Quando os participantes não tiverem certificado digital de vacinação, os organizadores vão exigir um teste PCR negativo que apenas será válido por 72 horas.

A Web Summit vai exigir que os participantes tenham certificado digital válido ou um teste negativo à covid-19 para entrarem na cimeira tecnológica que vai decorrer de 1 a 4 de novembro.

"Quando não for possível apresentar certificados oficiais, os organizadores vão exigir um teste PCR negativo que apenas será válido por 72 horas", refere a Web Summit num comunicado divulgado esta terça-feira.

"A saúde e segurança dos participantes é a nossa prioriedade", refere Paddy Cosgrave, cofundador e CEO da Web Summit, no comunicado, frisando que as equipas se "têm reunido regularmente" com a Direção-Geral da Saúde em Portugal para organizar o evento de acordo com as regras em vigor.

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O município da Madalena, na ilha do Pico (Açores), vai criar uma incubadora de empresas – a segunda da ilha com mentores de Silicon Valley – para fomentar o emprego e fixar população.

“Estamos a aproveitar esta oportunidade. É mais um polo de desenvolvimento do concelho, criando mais emprego e mais riqueza em todo o concelho e em toda a ilha”, adiantou, em declarações à Lusa, o presidente do município, José António Soares.

A Start Up Pico, apresentada hoje na Madalena, é a segunda incubadora de empresas da ilha e tal como a Criar Tec, de São Roque, conta com mentores de várias empresas de Silicon Valley, nos Estados Unidos.

Enrique Diaz, da Apple, Maria Silveira, da Foster Farms, Ângela Simões, da Palcus, Ângelo Garcia, da Lucas Real Estate Holdings, Nuno Braga, da Zoom, e Amanda Schmidt, da PandaDoc, são os mentores já conhecidos.

A incubadora conta também com uma parceria com a empresa AzoresX, criada pelo empresário picoense Roberto Lino, que trabalhou durante mais de duas décadas em Silicon Valley, com a Escola Profissional do Pico e com a Universidade da Beira Interior.

“A ideia é aproveitarmos todos esses ‘players’ importantes neste mercado para poderem-nos ajudar a promover cada vez mais a StartUp do Pico”, salientou o autarca.

Com o lema “da Madalena para o mundo”, a incubadora terá um foco sobretudo nas novas tecnologias.

“Temos cada vez mais condições para que se possam fixar outras empresas e possam trabalhar daqui para outros pontos do globo”, acrescentou José António Soares.

Para já, a incubadora deverá ficar instalada num edifício do município, que será alvo de obras de beneficiação, mas o autarca não impõe limite ao número de inscrições.

“Haverá sempre espaço para que possamos albergar todos os projetos que se possam querer incubar na nossa ‘start up’. Quantos mais, melhor”, afirmou.
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Durante mais de 20 anos, Roberto Lino trabalhou em Silicon Valley, na Califórnia, em empresas como a Skype, Webex, UserZoom, Cisco, Jive e Microsoft, nas áreas de marketing, gestão, e logística.

Há três anos regressou à ilha do Pico, onde nasceu, com o objetivo de “ajudar a desenvolver a economia local”, trabalhando sobretudo na cultura empresarial da ilha.

Para o fundador da AzoresX, parceira da Start Up Pico, mais importante do que o espaço físico é o apoio de quem já tem experiência empresarial.

“Uma incubadora não é só um edifício, é um ecossistema de apoio aos empreendedores e aos empresários. Os mentores são uma parte crítica desse ecossistema, tal como as parcerias que estamos a desenvolver com as várias entidades”, frisou, em declarações à Lusa.

Roberto Lino tem amigos que vivem nos Açores e continuam a trabalhar para empresas de Silicon Valley, mas admite que o local tem “um ADN e um caráter próprio”.

“Cá, quando entro num café ouço falar em futebol ou nas coisas que se estão a passar no concelho. Lá, entra-se num café e está-se a falar na próxima ‘start up’, no próximo empreendedor. É uma cultura empresarial completamente diferente”, explicou.

O empresário acredita que os mentores da incubadora, muitos deles amigos e contactos que fez em Silicon Valley, podem ajudar a importar esse ambiente empresarial para o Pico.

“O objetivo é trazer um bocadinho desse ADN para cá. Ser empreendedor é ter uma ideia, mas também é tudo o que vem atrás. É a persistência, é o ‘network’ de pessoas à volta que podem aconselhar, que podem apoiar, que podem investir. Este ecossistema é o que estamos a tentar ajudar a câmara [municipal] da Madalena a criar, para que se possa respirar mais um bocadinho desse ADN de empreendedorismo e tecnologia”, apontou.

Startup portuguesa fundada por ex-comandante da TAP promete entregar compras de casa em menos de uma hora. Hoogloo quer expandir área de cobertura e está a contratar.

Há um novo concorrente no negócio das dark stores: a Hoogloo. Quer seja uma barra de chocolate ou as compras de mercaria para todo o mês, esta startup portuguesa promete fazer voar as encomendas do armazém até à porta da sua casa, com entregas em menos de uma hora e sem intermediários.

Não é mero acaso que, por detrás desta ideia, estejam dois ex-trabalhadores da TAP. João Alves, 39 anos, é o fundador e foi quadro da companhia aérea nacional durante mais de 15 anos, tendo desempenhado a função de comandante até há bem pouco tempo, em março de 2021. Maria Francisca Afonso, diretora de operações da Hoogloo, foi assistente de bordo da TAP durante dois anos, até junho de 2020.

Para já com um armazém na Amadora, nesta primeira fase, a área de cobertura da Hoogloo limita-se a esse concelho, mais Lisboa, Oeiras e uma parte de Sintra. Para aceder à “loja” virtual — através do site ou das aplicações para iOS e Android –, é preciso introduzir na plataforma uma morada dentro de um local abrangido pela cobertura. Só depois é que a Hoogloo permite aceder ao catálogo, prometendo entregas “sempre dentro de uma hora”, desde que feitas entre as 9h e as 23h.

A taxa de entrega cobrada pela Hoogloo é de 2,95 euros e não há uma “quantidade mínima” de produtos. “Nos pedidos abaixo dos 19,95 euros, temos uma taxa adicional de dois euros”, lê-se no site da startup, enquanto as compras superiores a 50 euros “escapam” a esta taxa. As categorias de produtos já disponíveis vão da saúde e bem-estar aos congelados, mas também produtos biológicos e até alimentos para animais. Mercearia em geral.

A Hoogloo tenta ainda captar a atenção dos clientes com descrições irreverentes em todos os produtos: sobre o leite Matinal, escreve: “Diz Matinal, mas podes beber à tarde e à noite.” Acerca da manteiga Milhafre, nota: “Se conheces alguém que não goste de manteiga barrada num pão quente, por favor envia um e-mail para essapessoa@nãoexiste.com.”

Startup chama a atenção com descrições irreverentes.

Hoogloo

Para um piloto, “o céu é o limite”
A ideia que deu origem à Hoogloo surgiu em plena pandemia: “Queríamos fazer compras e não existia nada que fosse ao encontro das nossas expectativas. Ou eram os supermercados e as filas, e ficávamos à espera, ou os serviços online eram antiquados”, conta ao ECO o fundador e CEO, João Alves. Detetada a oportunidade de negócio, juntou uma equipa e meteu mãos à obra: “A ideia foi esta: criar uma marca divertida, com irreverência, uma aplicação funcional e conseguir captar clientes por aí.”

Experiência era “zero”, diz João Alves. “Nenhum de nós tinha experiência em logística”, confessa o ex-comandante. Mesmo assim, com a ajuda de consultores, “muita leitura e networking“, foi possível “ir à luta”. A Honesthorizon Lda. foi constituída oficialmente a 30 de setembro de 2020, “integralmente com capitais próprios”, e o serviço foi oficialmente lançado a 9 de agosto deste ano.

“Neste momento, somos nós que estamos a entregar” as encomendas, explica João Alves, quando questionado acerca das operações da empresa. Com uma campanha de comunicação prestes a arrancar, e esperando-se um aumento no volume de clientes, existem três alternativas para as entregas rápidas da Hoogloo: os serviços de um parceiro, a capacidade excedente oferecida por empresas tipo “Uber” ou trabalhadores independentes que se inscrevam para fazer as entregas da empresa.

A Hoogloo é, sobretudo, uma aposta a longo prazo de que o crescimento do comércio eletrónico veio para ficar, incluindo no retalho alimentar. À pergunta de “onde vê a startup daqui a uns anos”, João Alves responde: “Para um piloto, o céu é o limite.” O objetivo, por agora, é expandir a cobertura na Grande Lisboa, abrir mais armazéns, contratar mais gente para a equipa e, depois, rumar em direção ao Porto.

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Dark stores saem da escuridão


Blok e Gorillas abrem supermercados virtuais em Portugal

 

Sendo um conceito pouco conhecido até à chegada da pandemia, a Hoogloo é mais uma dark store a operar no mercado português. Este tipo de negócio pode ser comparado, no caso do retalho alimentar, a supermercados virtuais localizados em armazéns: os estafetas entram, recolhem os produtos das prateleiras e entregam a mercearia diretamente na casa dos clientes.

Assim, à Hoogloo juntam-se outras plataformas concorrentes, mas estrangeiras. Em junho, o ECO noticiou a chegada a Portugal de duas dark stores, a Blok e a Gorillas, respetivamente, espanhola e alemã. Além disso, a Glovo, que também é espanhola, tem vindo a expandir a presença em Portugal e planeia ter 16 dark stores a funcionarem no país.

A Hooglooo concorre ainda com as lojas online das maiores insígnias do mercado, como é o caso do Continente Online. Isto porque um litro de leite comprado num grande hipermercado é um litro de leite que não é encomendado de uma dark store, como a Hoogloo.

De resto, foi notório o efeito que os confinamentos tiveram no comércio eletrónico, sobretudo nas encomendas de alimentos. À semelhança do que aconteceu um pouco por todo o mundo, muitos portugueses perderam o receio de encomendarem comida pela internet, acelerando a digitalização do retalho em vários anos.

A título de exemplo, em novembro do ano passado, Ricardo Batista, diretor-geral da Glovo em Portugal, falava num crescimento de 150% da plataforma desde o início da pandemia. Outro exemplo é o Mercadão, que faz as entregas online do Pingo Doce: em janeiro, por ocasião do segundo confinamento, fonte oficial da marca disse ao ECO que a operação cresceu mais de 700% desde o início da pandemia. A comida dos portugueses vai, assim, continuar chegar cada vez mais pelo “correio”.

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O Secretário Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego, Duarte Freitas, afirmou, no Pico, que o Governo dos Açores continua firme no desenvolvimento da sua estratégia de grande incentivo ao empreendedorismo jovem, no particular, e na qualificação e empregabilidade dos jovens Açorianos, de forma geral.

“Fruto dos bons resultados que já estamos a colher, o nosso trabalho vai continuar visando a criação de postos de trabalho, tendo em consideração, principalmente, os jovens açorianos, quer através de incentivos ao empreendedorismo e à qualificação profissional, quer por meio de outros apoios à contratação”, considerou Duarte Freitas.

À margem da inauguração da incubadora de Empresas do Município da Madalena do Pico, a Startup Pico, o governante garantiu que o Executivo Açoriano “vai continuar a fomentar a cooperação com as autarquias e parceiros sociais, entre outros, tendo em vista o desenvolvimento de políticas empreendedoras, geradoras de mais emprego e mais riqueza”.

O titular da pasta da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego reiterou o desejo da implementação de uma incubadora de empresas em cada Escola Profissional, tendo em vista a criação do próprio emprego, destacando o novo programa GERAÇÃO AÇORES PRO, criado pelo Governo dos Açores para incentivar o empreendedorismo e a empregabilidade jovem.

O GERAÇÃO AÇORES PRO, cujas candidaturas estão abertas, é composto por conjunto de medidas na área do emprego e qualificação profissional direcionadas aos jovens, tendo em vista também a sua fixação nas comunidades de origens e, consequentemente, para combater o despovoamento e o envelhecimento demográfico na Região.

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Assim, e além do JOVEM PRO, medida destinada aos jovens que concluíram o Estagiar L e T ou o INOVAR, bem como os que estejam à procura de primeiro emprego, existe também o Prémio Empreendedor, que visa estimular o empreendedorismo através da atribuição de um incentivo de duas vezes e meia o valor do salário mínimo na Região.

A Ativa Emprego Jovem é outra medida desenhada com o objetivo de incentivar a procura ativa de emprego por parte dos jovens, após a conclusão do Estagiar L e T, INOVAR ou JOVEM PRO.

A Ativa Emprego Jovem prevê a atribuição de uma bolsa aos jovens que não tenham sido contratados nem recusado contratado de trabalho pelas entidades onde realizaram o estágio e tenham celebrado contrato de trabalho, pelo período mínimo de 12 meses, com outra entidade empregadora.

O programa GERAÇÃO AÇORES PRO inclui ainda a medida Formação Jovem, destinada aos jovens que não tenham sido contratados pela entidade promotora, contemplando um apoio financeiro, através de uma bolsa.

As candidaturas às medidas de promoção da empregabilidade dos jovens, através do apoio à sua formação e qualificação profissional, bem como às iniciativas de empreendedorismo dos jovens que criem o próprio emprego estão abertas, podendo ser submetidas através do Portal do Emprego Jovem https://empregojovem.azores.gov.pt.

A Comissão Europeia (CE) aprovou um novo produto financeiro de apoio às PME afetadas pela pandemia.

Ao abrigo do Fundo Europeu de Garantia, gerido pelo Grupo do Banco Europeu de Investimento, o novo produto financeiro, sob a forma de garantias sobre tranches de titularização sintética, tem um orçamento específico previsto de 1,4 mil milhões de euros, mas que deverá mobilizar valores na ordem dos 13 mil milhões de euros em novos empréstimos para apoiar as pequenas e médias empresas afetadas pelo surto de Covid-19 nos 22 Estados-membros participantes, divulgou a Comissão Europeia (CE) em comunicado.

De acordo com o referido comunicado “trata-se de uma contribuição significativa para o objetivo global do Fundo Europeu de Garantia, de mobilizar até 200 mil milhões de euros de financiamento adicional nos 22 Estados-membros participantes.

Margrethe Vestager, vice-presidente executiva, afirmou que a CE continua “a trabalhar em estreita colaboração com os Estados-Membros e com as outras instituições europeias para encontrar soluções viáveis que atenuem o impacto económico do surto de coronavírus e preservem as condições de concorrência equitativas no mercado único”.

Também Valdis Dombrovskis, vice-presidente executivo responsável pela pasta “Uma economia ao serviço das pessoas”, reforçou que continuam a perseguir o objetivo de apoiar as empresas da UE, especialmente as PME, para fazer face à crise. “Graças ao novo produto de titularização sintética ao abrigo do Fundo Europeu de Garantia, o financiamento adicional sob a forma de novos empréstimos será canalizado para as empresas da UE que dele necessitam realmente. O Fundo Europeu de Garantia é a terceira das redes de segurança acordadas pelo Conselho. Incentivamos os Estados-Membros a continuarem a utilizar ao máximo os três instrumentos de crise para apoiar os seus trabalhadores e as suas empresas”, afirmou.

Recorde-se que em abril do ano passado, o Conselho Europeu aprovou a criação de um Fundo de Garantia Europeu, sob a gestão do Grupo BEI, como parte da resposta global da União Europeia ao surto de coronavírus.  Até agora, o BEI e o FEI aprovaram um total de 17,8 mil milhões de euros de projetos no âmbito do Fundo, que deverão conduzir a cerca de 143,2 mil milhões de euros de investimentos totais mobilizados.

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