Sua história começa em meados dos anos 1950, quando, principalmente para atender a demanda do mercado americano, a Alfa Romeo encomenda aos estúdios Bertone e Pininfarina desenhos para uma versão conversível do cupê Giulietta Sprint, cujo desenho era da Bertone. Venceu a Pininfarina. Seu conversível foi inspirado no Lancia Aurelia B24, um belíssimo e ótimo conversível esportivo, porém mais potente, refinado e caro; portanto, menos acessível. Vale lembrar que na Itália os conversíveis esportivos são comumente chamados de spider.

E assim, no Salão de Turim de 1954 é apresentado o Alfa Romeo Giulietta Spider, que imediatamente encanta e passa a fazer parte dos sonhos dos autoentusiastas da época. Os jovens de então eram mais românticos e se satisfaziam com menos aparafatos. Para eles bastava um esperto conversível de dois lugares e uma bela e alegre moça ao lado para que seus mais lindos e profundos sonhos se realizassem. Para o Romeu, a Giulietta. O motor de 1,3 litro, duplo comando, produzia pouco menos de 70 cv líquidos e isso lhes bastava. De 1955 a 1962 foram produzidos e vendidos mais de 17.000 exemplares do Spider, números expressivos para a época.

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Foi substituído pelo Giulia Spider, que no geral era o mesmo conversível, só que o motor, que mantinha a mesma tradicional configuração, tinha maior cilindrada, agora 1,6 litro, que, por conseguinte, oferecia maior desempenho. Sua potência subira para 92 cv (líquidos) a 6.200 rpm. Entre 1962 e 1965 mais de 10.000 exemplares saíram às ruas para realizar os sonhos de milhares de autoentusiastas, coisa que continua fazendo até os dias de hoje.

Para substituí-la veio o modelo que tivemos o prazer de guiar/pilotar. Desenho Pininfarina, último projeto chefiado pelo genial fundador do estúdio, Battista Pinin Farina, que faleceu um mês após o Duetto — o primeiro nome dado a este conversível — ser lançado no Salão de Genebra de 1966.

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Nota: o conversível foi chamado de Duetto até o final de 1969, quando, após seu desenho receber um corte vertical na traseira — coda tronca — passou a ser chamado de Spider. A traseira do Duetto, com o formato de “charutinho”, era o que imperava nos esportivos e carros de corrida da década de 1950. Era o aerodinâmico da época, a fluidez. Assim é a traseira do Jaguar E-type – cujo design veio do D-type, o Jaguar de corridas vencedor de Le Mans –, assim como é a do Alfa Romeo Giulia Sprint Speciale, por exemplo; dois belíssimos representantes de um conceito de design. Em seguida o antigo conceito, da década de 1930, aerodinâmico de Wunibald Kamm — que preconiza que uma traseira cortada na vertical diminui o arrasto aerodinâmico — voltou à tona e passou a ser usado. Muitos esportivos passaram a ter sua traseira cortada, vide a do Corvette Stingray, Mustang Mach 1 etc, e a Alfa Romeo modernizou seu conversível cortando sua traseira, o que o deixou tão ou até mais lindo.

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