
A start-up assegura um serviço de entrega de compras em 15 minutos no centro de Lisboa, sem taxas de entrega. Em quatro meses de atividade, registou mais de 2 mil pedidos mensais.
A start-up Bairro, que tem como missão revolucionar a experiência de compra de produtos de supermercado, garantindo a sua qualidade e rapidez de entrega, levantou 1,2 milhões de euros numa ronda de investimento liderada por um grupo de investidores privados internacionais.
Com este investimento, a Bairro pretende alargar a sua área de atuação em Lisboa, levar a marca à cidade do Porto até ao final do ano e, assim que a operação estiver consolidada nas duas cidades, passar a realizar entregas rápidas em todo o país, explica a start-up em comunicado.
A Bairro foi fundada em dezembro de 2020 por Artem Kokhan, de 25 anos e residente há 8 anos em Portugal, e Milana Dovzhenko, empreendedores que já contam com experiência anterior na criação e gestão de empresas, com um investimento inicial de 100 mil euros. A equipa desenvolveu uma aplicação móvel de entrega rápida de produtos de supermercado, comida e bens essenciais no coração da cidade de Lisboa, assegurando que a experiência do utilizador é sempre de alta qualidade, independentemente do tipo de produto pretendido ou horário de entrega, disponível entre as 10h00 às 00h00.
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“É indiscutível que os hábitos de consumo estão a mudar, impulsionados em grande parte pelo contexto pandémico. Realizar as compras a partir de casa, de forma mais cómoda e rápida, é cada vez mais uma realidade para os consumidores e considerámos que existia espaço no mercado para criar um serviço que viesse resolver o problema das compras de supermercado de última hora, de forma eficiente e sem custos elevados”, afirma Milana Dovzhenko, sócia-fundadora da Bairro.
“A Bairro quer estar ao lado dos portugueses em todos os momentos do seu dia, garantindo sempre a máxima qualidade dos produtos e entrega just in time, desde o ingrediente especial para o jantar a dois que está a preparar ou as pipocas para a sessão de cinema em família. Adicionalmente, este serviço permite que haja menos desperdício alimentar, pois há menos compras por impulso ou de produtos que acabam por nunca serem utilizados dentro da sua validade”, acrescenta a empreendedora.
Atualmente, a start-up já possui contratos diretos com fornecedores como PepsiCO, Unilever, Nestlé, entre outros, sendo que nos próximos dois anos planeia expandir a gama de produtos alimentares e bens de consumo, bem como apostar nos produtos farmacêuticos.
Durante os três primeiros meses, a start-up esteve a desenvolver o MVP, Minimum Viable Product, sendo que o primeiro armazém abriu portas no final de março 2021. O plano de negócios inclui a expansão da Bairro para mercados, tais como Espanha e outros países vizinhos.

Os 10 maiores investidores europeus de capital de risco do setor fintech revelaram ao Business Insider quais são as start-ups de finanças integradas que se estão a destacar. Conheça-as neste artigo.
Os investidores de capital de risco estão a apostar numa nova fase de crescimento para as empresas de fintech: que todas tenham a capacidade de oferecer serviços financeiros. Esta tendência, denominada de “finanças integradas”, permite que empresas de serviços não financeiros ofereçam serviços bancários, além de pagamentos online, como contas bancárias, carteiras ou empréstimos.
De acordo com a Insider Intelligence, o valor das empresas de finanças integradas, incluindo aquelas que caminham para esta tendência, atingirá os 7,2 mil milhões de dólares (pouco mais de 6 mil milhões de euros) em 2030.
Para conhecer as ofertas que existem no mercado europeu, o Business Insider pediu aos principais investidores de empresas de private equity, como a Balderton Capital, MMC Ventures, RTP Global e Anthemis, que escolhessem uma start-up de finanças integradas dentro do seu portefólio e apontassem outra exterior à sua carteira de negócios.
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Aqui estão as 16 start-ups europeias que foram inumeradas, segundo o site de notícias norte-americano.
1. Swan oferece serviços bancários “marca branca”
Total arrecadado: 5 milhões de euros.
Atividade: a Swan, uma start-up sediada em Paris, oferece às empresas a capacidade de marcar serviços bancários, o que significa que podem disponibilizar produtos como cartões corporativos com a sua marca.
Com licença de e-commerce na França, a start-up permite que empresas não financeiras se tornem no seu próprio banco, ou seja, possam gerir serviços de pagamento e fiquem com recursos de clientes, apesar de não disponibilizarem linhas de crédito.
2. Moonfare quer democratizar o investimento privado
Total angariado: 35,2 milhões de euros.
Atividade: a Moonfare, sediada em Berlim, oferece a clientes com maiores possibilidades financeiras a capacidade de investir diretamente em fundos de capital de risco e capital de risco de ponta. Em 2020, ultrapassou os 426 milhões de euros em ativos sob a sua gestão.
A empresa digitalizou um processo que geralmente é bastante complicado para algumas das maiores empresas de investimento do mundo e reduziu o tempo de investimento, apontam os investidores.
3. Tumelo foca-se em investimentos “impactantes”
Total angariado: 1,1 milhões de euros.
Atividade: com sede em Bristol, Inglaterra, a plataforma de investimento Tumelo mostra aos utilizadores exatamente para onde o seu dinheiro vai, permitindo-lhes tomar decisões que afetam o comportamento da empresa para ter um impacto positivo, quer em termos de investimento socialmente responsável, quer em termos de investimento ético.
A ferramenta permite que os investidores explorem as empresas que estão na sua carteira de previdência e alerta-os sobre os próximos votos dos acionistas. Os investidores podem, então, emitir um voto, que é acumulado pela Tumelo e transmitido aos responsáveis pela votação na assembleia geral de acionistas de uma empresa.
4. Primer simplifica os pagamentos aos retalhistas
Total angariado: 20,7 milhões de euros.
Atividade: a Primer torna os pagamentos mais fáceis para comerciantes e fornecedores de pagamento online. As empresas podem acionar pagamentos Apple Pay, Klarna e Stripe aos seus clientes, clicando num botão, ao invés de escreverem o código.
5. Ramp quer ser o PayPal das criptomoedas
Total angariado: 9,5 milhões de euros.
Atividade: a Ramp autointitula-se como o PayPal da criptografia. Permite que os clientes paguem por produtos ou serviços num site ou numa aplicação com moedas digitais. Normalmente, os clientes teriam que aceder à Coinbase ou outra carteira digital antes de regressar ao site original para pagar. Ramp argumenta que este processo leva a quebras nas vendas.
6. Hedvig está a revolucionar os seguros
Total arrecadado: 28 milhões de euros.
Atividade: a Hedvig é uma seguradora, atualmente ativa nos países nórdicos, que encontrou um nicho no mercado para incorporar seguros em produtos digitais. Um exemplo é uma aplicação popular que os proprietários de vivendas usam para gerir as interações com os seus inquilinos. O Hedvig permite que a app distribua seguros. Portanto, o primeiro mês do prémio do seguro já está incluído para todos os que usam a aplicação.
7. Volt.io simplifica as integrações de pagamentos
Total angariado: 19,6 milhões de euros.
Atividade: a Volt pretende simplificar drasticamente as integrações de pagamento e permitir pagamentos de conta para conta entre bancos e comerciantes. A empresa afirma que a sua tecnologia pode reduzir o ciclo de caixa e também aumentar a conversão.
8. Qover cria apólices de seguro flexíveis
Total angariado: 35,5 milhões de euros.
Atividade: a Qover criou e desenvolveu uma ferramenta integrada que visa reduzir a complexidade das apólices de seguro. A empresa tem entre os seus clientes empresas como Revolut e Deliveroo. No caso da Deliveroo, a Qover oferece apólices de seguro flexíveis para as bicicletas dos motociclistas.
9. Copper ajuda a gerir aos investimentos em criptomoedas
Total angariado: 72,4 milhões de euros.
Atividade: a Copper, com sede em Londres, permite que os investidores giram os seus investimentos em várias criptomoedas. A empresa oferece uma infraestrutura segura para investidores institucionais de ativos digitais. A empresa afirma que usa criptografia para proteger os investidores de ataques.
10. Simplesurance permite que vendedores online ofereçam seguro no ponto de venda
Total angariado: 66,5 milhões de euros.
Atividade: a Simplesurance, com sede em Berlim, permite que os clientes giram as suas várias apólices de seguro através de uma aplicação. Também permite que entrem em contato diretamente com os seus corretores.
11. Apexx facilita pagamentos a vendedores online com clientes internacionais
Total angariado: 16,2 milhões de euros.
Atividade: Apexx é um agregador de pagamentos que liga comerciantes a ecossistemas de pagamentos em todo o mundo através da sua API. A empresa afirma que pode ajudar as empresas a entrar em novos mercados.
A tecnologia da Apexx deteta a moeda e a localização de um cliente e coloca-o em contacto com as operadoras de pagamento locais como WeChat na China ou PayPal nos EUA. O resultado é um fluxo de checkout otimizado e mais controlo e flexibilidade para os comerciantes, garante a start-up.
12. Finmid, numa fase inicial, permite que empresas de software ofereçam serviços financeiros
Total arrecadado: A ser anunciado.
Atividade: a Finmid, sediada em Berlim, está a construir uma ferramenta financeira integrada que será comercializada principalmente para empresas de software. A API permitirá que as empresas ofereçam serviços financeiros nos seus pontos de venda.
13. WealthKernel fornece aos desenvolvedores a infraestrutura para oferecer serviços de gestão patrimonial
Total angariado: 17,5 milhões de euros.
Atividade: WealthKernel é uma API que permite às empresas disponibilizar propostas de poupança, investimento e previdência sem que tenham de construir a sua própria infraestrutura. A start-up construiu canais seguros e compatíveis que as empresas podem aproveitar para escalar as suas propostas de investimento.
14. Hokodo ofrece seguros para pequenas empresas através de API
Total angariado: 14,4 milhões de euros.
Atividade: a Hokodo disponibiliza às PME seguro para pequenas empresas através de interfaces de programação de aplicações fáceis de usar.
15. Flock, a seguradora de táxis voadores
Total angariado: 18,1 milhões de euros.
Atividade: a Flock, com sede em Londres, oferece seguro integrado para frotas de veículos comerciais, incluindo drones, carros e táxis voadores, e é apoiada pela empresa de capital Social do investidor canadiano Chamath Palihapitiya.
16. Pennylane descreve-se como um sistema operacional de contabilidade
Total angariado: 34,05 milhões de euros.
Atividade: a plataforma Pennylane sediada em Paris permite que os gestores de negócio tenham uma visão em tempo real dos seus dados financeiros para que possam tomar as decisões certas.

O Observatório desafia as empresas nacionais fornecedoras de software a participarem na construção dos dois maiores radiotelescópios do mundo. Podem fazê-lo até 17 de setembro.
O desafio feito pelo Observatório SKAO, ou SKA, às empresas portuguesas, universidade e também aos centros de investigação que trabalhem neste setor, visa encontrar fornecedores de software e de soluções informáticas que ajudem a desenvolver a plataforma que irá permitir implementar as duas maiores redes de radiotelescópios mundiais.
O Observatório pretende encontrar um ou mais fornecedores para trabalhar no projeto desde dezembro de 2021 até julho de 2029, ou seja, até ao fim do processo de construção e instalação das referidas antenas. Os telescópios ficarão instalados na África do Sul e na Austrália.
O concurso promovido pelo SKAO fala ainda no desenvolvimento de serviços e infraestruturas que sirvam de base a todo o software que garantirá o funcionamento do Observatório. Aqui incluem-se serviços de análise, codificação, testes, verificação, validação, implementação, lançamento, manutenção, depuração e documentação de software e sistemas informáticos, entre muitos outros.
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A data limite para os portugueses participarem neste desafio do Observatório é dia 17 de setembro. Portugal, refira-se, faz parte da lista dos sete países fundadores do SKAO (Square Kilometre Array), onde é representado pela Agência Espacial Portuguesa. A primeira missão deste Observatório, criado em fevereiro deste ano, é construir os dois maiores radiotelescópios do mundo com sensibilidade, resolução angular e velocidade de levantamento muito superiores aos instrumentos atuais.
Resumo:
Área: Tecnologia
Produto: Software
Mercado: Internacional
Necessidade: Fornecedores de software e soluções informáticas
Contacto: https://bit.ly/3km3o7M
A Shoevenir, start-up incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, acaba de lançar uma coleção de sneakers sustentável e vegan. Produzida em Portugal, a coleção alia turismo, arte e sustentabilidade.
Criada por Gonçalo Marques e Miguel Lopes, a Shoevenir utiliza materiais amigos do ambiente, como cortiça reciclada, pele sintética e uma sola 100 por cento reciclável. Além disso, a marca planta uma árvore por cada par vendido.
Da primeira coleção da Shoevenir fazem parte seis modelos: Porto, Lisboa, Madeira, Açores, Algarve e Cloud. Cada modelo, através das suas cores e detalhes, estabelece uma conexão com a região que retrata. Já o Cloud é totalmente branco.
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“A Shovenir quer que as memórias de um determinado lugar fiquem imortalizadas num sneaker, que façam relembrar locais, pessoas e histórias. Para isso, convidamos alguns dos melhores artistas nacionais no campo do street art, artes plásticas e design, a criarem uma ilustração para cada lugar”, refere Gonçalo Marques, em comunicado.
A ideia surgiu no final de 2019, quando os fundadores – formados em Gestão e Design – quiseram criar a lembrança ideal de uma viagem. Com a marca registada em Portugal e na União Europeia, e depois terem encontrado a fábrica JOVAN como parceiro de produção, a equipa começou a desenvolver o projeto. Em 2020, foram selecionados para o programa StartUP Voucher, para o Tourism Explorers, coorganizado pelo Turismo de Portugal, e para a Escola de Startups da UPTEC.
A partir de 15 de Setembro, a marca vai lançar a campanha de crowdfunding na plataforma Indiegogo. Cada modelo terá o preço de 119 euros, mas o custo dos primeiros 100 pares em pré-encomenda será de 75 euros. As pré-reservas já podem começar a ser feitas no website da marca portuguesa.

A iniciativa é promovida pela Huawei e tem como meta reconhecer o potencial do talento feminino no âmbito das Tecnologias de Informação e Comunicação.
Começou ontem em Lisboa a 1.ª edição da Summer School for Female Leadership in the Digital Age, um projeto europeu na área da inclusão digital que pretende atrair mais talento feminino para a área da tecnologia. A iniciativa é promovida pela Huawei e reúne 27 estudantes, dos 27 países da União Europeia. A iniciativa termina na próxima sexta-feira, dia 27 de agosto.
O concurso para a seleção dos 27 estudantes participantes recebeu mais de 1200 candidaturas de toda a União Europeia, e os vencedores foram escolhidos por um júri presidido pela eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques.
Esta Summer School conta com a presença de dezenas de oradores convidados, nacionais e internacionais entre eles nomes como Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa e vencedora do Prémio Pessoa em 2020, David Jiménez, ex-diretor do jornal espanhol El Mundo, Anett Numa, Digital Transformation Advisor da e-Estonia, ou a piloto italiana de automobilismo Vicy Piria, entre inúmeros membros do Parlamento Europeu e professores universitários de diversos países.
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Reconhecer o potencial do talento feminino no âmbito das Tecnologias de Informação e Comunicação, apoiá-lo de forma proativa, capacitando a nova geração a liderar a revolução tecnológica são metas que esta iniciativa se propõe alcançar. Em suma, espera “contribuir para a criação de uma era digital mais inclusiva, bem como para a construção de uma plataforma através da qual os líderes de amanhã possam estabelecer laços, partilhar experiências e apoiar-se, seguindo o espírito europeu de cooperação e solidariedade”, refere a organização deste encontro.
Diogo Madeira da Silva, Head of Public Affairs & Communication da Huawei Portugal, frisou que este é mais “um passo na aproximação entre o público feminino e a tecnologia, estudantes e empresas, que proporcionará a todo o universo académico e às gerações seguintes, uma maior equidade entre homens e mulheres nas áreas das TIC”. Receber a primeira edição deste evento em Portugal “é motivo de orgulho e resultado do posicionamento num mercado cada vez mais inclusivo, mediante inúmeras ações e parcerias estratégicas”, acrescenta.




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