de Caju em Nampula, Yonuss Gafur, alerta que restam apenas seis fábricas na província que, também, enfrentam falta de matéria-prima.

Yonuss acrescentou que empresas falaram com o ministro da Agricultura que apercebeu-se da situação e garantiu promover acções para resgatar a indústria do caju, um dos mais importantes sectores do agronegócio em Moçambique.

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