O livro dos fazedores conta a história de alguns dos maiores empreendedores portugueses: experiência de 15 fazedores é contada na primeira pessoa.

De tudo o que havia para ser, ela queria ser outra coisa. Só não sabia o quê. Cristina Fonseca, engenheira de Telecomunicações e Informação licenciada pelo Instituto Superior Técnico, em Lisboa, foi muitas vezes contactada para entrevistas em grandes empresas a operar em Portugal mas, ainda antes de terminar o curso, sabia que não era por ali que queria ir.

James Norris, fundador da DeadSocial.org e da Digital Legacy Association

O britânico James Norris, fundador da The Digital Legacy Association e da DeadSocial, defende que devemos preservar o nosso legado digital e planear a nossa “morte” online.

O que acontece às nossas páginas nas redes sociais quando morremos? Como podemos gerir o nosso legado digital? Se é um fã e utilizador incondicional de plataformas como Facebook, Instagram ou LinkedIn, por exemplo, provavelmente já se questionou sobre o que acontecerá aos seus perfis, uma vez que supostamente será o único detentor das passwords que lhes dão acesso. Mas também aqui a tecnologia pode dar-lhe uma ajuda, com ferramentas através das quais pode registar o que quer que aconteça às suas redes sociais depois de morrer.

James Norris, fundador da The Digital Legacy Association e da DeadSocial, professor universitário e apaixonado por tecnologia, esteve em Portugal esta semana para participar no Click Summit, evento dedicado ao marketing digital, e o Link to Leaders falou com ele sobre como os utilizadores das redes sociais podem planear ou gerir a sua “morte” online.

Qual é o propósito do Deadsocial?
Para fornecer um serviço gratuito que garante que todos nós podemos fazer planos adequados para o fim da nossa vida. Só documentando os nossos desejos e tendo conversas com os nossos entes queridos, podemos garantir que nossos desejos de fim de vida sejam atendidos. Tentamos abordar isso de uma forma que é adequada para a sociedade de hoje, conhecedora e comprometida com a Internet.

A primeira versão foi lançada no SXSW e permitiu às pessoas a fazerem as despedidas finais online. A próxima versão será lançada nas próximas semanas e vai expandir o serviço inicial.

Por é que a associação Legado Digital existe?
Para fornecer formação, orientação e apoio aos profissionais de saúde, de assistência social e de fim de vida. Nós fazemos cursos de formação, campanhas e fornecemos tutoriais para ajudar os profissionais de saúde e o público em geral a compreender melhor a sua pegada digital e como isso vai condicionar o seu legado digital quando morrem.

Para muitas pessoas (incluindo eu), a sua amada conta de Facebook é mais importante do que onde o seu corpo vai ser enterrado, as suas cinzas espalhadas …

Porque é importante para muitas pessoas planear a morte no mundo digital, como se fosse no mundo real? O que você acha disto?
Vivemos num período de mudança. As nossas vidas estão a mover-se do físico para o mundo digital e a importância de ambos, numa perspetiva de valor sentimental e monetário, está a mover-se para o reino on-line. Por exemplo, os nossos desejos em torno do que gostaríamos que acontecesse aos nossos perfis nas redes sociais variam. Para muitas pessoas (incluindo eu), a sua amada conta de Facebook é mais importante do que onde o seu corpo vai ser enterrado, as suas cinzas espalhadas ou o texto que vai ficar inscrito na sua lápide…. no entanto, não estamos a fazer planos para este final certo para todos nós.

Estatísticas recentes também confirmaram que os participantes no Click Summit tem uma taxa de mortalidade de 100%. O planeamento para o inevitável deve, consequentemente, ser uma tarefa inevitável, revisitada numa base regular.

O que podemos fazer para mudar a forma como a sociedade pensa e se prepara para a morte on–line?
O mundo ocidental perdeu sua conexão com a morte. Já não matamos os animais que comemos… É importante que paremos de fingir que a morte não vai acontecer e simplesmente começar uma conversa. Falar sobre a morte é mais fácil do que muitas pessoas pensam. Se é corajoso o suficiente para evocar uma conversa sobre seus desejos de funeral, para escrever um testamento ou falar sobre a morte, as suas contas online devem atuar como um catalisador para conversas mais amplas e profundas.

…acredito que o meu legado digital (a informação sobre mim on-line) vai sobreviver à minha lápide.

Podemos viver online para sempre?
Não, um dia a Internet vai deixar de existir. No entanto, acredito que o meu legado digital (a informação online sobre mim) vai sobreviver à minha lápide.

Devemos parar nossas redes sociais quando morremos ou devemos dar essa missão a outra pessoa em quem confiemos?
Esta decisão deve ser feita por cada pessoa antes de morrer. A associação de Legado Digital, na secção para o público, inclui um template de um testamento de redes sociais e uma série de tutoriais para capacitar cada pessoa a tomar as melhores decisões para si e a documentá-las.

Gostaria que os seus perfis nas redes sociais permanecem online depois de morrer?
Sim, eu gostava. Eu quero que as minhas fotos e os meus vídeos vivam online tanto tempo quanto aquele que tiverem valor para os meus amigos e família. De uma perspetiva histórica da família, as gerações futuras podem igualmente querer aprender sobre mim e eu quero, por isso, que os meus perfis das redes meios sociais façam parte do meu legado digital.

Já teve de gerir alguma conta online de um ente querido depois deste ter falecido?
Não, eu não tive. Mas tenho ajudado muitas pessoas recentemente enlutados a gerir a conta de um ente querido. No entanto, nunca geri ou assumi o controle de contas de familiares ou amigos.

Já fez planos para que as suas contas de social media permaneçam quando morrer?
Sim. Já registei os meus desejos num testamento de redes sociais, usando as ferramentas disponíveis em algumas plataformas de redes sociais, e fiz o backup de todas as messagens dessas contas.

A Web Summit vai manter-se em Lisboa, confirmou o Observador. A notícia foi avançada pela Antena 1, que diz que a conferência permanece até 2028.

 

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A Web Summit vai continuar em Lisboa, confirmou o Observador. A Antena 1 avança que será por mais dez anos. O anúncio vai ser feito amanhã de manhã no Altice Arena. Esta terça-feira de manhã, a Web Summit anunciou nas redes sociais que tinha novidades sobre a conferência que seriam anunciadas em 24 horas. Na corrida pela maior conferência de empreendedorismo, tecnologia e inovação estavam Madrid, Berlim e Valência.

 

Contactada pelo Observador, a Câmara Municipal de Lisboa não faz comentários, a Web Summit também não e continua a remeter as novidades sobre o evento para quarta-feira de manhã. Até à hora a que este artigo foi publicado, o Governo não respondeu às tentativas de contacto do Observador. O

A Web Summit tinha um contrato de três anos com o Governo português, que terminaria em 2018. Para as edições futuras, estavam várias negociações em cima da mesa , mas sempre foi intenção do executivo português manter a conferência tecnológica em Portugal.

Em julho, o Observador avança que a proposta do Governo (para mais dez anos) estaria em “desvantagem” face às candidaturas de cidades como Londres, Madrid ou Paris. O Eco avançava no mesmo mês que a proposta do Governo passaria por um contrato de cinco anos, seguido de outros cinco. Segundo o que o Observador apurou, os detalhes do acordo ainda estarão a ser negociadas pelas partes.

Até à data, ainda não se conhecem valores da proposta, mas sabe-se que Valência tinha apresentado uma proposta de 50 milhões de euros públicos para receber a Web Summit nos próximos 10 anos. No total, contando com infra-estruturas e outros apoios, a conferência receberiam um investimento de 170 milhões.

Nos últimos três anos, o Turismo de Lisboa, Turismo de Portugal e a AICEP investiram um total de 3,9 milhões de euros na Web Summit — 1,3 milhões por cada ano. O contrato com o Governo previa a possibilidade de extensão do contrato por mais dois anos, mas nunca ficou garantido. Estima-se que o evento tenha um impacto de 300 milhões de euros, por ano, na economia lisboeta.

A edição de 2018 realiza-se entre 5 e 8 de novembro em Lisboa, na Altice Arena e na FIL. São esperadas mais de 70 mil pessoas de 170 países, segundo a organização. Na edição do ano passado, participaram no evento 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil startups, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas acreditados.

Fundada por Paddy Cosgrave, na Irlanda, em 2010, a Web Summit tornou-se num dos principais eventos de empreendedorismo e tecnologia.

Governo, autarquia e organização divulgaram esta quarta-feira alguns números do evento. Portugal vai pagar 11 milhões por ano para manter o Web Summit em Lisboa.
“Ganhámos!”. Foi assim que Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, anunciou oficialmente esta manhã que o Web Summit fica em Lisboa nos próximos dez anos. Depois de meses de negociações, Lisboa venceu a concorrência, que contava com cidades como Madrid, Berlim, Valência, Londres e Paris.

Web Summit fica. É “cada vez mais português”

Paddy Cosgrave, cofundador e CEO da maior conferência de empreendedorismo e tecnologia do mundo, diz que não foram os números que mais pesaram na balança que levou a organização irlandesa a escolher Portugal e, a capital, Lisboa, para ser casa do Web Summit até 2028.


Ainda assim, na conferência de imprensa da manhã desta quarta-feira foram divulgados vários números que serviram de sustentação à proposta de Lisboa.

2028

Lisboa vai ficar ligada ao Web Summit até 2028. O acordo entre o Governo, o Web Summit e a Câmara de Lisboa prevê que o evento se mantenha na capital portuguesa durante os próximos dez anos. O Web Summit mudou-se para Lisboa em 2015, primeira cidade além de Dublin, onde foi criado, a acolher o evento.

11 milhões de euros

O valor que Portugal vai pagar ao Web Summit para garantir que o evento continua em Lisboa. O montante será pago anualmente e servirá de apoio à organização. O investimento de 11 milhões será repartido pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico lisboeta e pelo Ministério da Economia, anunciou o ministro Manuel Caldeira Cabral esta manhã.

Nos primeiros três anos, o Governo investiu 1,3 milhões por ano para garantir a realização do evento em Portugal. O impacto económico anual do evento, estimado pelo Governo no ano passado, foi de 300 milhões de euros apenas em turismo e serviços associados.

340 milhões de euros
O valor anual da cláusula que o Web Summit terá de pagar a Portugal se decidir sair do país antes do final do período acordado. O Web Summit deve manter-se em Portugal nos próximos dez anos, prolongando para 13 o número de anos em que organizou o evento em Lisboa. No total, a cláusula de rescisão de contrato poderá ascender aos três mil milhões de euros.

00h00

Já passava da meia-noite de sexta-feira passada quando Paddy Cosgrave recebeu uma chamada de Fernando Medina. “Este homem [referindo-se a Fernando Medina] ligou-me depois da meia-noite quando as coisas não estavam a avançar. (…) E fez dos melhores discursos depois da meia noite que já ouvi, seguramente depois de jantar num bom restaurante e com um bom vinho. (…) Fui para o meu hotel, depois fui jantar sozinho, cruzei-me com um grupo de engenheiros do Exército, e depois com um grupo de trabalhadores jovens da Farfetch, que me perguntaram para onde ia o evento. Todos estes momentos em que fui abordado me inspiraram”, contou o CEO do Web Summit sobre o processo de negociação com Lisboa para a continuidade do Web Summit.

100 mil

O número de referência de participantes avançado por Fernando Medina na conferência de imprensa. “O investimento na FIL vai permitir acolher 100 mil participantes, ou mais”, garantiu o presidente da Câmara de Lisboa.

30 milhões

Também presente numa parte da conferência de imprensa, o primeiro-ministro António Costa disse esta manhã que o valor das receitas fiscais diretas vindas do Web Summit foram de 30 milhões de euros em 2017.

Mariana de Araújo Barbosa


Um brinquedo que consegue captar a atenção do bebé na hora das refeições é o sonho de qualquer mãe. Sofia Sousa Soares pôs mãos à obra e criou um objeto que cumpre essa missão. Mas, para ir além do protótipo que construiu procura um investidor.

Mãe de duas crianças, a mais velha com dois anos e a mais nova com 10 meses, Sofia Sousa Soares, 40 anos, compreende bem o dilema dos pais que, na hora das refeições, têm dificuldade em prender a atenção dos bebés. A tarefa pode ser trabalhosa e muitas vezes leva os progenitores a recorrerem a estratagemas mirabolantes para conseguir que as crianças façam as refeições com tranquilidade e sem birras.

Foi num dos muitos momentos de interação com as filhas, que Sofia percebeu que conseguia captar a atenção da filha mais nova, o tempo suficiente para que esta fizesse a refeição sem problemas, com um simples brinquedo preso numa das mãos. Mas não um brinquedo qualquer: um pensado e criado por si. Aliás, o protótipo já existe, apesar de Sofia ainda não o querer mostrar publicamente porque o segredo é a alma do negócio.

Mas em que consiste afinal esse objeto/brinquedo milagroso que consegue entreter um bebé durante a hora da refeição? Sofia Sousa Soares explica que consiste num brinquedo feito em tecido, preso numa das mãos com uma fita e de onde saem vários pequenos bonecos (que podem ser figuras de animais, por exemplo), e alguns objetos com sons. Tudo muito colorido.

“A ideia surgiu num momento de interação com a minha filha mais nova e prendi a sua atenção imediatamente”, explica. O brinquedo, assegura esta mãe empreendedora, “ajuda na estimulação e atenção no momento das refeições. É um produto inovador. Não existe igual no mercado”

Nesta fase da sua vida, mãe quase a tempo inteiro e com poucos recursos próprios para pôr em marcha a sua ideia, Sofia procura um parceiro de negócio ou um investidor. Já tem o protótipo do brinquedo, mas precisa de apoio financeiro para registar a patente do produto e para, posteriormente, ajudar no lançamento da marca/produto.

A sua área de atividade é no setor agrícola, concretamente a gestão de uma quinta de turismo na região de Coimbra, e nada tem a ver com a ideia que teve para este produto para crianças, mas Sofia Sousa Soares gostava de ver no mercado um produto que já testou dezenas de vezes com as filhas e que, assegura, tem resultados comprovados.

Resumo
Responsável: Sofia Sousa Soares
Área: Mercado infantil
Produto: Brinquedo
Mercado: Nacional
Necessidade: Parceiro/ Investidor
Contacto: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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