Quando o 500 SEC foi lançado, em 1981, o público estranhou um pouco no início. Alguns alegavam que seu desenho fugia um pouco à identidade da marca, fato não muito justificável: mesmo toda sua carroceria sendo nova e diferente da versão sedã — o que em gerações anteriores não acontecia —, perceberemos nesta análise que tinha, sim, todo o DNA Mercedes-Benz. Na prática, suas qualidades rapidamente ganharam os consumidores.

A maior diferença em relação à identidade habitual na época era a grade inspirada na dos esportivos SL, que ficou muito bonita e lhe rendeu uma aparência mais dinâmica e jovial, bem adequada ao cupê. Suas proporções são tão boas que, mesmo passados 30 anos, continuam atraentes. Recursos estéticos deixaram o modelo com um visual esguio e alongado, o que era praticamente mandatório na época — tudo isso sem perder a atitude imponente e clássica e a percepção de qualidade, típicas do que se espera de um Mercedes.
Apesar de toda a evolução do estilo nos últimos tempos — como coberturas dos para-choques bem integradas aos desenhos das carrocerias, faróis e lanternas com lentes em peças únicas e com elementos internos bem trabalhados, vãos de carroceria menores —, o 500 SEC ainda chama bastante a atenção, razão pela qual alcançou o status de carro clássico, com admiradores em todo o mundo.

Algumas evoluções de estilo, aplicadas pela própria Mercedes-Benz e por outras marcas, provocam algumas controvérsias — e o 500 SEC prova que a simplicidade pode ser tão marcante quanto as inovações, que o diga Walter de Silva, chefe de estilo da Volkswagen. Foram trabalhos como esse que tornaram Bruno Sacco, chefe de estilo da Mercedes-Benz por mais de 20 anos, uma lenda do estilo de automóveis.

A Mercedes-Benz tem trabalhado para manter todo seu brilho, criando novos modelos para atender a outros segmentos e aumentar sua vitalidade econômica, assim como andou trabalhando em diferentes direções de estilo. Algumas delas fazem parecer que a empresa se esqueceu de proporcionar ao consumidor o que foi sentido na ocasião dessa geração do Classe S: estar diante de um produto especial em todos os sentidos.

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