
Na quarta edição, os Prémios PlayStation Talents Portugal são uma oportunidade dos estúdios e produtores independentes portugueses se destacarem e receberem o apoio da “máquina” PlayStation na conclusão do projeto. Numa fase inicial, as propostas são enviadas para a equipa da PlayStation como candidatura, seja um vídeo de gameplay do seu projeto ou mesmo um protótipo jogável, ou até títulos na sua fase final de conclusão. Tem é de ser português.
Tal como nas edições anteriores, o projeto distinguido vence um prémio monetário de 10 mil euros para ajudar no financiamento do videojogo. Além disso, para quem necessite, a PlayStation Portugal oferece um local fixo que servirá de estúdio durante 10 meses em Lisboa e o acesso ao kit de desenvolvimento da PlayStation 4. E no fim, a apetecível garantia que o jogo será lançado no serviço de distribuição digital da plataforma, a PlayStation Network, assim como uma campanha promocional nos canais próprios da PlayStation no valor de 50 mil euros.
Antes de ser anunciado o derradeiro vencedor, foram anunciadas outras categorias. O Prémio de Imprensa, escolhido pelos meios ligados aos videojogos, no qual o SAPO TEK fez parte, foi entregue pela Sandra Páscoa, Roberto Yeste e João Lopes da PlayStation Portugal ao jogo Capture, do estúdio OX. Trata-se de um jogo de puzzles, em que o jogador tem de interagir com o cenário para resolver os quebra-cabeças.
O Prémio para a Melhor Arte foi entregue por Mário Augusto, jornalista especialista em cinema, ao jogo Ink Knight da Snakewhirl. O jogo de plataformas destaca-se por utilizar tinta para interagir com o cenário. O Prémio para o Jogo Infantil foi entregue por Mário Lomban e Patrícia Correia da Fundação 3M ao projeto Fayo da Team Fayo. Mais um jogo de plataformas, onde a personagem principal utiliza um cascol para interagiNo que diz à competição, o Prémio para o melhor Jogo de Competição Online foi entregue por dois jogadores de eSports do Sporting ao jogo KEO da Red Cat Pig, um estúdio composto por três pessoas dos Açores. Trata-se de um jogo de combate com veículos em arenas, com um aspeto gráfico em cel shading. A categoria para o jogo Mais Inovador, foi entregue por Bruno Osório e Pedro Antunes, responsáveis por VRock, o projeto vencedor da segunda edição ao título Keg Wars da Flying Pan. Trata-se de um jogo de “três em linha”, em que os jogadores utilizam personagens, com habilidades distintas para anular o adversário.
O Prémio para Melhor Utilização das Plataformas PlayStation foi entregue por Francisco Santos e João Genebra, autores do projeto vencedor do ano passado Out of Line. O projeto vencedor da categoria foi Capture, que conquista assim o segundo galardão da noite.
Todas as atenções estavam centradas na entrega do principal galardão, e o grande vencedor da quarta edição foi entregue por Liliana Laporte e Jorge Huguet, responsáveis pela PlayStation Ibérica. Liliana Laporte destaca com orgulho a quantidade e qualidade dos projetos desta edição, reforçando a importância da iniciativa da Sony PlayStation. E o vencedor da quarta edição dos Prémios PlayStation foi KEO da Red Cat Pit.
A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no espaço Suspenso, em Lisboa, destacando os 11 projetos finalistas. Este ano ficou marcado por muitos dos projetos estarem jogáveis, a maior parte deles já havia sido mostrada durante o Lisboa Games Week, e demarcam-se pela variedade de géneros. As aventuras de plataformas foram as mais exploradas, mas houve títulos que se destacaram, tal como o horror de Under the Rain, inspirado em H.P. Lovecraft, os combates com viaturas de Keo ou o curioso Keg Wars, um jogo popular do “três em linha” com dinâmicas divertidas e imersivas, como se fosse um combate com cartas. Conheça os 11 finalistas na nossa galeria de imagens.r com o cenário.
KEO afirma-se como o quarto vencedor do grande prémio, sucedendo-se a Out of Line, que ganhou a terceira edição no ano passado. O primeiro vencedor foi Striker’s Edge, o jogo da Fun Punch é o único que já está disponível na PSN. VRock arrecadou o grande prémio da segunda edição. No total, as quatro edições viram ser apresentados mais de 200 projetos, na presente candidataram-se 50 projetos.

Teresa Damásio, administradora do Grupo Ensinus
Quando falamos de empreendedorismo também falamos de relações laborais. Ao invés do que possamos pensar, empreender também significa criar emprego.
Naturalmente que o empreendedor cria o seu próprio emprego e que o faz de forma independente. Ou seja, ao iniciar o seu negócio não o está a fazer com base numa relação laboral subordinada. Quer isto dizer que a sua empresa foi criada por si e não por outrem e por isso não há qualquer relação jurídica baseada no dever de obediência.
Mas, aquilo que norteia o empreendedor é o sucesso, o crescimento e, consequentemente, a expansão do negócio e para isso o empreendedor irá necessitar obrigatoriamente de criar equipas para que a sua ideia de negócio se transforme numa empresa que cresça de forma sustentada e que independentemente da inovação e da criatividade alicerçada a todo e qualquer negócio, o capital humano seja um dos eixos estratégicos.
Para isso, há que empreender pelo trabalho digno pois atualmente ser empreendedor implica ser, igualmente, socialmente responsável e querer, para além do lucro e dos proveitos, ser um líder que cria relações laborais justas e sustentáveis.
O empreendedor tem a possibilidade de empreender pelo trabalho digno cada vez que contrata uma pessoa para consigo consolidar aquilo que esteve na génese do seu negócio – a sua ideia.
Na publicação “Perspetivas Sociais e de Emprego no Mundo: Tendências 2018”[1] o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder afirmou que “… Embora o desemprego global tenha-se estabilizado, os déficits de trabalho decente continuam generalizados e a economia global ainda não está criando empregos suficientes. Esforços adicionais devem ser implementados para melhorar a qualidade dos empregos para os trabalhadores e assegurar que os ganhos de crescimento sejam compartilhados de forma equitativa…”.
Muito provavelmente para que o empreendedor seja considerado uma referência na sociedade, em termos gerais, e na comunidade, em termos particulares, esta é uma das áreas que mais crescerá nos próximos tempos pois para termos níveis de crescimento económico justos e sustentáveis precisamos que haja dignidade no trabalho e o empreendedor tem um papel muito importante a desempenhar pois estando hoje como protagonista do sucesso nos negócios e do crescimento nos lucros pode, igualmente, fazer a diferença pela forma como criar emprego dentro da sua própria empresa.
A humanidade precisa de empreendedores que sejam promotores do trabalho digno!
O empreendedor gera riqueza e potencia o talento, mas também promove o potencial humano ao dignificar o trabalho através de condições de trabalho dignas e justas!
Assim, empreender pelo trabalho digno ou pela dignidade do trabalho é um axioma intemporal!

José Manuel Lopes de Castro, presidente da APIGRAF
A APIGRAF entregou na semana passada os prémios de excelência do seu setor e, a propósito do evento, o Link To Leaders conversou com o seu presidente para traçar o perfil do setor e analisar as tendências que se adivinham.
A Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel (APIGRAF), agrega um conjunto de empresas responsáveis por muitos objetos que fazem parte do dia a dia de todos nós: livros, embalagens, sacos. Atenta às inovações e à transformação digital que, à semelhança de outros setores, também não passam ao lado desta atividade, a Associação reconhece que as empresas estão a conviver bem e, há muitos anos, com a modernização e as novas exigências do mercado. Aliás, para promover a excelência da atividade, desde 2015 que distingue as empresas nacionais que se destacam no setor. A edição mais recente dos prémios Excelência 2018 da APIGRAF, realizada na semana passada, foi o ponto de partida para uma entrevista a José Manuel Lopes de Castro, presidente da Associação, sobre os desafios desta indústria.
Qual o objetivo dos prémios Excelência 2018 da APIGRAF?
São atribuídos anualmente a um conjunto e empresas dos nossos sectores industriais e pretendem evidenciar parte da muita qualidade com que se trabalha em Portugal. As empresas premiadas apresentam o melhor desempenho relativamente a um conjunto de indicadores objetivos, sendo identificadas pelo knowledge partner Informa D&B mediante a aplicação dos critérios ao universo elegível.
Quais os critérios dominantes na escolha das empresas?
Não se trata de uma escolha, mas antes de uma identificação objetiva de desempenho. As empresas são agrupadas em Grandes, Médias ou Pequenas Empresas ou em Microempresas associadas, consoante indicadores de número de trabalhadores, volume de negócios e ativos. Dentro de cada um destes universos, são seriadas de acordo com uma multiplicidade de indicadores objetivos, com pontuação atribuída ao crescimento das vendas e do número de trabalhadores, à margem de EBITDA, ao VAB, à rentabilidade do capital próprio e do investimento, à autonomia financeira e à solvabilidade.
Estamos sempre presentes na vida das pessoas e das empresas, fazemos as embalagens e cartões que utiliza, os livros e demais publicações que lê, os sacos e a sinalização sem os quais a sua vida seria muito mais difícil (…)
Como tem evoluído o prémio e a adesão das empresas à iniciativa?
Este prémio é a ocasião de destacarmos o trabalho de todo um setor, honrando os melhores desempenhos, e atribuímo-lo em conjugação com os Prémios Inovação ou Prestígio.Tem sido a oportunidade para mostrarmos o que são as indústrias gráficas e transformadoras do papel hoje, um setor dinâmico e capaz de dar resposta aos mais variados desafios.
Estamos sempre presentes na vida das pessoas e das empresas, fazemos as embalagens e cartões que utiliza, os livros e demais publicações que lê, os sacos e a sinalização sem os quais a sua vida seria muito mais difícil, os cartazes que lhe dão a conhecer as mais variadas iniciativas. Revestimos de publicidade os carros da empresa e de decoração as paredes dos hotéis, e produzimos os cartões pessoais que todos utilizamos. Olhe para a Web Summit e imagine o evento sem produtos dos nossos setores: impossível.
Relativamente às empresas temos recebido comentários muito positivos sobre a iniciativa, sejam empresas do setor, fornecedoras ou clientes, pelo que este evento é para continuar!
(…) a ética, a inovação, em sentido lato, e o espírito empreendedor são também fatores que contribuem decisivamente para uma organização de excelência.
Quais devem ser os princípios da “excelência empresarial”?
No âmbito deste prémio os critérios estão tipificados e são essencialmente de índole económica. É uma das vertentes da excelência. Diria que a ética, a inovação, em sentido lato, e o espírito empreendedor são também fatores que contribuem decisivamente para uma organização de excelência.
Papel ou digital. Como vê o futuro desta relação?
Com entusiasmo e numa perspetiva de complementaridade. Qualquer análise objetiva desta matéria conclui que cada um destes meios tem uma utilidade e eficácia própria e as nossas indústrias trabalham a área do digital há mais de 20 anos. Quem conhece o setor sabe bem a tecnologia de ponta que utiliza, expressa, aliás, na onerosidade dos equipamentos empregues.
Como é que este setor de atividade está a conviver com a digitalização e com a transformação digital?
Estamos a conviver bem, há muitos anos. É verdade que há mercados que se vão reduzindo ou mesmo desaparecendo, outros há que se transformam em nichos para segmentos de qualidade superior ou de universos vintage, mas a digitalização cria outras oportunidades. A área dos livros é um caso curioso: sofreu algum impacto com o entusiasmo gerado pelos tablets, mas rapidamente recuperou dinamismo e permitiu o aparecimento de todo um universo de autores que querem ver os seus livros publicados. Em papel, pela perenidade que se lhe associa. As nossas indústrias encaram a realidade como ela é, estão atentas às dinâmicas e adaptam-se, reativa e proativamente.
Quais as principais transformações que o setor tem vivido nos últimos anos?
Alguma redução no número de empresas e trabalhadores. Alguns movimentos de concentração empresarial, a alteração dos perfis dos consumidores e todo o impacto que tal implica, a maior atenção à sustentabilidade ambiental, necessariamente a digitalização, a alteração dos perfis de competências laborais, o impacto da globalização comunicacional com as implicações comerciais e empresariais óbvias, entre outras.
O setor tem conseguido acompanhar o ritmo da inovação?
É uma pergunta de enorme latitude, deixe-me responder em duas vertentes. A APIGRAF acabou de atribuir o Prémio Inovação à Bulhosas (Irmãos) S. A., uma empresa associada que colabora no desenvolvimento, fabrica e promove coisas como selos de prevenção de contrafação baseados em ADN ou tiras de deteção de explosivos e estupefacientes, para utilização, por exemplo, em aeroportos. Uma empresa com mais de 80 anos de atividade, o que em termos de acompanhamento da inovação fala por si…
Por outro lado, como referi anteriormente, este setor utiliza tecnologia de ponta, quer se trate de equipamentos quer de consumíveis ou matéria-prima, o que requer naturalmente não só acompanhar a inovação produtiva como proceder internamente a toda a alteração que a utilização destes equipamentos requer. Desta forma sumária responderia positivamente: sim, os setores industriais gráfico e transformador do papel acompanham o ritmo da inovação, fazem-no há muito!
(…) as start-ups podem ser uma mais valia enquanto promotoras de soluções inovadoras, integradas num setor em que coexistem com um universo industrial dinâmico.
De que forma os centros de tecnologia e as start-ups podem ser uma mais-valia para este setor de atividade?
Pressupondo a utilização dos mesmos conceitos dirá que somos eventuais utilizadores do trabalho dos centros de tecnologia, e parceiros interessados e disponíveis naquilo em que pudermos. Mas somos um setor de micro e PME, com estruturas internas que não comportam departamentos de investigação, o que necessariamente condiciona a nossa ação.
No que se refere a start-ups, e entendendo-as como projetos em que um grupo de empreendedores utiliza um modelo de negócios repetível e escalável num ambiente de extrema incerteza, tudo depende da ideia a desenvolver. Um exemplo normalmente utilizado no nosso setor é a 360imprimir, uma empresa “fabless”. Mas esta empresa tem que ter as “fabs”, as fábricas que asseguram a execução dos trabalhos a entregar aos clientes. Ou seja, as start-ups podem ser uma mais-valia enquanto promotoras de soluções inovadoras, integradas num setor em que coexistem com um universo industrial dinâmico
Que tendências se adivinham para esta atividade empresarial, nas suas mais diversas vertentes?
Entre outras tendências avulta a de que o trabalho parametrizável e repetível sofrerá o impacto da quarta revolução industrial e da inteligência artificial, eliminando conjuntos funcionais e criando outros. As dinâmicas demográficas e a orientação dos consumidores para a sustentabilidade terão impactos diversos nas muitas áreas de atividade de que os nossos setores são feitos. Um bom exemplo são as embalagens, que já passaram pela redução ao envolvimento unidade a unidade e pela tendência da embalagem reutilizável, bem como pela pressão da encomenda online que requer o embalamento para envio ao consumidor.
Só estes fatores têm já implicações de enorme profundidade, que podem alterar bastante as áreas de desenvolvimento empresarial expectável. A sobrecarga digital a que todos estamos sujeitos dá já sinais de promoção da comunicação em suportes diferentes, entre os quais os impressos, para assegurar a visibilidade. Estes são apenas alguns exemplos de tendências que presumimos que afetem o setor de forma mais próxima.
Que outro tipo de iniciativas, além dos prémios, desenvolve a APIGRAF para dinamizar este setor empresarial?
Como estrutura associativa, desenvolvemos as atividades de promoção dos interesses do setor, de informação triada e fiável e de polo aglutinador da rede que são fundamentais para que represente uma mais-valia para as empresas associadas. Realizamos há mais de 20 anos um encontro anual de empresas associadas, promotor das relações de confiança interempresarial e das redes de cooperação, outros eventos de caráter formativo ou informativo, como o congresso que, em 2018, reuniu em Lisboa portugueses, espanhóis, franceses e italianos – o SEPC 2018 –, ou protocolos como a aquisição de energia em grupo, a que aderiu a maior parte do universo associado elegível. São apenas alguns exemplos, a que não posso deixar de acrescentar o estudo de categorias e carreiras que estamos presentemente a desenvolver com a colaboração de uma entidade universitária e o projeto europeu de identificação de competências necessárias no futuro e de reforço da atratividade do setor. São projetos que consideramos fundamentais para o desenvolvimento das nossas indústrias.

A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo tem vindo a apoiar o aparecimento de novas ideias de negócios através da Startup Angra. Com a próxima entrada em funcionamento do Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha terceira ( TERINOV ) a incubadora de Angra passará a ser um dos seus Pólos. Esta é uma das novidades para 2019 reveladas por Guido Teles em entrevista ao site Investinangra
Esta Câmara tem evidenciado uma continuada preocupação com o apoio ao empreendedorismo. Num ano em que se perspectiva a inauguração e a consequente entrada em funcionamento do Terinov haverá, por certo, em cima da mesa um conjunto de preocupações e de planos para 2019.
Para que esta área possa funcionar como pretendemos não pode nunca deixar de contemplar novidades.
O percurso feito até agora levou-nos àquilo que podemos chamar de “velocidade de cruzeiro”.
No inicio foi necessário um investimento do município, desde logo as infraestruturas de apoio da Startup Angra e, no caso do Terinov, um investimento por parte do governo na reabilitação do espaço onde funcionava a universidade antes desta se mudar para o Pico da Urze.
Neste momento no que diz respeito â Startup Angra depois de toda a evolução verificada já é permitido olhar para a mesma noutro ângulo de funcionamento, ou seja, logo à partida quando candidatámos o projecto ao Plano Operacional dos Açores nele estavam contidas a realização de uma série de actividades que ocorreram com o caminhar do tempo, como foi a presença entre nós da Startup Lisboa, da Beta-I ( que desenvolveu alguns eventos de “aceleração ) , apenas duas das 11 acções que tiveram lugar e que contaram com as melhores incubadoras e aceleradoras portuguesas, os melhores formadores nas áreas do marketing, gestão de negócios, e que serviram para a fase de arranque que referi. Há cerca de duas semanas encerrámos todo o ciclo contido na candidatura que mencionei e, se existir plafond, e se se mantiver o enquadramento iremos apresentar uma nova candidatura para podermos continuar a desenvolver actividades muito importantes porque as empresas que vão sendo incubadas na Startup Angra vão rodando e, nesse quadro, não podemos deixar se apoiar as que vão chegando.
Essas vagas que refere acontecem porque algumas das empresas que estavam na Startup Angra, ganharam asas e entraram no mercado ou porque houve algumas delas que desistiram na fase de arranque?
Tem que ver com as duas coisas. Chegámos a uma fase que, das ideias de negócio iniciais, já há uma consolidação. As que não tinham condições para continuar ficaram pelo caminho e todas as que continuam na Startup Angra reúnem tudo o que é necessário para que possam continuar a evoluir até poderem caminhar pelo seu próprio “pé”. São negócios que já atingiram um nível de maturidade que garantem a sua sustentabilidade. Quando algum desses projectos ganha asas e pode voar enche-nos de satisfação e temos vários casos desses o que demostra que o apoio inicial é essencial e que com o sucesso alcançado se atinge o propósito essencial da Startup e ilustra a bondade da decisão tomada no inicio pela autarquia.
Há mesmo casos de projectos que, a partir da incubadora, conseguiram arranjar mercados fora da ilha Terceira como resultado desta network em que a Startup Angra está inserida. Recordo que o movimento das Startups se faz à escala mundial e em rede, uma rede em que , progressivamente, nos temos vindo a integrar.
Não posso deixar passar, sem que o refira, o sucesso da Red Cat Pig que ganhou recentemente o concurso nacional da PlayStation e com isso o desenvolvimento do jogo pago até ao fim e a inclusão do jogo na loja da PlayStation.
Mas há um conjunto variado de acções desenvolvidas pela Startup como é por exemplo o caso da NerdAlert dedicada a um público mais jovem que gosta de videojogos e que contou com mais de três centenas de inscrições. Foi um evento que chamou muita atenção neste sector bastando referir que a Xbox da Microsoft esteve presente com as suas consolas e uma equipa que veio especificamente para promover os seus produtos, que a PlayStation também marcou presença quer com equipamentos quer com uma equipa de profissionais e várias empresas que comercializam videojogos a nível nacional também marcaram a sua presença.
É um universo em que, por exemplo, a Red Cat Pig pode vir a ganhar dimensão nacional e internacional.
Para além de empresas tecnológicas há muitas outras nas áreas do turismo, da prestação de serviços ao domicílio, da arquitetura…
Alguns destes projectos que estão na Startup vão deslocar-se para o Terinov? Quais os critérios subjacentes a essa mudança?
O Terinov tem algumas áreas prioritárias para o seu funcionamento. A Biotecnologia, as indústrias agro alimentares direcionadas para os lacticínios, as indústrias criativas além da componente tecnológica pura.
Neste contexto não vamos obrigar ninguém a mudar mas são as próprias startups que reconhecem que aquilo tudo que está a ser preparado no parque de ciência e tecnologia sobretudo a nível de equipamentos de apoio acaba por ser mais favorável ao crescimento de alguns negócios que estão incubados e que se encontram vocacionados para os sectores a que o Terinov mais se ajusta. Isto, em suma, significa que estas empresas enquadradas no perfil do parque que mencionei irão transferir-se. É um processo que se faz através de uma candidatura e, neste momento, estão abertas essas candidaturas.
E a Startup Angra?
A Startup Angra pela sua localização no centro da cidade estará sempre mais vocacionada para as vertentes de comércio e serviços. O aparecimento de novos negócios, por exemplo, na área do turismo ou da confeção alimentar, uma área em que temos uma parceria com a Cáritas no sentido de se poder usar as suas cozinhas, o que permite que se possam lá criar os produtos das jovens empresas do ramo, terão sempre uma vantagem acrescida na centralidade da Startup Angra.

E novidades para 2019?
Este ano vamos ter um conjunto de acções promovidas por uma incubadora/ aceleradora de negócios sediada no Novo México, Estados Unidos, que resulta de um contacto havido com o Embaixador dos Estados Unidos, sendo que a aplicação desse programa será posta em prática este ano, uma acção mais dirigida para as industria criativas, com grande impacto para as empresas que estão sediadas na Startup Angra mas, sobretudo, para as que estiverem no Parque de Ciência e Tecnologia.
Pretendemos que tudo isto funcione em conjunto e, nesse contexto, a Startup Angra será (é) um Pólo do parque de ciência e tecnologia. O nosso ecossistema apesar de estar a funcionar muito bem e a dar nas vistas mesmo a nível nacional e até internacional tem de gerar dinâmicas em conjunto com as outras estruturas.
Uma vez que, como disse, a Startup está em fase de “cruzeiro” qual será, daqui para a frente, o papel a desempenhar pela autarquia?
Continuará a dar o suporte que tem vindo a ser dado, está neste momento a trabalhar em conjunto com a Câmara de Comércio e com a Caixa Económica da Misericórdia, para tentar criar fundos de apoio ao empreendedorismo, não só um fundo geral, mas um fundo específico, direcionado ao empreendedorismo social que tenha capacidade de criar condições para alavancagem inicial dos negócios em termos de crédito, com a possibilidade de uma componente a “fundo perdido”. É um trabalho que está em curso e visa profissionalizar os apoios que são concedidos à criação de novos negócios no Concelho de Angra.
Resumindo, o trabalho que está a ser feito neste momento já é de consolidação e aperfeiçoamento daquilo que são os mecanismos de suporte a disponibilizar para os novos negócios que aqui venham a surgir.
Claro que há muito por fazer, o concelho precisa de ganhar muita dinâmica económica, mais a mais porque a nossa realidade não é muito diferente da regional ou da nacional e há muito espaço de trabalho para se conseguir a alavancagem do sector privado sobretudo no sentido de se conseguir gerar valor acrescentado e com isso conseguir-se um cada vez maior no mercado de trabalho quer do ponto de vista da criação de novos empregos mas, essencialmente, um aumento de remunerações o que só se consegue com uma economia pujante.
O que se tem verificado é que, apesar de subsistirem algumas dificuldades, a dinâmica económica no concelho de Angra tem vindo a aumentar visivelmente não só no centro histórico onde, hoje, é muito difícil encontrar um espaço para instalar um negócio, como também, por exemplo, no parque Industrial onde, em 2013, tínhamos uma ocupação de 50 por cento e hoje estamos à beira de ter apenas um lote disponível, há ainda a notícia da possibilidade da instalação de um novo híper mercado perto do centro histórico da cidade.
Em suma, tudo isto significa que estamos em presença de uma dinâmica económica nova e rejuvenescida não obstante não podermos deixar de reconhecer que ainda há problemas.

Quanto ao Turismo…
Esse é um dos sectores de maior importância para a economia, quer do concelho, quer da ilha e é fundamental podermos continuar a garantir que as operações charter que temos possam ser previsíveis e tenham continuidade como é o caso da operação de Boston que para nós é fundamental, sendo a mais importante que temos para reduzir a sazonalidade turística do concelho e da ilha…
E de Espanha…
A de Espanha que está numa fase em que ninguém sabe bem o que vai acontecer sendo certo que se ela terminar terá, sem quaisquer tibiezas, de se encontrar uma alternativa urgente porque já estão a sentir-se os efeitos da quebra desta operação nesta época baixa que em conjunto com a de Boston suportavam o nosso sector turístico que já é muito relevante no concelho gerando muitos postos de trabalho.
Temos de garantir que esse trabalho irá continuar a fazer-se e temos envidado esforços nesse sentido junto do governo regional e acredito que temos boas condições para continuar este caminho de crescimento vendo o concelho a gerar mais negócios e mais dinamismo económico e, por sua vez, que é o mais importante, a gerar emprego e melhores condições sociais e de vida para os seus habitantes.

Porto ensina startups a vender e a crescer em março Associação Founders Founders vai ser um dos locais do evento.
O Porto quer que as startups portuguesas estejam mais atentas ao mercado para que possam crescer mais depressa. Isso será possível durante uma semana, entre 11 e 15 de março, graças à segunda edição do Boom – Massive Growth Week, um evento dedicado a marketing e vendas.
“O Boom tem a missão de ajudar as startups com equipas de marketing e vendas em Portugal a ter acesso ao que de melhor se faz no mundo nestas áreas. Somos muito bons a criar produtos e a resolver problemas, mas nem sempre somos os melhores a colocar essas propostas de valor no mercado.
Precisamos de dar esse salto”, assinala Rui Santos Couto, um dos membros da organização do evento e co-fundador da associação de empreendedorismo Founders Founders. T
emas especialmente dedicados a vendas para empresas como “Building Growth, Lean Marketing, Sales That Sell, Retention Factor e Growth Stories” estarão em destaque ao longo da semana.
Os bilhetes variam entre 34,99 euros (diário) e 139,99 euros (toda a semana); vão dar acesso às palestras, refeições e ainda a todo o material que for exibido durante as sessões, como vídeos e fotografias.


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