Em Junho lançámos o desafio ao Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel de eleger a start-up do mês. A eleita foi a Cereal Games, uma start-up açoriana, dedicada exclusivamente ao desenvolvimento de jogos, com particular foco na Investigação e Desenvolvimento de Serious Games. O seu portefólio inclui jogos para PC e dispositivos móveis.

Nome da Start-up: Cereal Games

Fundadores: Lázaro Raposo, João Crispim, Ana Neto, Pedro Raposeiro, Francisco Wallenstein e João Ponte.

Atividade: A Cereal Games tem-se dedicado ao desenvolvimento dos jogos sérios, cujo propósito vai além do entretenimento. Tem desenvolvido jogos para museus, centros de ciência, escolas e municípios, abraçando tecnologias desde IoT (Internet of Things) à realidade aumentada, passando por jogos para dispositivos móveis e computador. É a primeira start-up nos Açores a dedicar-se em exclusivo ao desenvolvimento de jogos, contando já com quase quatro anos de atividade.

Volume de Negócios: Conta atualmente com cinco trabalhadores e fechou o ano de 2018 com um volume de negócios aproximado de 40 mil euros.

Plano de negócios: O modelo de negócios da empresa baseia-se em três pilares:

Desenvolvimento de soluções à medida dos clientes, como sendo centros de ciência e museus que procuram entregar uma experiência didática inovadora e diferenciada;
Desenvolvimento de jogos, após identificação de um problema concreto, para servir as necessidades de um leque de clientes específicos (municípios por exemplo).
Desenvolvimento de jogos e colocação nas plataformas de distribuição (stores).
Porque merece destaque: “A Cereal Games tem vindo gradualmente a apostar mais no desenvolvimento de jogos destinados a um segmento de clientes de maior dimensão, com vista ao ganho de escala. Atualmente encontra-se a desenvolver um Role-Playing Game inspirado no “film” noir, representado numa estética retro, Pixel Art e suportado numa cuidada narrativa em que o humor é uma constante, e que será distribuído exclusivamente on-line através da plataforma STEAM. Aliás este projeto em desenvolvimento garantiu recentemente a esta start-up acesso ao fundo de capital de risco Azores Ventures (gerido pela Portugal Ventures)”, explica Ricardo Machado, do Nonagon.

Outra informação relevante: A Cereal Games beneficiou desde 2015 do programa de incubação da primeira e única incubadora de base tecnológica em funcionamento nos Açores – Incubadora Go-On, parte integrante do Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de S. Miguel, sendo a primeira alumni das incubadoras em funcionamento da Região Autónoma dos Açores.

Site: http://cerealgames.net/

A empresa quer promover talento jovem no arquipélago e está recrutar jovens licenciados no continente.

No seguimento da sua aposta no talento jovem, a Azores Getaways está a recrutar recém-licenciados ou mestres que vivam no continente e que queiram trabalhar nos Açores, concretamente nas ilhas de São Miguel (Ponta Delgada) e Terceira (Angra do Heroísmo).

O target prioritário são os jovens que queiram “regressar a casa” e que procurem uma oportunidade de trabalho desafiante e com perspetivas de futuro. No entanto, a iniciativa está a aberta a para todos os jovens de outras regiões do continente que pretendam ir viver para o arquipélago.

Estão em causa 10 vagas para engenharia de software – nas áreas de Backend engineers (Java, PHP, MySQL) e Frontend engineers (jQuery, React, Angular, Bootstrap) -para as quais está a contratar jovens que tenham acabado as licenciaturas ou mestrados em Engenharia Informática ou similar, com ou sem experiência na área.

A Azores Getaways proporciona a integração numa equipa jovem e dinâmica, com um grande ritmo de crescimento. A aposta na formação e a remuneração adequada à experiência dos profissionais são dois dos principais fatores que regem a política e missão da empresa, explicou em comunicado. As candidaturas às vagas estão a decorrer até dia próximo 15 de agosto.

A Azores Getaways é um projeto gerido pelo operador turístico nacional Inovtravel, e consiste num portal (com software criado por Luís Nunes, o mentor do projeto) permite a venda de pacotes turísticos, assim como, a reserva online de serviços de alojamento, aluguer de veículos e atividades de animação turística, nas nove ilhas do Arquipélago dos Açores.

 

O Eneagrama, um sistema milenar de ajuda à compreensão e desenvolvimento do comportamento humano, é aqui associado com naturalidade e complementaridade ao empreendedorismo, forma de estar na vida, acrescentando-lhe valor humano.

Quem escreveu
António Cordeiro é cofundador e diretor executivo da Enneaplay, uma empresa que se dedica às áreas de formação e marketing através de uma plataforma “gamificada” a operar em dispositivos móveis. Coach executivo e pessoal desde 2011, António Cordeiro tem a chancela de Profissional Acreditado de Eneagrama da IEA – International Enneagram Association, e, entre uma multiplicidade de iniciativas ligadas a esta área, é mentor e cofundador de várias marcas e organizações ligadas ao Eneagrama em Portugal. Ao longo do seu percurso profissional foi coautor dos livros “Descubra a Sua Personalidade com o Eneagrama” (2013) e “A Arte da Guerra na Transformação Pessoal” (2014), entre outros. Pertence ao Conselho Consultivo da Territórios Criativos, empresa com a qual colabora regularmente.

Por sua vez, Luís Matos Martins é administrador dos Territórios Criativos, administrador não-executivo da Sience4You, e ainda promotor e mentor nas incubadoras de negócios Alvaiázere+ e Startup Portimão. Além disso, foi diretor-geral da DNA Cascais e do Audax – Centro de Empreendedorismo do ISCTE-IUL e presidente do Conselho de Administração da UPAJE e do Teclabs – Centro de Inovação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. A par desta vertente, Luís Matos Martins também leciona Empreendedorismo, Projeto Empresarial e Finanças no ISCTE-IUL, ISG e ISMAT. É licenciado em Finanças e mestre em Marketing Management.

Temas Chave
Comportamento humano, empreendedorismo, enegramas

Ficha Técnica
Título: 9 Formas de Empreender com Personalidade
ISBN: 9789896921415
Edição: julho 2019
Editor: Territórios Criativos
Idioma: Português
Páginas:183

João Mendes Borga, da Startup Portugal.

O raio-X às startups, revelado esta sexta-feira, mostra que estas foram responsáveis por empregar 25 mil pessoas no ano passado.

Em todo o país São empresas de várias áreas, mas em comum têm alguns pontos: um produto ou serviço com capacidade para ser vendido em vários lugares do mundo rapidamente, muitos deles altamente inovadores, e que permitem às empresas cresceram rapidamente. O ecossistema de startups em Portugal é ainda jovem (tem menos de dez anos) mas agora é possível ter uma visão mais clara sobre a realidade destas empresas.

A Startup de Portugal, associação privada, sem fins lucrativos, que implementa iniciativas públicas e privadas, partilha o nome com a Estratégia Nacional de Apoio ao Empreendedorismo.

 Passados três anos desde a criação desta Entidade, foi lançada a versão final da base de dados – o Startup Hub – que permite agregar os dados das empresas (desde o nome e definição do que fazem, ao número de trabalhadores e rondas de financiamento captadas) e criar assim um retrato do ecossistema nacional.

A plataforma obedece a uma ótica de utilização aberta, podendo os empreendedores contribuírem mediante o cumprimento de alguns critérios. Para se ter uma ideia, no ano passado, as startups nacionais foram responsáveis por quase 2% das exportações totais de Portugal, que ascenderam a quase 58 mil milhões de euros de bens e serviços vendidos ao exterior.

O que significa que estas empresas venderam produtos e serviços no valor de cerca de 1,1 mil milhões de euros, de acordo com os dados das Finanças. Por outro lado, este conjunto de empresas importou bens ou serviços no valor de 568 milhões de euros.

O número de postos de trabalho que estas empresas têm criado também aumentou nos últimos anos. Em 2016, ano em que foi lançada a Estratégia, estas firmas tinham de 15 534 colaboradores, sendo que no final do ano passado, no total, tinham 25 084 funcionários.

“O que temos assistido é um crescimento constante e considerável de emprego nestes três anos que estamos a analisar.

Os recursos humanos são um desafio que enfrentamos e que todos os ecossistemas enfrentam”, defende ao Dinheiro Vivo João Mendes Borga, diretor da Startup Portugal. Muitas destas empresas, que têm um produto facilmente escalável para vários mercados, são de base tecnológica.

Os números fornecidos por João Mendes Borga, indicam que existem 3214 startups em incubação em Portugal, das quais 2109 estão a desenvolver os seus negócios dentro do espaço da incubadora (incubação física).

As restantes cerca de mil estão em incubação virtual, ou seja beneficiam de toda a rede de contactos e apoio que as outras empresas menos do espaço. E é aqui que, o responsável admite que possa haver algumas sobreposições, estando startups a usufruir de uma incubação física num determinado local e de uma incubação virtual noutro, que pode ser por exemplo setorial, e lhes permite aceder a uma rede de mentores mais especializada. Além disso, este número de startups não inclui as que não estão dentro de uma incubadora, salientando que esse é desafio que vão tentar ultrapassar para o próximo ano.

FONTE: 

(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens) Ana Laranjeiro/DINHEIRO VIVO

As start-ups norte-americanas na área de biotech estão a captar mais investimentos que outros setores de atividade. A análise é da Crunchbase que avaliou este segmento de mercado naquele país.

A Crunchbase, uma plataforma que reúne informações comerciais sobre empresas privadas e públicas, agregou diversos dados sobre as rondas de financiamento que start-ups de biotecnologia nos Estados Unidos receberam entre o início de 2018 e o final de maio de 2019, para perceber se este ramo de atividade está em crescimento.

Os dados analisados por esta plataforma mostram que a área metropolitana de Boston concentra o maior volume de negócios de risco de biotecnologia. Porém, na costa oeste dos EUA, a área da Baía de São Francisco, que inclui a cidade de São Francisco e outras cidades da região de Silicon Valley, supera a região de Boston no volume de financiamento de start-ups de biotech. Todavia, esta região é mais vasta geograficamente e tem uma maior densidade de start-ups no geral.

De salientar que a média de financiamento no ramo da biotecnologia é mais elevado do que noutras indústrias como o desenvolvimento de software. Por exemplo, a média de financiamento de Série B nos Estados Unidos para empresas de software no período em análise é de 22,7 milhões de dólares (19,9 milhões de euros). Por seu turno, a média da série B para empresas de biotecnologia no mesmo intervalo temporal é de 40 milhões de dólares (35 milhões de euros). Um exemplo destacado pela análise da Crunchbase foi a ronda de investimento de 120 milhões de dólares (105 milhões de euros) obtida pela AlloVir, uma start-up na área da imunoterapia.

Este poderia ser um investimento avultado para uma start-up de software, uma das atividades com mais representatividade no mundo das start-ups, mas não tão grande para quem se move na biotecnologia. Isto porque os estudos laboratoriais são mais dispendiosos, e os resultados dos testes menos previsíveis do que a implementação de uma nova estrutura de software. Por outro lado, além da fase de investigação, as start-ups biotech têm ainda que enfrentar os custos de realização de testes clínicos e a eliminação de obstáculos regulatórios, tudo isto antes sequer do produto entrar no mercado.

Analisando estes indicadores, a Crunchbase conclui que embora, à primeira vista, possa parecer que as biotech são uma “mina de ouro” na obtenção de financiamento, o facto é que as start-ups de biotecnologia precisam de obter elevados financiamentos para viabilizar as suas pesquisas nas fases iniciais de atividade.

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