A União Europeia lançou, nesta quarta-feira (3) ,a sua primeira Missão Militar dedicada ao treino de tropas para enfrentar a violência armada em Cabo Delgado, em cerimónia realizada na Catembe, do outro lado da baía de Maputo.

A missão de dois anos não se envolverá em operações militares no terreno, e contará com 140 militares divididos entre dois centros de treino, um para comandos no Campo Militar em Chimoio, na província central de Manica, e outro para fuzileiros na Ka-Tembe.

O ministro português da Defesa, João Gomes Cravinho, que participou no acto de lançamento, juntamente com o seu homólogo moçambicano, Jaime Neto, explicou que o objectivo desta missão "é criar as condições para que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique tenham capacidade plena de exercício de soberania em todo o seu território".

O governante português anotou que para além da formação de comandos e fuzileiros, "também é preciso formação ao nível do Estado-Maior, do comando, de direcção, plameamento, logística e também de militares mais especializados, como são os pilotos".

"Mas esta não é a solução para o conflito em Cabo Delgado", considerou João Gomes Cravinho, para quem "a solução de longo prazo para Cabo Delgado, como para qualquer parte do mundo, é a aposta no desenvolvimento e na possibilidade da economia corresponder às necessidades da população, mas para isso é preciso haver paz".

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País irmão

Por outro lado, o ministro da Defesa de Portugal sublinhou que a União Europeia está satisfeita com a participação da SADC e do Ruanda na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado.

A missão de treino, designada EUTM (European Union Training Mission) Moçambique, "será comandada pelo vice-almirante Hervé Bléjean, director da Capacidade Militar de Planeamento e Condução" e, no terreno, "a direção operacional caberá ao brigadeiro-general Nuno Lemos Pires, militar do Exército português, que comandará a força", lê-se em comunicado.

Gomes Cravinho garante que a crise governativa em Portugal não vai afectar a cooperação com Moçambique e muito menos o avanço dos programas de desenvolvimento.

Ele realçou que "aconteça o que acontecer em termos de solução governativa em Portugal, haverá sempre a continuidade no que toca ao relacionamento com Moçambique, porque Moçambique é um país irmão; o trabalho que estamos a fazer em Moçambique é um trabalho que é apreciado por toda a classe política em Portugal".

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