A Presidência da República dá conta do desaparecimento do escritor e gestor através de uma nota oficial. "Foi uma das figuras mais dinâmicas da cultura portuguesa do último meio século", destacou Marcelo Rebelo de Sousa.

Morreu o escritor, gestor e jornalista António Mega Ferreira. Uma nota da Presidência da República, emitida esta segunda-feira, deixa homenagem ao autor, nascido em Lisboa em 1949.

Nas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, destacadas da nota, António Mega Ferreira "foi uma das figuras mais dinâmicas da cultura portuguesa do último meio século", um homem de inúmeros ofícios - "jornalista da imprensa e da televisão, editor, ficcionista, ensaísta, cronista, poeta, tradutor, gestor cultural".

"Esteta, entusiasta, erudito, conviviam na personalidade de Mega Ferreira o comprometimento cívico e a distância irónica. Foi um dos melhores da sua e minha geração no campo da cultura. Presto-lhe a minha homenagem sentida", refere.

Colegas desde o Liceu Pedro Nunes até ao fim do curso na Faculdade de Direito de Lisboa, o Presidente da República frisa, no mesmo documento, o papel de Mega Ferreira como gestor na Expo 98, Centro Cultural de Belém (CCB) e na Metropolitana, assim como o seu papel enquanto escritor.

Enquanto jornalista, passou pelo Jornal Novo, o Expresso, O Jornal e pela RTP, estação na qual foi chefe de redação de informação.

 

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