Como tantos outros modelos adaptados a desportivos de pequenos utilitários, a história do Simca 1000 Rallye 2 começou com o singelo Simca 1000 e, mais tarde, o Simca 1000 Spécial, de 1969. Bastante populares, os modelos franceses começaram a ser cobiçados para competir nas classes reservadas às cilindradas mais baixas. Respondendo ao mercado, em 1970, o construtor apresentou o Simca 1000 Rallye, equipado com um pequeno motor de 1.118 c.c. e 53 CV.

Em Setembro de 1972, a Simca voltava à carga, apresentando o 1000 Rallye 2. O quatro cilindros via a cilindrada aumentar para os 1.294 c.c., passando a debitar 82 CV de potência, graças à utilização de dois carburadores duplos. Pesando uns escassos 860 quilogramas, o Rally 2 alcançava 162 km/h de velocidade máxima.

Dono de um invejável palmarés conquistado no panorama da velocidade nacional, o Simca 1000 Rallye 2 do Museu do Caramulo iniciou a sua carreira desportiva em 1975, pelas mãos de Santinho Mendes, na Rampa da Pena, onde conquistou um terceiro lugar à classe e, no Estoril, com um primeiro lugar à classe. Nesse ano, o automóvel passou a ser pilotado por Jerónimo de Lacerda, tendo este competido a 27 de Julho de 1975 no Estoril, onde desistiu com um furo e, um mês depois, a 31 de Agosto de 1975, no circuito de Vila do Conde, onde conquistou o primeiro lugar na classe, um dos seus maiores feitos.

Entusiasmado com as capacidades do pequeno Simca, o piloto do Caramulo enviou-o para França para ser preparado nas instalações da Simca Racing Team, em Lille. Ainda fresco da viagem e já com 86 CV no motor, o Simca foi inscrito na prova do Estoril, mas Lacerda seria substituído por questões de saúde ao volante por João Nabais. O resultado da preparação foi a conquista de um terceiro lugar na classe.

Após a morte de Jerónimo de Lacerda, o seu amigo e conhecido piloto dos anos 70, Edgar Fortes, pede o Simca 1000 Rallye 2 emprestado ao novo proprietário, António Adão, e conquista dois primeiros lugares nas rampas da Pena e da Foia, em 1978. A época de 1978 terminaria com António Adão ao volante do Rallye 2 nas provas do Circuito do Estoril, 500 Km do Estoril, Rampa da Falperra e Prémio da Serra da Estrela, nas quais conquistou dois quartos lugares (na primeira e terceira provas), tendo desistido nas restantes. Já sem o rigor competitivo que havia gozado anteriormente, o automóvel passou pelas mãos de Veloso Amaral, que com ele fez as épocas de 1982 e 1983, disputando provas como o Circuito de Vila do Conde, Rally de Portugal, Circuito Grão-Pará Estoril e Rampa da Pena (conquistando inclusivamente o primeiro lugar à classe na VI Rampa de Portalegre, disputada em Junho de 1983), e de Alberto Gonçalves que, com ele, disputou duas provas em 1985.

Após muitos anos afastado da competição, o Simca 1000 Rallye 2 regressou ao Caramulo, onde foi totalmente restaurado por João de Lacerda, filho de Jerónimo de Lacerda, que devolveu ao pequeno Simca a sua forma original, incluindo a decoração que havia sido utilizada na vitória conquistada pelo seu pai no Circuito de Vila do Conde, em 1975.

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