Este ano coube aos fundadores da Sensei levar para casa o Prémio João Vasconcelos – Empreendedor do Ano 2021. O troféu foi entregue ontem.

Joana Rafael, Nuno Moutinho, Paulo Carreira e Vasco Portugal, fundadores da Sensei, ganharam o Prémio João Vasconcelos – Empreendedor do Ano 2021, uma iniciativa promovida pela Startup Lisboa que visa apoiar empreendedores que destacam pelo seu desempenho na fase de criação ou de expansão dos seus negócios.

Criada em 2017 por aquele grupo de fundadores, esta start-up desenvolve tecnologia baseada em computer vision para a área do retalho e é pioneira no desenvolvimento de soluções para a criação de experiências de compra sem filas e sem fricção para o cliente. Foi responsável pela tecnologia do Continente Labs, o supermercado autónomo e sem checkout do grupo Sonae.

A Sensei tem entre os seus investidores nomes como a Techstars, a Seaya Ventures, a Iberis, a Bright Pixel, a Ideias Glaciares e METRO AG. A start-up tem nos planos lançar lojas autónomas em cinco países, através da criação de parcerias com cadeias de retalho europeias, e aumentar a equipa 36 para 100 pessoas.

Este ano, entre os finalistas ao Prémio estavam também Christopher Barnes e Jeferson Valadares, da Doppio, Hugo Venâncio, da REATIA, Marta Palmeiro, da StudentFinance, Miguel Santo Amaro, da Coverflex, e Philip Källberg, da Shake.

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O vencedor foi eleito por um júri constituído pelos associados fundadores da Startup Lisboa, ou seja, Associação Mutualista Montepio (Nuno Mota Pinto, administrador executivo do Banco Montepio); Câmara Municipal de Lisboa (Margarida Figueiredo, diretora Municipal da Economia e Inovação) e IAPMEI (Francisco Sá, presidente do Conselho Diretivo). E ainda por entidades do ecossistema empreendedor, a saber: CTIE – Center for Technological Innovation & Entrepreneurship da Católica-Lisbon (Céline Abecassis-Moedas, fundadora e diretora académica do CTIE) e Startup Leiria (Vítor Ferreira, diretor-geral); pelos vencedores das edições anteriores, ou seja, Daniela Braga, fundadora da DefinedCrowd, e André Jordão, fundador da Barkyn; e, ainda, por Hugo Augusto, membro executivo do Board da Semapa Next, e Miguel Fontes, diretor executivo da Startup Lisboa.

O prémio, no valor de 10 mil euros, foi entregue num evento em que também foram apresentadas, a investidores e empreendedores, start-ups incubadas na Startup Lisboa.

“Mude a forma como limpa e seja um ocean saver”. O claim é da OceanSaver, uma empresa inglesa que está em campanha na Seedrs com o objetivo de angariar um milhão de euros.

A OceanSaver é uma empresa britânica criada há três anos que assumiu como posicionamento “deixar o mundo num lugar melhor do que o encontramos”. Especializada em produtos de limpeza para a casa, ao contrário das marcas convencionais, esta empresa é anti poluição. Os seus produtos Drops concentrados, transformam-se quando adicionados à água, criando produtos seguros e não poluidores. Ou seja, através de um sistema de refill e de uma única embalagem reutilizável, a empresa contribui para a redução do número de embalagens de detergentes normalmente usados na limpeza das casas.

A OceanSaver quer motivar as pessoas para que façam pequenas mudanças nos seus hábitos, mas com impacto no bem do planeta. Neste momento está com uma campanha de crowdfunding na plataforma Seedrs com a meta de atingir o milhão de euros. A 22 dias do término da campanha, a empresa já atingiu 87% do valor proposto.

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A estratégia de monetização da OceanSaver está centrada em três canais-chave: Online, Retail e B2B. A empresa quer acelerar o crescimento através da crescente consciencialização da marca e compreensão do produto, intensificando a sua atividade de marketing. Além disso, quer chegar a novos clientes, através de campanhas de marketing disruptivas, eficazes e mensuráveis, impulsionar o volume de vendas com os atuais clientes retalhistas e aumentar os pontos de distribuição de retalho existentes e entrar em novos. Por outro lado, quer continuar a inovar e a colocar no mercado produtos sem plástico e que poupem oceanos.

A OceanSaver nasceu de um profundo amor pelo mar e uma preocupação com o plástico de uso único. “Os nossos oceanos são preciosos e queremos mantê-los assim para as gerações futuras. Mas o plástico está a destruí-los, depressa. Em 2050 haverá mais plástico no mar do que peixes”, afirmam os responsáveis da empresa na página Seedrs que promove a campanha.

A investigação biotecnológica está agora no centro da atenção pública, dada a atual crise pandémica e todos estamos a ver como são os investimentos estratégicos neste setor.

As primeiras vacinas aprovadas para a Covid-19 provêm de duas start-ups de biotecnologia: a Moderna e a BioNTech, o que nos faz perceber a importância da capacidade de transformar a investigação em negócios.

Muitas vezes, novas moléculas ou novas tecnologias terapêuticas são concebidas e desenvolvidas por pequenas empresas de biotecnologia, as start-ups. No entanto, são normalmente as grandes empresas farmacêuticas que trazem a nova terapia para o mercado, cuidando da comercialização.

Isto porque o processo de desenvolvimento de um novo fármaco é longo, complexo e dispendioso. Por exemplo, o desenvolvimento de um único composto anti-cancro pode demorar 10 anos e custar cerca de 200 milhões de dólares, com uma probabilidade de sucesso desde a pré-clínica até ao mercado que na oncologia historicamente é de cerca de 5% (fonte: GlobalData).

Mas a recompensa por uma droga que pode salvar vidas pode ser extraordinária. Na oncologia, se tivermos um medicamento aprovado, estamos a falar de uma média de cerca de 12,3 mil milhões de dólares. Por outras palavras, depois de 10 anos a fazer os ensaios clínicos e a obter a aprovação do fármaco, terá um ativo que gerará 2 mil milhões de dólares por ano em lucros na próxima década (a vida residual da patente), que quando descontada será de cerca de 12,3 mil milhões de dólares.

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A enorme recompensa económica em caso de sucesso é certamente interessante, mas o problema continua a ser que 10 anos, com esse nível de risco, é demasiado longo para qualquer investidor. Assim, o que acontece na indústria é que este processo moroso e dispendioso é dividido em investimentos menores, em horizontes de tempo mais curtos. E é aqui que entram em jogo as start-ups de biotecnologia, as empresas farmacêuticas e de capital de risco.

As empresas farmacêuticas passaram de um modelo de “Investigação e Desenvolvimento” para um modelo de “Pesquisa e Desenvolvimento”: a dada altura a Big Pharma percebeu que eram mais eficientes se, em vez de desenvolverem medicamentos internamente e passarem tantos anos com um risco tão elevado, procurassem as moléculas mais promissoras e as adquirissem nas fases de desenvolvimento pré-clínico ou clínico.

O modelo de negócio das start-ups de biotecnologia é, portanto, diferente porque nascem com a intenção específica de serem adquiridas, não de chegar ao mercado.

Neste contexto, o venture capital desempenha um papel fundamental ao contribuir para o desenvolvimento de novas terapias, atuando como uma ligação entre a investigação, o financiamento e a indústria farmacêutica. Os VCs estão tipicamente interessados em ativos pré-clínicos e fornecem o apoio financeiro necessário para chegar à fase clínica. À medida que entramos em investigação e ensaios clínicos, o risco diminui e o ativo torna-se atrativo para aquisição por uma companhia farmacêutica que continuará o seu desenvolvimento e comercialização se for bem-sucedido.

De acordo com o “The Healthcare Investments and Exits Report”, do Silicon Valley Bank, neste setor há um tempo médio para sair do investimento de quatro anos com cerca de 50% das aquisições a decorrer em fase pré-clínica e Fase I, que é a primeira fase de experimentação humana e pode ser alcançada com investimento e risco limitados quando comparado com todo o processo de desenvolvimento clínico.

Um ativo para indicações terapêuticas onde há uma elevada necessidade clínica, que chega com sucesso ao fim da Fase I, pode valer entre 200 a 400 milhões de dólares com perspetivas atrativas de retorno para os investidores.

Nós, na Claris Ventures, lançamos o nosso primeiro fundo, a Claris Biotech I, em setembro com um foco de investimento dedicado exclusivamente a start-ups de biotecnologia. A nossa missão é transformar a ciência em cuidado, criando um impacto positivo na saúde dos doentes e gerando valor económico e social ao mesmo tempo.

No final de fevereiro, finalizamos o primeiro investimento do fundo que nos levou a liderar uma ronda de 18 milhões de euros na NeoPhore, uma empresa que está a desenvolver medicamentos no domínio da imuno-oncologia. A ronda contou com a presença dos VCs corporativos das empresas farmacêuticas Astellas e Helsinn, bem como de outros dois investidores internacionais, a Sixth Element Capital e a 4Basebio.

A StartUp Angra, incubadora de empresas de base local do município de Angra do Heroísmo, recebeu novas candidaturas de incubação de nove novos projetos.

A equipa de gestão da StartUp Angra, composta por Andreia Coelha, chefe de divisão da Unidade de Promoção da Economia da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Sebastião Medeiros, Director Executivo da StartUp Angra e Marcos Couto, presidente da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, reuniu e após entrevistas de admissão com os empreendedores, aceitou todos os projetos candidatos.

A StartUp Angra recebe assim um novo conjunto de projetos incubados, onde destes nove candidatos dois são já duas empresas constituídas no concelho, os restantes são projetos em fase de pré-incubação, onde pretendem estruturar a sua ideia de negócio de modo a que mais tarde possam também constituir empresa.

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Foram então aceites na StartUp Angra os projetos Atlas, 3Domus Arquitetura, Tiago Santos – Consultor de Marketing, The Lost Ice Berg, GestInAzor, ADX3, Mazal Organic Cosmetic, G.A.L. e Azores Sky Tours, em diferentes áreas como o Design de Moda, Arquitetura, Marketing Digital, Design, Turismo e Cosmética.

Este conjunto de empresas e projetos começam agora a receber o apoio da incubadora de empresas, tendo a possibilidade de receber ferramentas tendo em vista à consolidação das diversas ideias de negócio, através dos diversos serviços que a StartUp Angra oferece.

Há uma universidade espanhola interessada em dois parceiros especializados em IoT e tecnologias cloud para integrar um projeto internacional que pretende desenvolver uma plataforma de aplicações para cidades inteligentes.

Universidade privada espanhola procura PME com um forte perfil em research & deveploment no campo da Internet of Things ( IoT), machine learning e tecnologias cloud aplicadas às smart cities, para integrar um consórcio internacional. Em causa está um projeto que vai desenvolver uma plataforma independente de aplicações visando cidades inteligentes. Trata-se de um projeto para fins de demonstração para se candidatar à próxima call HE-MSCA-DN-ID.

Trata-se de um programa transnacional de formação e de networking com pelo menos três parceiros principais (pelo menos um industrial) e vários parceiros associados. Estes últimos não receberão financiamento. O regime de financiamento cobre os custos de contratação de até cinco investigadores de pré-doutoramento e os custos gerais para os principais parceiros. Os investigadores contratados devem realizar o seu trabalho de investigação e desenvolvimento sob a supervisão dos parceiros do consórcio.

O parceiro deve contribuir para o desenho das especificações do sistema e formar os investigadores em estágio Inicial para realizar a pesquisa e o desenvolvimento do sistema.

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O consórcio é formado por quatro parceiros académicos (da Bélgica, Irlanda e Espanha) e um instituto de investigação espanhol. Todas as instituições parceiras já colaboraram no passado em vários projetos e possuem experiência em tecnologias IoT, design de sistemas em tempo real, eletrónica incorporada, IA incorporada, fabricação digital, materiais inteligentes (nanomateriais, materiais bidimensionais) e tecnologias cloud, entre outros.

Nesta fase são necessários dois parceiros industriais para completar o consórcio, parceiros esses que deverão contribuir para a formação dos RESRs (Early Stage Researchers) contratados no âmbito do projeto; atuar como hosting para o REE durante 50% da duração do projeto; e participar com os outros membros do consórcio na definição das especificações do sistema.

O parceiro ideal deve ser uma PME com experiência em tecnologias de IoT e cloud e, preferencialmente, que trabalhe no mercado das smart cities. O deadline para participar neste projeto termina a 16 de novembro de 2021, mas o prazo para a manifestação de interesse é 10 de outubro de 2021. A duração prevista do projeto é de 48 meses, 36 meses dos quais financiados pela União Europeia.

Resumo:
Área: Tecnologia IoT, cloud, machine learning
Produto: Software
Mercado: Internacional
Necessidade: Parceria
Contacto: Consultar site de acesso
Referência: RDES20210907002

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