
As inscrições para a segunda edição dos Talkdesk Merit Awards, prémios de mérito atribuídos a alunos de mestrado ou programas de doutoramento em universidades e institutos politécnicos nacionais, foram alargadas até 31 de outubro.
A Talkdesk alargou até 31 de outubro o prazo das candidaturas do Merit Awards destinados apoiar os estudos e projetos de investigação de alunos finalistas de mestrado ou programas de doutoramento nas áreas de engenharia, tecnologia, matemática, design, física ou multimédia em universidades nacionais. Os prémios monetários oscilam entre mil e cinco mil euros.
“Os Talkdesk Merit Awards permitem-nos distinguir os melhores talentos e criar oportunidades de contacto com a academia. Além disso, auxiliamos a colocação destes recém-graduados, com a eventual integração nas equipas da Talkdesk e facilitamos a transição entre a academia e o mercado de trabalho ao distinguir estudantes com percursos académicos diferenciados. Iniciámos esta parceria com a Universidade de Coimbra no ano passado e este ano pretendemos ter a oportunidade de a desenvolver a nível nacional”, diz João Coelho, diretor sénior de talento da Talkdesk, citado em nota de imprensa.
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Os Merit Awards, que já vão na segunda edição, dirigem-se a alunos finalistas de mestrado ou que já tenham concluído o primeiro ano do doutoramento nas áreas de Engenharia — Informática, Computação, Software, Segurança Informática, entre outras –, Data Science, Física, Matemática, Design e/ou Multimédia e áreas relacionadas, de qualquer universidade ou instituto politécnico a nível nacional.
Aos prémios estão associados valores monetários para apoiar os estudos e projetos de investigação e a colocação profissional na Talkdesk, após a conclusão dos programas de estudos e/ou investigação. O vencedor dos “Doctoral Awards” receberá até 5 mil euros para que possa desenvolver o seu projeto de investigação: 50% do valor do prémio será entregue no momento da cerimónia, 25% aquando da submissão da tese e os restantes 25% quando obtiver o diploma de Doutoramento. Já os vencedores dos “Master Awards” receberão mil euros.
Na avaliação serão tidos em consideração, além da experiência académica e profissional dos candidatos, a análise da motivação e dos objetivos de desenvolvimento futuro, a nível académico e profissional, assim como a relevância do projeto de Doutoramento ou do programa de Mestrado, face à área de atuação da Talkdesk.
A seleção dos vencedores acontecerá em três fases distintas e será conduzida por um júri composto por profissionais da Talkdesk e convidados externos. Os prémios serão entregues no início do próximo ano.

Investors Portugal resulta da fusão da Federação Nacional de Business Angels e da Associação Portuguesa de Business Angels. Apoia, neste momento, cerca de 425 business angels e conta com mais de 300 start-ups investidas.
Foi lançada, ontem, no final do dia, a APIES – Associação Portuguesa de Investidores Early Stage – Investors Portugal, que resulta da fusão da Federação Nacional de Business Angels (FNABA) e da Associação Portuguesa de Business Angels (APBA), duas entidades portuguesas de business angels, com mais de 15 anos de experiência.
Esta nova instituição, que nasce com a ambição de melhorar a atividade dos investidores nas novas empresas de base tecnológica, vê reforçada a sua capacidade de influência, junto dos associados e parceiros, através do alargamento do seu espectro, por exemplo, aos fundos de capital de risco.
A missão da Investors Portugal é congregar os vários investidores nas fases early stage em Portugal, promover e desenvolver o ecossistema português early stage, estabelecer-se como parceiro de referência do setor, representar os players do setor, formar e capacitar os diversos atores do ecossistema, explica a nova associação em comunicado.
João Trigo da Roza, copresidente da Investors Portugal, referiu que “para sair da mediania em que o país se deixou cair desde o início do século e, se queremos ter mais emprego qualificado com melhores salários, temos que criar mais empresas de alto valor acrescentado. A Investors Portugal abraça estes desafios, apoiando os seus associados a investir no empreendedorismo qualificado”.
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A Investors Portugal apoia, neste momento, cerca de 425 business angels e conta com mais de 300 start-ups investidas. No que respeita às entidades veículo e fundos de venture capital são já 23 e, em termos de investimentos sob gestão, o valor ronda os 500 milhões de euros.
Para os próximos três anos, a Investors Portugal tem previsto um investimento na ordem dos 150 milhões de euros.
Para Pedro Bandeira, copresidente da associação, se quisermos um Portugal inovador, competitivo e exportador, “só é possível com business angels e capital de risco bem organizados!”. Pedro Bandeira sublinha ainda que “a Investors Portugal é dos investidores que acreditam que Portugal tem empreendedores com as competências para criar de sucesso internacional em Portugal!”
No final da cerimónia de lançamento da Investors Portugal, que decorreu em Lisboa e na qual o Link To Leaders assistiu, o Secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, tomou a palavra e reforçou a importância de “termos de celebrar mais vezes não só os exits e os unicórnios, como também estas iniciativas”.
O governante enfatizou que “é bom unir esforços, perceber os perfis de business angels e a internacionalização da economia” e que “o ecossistema de empreendedorismo mostrou no último ano estar em contraciclo”. E destacou ainda o papel do governo no apoio às start-ups portuguesas: “temos como objetivo duplicar o número de start-ups, postos de trabalho gerados e a captação de investimento”.

A Acredita Portugal está a organizar a 2.ª edição da Virtual Week-Feira de Empreendedorismo. É 100% digital e decorre esta semana, de 6 a 12 de outubro.
Pelo 2.º ano consecutivo, a Virtual Week volta a reunir, durante sete dias, o ecossistema empreendedor nacional em apresentações e debates. O evento é organizado pela Associação Acredita Portugal, com o apoio do Banco Montepio, e decorre exclusivamente online.
O programa é diversificado e conta com a presença de oradores nacionais e internacionais de vários setores de atividade, que participarão em debates e apresentações de projetos relacionados com o ecossistema empreendedor.
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Gaspar d’Orey, da Dott; João Lopes, da Bloq.it; Diogo Bhovan, do Cron.Studio; Helena Maio, da Portugal Ventures; Tomás Penaguião, da Bynd Venture Capital; Isabel Neves, Business Angel; José Vale, do IAPMEI; Chen Amishay, da Innovel (Israel); ou Simone Basile, Interectti (Brasil), são alguns dos convidados.
A Virtual Week integrará também a gala de apresentação de vencedores do Concurso Banco Montepio Acredita Portugal, cujos projetos vencedores serão conhecidos a 9 de outubro.

São oito os projetos portugueses, um por categoria, escolhidos para a final dos World Summit Awards 2021. Os vencedores só serão revelados em março do próximo ano.
Portugal já escolheu os projetos que vão representar o país no concurso World Summit Awards 2021 (WSA) nas oito categorias da competição. Os selecionados foram a Urban Platform (na categoria Government & Citizen Engagement); Glooma (Health & Well-Being); Recycle Bingo (Environment & Green Energy); Pick (Smart Settlements & Urbanization); Digital Customer Onboarding (Business & Commerce); Speak (Inclusion & Empowerment); Zoomguide (Culture & Tourism); e Clinic Immersives NP Skills Labs Enterprise (Learning & Education).
A seleção dos vencedores nacionais esteve a cargo de um júri liderado por Sandra Fazenda Almeida (APDC) e Roberto Carneiro (ex-ministro da Educação), e composto por responsáveis da Armilar, AWS, EDP, Galp, Google, Lusíadas Saúde, NOS e Semapa. Marcaram ainda presença representantes da Altice Labs, AMA, ANI, Impresa, ASSOFT, IPN, Jerónimo Martins, Media Capital, Microsoft, NOSSA, RTP, Startup Braga, Startup Lisboa e Vodafone.
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O World Summit Awards (WSA), recorde-se, é uma iniciativa internacional que premeia as melhores inovações digitais com impacto social, envolvendo cerca de 180 países. Durante o mês de dezembro será efetuada a seleção da shortlist de projetos entre os candidatos de todos os países participantes e, até ao final de janeiro de 2022, o WSA Grand Jury escolherá os vencedores que serão revelados no WSA Global Congress, marcado para março do próximo ano.

IRIS – Incubadora Regional de Inovação Social, da região do Tâmega e Sousa, elegeu a start-up do mês. A escolhida foi a BeeSOStainable – Amigos da Montanha que não só promove a conservação das abelhas, como também cria oportunidades para uma maior inclusão de pessoas com deficiência.
Nome da start-up: BeeSOStainable – Amigos da Montanha
Fundadores: Joana Soto e Filipa Gomes
Atividade: Desde 1999, a associação Amigos da Montanha, de Barcelos, protege e promove o espaço natural através da prática desportiva e da proteção ambiental. Em 2017 lançou o programa de educação e conservação ambiental BiodiverCidade, que desenvolve projetos de educação ambiental e conservação da natureza. Um dos primeiros projetos criados foi o BeeSOStainaible, que nasceu da vontade de reverter a situação local e global dos insetos polinizadores, isto é, dos insetos que visitam as flores e contribuem para a continuidade da vida na Terra.
Segundo a associação, “em Portugal, os produtores de fruta já recorrem a apicultores para que a polinização aconteça e a Alemanha registou uma quebra de 75% nas populações em reservas naturais. Os insetos que visitam flores são responsáveis pela polinização de 2/3 dos produtos que consumimos pela produção de matérias primas como o algodão e de alimentos e bebidas como o vinho, o café e o chocolate. As alterações climáticas, o uso intensivo de pesticidas e a destruição de habitat são as principais ameaças a estas espécies”.
Tendo em conta este cenário, o BeeSOStainable quer tornar a comunidade mais sustentável ao mesmo tempo que salva os insetos que visitam as flores. “Com o projeto piloto temos como objetivo sensibilizar a comunidade para a importância deste grupo de insetos e com pequenas ações queremos reabilitar o habitat urbano para a conservação deste grupo de insetos”, explica a start-up.
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O BeeSOStainable atua junto do tecido empresarial, capacitando-o para a adoção de práticas mais sustentáveis e amigas dos polinizadores, que vão desde a diminuição das emissões de gases efeito de estufa ao tornar os espaços colaborativos mais floridos. Junto da comunidade escolar, dá também a conhecer estas espécies e realiza intervenções nos recreios, tais como construção de hotéis para insetos, hortas aromáticas e bebedouros para borboletas e outros insetos. Na comunidade geral promove um evento anual, o “Olá Primavera”, onde, para além da sensibilização ambiental, distribuí flores a todos que por lá passam. Promove também a ciência cidadã a nível local, isto é, capacita os cidadãos para recolherem dados sobre o estado dos insetos polinizadores na região e a partilharem-nos com a ciência.
Volume de negócios: Ainda sem vendas (o projeto-piloto arrancou em maio 2021).
Plano de negócios: B2B e B2C
Porque merece destaque: “Pelo trabalho que realizam junto da comunidade na sensibilização e na promoção de iniciativas de ciência cidadã. O seu trabalho já foi reconhecido por diversas redes de ciência cidadã e colaborativa e consequentemente foram convidados a integrar várias redes como a Vaca-louca.pt e a Polli.net”, destaca a IRIS – Incubadora Regional de Inovação Social.
Outra informação relevante: A Associação Amigos da Montanha está a trabalhar para chegar ao tecido agrícola local, tendo como objetivo criar reservas e corredores de polinizadores e conseguir ligar os diferentes habitats da região. Numa segunda fase, prevê também valorizar as reservas e corredores para polinizadores a partir da produção de mel.




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