
Gerir um negócio e manter a vida pessoal equilibrada nem sempre é fácil. Mas, provavelmente, mais desafiante é gerir um projeto com as pessoas com quem partilhamos a nossa vida pessoal. Leia algumas dicas para ter sucesso quando estas duas realidades se cruzam.
À primeira vista pode parecer ser uma situação pouco frequente, mas a realidade mostra que afinal não é bem assim: três dos 15 projetos mais bem-sucedidos do Shark Tank norte-americano são casais e nos Estados Unidos calcula-se que existam 1,4 milhões de empresas geridas por marido e mulher. No caso português, um bom exemplo são os líderes da Remax Beatriz Rubio (CEO) e Manuel Alvarez (presidente), também eles um casal.
Está tentado a experimentar misturar negócios com amor? Antes de o fazer, leia os três conselhos partilhados na Exhale Lifestyle:
Atue da mesma forma que faria com qualquer potencial parceiro de negócios
Defina com clareza os motivos pelos quais quer criar um negócio com a sua cara metade e discuta os objetivos pessoais e os coletivos. Depois desenhe um plano de negócios com os passos que cada um tem de dar para atingir estes objetivos.
É igualmente importante aferir quais os pontos fortes de cada um para definir mais facilmente as respetivas funções. Como explicou a CEO da Remax em entrevista ao Link To Leaders, “o lado bom é que os objetivos, tanto pessoais como profissionais, são comuns. O lado menos bom é que há que aprender a trabalhar o ego dos dois para não concorrermos, mas sim complementarmo-nos”.
Por fim, perceba o caminho que tem percorrer para tornar o seu pequeno negócio numa empresa de sucesso.
Tem tudo a ver com barreiras
Independentemente dos problemas que possam surgir no negócio, o respeito entre os dois tem de prevalecer e tem sempre de colocar a sua relação antes do projeto comum. Isto significa que deve arranjar uma forma saudável de discutir pontos em que não existe entendimento.
A este conselho acrescente-se a construção de limites entre aquilo que é o trabalho e a relação pessoal. Em vez de tomar por garantidas as responsabilidades e funções, alavanque as competências de cada um enquanto profissionais. Além disto, e apesar de ter o seu parceiro de negócios constantemente por perto, não significa que quando chega a casa continue a pensar em trabalho. Estipule os objetivos pessoais da mesma forma que os profissionais.
Neste campo, quando questionada sobre o que “ganha com mais frequência: o amor ou os negócios?”, Beatriz Rubio explica que é “o amor. Se não, acabamos tanto com o negócio como com o amor”.
Fale com pessoas com experiência nesta matéria
Descubra outras pessoas que já passaram, ou estão a passar, por esta aventura. Tente perceber quais foram os erros crassos cometidos na vida pessoal e profissional e aprenda com a forma como lidaram com o problema.
Se descobrir alguém que já se encontre nesta situação, mantenha-se em contacto para poder ter uma linha de apoio nos dias mais difíceis – que inevitavelmente surgirão.
Acima de tudo, tenha respeito pelo seu parceiro. Como explicou a CEO da Remax, “a confiança é fundamental e não estar a concorrer um com o outro. Há momentos em que o Manuel é mais forte do que eu e vice-versa. Não há concorrência. Há alegria porque um dos dois atingiu os objetivos”.

Flexibilidade e rapidez na gestão de tesouraria são dois aspetos em que o Bankinter quer ajudar as empresas com o novo Crédito Multilinha.
Para responder às necessidade de financiamento das empresas, o Bankinter divulgou ontem a criação de uma nova solução, o Crédito Multilinha, que permite o acesso a diversas soluções de financiamento através de um único contrato e com um limite global de crédito. Ou seja, agrega num único contrato vários produtos de financiamento, que estabelece um limite de crédito global que pode eventualmente ser distribuído de acordo com as necessidades das empresas, e gerido através da plataforma online do Bankinter Empresas.
Vítor Pereira, diretor de Desenvolvimento de Negócio, Produtos, CRM e Marketing do Bankinter Portugal, explicou em comunicado que o Crédito Multilinha é um produto diferenciador, que vem mudar o modo como o Bankinter se relaciona com os clientes da banca de empresas.” Esta solução proporciona uma maior eficiência e simplicidade na utilização do crédito pelas empresas, através de um único contrato, que inclui um número alargado e diversificado de produtos”.
As empresas podem consultar informação atualizada do seu Crédito Multilinha, nomeadamente o montante e o nível de utilização de crédito associado a cada produto, e simultaneamente efetuar alterações à distribuição do limite global de crédito pelos vários produtos, sem depender de nova aprovação. Rapidez na gestão da tesouraria corrente e flexibilidade de operações são aspetos que o Bankinter associa a este novo produto empresarial.

A plataforma recorre a Inteligência Artificial para apoiar as empresas a aumentarem as exportações foi apresentada ontem. O projeto é implementado pela AICEP e insere-se na sua estratégia de transformação digital.
Chama-se Portugal Exporta e é uma plataforma digital – apresentada ontem, em Aveiro, pela AICEP – que vai apoiar as empresas nacionais no seu esforço exportação.
Este projeto tecnológico apresenta-se com “novos produtos e serviços de valor acrescentado e customizados, indo ao encontro das expectativas e necessidades específicas de cada empresa, tendo em conta o seu grau de maturidade para a internacionalização, setor de atividade e produtos”, refere a AICEP em comunicado.
Luís Castro Henriques, presidente da AICEP, lembrou que “a transformação digital da AICEP foi pensada e trabalhada para e com as empresas. Acreditamos que a nova plataforma tecnológica é absolutamente state of the art e vai ter um impacto muito positivo na vida das empresas. Vai com certeza trazer resultados importantes ao nível do crescimento das exportações”.
Mas afinal como funciona o Portugal Exporta? Recorrendo tecnologias de Inteligência Artificial, incluindo Machine Learning e Big Data, disponibiliza ferramentas que permitem fazer, entre outras funcionalidades, o matching entre as empresas e os mercados (importadores e parceiros), aceder a oportunidades de negócio, desenho de planos de ação de internacionalização à medida, diagnósticos de maturidade da empresa ou alertas para os prazos dos incentivos disponíveis.
Personalizada e de fácil utilização, em modo de self-service, a plataforma Portugal Exporta “tem vindo a ser desenvolvida em co-criação com as empresas, de modo a garantir que responderá em pleno às suas necessidades”, salienta a AICEP.
O setor do calçado é o primeiro em destaque, mas no prazo de um ano, prevê-se que a plataforma abarque todos os setores da economia portuguesa. Para complementar esta inovação digital, os especialistas da AICEP “farão um aconselhamento mais dirigido a cada empresa, criando novos produtos de forma contínua, sempre atualizados e adaptados às necessidades e contexto económico e empresarial, nacional e internacional”.
Depois deste projeto, a AICEP anunciou o lançamento de um Portal dedicado ao Investimento, o Business Match Making; de um Acelerador da Internacionalização Online (dedicado ao E-Commerce) e um Optimizador do Investimento, que sugere a localização recomendada para grandes projetos de investimento.

Incubadora portuguesa é o mais recente parceiro do programa financiado pela União Europeia que tem como objetivo dar aos novos empreendedores as ferramentas e conhecimentos de outros mais experientes.
A Fábrica de Startups é um dos mais recentes parceiros do programa Erasmus for Young Entrepreneurs em Portugal. A iniciativa financiada pela Comissão Europeia tem como objetivo dar ferramentas e conhecimentos a novos empreendedores junto de outros mais experientes, noutros países.
No programa de intercâmbio podem participar jovens que estejam a planear criar o seu próprio negócio e que queiram trocar ideias com um empreendedor experiente noutro país, com quem vão colaborar por um período de entre um a seis meses.
Como parceira, a Fábrica de Startups “tem como missão ajudar os interessados a candidatarem-se, a estabelecer uma relação de sucesso com o empreendedor adequado e a dar resposta às suas questões”, explica a incubadora em comunicado.
Para ajudar a esclarecer as dúvidas face ao programa, a Fábrica de Startups organiza um evento no próximo dia 10 de maio (sexta-feira), no LACS Conde d’Óbidos, em Lisboa, que contará com a presença de vários parceiros europeus.

Os cargos de gestão na área da tecnologia lideram o top das profissões mais bem pagas, segundo a Landing.Jobs.
95 mil euros anuais, brutos, é o montante salarial que os cargos na área das tecnologias podem atingir no mercado nacional. Quem o afirma é a Landing.Jobs, uma plataforma de recrutamento online especializada no setor das tecnologias de informação, depois de uma recente análise a mais de mil ofertas de emprego (das quais cerca de 850 eram em Lisboa) publicadas na plataforma durante o ano passado.
De acordo com a avaliação os níveis salariais dos profissionais que trabalham em cargos de gestão no setor das tecnologias estão acima dos valores praticados noutras áreas empresariais. Senão vejamos: cargos ligados à gestão como CTO ou Head of Engineering podem contemplar salários que podem ir até aos 95 mil ou 90 mil euros anuais, respetivamente. Quando se trata de funções fora da gestão, a de iOS Developer, com salários anuais que podem ir até aos 62 mil euros, ou a de Android Developer e DevOps Engineer, com 60 mil euros, são as mais bem renumeradas.
A pesquisa da Landing.Jobs realça, ainda, que, da diversidade de profissões que este setor enquadra, as mais comuns no mercado nacional são as de Full-stack Developer (29,7%), Back-end Developer (13,8%) e Product/Project Manager (8,8%). Estas funções podem render, respetivamente, até 45 mil, 55 mil ou 50 mil euros anuais. Correspondem a salários brutos e, de acordo com esta análise, tendem a aumentar 20% em empresas de produto e a diminuir 10% em empresas de consultoria. Destaque, ainda, para o facto de os anos de experiência destes profissionais também terem um peso relevante na remuneração. Os que têm mais de cinco anos de experiência tendem a conseguir salários mais elevados.
Para José Paiva, CEO da Landing.Jobs, é fundamental as empresas estarem informadas e acompanharem esta evolução do mercado, “para que, face à procura de profissionais deste setor, possam tornar-se ou manter-se competitivas no ecossistema. Os salários podem ser decisivos para atração e retenção de talento e é importante que as empresas tenham estas questões em consideração”.
Perante o facto de a capital ter concentrado o maior número de ofertas de emprego na plataforma, Maria Tolentino, responsável da Landing.Jobs no mercado nacional, referiu que esse dado “mostra que Lisboa continua a ser o maior hub tecnológico do país e o local de referência para desenvolvimento em Portugal”. Na realidade, salienta, os intervalos salariais para ofertas de emprego no Porto podem ser 5% a 10% inferiores aos de Lisboa.


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