IRIS – Incubadora Regional de Inovação Social, da região do Tâmega e Sousa, elegeu a start-up do mês. A escolhida foi a BeeSOStainable – Amigos da Montanha que não só promove a conservação das abelhas, como também cria oportunidades para uma maior inclusão de pessoas com deficiência.

Nome da start-up: BeeSOStainable – Amigos da Montanha

Fundadores: Joana Soto e Filipa Gomes

Atividade: Desde 1999, a associação Amigos da Montanha, de Barcelos, protege e promove o espaço natural através da prática desportiva e da proteção ambiental. Em 2017 lançou o programa de educação e conservação ambiental BiodiverCidade, que desenvolve projetos de educação ambiental e conservação da natureza. Um dos primeiros projetos criados foi o BeeSOStainaible, que nasceu da vontade de reverter a situação local e global dos insetos polinizadores, isto é, dos insetos que visitam as flores e contribuem para a continuidade da vida na Terra.

Segundo a associação, “em Portugal, os produtores de fruta já recorrem a apicultores para que a polinização aconteça e a Alemanha registou uma quebra de 75% nas populações em reservas naturais. Os insetos que visitam flores são responsáveis pela polinização de 2/3 dos produtos que consumimos pela produção de matérias primas como o algodão e de alimentos e bebidas como o vinho, o café e o chocolate. As alterações climáticas, o uso intensivo de pesticidas e a destruição de habitat são as principais ameaças a estas espécies”.

Tendo em conta este cenário, o BeeSOStainable quer tornar a comunidade mais sustentável ao mesmo tempo que salva os insetos que visitam as flores. “Com o projeto piloto temos como objetivo sensibilizar a comunidade para a importância deste grupo de insetos e com pequenas ações queremos reabilitar o habitat urbano para a conservação deste grupo de insetos”, explica a start-up.

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O BeeSOStainable atua junto do tecido empresarial, capacitando-o para a adoção de práticas mais sustentáveis e amigas dos polinizadores, que vão desde a diminuição das emissões de gases efeito de estufa ao tornar os espaços colaborativos mais floridos. Junto da comunidade escolar, dá também a conhecer estas espécies e realiza intervenções nos recreios, tais como construção de hotéis para insetos, hortas aromáticas e bebedouros para borboletas e outros insetos. Na comunidade geral promove um evento anual, o “Olá Primavera”, onde, para além da sensibilização ambiental, distribuí flores a todos que por lá passam. Promove também a ciência cidadã a nível local, isto é, capacita os cidadãos para recolherem dados sobre o estado dos insetos polinizadores na região e a partilharem-nos com a ciência.

Volume de negócios: Ainda sem vendas (o projeto-piloto arrancou em maio 2021).

Plano de negócios: B2B e B2C

Porque merece destaque: “Pelo trabalho que realizam junto da comunidade na sensibilização e na promoção de iniciativas de ciência cidadã. O seu trabalho já foi reconhecido por diversas redes de ciência cidadã e colaborativa e consequentemente foram convidados a integrar várias redes como a Vaca-louca.pt e a Polli.net”, destaca a IRIS – Incubadora Regional de Inovação Social.

Outra informação relevante: A Associação Amigos da Montanha está a trabalhar para chegar ao tecido agrícola local, tendo como objetivo criar reservas e corredores de polinizadores e conseguir ligar os diferentes habitats da região. Numa segunda fase, prevê também valorizar as reservas e corredores para polinizadores a partir da produção de mel.

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