Ainda que muitas marcas se afastem da tecnologia turbodiesel, a Mercedes-Benz não está ainda determinada a acabar com essa sua faceta, que considera ter muitos anos de vida pela frente. Contudo, acredita que é possível melhorar a sua eficiência, concretizando para isso uma fórmula de eletrificação que tem a sua expressão na sigla EQ Power.

Na prática, a marca alemã tem em curso um programa de eletrificação a implementar muito brevemente nos modelos de Classe C, Classe E e Classe S que representa a aposta da companhia numa mobilidade mais sustentável, sem abdicar dos motores de combustão interna, mas tornando-os mais eficazes.

Assim, fazendo regressar uma fórmula que no passado recente foi até tentada pelo Grupo PSA, a Mercedes-Benz terá já a partir de dezembro em comercialização o Classe E com tecnologia híbrida Plug-in em que a diferença está no facto de ter um motor turbodiesel associado a um elétrico: daí a denominação 300 de. De diesel elétrico.

Com efeito, a marca recorre a um motor 2.0 turbodiesel, com 194 CV de potência, associado a um motor elétrico de 90 kW, que por sua vez é alimentado por uma bateria de iões de lítio de 13.5 kWh. O conjunto conta ainda com uma caixa de velocidades otimizada para funcionamento híbrido 9G-TRONIC. A potência conjunta é de 306 CV e o binário ascende aos 700 Nm, o que lhe permite acelerar dos zero aos 100 km/h em 5,9 segundos e obter uma autonomia em redor dos 50 quilómetros (até 54 na carrinha e 52 na berlina).

O consumo médio para estes modelos é de 1,6 l/100 km de gasóleo para emissões de CO2 de 41 a 44 g/km de CO2, dependendo das dimensões dos pneus.

Sem qualquer perda de funcionalidade, estes novos E 300 de permitem assim acumular a competência dos motores Diesel com as prestações sem emissões poluentes dos motores elétricos. No caso do Classe E, o motor elétrico está localizado junto à caixa de nove velocidades, enquanto a bateria, localizada no compartimento traseiro sob a bagageira, permite o carregamento com recurso a wallbox de 7.4 kW. Isso é possibilitado por um carregador interno com arrefecimento líquido, que lhe permite carregar de 0 a 100% em 1.5 horas. Numa tomada convencional, o mesmo exercício leva cerca de cinco horas.

Ao volante

Em Estugarda, pudemos experimentar esta nova geração Diesel híbrida da Mercedes-Benz e o resultado final é bastante interessante, não só pelo facto de permitir uma condução relaxada em que o motor elétrico assume uma grande parte da tarefa de locomoção, como também pela forma eficaz como se move. Dando provas do ótimo isolamento acústico do novo Classe E, dificilmente se percebe o funcionamento do motor térmico.

As respostas são sempre prontas, com os 306 CV do conjunto e sobretudo o binário elevado a mostrarem energia digna de um modelo quase desportivo em todas as situações, seja em aceleração, seja em recuperações. Naturalmente, a grande curiosidade no curto trajeto de 33 quilómetros que a marca nos preparou em redor da cidade de Estugarda foi perceber quanto seria o consumo em condução real. Acumulando com alguns quilómetros que já tinham sido feitos quando tomámos o volante, no total de 48 quilómetros, 47 foram feitos em modo elétrico, do que resultou um consumo médio de combustível de… 0,7 l/100 km e uma média de consumo elétrico de 26.6 kWh/100 km. A velocidade média foi de 25 km/h.

Ao fim de 48 quilómetros, o E 300 de tinha um resultado de 47 quilómetros feitos em modo elétrico, ficando ainda com 12% de carga na bateria.
A ajudar, o Classe E dispõe de modos de condução distintos, merecendo a pena destacar o modo ECO, que torna a condução ainda mais eficiente e que fornece dicas ao condutor para melhorar a sua performance ecológica. O ECO Assist recorre, mesmo, a um ponto de resistência no acelerador para que o condutor perceba quando é que deve soltar o acelerador para assim maximizar a economia ou a regenereação de energia para o motor de combustão interna.

 

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