O Governo Regional dos Açores vai apoiar a incubação virtual de empresas ligadas ao setor cultural no Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira (Terinov), anunciou hoje o diretor regional da Cultura.

“A direção regional da Cultura […] decidiu apostar no empreendedorismo cultural, financiando a incubação durante três anos das melhores, mais inovadoras, criativas, diversificadas e ousadas ideias de negócio dos agentes culturais amadores ou já profissionais e despertando os demais para este mecanismo eficaz de desenvolvimento cultural e criação de emprego cultural”, afirmou o diretor regional, Ricardo Tavares, na cerimónia de assinatura do protocolo com o Terinov, em Angra do Heroísmo.

O Programa de Apoio à Profissionalização dos Agentes Culturais dos Açores (Cultur-Inov) prevê um investimento de cerca de 13 mil euros da direção regional da Cultura, destinado ao "pagamento dos serviços" prestados pelo Terinov, num período de três anos.

As candidaturas deverão abrir até março e serão selecionados, no máximo, 10 projetos, de qualquer ilha do arquipélago, ligados a áreas como artes plásticas performativas e visuais, património cultural, cinema e audiovisual, fotografia, música e artes digitais.

“Desde que as ideias sejam inovadoras, viáveis e criativas, provavelmente serão aceites e financiadas”, sublinhou o diretor regional.

Ricardo Tavares salientou que a cultura “promete um forte crescimento para os próximos anos”, alegando que quando a pandemia de covid-19 der tréguas “vai dar muito espaço à criação cultural”.

“A cultura será o futuro da economia e nós, nos Açores, somos a região densamente mais cultural do país, temos condições excelentes para isso”, frisou.

Segundo o diretor regional da Cultura, a integração dos projetos em regime de incubação virtual vai permitir que tenham acesso a uma “boa rede de contactos e parcerias” e a “serviços fundamentais” como “apoio administrativo, técnico, financeiro e jurídico e assessoria de imprensa”.

“As ideias de negócio são convertidas em planos estratégicos concretos e os empreendedores são orientados para mecanismos profícuos de busca de financiamento, gestão empresarial, formação de pessoal, operações de ‘marketing’ e mensuração de resultados e tomam consciência dos processos de propriedade intelectual e patentes”, acrescentou.

Segundo o diretor executivo do Terinov, Duarte Pimentel, mais de um terço dos projetos incubados no parque são ligados às indústrias culturais e o setor está “em forte crescimento”.

“Num universo de 67 projetos, temos sensivelmente 28 projetos relacionados com estas áreas”, adiantou.

Duarte Pimentel defendeu que é possível apostar na profissionalização deste setor e fazer com que projetos que hoje são ‘hobbies’ possam vir a ser encarados como “profissão a tempo inteiro”, com “retorno financeiro”.

“O que estamos aqui a falar é objetivamente da profissionalização dos agentes culturais e criativos, numa ótica de rentabilidade financeira. Não há que ter receio de dizer isto, porque a cultura também é feita para ganhar dinheiro. Temos aqui muitos bons exemplos”, apontou.

O programa prevê uma incubação virtual, que vai permitir incluir projetos “do Corvo a Santa Maria”, mas Duarte Pimentel garantiu que o apoio prestado será “exatamente o mesmo” que é dado a quem está no espaço físico do Terinov.

“É em incubação virtual exclusivamente, porque, por um lado, o Terinov está cheio, mas, por outro lado, porque objetivamente queremos dar uma dimensão regional ao programa”, explicou.

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