O Turismo de Portugal pretende afirmar Portugal como um polo de referência internacional na inovação, no empreendedorismo e na produção de bens e serviços para o turismo, uma das metas da Estratégia Turismo 2027.

Neste contexto, e no quadro das ações de fomento do empreendedorismo qualificado que tem vindo a desenvolver, o Turismo de Portugal considera essencial promover o acesso das startups do turismo aos mercados externos, criando oportunidades de internacionalização. Assim, é dada continuidade à iniciativa de promoção da presença de startups de turismo nas feiras internacionais onde o Instituto participa, com foco nas que desenvolvam projetos com uma forte intensidade inovadora e potencial de qualificação e projeção do destino.

As candidaturas das start-ups à participação nas feiras internacionais de turismo que se realizam entre setembro de 2018 e março de 2019, devem ser apresentadas no Formulário de candidatura​, em conformidade com o Regulamento do Programa.

As candidaturas decorrem de 1 a 29 de junho 2018.

A conferência liderada por Paddy Cosgrave fechou uma parceria com uma das maiores plataformas de podcasts do mundo, a PodcastOne, que vai disponibilizar os conteúdos da Web Summit.

Caso não consiga estar presente na Web Summit deste ano vai poder ouvir os oradores em formato podcast. (Veja a lista completa dos convidados deste ano).

O anúncio da parceria com a PodcastOne foi feito hoje. Através desta plataforma, os utilizadores vão poder aceder – em direto – aos conteúdos produzidos entre os dias cinco e oito de novembro no Parque das Nações.

Em comunicado enviado à imprensa, Paddy Cosgrave, CEO e cofundador da maior conferência de tecnologia da Europa, afirma que “estar presente num evento do Web Summit é uma experiência como nenhuma outra e o nosso objetivo é partilhar esta experiência com o maior número possível de pessoas. Graças à nossa parceria com a PodcastOne, as vozes de alguns dos mais influentes pensadores e líderes do nosso tempo ficam ao alcance dos nossos dedos”.

A parceria entre a empresa de Cosgrave e a PodcastOne não se prende apenas com a Web Summit. Os conteúdos produzidos na Collision (Canadá), na MoneyConf (Irlanda) e na RISE (Hong Kong) também vão ficar disponíveis na plataforma de podcasts.

Do ponto de vista de Norman Pattiz, CEO da PodcastOne, “os 70 mil participantes do Web Summit demonstram a necessidade destes conteúdos que vão desde a tecnologia às finanças, start-ups, media e muito mais. Estamos entusiasmados por permitir que ainda mais pessoas em todo o mundo possam experienciar e serem inspiradas e informadas pelas apresentações produzidas pela equipa do Web Summit. Adicionalmente é, para nós, uma grande adição ao nosso negócio e catálogo de ofertas. Não poderíamos pedir um melhor parceiro de podcast”.

Os episódios serão divididos em seis categorias, que incluem Business, Games e Tech. Pode aceder aos conteúdos do ano passado no site da empresa.

A GammaDelta Therapeutics, que desenvolve imunoterapias para cancro e outras doenças, comprou a Lymphact para avançar na plataforma de células T gama delta. “Estamos também a dar um sinal claro de que o empreendedorismo português está ciente do potencial do setor das ciências da vida”, acredita Diogo Remechido Anjos, co-fundador e CEO da empresa do portfólio da Portugal Ventures e da Busy Angels.

A Lymphact, uma startup do portfólio da Portugal Ventures e da Busy Angels, foi comprada pela empresa britânica de biotecnologia GammaDelta Therapeutics Limited, que justificou a aquisição com a necessidade de avançar na sua plataforma de células T gama delta (γδ) oriundas de tecidos.

A combinação da tecnologia britânica com a nacional irá permitir desenvolver novas imunoterapias destinadas a tratar várias doenças oncológicas, tanto hematológicas quanto de tumores sólidos.

“Esta transação representa um marco para o setor da biotecnologia em Portugal e estou confiante de que a GammaDelta Therapeutics é o parceiro certo para ajudar a levar a nossa tecnologia DOT-Cells aos doentes”, afirma Diogo Remechido Anjos, co-fundador e CEO da Lymphact. “Estamos também a dar um sinal claro de que o empreendedorismo português está ciente do potencial do setor das ciências da vida”, acrescenta.

Bruno Silva-Santos, principal cientista da Lymphact, considera que a empresa do Reino Unido tem tecnologia própria “altamente complementar” às suas células DOT, “portanto, o potencial para sinergias é imenso”. “Estamos entusiasmados com o potencial da tecnologia da Lymphact e acreditamos que ela complementa a nossa tecnologia, o que nos ajudará a avançar a nossa missão de oferecer novos tratamentos para doentes oncológicos”, completa Paolo Paoletti, CEO da GammaDelta Therapeutics.

Antoine Colboc, partner digital and innovation da Boyden, reuniu-se com 58 fundadores de start-ups de sucesso. Objetivo? Analisar as caraterísticas de um líder que parecem ser as mais importantes para levar uma empresa ao sucesso.

BlaBlaCar, Criteo, Digitick, La Fourchette, Leetchi ou ainda Sarenza. Todas estas start-ups têm uma particularidade: terem-se distinguido através de uma entrada na Bolsa (IPO) ou por uma alienação ou uma angariação de fundos de mais de 10 milhões de euros.

Embora saibamos que o sucesso de uma empresa depende, em grande parte, dos seus colaboradores, também se baseia nas qualidades do seu líder na gestão das suas equipas. Foi neste último ponto que Antoine Colboc, partner digital and innovation da empresa Boyden, especialista em Executive Search, se focou ao realizar um estudo a partir de 58 entrevistas a fundadores de start-ups na área do digital, que tiveram sucesso nos últimos dez anos. O objetivo era encontrar um “perfil” tipo, escreve a Maddyness, a revista das start-ups francesas.

 

90% de homens

Primeira constatação um pouco alarmante: em cada 10 jovens líderes de sucesso, encontramos apenas uma mulher. Apesar das muitas iniciativas que têm sido lançadas, como Girls In Tech e Paris Pionnières, para encorajar as mulheres a empreender, parece ser ainda longo o caminho a percorrer para estabelecer a paridade num meio ainda excessivamente masculino.

Todos, sem surpresa, frequentaram estudos superiores, principalmente em escolas de engenharia (40%) e gestão (35%), mas há também produtos da universidade (25%). Os círculos socioprofissionais variam muito: três em 10 líderes de sucesso são oriundos de famílias de empresários ou comerciantes, enquanto dois em 10 tinham pais funcionários, militares ou professores. Finalmente, os filhos de operários, empregados e agricultores não representam mais de 15% neste painel.

É interessante notar que 34% desses líderes bem-sucedidos não tinham qualquer experiência numa empresa antes da sua. Este valor explica-se com a idade média de criação do primeiro negócio: 28 anos, ou seja, pouco depois do final do ensino superior.

 

 

 

Intuição, agilidade, ambição

Quanto ao perfil desses empresários, Antoine Colboc analisou ​​em detalhe seis dimensões gerenciais que achava particularmente presentes nesta população:

– A intuição é uma das caraterísticas mais presentes nos líderes de start-ups de sucesso. Assim, 80% dos empresários confia na sua intuição, para identificar, o mais cedo possível, os sinais ténues anunciadores de tendências ou novas ideias.

– A agilidade é, sem surpresa, a primeira vantagem competitiva de uma empresa para sobreviver no mundo da inovação disruptiva. O segredo: olhar em frente, agir rapidamente, ser cauteloso, questionando as suas próprias decisões e não se fiando em ilusões.

– Sem ambição, também não há sucesso. Os líderes empresariais visam principalmente o seu próprio sucesso, antes de se focarem no das suas empresas e, em última análise, o seu sucesso financeiro. Um processo que lhes permita atingir os seus objetivos em oito a 10 anos, em média.

– Pedagogia foi também identificada como uma vantagem significativa para os empresários, 90% dos quais admitem a sua importância e o prazer que esta proporciona, quando tem lugar dentro as suas empresas: saber escolher as palavras certas, saber simplificar, saber contar uma história e fazer sonhar.

Na mesma linha, a comunicação interna tem grande importância no desenvolvimento eficaz de uma start-up. Assim, é preciso saber transmitir a informação às suas equipas, desenvolver a confiança, reunir e mobilizar todos para alcançar os fins. Não são todos iguais perante a comunicação. Não é uma coisa natural para todos, mas cada um esforça-se e organiza-se para a garantir aos outros.

Finalmente, o trabalho da equipa pressupõe aprender a delegar responsabilidades, quando se atingem níveis mais elevados de desenvolvimento. A mudança no tipo de estrutura resultante do crescimento é uma situação delicada que impõe, igualmente, a quem dirige ser capaz de aceitar que os outros procedam de forma diferente deles.

A cidade espanhola de Valência apresentou uma candidatura para ser, a partir de 2019, sede da Web Summit, um dos maiores encontros de empresas tecnológicas que se realiza em Lisboa, pelo menos, até este ano.

O anúncio foi feito na segunda-feira ao fim do dia pelo presidente da Comunidade Valênciana, Ximo Puig, e pelo presidente da Câmara Municipal de Valência, Joan Ribó.

Cada uma destas duas entidades comprometeu-se a investir 2,5 mil milhões de euros na conhecida conferência internacional de inovação e empreendedorismo e esperam que o Governo central espanhol também contribua, da mesma forma que o faz no caso de eventos idênticos realizados noutras cidades do país.

O Governo irlandês pagou 700.000 euros para ter a sede do Web Summit durante três anos em Dublin e Portugal 3,9 milhões para a ter em Lisboa até 2018.

A candidatura de Valência começou a ser desenhada a partir de fevereiro deste ano com os primeiros contactos entre a autarquia e a direção da conferência, que já visitou aquela que é a terceira maior cidade espanhola, depois de Madrid e Barcelona, e fica situada junto ao Mar Mediterrâneo na parte oeste de Espanha.

A terceira edição do Web Summit realiza-se entre 5 e 8 de novembro de 2018 em Lisboa, onde são esperadas mais de 70 mil visitantes de 170 países, segundo a organização, que tem referido que o valor estimado do evento é de 300 milhões de euros por ano para Lisboa e a sua economia local.

Segundo a organização da conferência tecnológica, na segunda edição do evento em Portugal, em 2017, participam 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil 'startups', 1400 investidores e 2500 jornalistas.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.

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