Introduzido em 1971, o R107 foi um modelo significativo para a marca, já que esteve em produção durante dezoito anos e alcançou o maior volume de produção de todos os modelos SL até hoje.

Nesta geração houve lugar a inúmeros avanços tecnológicos, principalmente na área da segurança, bem como a utilização de motores maiores e mais potentes.
O 350 SL contava com 200 cv, o 450 SL com 225 cv e, mais tarde, aparecia o 500 SL com 240 cv, todos eles equipados com motores V8. Os EUA, Austrália e Japão tiveram um 560 SL, mas não era tão potente quanto os 500 SL, devido ao controlo das emissões.

Existiu também uma versão coupé, que coexistiu com esta geração R107, denominada SLC.

Mercedes-Benz SL (R129) – 1989

Baseado no W124, o R129 apresentou novamente uma série de actualizações tecnológicas sobre seu antecessor, tais como uma barra de rolamento controlada por sensor e amortecimento adaptativo opcional.

A oferta de motores variava entre os seis cilindros em linha, V6 e V8. Foi também o primeiro SL em que a AMG trabalhou, após ter sido integrada na Mercedes-Benz.

Nascem então o SL 55 AMG, o SL 60 AMG e o SL73 AMG, este último o SL mais potente até à data, com 518 cv, e cujo motor foi inclusivamente utilizado numa versão inicial do Pagani Zonda.

Mercedes-Benz SL (R230) – 2001

Apresentada em Julho de 2001, esta geração foi a primeira a apresentar um tejadilho metálico retráctil, em detrimento da clássica capota de lona, que abria ou fechava em 16 segundos.

Juntamente com muita tecnologia, apresentava uma ampla gama de motores, que incluíam as ofertas da AMG. Primeiro veio o SL 500 com 306 cv e o SL 350. A AMG lançou o SL 55 – com um V8 supercharged de 5.5 litros – que produza 470 cv. No topo da cadeia estava o SL 600, com um twin-turbo V12 e 500 cv.
A série R230 recebeu um primeiro facelift em 2006 e outro mais significativo em 2008. Apresentava um novo design frontal e algumas novidades, tais como o aquecimento ‘airscarf’ e uma nova iluminação.

Mercedes-Benz SL (R231) – 2012

Assim chegamos à actual geração do Mercedes-Benz SL, revelada ao público em 2012. Embora o R231 represente um novo progresso em tecnologia, o design foi talvez o menos consensual de todos os SL.

Face à geração anterior, o desenho vanguardista foi substituído por um traço mais conservador, com determinados elementos a remeterem para o clássico, como por exemplo a proeminente grelha dianteira ou as aberturas laterais a fazerem lembrar o 300 SL.

Ainda assim, a Classe SL continua a ser a referência no que toca aos roadsters de luxo, e está de parabéns!

Mercedes-Benz 300 SL Gullwing (W198 I) – 1954

A história do 300 SL W198 I nasce de uma parceria entre a Alemanha e a América. O importador oficial da Mercedes-Benz nos EUA, Maximilian E. Hoffman, foi o homem que convenceu a gerência da marca em Estugarda a construir um automóvel desportivo para a estrada, inspirado no W194.

O automóvel surgiu assim no palco mundial em Fevereiro de 1954, no International Motor Sports Show, em Nova Iorque. Com a sua génese proveniente do modelo de corrida, era o automóvel de produção mais rápido do seu tempo, o que juntamente com as especificações de luxo e as extraordinárias portas ‘asas de gaivota’, fizeram dele um ícone desde o início e um dos Mercedes-Benz mais bonitos de sempre.
O automóvel foi um sucesso imediato, particularmente nos EUA. Entre 1954 e 1955, 85% de todos os modelos produzidos foram exportados para a América.

Velocidade, inovação e elegância. São estas as premissas que acompanham a Classe SL da Mercedes-Benz desde a sua primeira geração, a qual comemora este mês 65 anos.

Esta história de sucesso teve início devido aos excelentes resultados alcançados pelo automóvel de corrida 300 SL W194 em prestigiadas corridas internacionais, corria o ano de 1952. De forma a materializar o êxito da versão de competição, surge o Mercedes-Benz 300 SL Gullwing W198 em 1954 e o 190 SL W121, ambos automóveis de estrada. Desde aí até aos dias de hoje, várias gerações do modelo foram lançadas no mercado, mantendo viva a génese do modelo.

A nível de vendas, a Classe SL sempre alcançou bons resultados, principalmente no que toca à exportação para mercados específicos. No final da década de 1950, o coupé 300 SL e o roadster 190 SL já haviam estabelecido um padrão de vendas internacionais de sucesso, igualado posteriormente pelas gerações seguintes.

As inovações nos campos do design e engenharia de cada geração colocaram estes automóveis na vanguarda do seu tempo, sendo hoje em dia bastante apreciados e cobiçados por entusiastas e coleccionadores.

Como tudo começou
A história da Classe SL começa em 1951, quando os responsáveis da Mercedes-Benz decidiram que precisavam de um automóvel de corrida para reintroduzir a marca no desporto automóvel, após a Segunda Guerra Mundial.

Recaiu sobre Rudy Uhlenhaut, chefe do departamento de automóveis de passageiros da Mercedes-Benz na época, a tarefa de construir um chassis tubular de alumínio e magnésio bastante leve e adicionar o motor de 3.0 litros com seis cilindros em linha, que equipava os 300 ‘Adenauer’, elevando a potência deste para os 170 cv. Daí nasceu o ‘300 Super Leicht’, ou Super Leve, mais tarde abreviado para SL.

Em 1952, a Mercedes-Benz lançou assim o 300 SL de corrida (W194) para continuar o legado das lendárias Flechas de Prata do período pré-guerra, e em boa hora o fez! O automóvel fez segundo e quarto lugar na Mille Miglia, uma vitória tripla no Prix de Berne, uma vitória dupla nas 24h de Le Mans, uma vitória quádrupla no Nürburgring Anniversary Sport Car GP e uma vitória dupla na Carrera Panamericana.

O W194 não foi o primeiro SL de estrada, mas foi extremamente importante para antecipar a linhagem SL.

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