
A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, nos Açores, vai promover uma semana municipal de empreendedorismo, entre segunda-feira e sexta-feira da próxima semana, com formações, palestras e ações em escolas, para motivar sobretudo os jovens.
“Contamos que esta seja mais uma boa oportunidade para os jovens angrenses adquirirem aquilo que são as ferramentas necessárias para se tornarem melhores empreendedores, para criarem o seu negócio e para – e esse é o objetivo de fundo – prepararmos também a nível económico o nosso concelho, para uma transição para uma dinâmica mais reforçada do tecido empresarial privado”, adiantou hoje o vereador da autarquia açoriana Guido Teles, em conferência de imprensa.
Segundo André Leonardo, jovem natural de Angra do Heroísmo e fundador da empresa Faz Acontecer, que promove palestras e formações sobre empreendedorismo, a iniciativa pretende envolver mais de 500 pessoas.
A semana municipal de empreendedorismo, financiada por fundos comunitários, arranca com formações em duas escolas profissionais, na segunda-feira, para preparar os estudantes, que estão a terminar a sua formação, para a entrada no mercado de trabalho.
Na terça-feira será o “Dia do Empreendedor” e haverá uma mostra sobre a incubadora de empresas Start Up Angra e sobre alguns dos projetos que acolhe, seguindo-se uma palestra motivacional com André Leonardo.
Nos dois dias seguintes, quarta e quinta-feira, serão realizadas formações abertas ao público sobre redes sociais e vendas, bem como sessões de mentoria para as empresas incubadas na 'Start Up Angra'.
Durante toda a semana, a incubadora, que acolhe atualmente cerca de 30 projetos, estará aberta ao público, permitindo o contacto e a troca de ideias com os empresários.
Para André Leonardo, os Açores ainda estão a dar os primeiros passos em empreendedorismo, mas oferecem todas as condições a quem criar um negócio.
“A nível regional existem apoios para criação de empresas como não existem no resto do país e eu arrisco-me a dizer no mundo. E eu estive em vários ecossistemas pelo mundo inteiro. Não existem incentivos de 50/60% a fundo perdido. Isto é uma coisa inacreditável”, salientou.
O jovem empresário admitiu que a insularidade traz alguns constrangimentos, mas defendeu que podem ser ultrapassados.
“É claro que temos restrições: o mercado interno é muito pequeno e fragmentado. Mas também existem soluções para isso. Tudo o que é vendido pela internet não interessa se está na ilha Terceira, na China ou nos Estados Unidos”, frisou.
André Leonardo sublinhou a necessidade de se continuarem a desenvolver atividades que promovam o empreendedorismo, de forma constante, para que a mensagem chegue a todas as pessoas.
“Ainda há muita falta de informação. Há muita gente que ainda não vê o autoemprego ou a criação de um negócio como uma possibilidade de carreira. Passa muito por desmistificar esse conceito”, apontou.
Segundo Guido Teles, a 'Start Up Angra' tem promovido também atividades com um público mais novo, como a realização de formações para crianças entre os seis e os 12 anos e a criação uma plataforma que liga todos os estabelecimentos de ensino da ilha.
Estão ainda previstas sessões de inspiração para o empreendedorismo, em parceria com a Junior Achievement Portugal, com duas turmas de uma escola secundária.
“É uma forma de começar desde cedo a preparar as crianças para esta mentalidade empreendedora, de enfrentarem os desafios com coragem e com uma atitude positiva”, salientou o vereador.

A everis Portugal e a StartUp Angra assinaram um protocolo de parceria que tem como finalidade firmar uma base de colaboração e cooperação nas iniciativas promovidas por ambas as partes na área de empreendedorismo e inovação.
A everis Portugal promove várias iniciativas de apoio ao ecossistema empreendedor, entre elas, o LinkUp, programa de fomento ao empreendedorismo e apoio à internacionalização de startups nacionais. É uma iniciativa focada na criação de valor entre startups nacionais e a everis, criando assim negócio através da oferta conjunta de soluções inovadoras ao mercado, aproveitando a rede internacional do grupo NTT DATA, consultora multinacional que integra a everis com presença em mais de 50 geografias. O Programa concentra-se em três elementos-chave: A geração de negócio tanto para a everis como para as startups; A criação duma ponte de colaboração entre o ecossistema de empreendedorismo nacional e o mercado internacional; O desenvolvimento de um sistema de partilha de cultura, que permita à everis captar o espírito empreendedor das startups e oferecer uma maior visão empresarial e estratégica de negócio aos empreendedores.
A StartUp Angra é uma incubadora de empresas de base local que pretende potenciar e consolidar um ecossistema de empreendedorismo, inovação e desenvolvimento tecnológico em Angra do Heroísmo.
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Enquanto a humanoide Sophia insiste em prever que robôs vão roubar empregos a humanos, novo software Vera está a ajudar empresas gigantes a recrutar colaboradores... humanos.
Os robôs vão roubar os empregos aos humanos? A Sophia acredita que sim, mas a Vera está a provar o contrário. Este novo software humanoide de inteligência artificial está a ser usado por uma startup russa para ajudar os seus clientes — nomes tão relevantes como a Pepsi, a Ikea e a L’Oréal — a aumentar a eficiência do recrutamento de colaboradores… humanos.
Vera analisa currículos, faz entrevistas e seleciona os melhores candidatos para um dado emprego.
Criada por Vladimir Sveshnikov e Alexander Uraksin, a Vera combina a tecnologia de reconhecimento de voz presente em assistentes virtuais (como a Siri da Apple e a Alexa da Amazon) com o conhecimento da Wikipedia e a lista de anúncios de postos de emprego disponíveis.
De acordo com os criadores, o software consegue cortar um terço do tempo despendido no recrutamento, já que graças às suas múltiplas funcionalidades consegue entrevistar centenas de candidatos simultaneamente (por chamada de vídeo ou de voz) e selecionar os cerca de 10% mais adequados para os cargos à disposição — que depois são avaliados pelos recrutadores humanos.
“Sentíamo-nos robôs nós próprios, portanto descobrimos que era melhor automatizar a tarefa”, explica Uraksin à Bloomberg, referindo a sua experiência enquanto membro de um departamento de recursos humanos.
A startup, que arrancou, em dezembro de 2016, na Rússia, já conquistou clientes no Médio-Oriente e está atualmente a desenvolver projetos-piloto na Europa e nos Estados Unidos. Este ano, a companhia espera, por isso, que as suas receitas ultrapassem o milhão de dólares (805 mil euros).
Por agora, Sveshnikov and Uraksin estão focados no desenvolvimento da Vera e no “ensino” do reconhecimento de raiva, prazer e desapontamento.
Até ao momento, o software já realizou 2.300 entrevistas e analisou mais de um milhão de currículos.
O desemprego provocado pela automatização tem sido apontado como um dos principais desafios que a humanidade terá de enfrentar nos próximos anos. Apesar dos receios, alguns especialistas acreditam que essa transformação acabará, no entanto, por criar novos empregos que mitigarão os efeitos do desaparecimento de algumas funções que serão assumidas por robôs.

Ter um ótimo produto é essencial, mas isso, por si só, não é suficiente para que sua start-up seja bem-sucedida. Além de um produto fantástico, precisa também de uma estratégia de marketing igualmente fantástica para ampliar sua start-up.
Mas para muitos empreendedores, não é realista gastar muito dinheiro para adquirir novos negócios. Em vez disso, pondere algumas estratégias de marketing económicas que podem ajudar a gerar sucesso para os seus produtos.
Marketing de afiliação
Esta é a estratégia de marketing mais económica que funciona e que pode ser adotada por todas as empresas, independentemente do tamanho. A forma de funcionamento é simples: Incentive as pessoas a recomendarem os seus produtos ou serviços a outras pessoas e pague-lhe uma comissão quando alguém comprar os seus produtos com base nessa referência.
Comece por criar um programa de afiliados através de redes online e destaque-as no seu site, convidando os clientes a participarem no programa. Também pode escolher uma estrutura de recompensas que seja suficientemente atrativa para os membros da sua rede se envolverem na iniciativa.
Também pode usar o email para comunicar com a sua rede de influenciadores. Para que esta ferramenta funcione bem é aconselhável criar uma lista de influenciadores e especialistas no seu sector de atividade. Depois envie um email de divulgação, solicitando que experimentem o seus produto gratuitamente e a explicar o sistema de compensações.
Content marketing
É elevada a percentagem de marcas que recorrem ao content marketing para expandir os seus negócios. Trata-se de uma estratégia de marketing muito eficaz quer para start-ups quer para empresas pequenas uma vez que não exige mutos recursos. Apesar de ser uma ferramenta muito utilizada, nem sempre é garantia de sucesso, dado que precisa de ter uma estratégia bem delineada para ser bem-sucedida. Se não fizer esse planeamento, os seus esforços de content marketing podem não surtir o efeito desejado. Por isso, agilize a sua estratégia criando um calendário editorial. Assim, é mais fácil avaliar o progresso das suas ações e acompanhar o desempenho das mesmas junto do seu target.
Faça Public Relations você mesmo
Os números internacionais apontam para que o número de novos negócios criados mensalmente ultrapasse os 500 mil. Logo, a concorrência é grande, tal como o trabalho que terá em mãos para captar a atenção do mercado que quer alcançar. Se quer criar um buzz positivo à volta do seu projeto, construa relações de qualidade com os jornalistas e os bloggers do seu setor de atividade.
Prepare-se para, muitas vezes, não obter resposta às suas propostas. Faz parte. Mas para contrariar essa tendência, e aumentar as probabilidades de ser bem-sucedido, procure diferenciar-se na forma como aborda os jornalistas ou os bloggers. Pondere dar-lhes um exclusivo, por exemplo.
Procure uma plataforma popular
Se está a lançar uma start-up auto-gerida, o verdadeiro desafio é montar uma estratégia de marketing que exija pouco ou nenhum financiamento. O recurso a plataformas, como a Craigslist, pode ser uma opção. Veja o caso da integração do Airbnb nesta plataforma. A regra é encontrar a solução adequada para alavancar o crescimento da sua start-up e criar a estratégia que funcione para conquistar clientes.

Chama-se Nuno Fonseca e é o líder da Sound Particles, empresa que forneceu software de som para o filme de Spielberg que estreou a semana passada em Portugal.
O som pode tornar um bom filme, num grande filme. “É importante ver com os ouvidos”. A frase é de Steven Spielberg e já o vimos (e ouvimos) assustar-nos ou surpreender-nos com filmes como o Tubarão, ET, Encontros Imediatos do Terceiro Grau, Parque Jurássico, O Resgate do Soldado Ryan, entre tantos outros.
Agora chegou a vez de Spielberg voltar às aventuras épicas que o celebrizaram, tendo a realidade virtual como pano de fundo neste Ready Player One: Jogador 1 (de que já falámos aqui).
E se o filme é um tratado de memórias da cultura pop dos anos 1970 e 1980, bem como uma interpretação do que a realidade virtual pode ser em breve, também é uma saborosa viagem de som – uma espécide de montanha russa de sons. É aí que entra em cena o português Nuno Fonseca e a sua empresa de software de som, Sound Particles.
Ao Dinheiro Vivo, o responsável explica que não sabe “exatamente em que cenas mais se sente a utilização do seu software”.
“A Kyrsten Mate, que é a sound designer do filme, é utilizadora de longa data do programa Sound Particles, já o utilizou bastante no filme a Grande Muralha [com Matt Damon]”, admite Nuno Fonseca.
A empresa sediada em Leiria já foi finalista aos prémios científicos da Academia de Hollywood (os Óscares) e pode muito bem aspirar, em breve, a ser nomeada para um Óscar. Há alguns meses, a responsável de som de Ready Player One: Jogador 1 pediu mesmo ajuda à empresa com uma cena em particular. “Pediram ajuda técnica numa cena com centenas de sons de lasers, tenho de ir ver o filme para perceber qual era”, explica Nuno Fonseca.
Recentemente, o responsável da Sound Particles pediu a Kyrsten Mate que falasse com um potencial investidor da empresa sobre as vantagens do software. “Estamos a fechar uma ronda de investimento, o que nos permitirá apostar fortemente no desenvolvimento do software nos próximos 18 meses”, indica Nuno Fonseca, que acredita num futuro risonho para a sua empresa que, para já, ainda tem poucas vendas.
A operar em Leiria, o empresário vai duas a três vezes por ano aos EUA para acompanhar os estúdios, participar em eventos e explicar o software.
“A versão atual do Sound Particles é só o ponto de partida (o chamado Minimum Viable Product) – queremos fazer muito mais, e acreditamos que ainda existe muito a explorar”. Além do desenvolvimento deste software de som, também têm projetos paralelos com estúdios de Hollywood, mas que ainda não podem ser revelados.
A empresa tem atualmente sete colaboradores (a maioria em part-time), quatro que são docentes do ensino superior e um que é inglês e trata da parte comercial.
Nos próximos meses todo este cenário pode mudar, face ao investimento esperado e aos novos projetos. O software permite aos utilizadores serem autónomos. “Nós fomentamos alguma interação quando eles estão a ter dificuldades para conseguir algum resultado, o que acontece com alguma regularidade”, explica Nuno Fonseca, que vai com regularidade aos estúdios ou envia ajuda preciosa por e-mail.
O futuro parece promissor para a empresa de Leiria que, com o investimento dos próximos meses, promete conquistar o som dos estúdios em Hollywood.
João Tomé


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