
O ecossistema global startups continua em rápido crescimento, tanto em termos de número de investidores de capital de risco como em valor obtido em exits.
O ecossistema empreendedor global continua a crescer. É esta uma das principais conclusões do Startuo Genome – Global Startup Ecosystem Report, um estudo publicado esta terça-feira e que reúne dados de mais de um milhão de empresas de cerca de uma centena de ecossistemas empreendedores, analisados por uma das mais conhecidas fontes tech do mundo: o Voice of Entrepreneurs.
De acordo com as conclusões do estudo, o ecossistema global startups continua em rápido crescimento, tanto em termos de número de investidores de capital de risco como em valor obtido em exits. Segundo os dados divulgados, 2017 foi o melhor ano dos últimos dez: mais de 140 mil milhões de dólares de investimento em startups.
A China e os Estados Unidos continuam na liderança, sobretudo no setor deep tech: as conclusões do estudo destacam que é nestes países que o crescimento de unicórnios (startups avaliadas em mais de mil milhões de dólares) é maior, assim como o registo de patentes.
O estudo detalha uma “nova era” de tech, focado na indústria e em deep tech (inteligência artificial, blockchain e robótica) que são parte das startups que lideram o crescimento. Quanto à criação de valor, entre 2015 e 2017 a economia de startups criou 2,3 biliões de dólares globalmente, um aumento de 25,6% face ao período entre 2014 e 2016.
A China é o país com o maior crescimento ao nível da revolução de startups. E se, em 2014 apenas 14% dos unicórnios do mundo estavam no país, em 2017 e no que já passou de 2018, esse número disparou para 35% — sendo que, no caso dos Estados Unidos, a evolução passou de 61% para 41%.
O Startup Genome explica esta mudança a partir do aumento da produção de conhecimento, tal como o registo de patentes, especialmente em áreas como a inteligência artificial e o blockchain. Por isso, o estudo acrescenta que ainda que os Estados Unidos continuem a liderar em matéria de atividade de financiamento nestes subsetores (em dólares), a China suplantou as startups norte-americanas no que toca a patentes.
Top 4 dos subsetores com maior crescimento:
Adv. Manufacturing & Robotics (+189.4% em cinco anos em financiamento em early stage)
Agtech & New Food (+171%)
Blockchain (+162%)
Artificial Intelligence, Big Data & Analytics (+77,5%)
Entre os setores com maiores quebras em termos de notoriedade estão os de Adtech (quebra de 34,6% em cinco anos em acordos de investimento em early stage), seguidos do Gaming (-27,2%) e da Digital Media (-27,1%).

Esta tecnologia também elimina os produtos químicos que são tradicionalmente usados no fabrico de vinil tradicional.
A startup austríaca Rebeat Innovation recebeu 3,8 milhões de euros (cerca de 4,8 milhões de dólares) em financiamento para uma nova forma de produção de discos chamada “vinil de alta definição”, segundo a Pitchfork. O processo, cuja patente foi apresentada em 2016, permite registos com tempos de reprodução mais longos, volume mais alto e maior fidelidade de áudio.
Para criar um vinil HD, o áudio é inicialmente convertido digitalmente num mapa topográfico 3D. De seguida, os lasers gravam o mapa num ‘carimbo’, o que faz uma impressão no vinil. Conceptualmente, não é muito diferente de como o vinil tradicional é feito – uma agulha grava ranhuras em laca rotativa, que é usada para criar uma cópia mãe que é usada para formar o carimbo. A Rebeat Innovation acredita que, com o uso de ferramentas mais precisas para realizar essencialmente tarefas semelhantes, criará uma peça de vinil de melhor qualidade com menos perda de informações de áudio (e, no processo, eliminará algumas etapas de fabrico).
A Rebeat Innovation diz também que, usando este método, os LP de vinil podem ter até 30% mais tempo de reprodução, serão 30% mais altos e terão uma reprodução de áudio mais fiel. Esta tecnologia também elimina os produtos químicos que são tradicionalmente usados no fabrico de vinil tradicional.
Estes registos HD funcionarão exatamente da mesma forma que os registos regulares, são reproduzidos nos gira-discos tradicionais e podem ser usados com agulhas comuns.

O VentureEU deverá chegar a 1.500 empresas da União Europeia. A Comissão Europeia considera que os fundos de capital de risco na Europa são “demasiado pequenos” e compara os 65 milhões de euros europeus, em média, com os 156 milhões de euros nos Estados Unidos.
O comissáruio europeu Carlos Moedas propôs uma iniciativa a favor de startups e scaleups, inserida na estratégia Ciência Aberta, Inovação Aberta e Abertura ao Mundo da Comissão Europeia e, esta terça-feira, Bruxelas anunciou a criação de um fundo de fundos de capitais de risco pan-europeu de 2,1 mil milhões de euros.
O VentureEU, apresentado pela Comissão Europeia e pelo Fundo Europeu de Investimento, deverá chegar a 1.500 empresas da União Europeia, onde os fundos de capital de risco na Europa são “demasiado pequenos”, de acordo com o executivo comunitário. No bloco europeu, representam 65 milhões de euros, em média, e nos Estados Unidos 156 milhões de euros.
“O VentureEU é um elemento central da estratégia de inovação aberta que lançámos há três anos. É essencial para que a Europa continue a ser um líder industrial e um motor económico”, destaca o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas. Por sua vez, Elżbieta Bieńkowska, comissária responsável pelo Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME, acredita que o fundo “contribuirá para que as jovens empresas de elevado potencial permaneçam e cresçam na Europa, tirando pleno partido do mercado único”.
Os seis fundos serão apoiados por financiamento da União Europeia no valor de 410 milhões de euros – 200 milhões do Horizonte 2020; 105 milhões do COSME; 105 milhões do Plano Juncker; 67 milhões de recursos próprios do Fundo Europeu de Investimento; e o restante angariado por gestores seleccionados – e deverão mobilizar 2,1 mil milhões de euros em investimentos públicos e privados em empresas inovadoras em fase de arranque e em expansão.
A apresentação deste novo investimento surge cerca de um mês depois de terem entrado em vigor as novas regras em matéria de investimento de capital de risco (EuVECA) e de fundos de empreendedorismo social (EuSEF), que flexibilizam a gestão destes fundos e permitem que mais beneficiem dos seus investimentos, com operações menos onerosas e burocráticas.

A SenseTime faz software de vigilância com tecnologia IA para as autoridades locais, e acaba de receber uma nova tranche de financiamento no valor de mais de 485 milhões de euros.
A inteligência artificial está a vulgarizar-se, e já é usada nas mais variadas tarefas, mas uma das mais bem-sucedidas é também uma das mais assustadoras: a vigilância automatizada.
Neste caso em particular falamos de uma startup chinesa, a SenseTime, que faz software de vigilância com tecnologia IA para as autoridades locais, e que acaba de receber uma nova tranche de financiamento no valor de mais de 485 milhões de euros.
O financiamento, liderado pelo gigante Alibaba, supostamente dá à SenseTime uma avaliação total de mais de 36,5 mil milhões de euros, tornando-a a mais valiosa startup de Inteligência Artificial do mundo, segundo a empresa de análises CB Insights.
Esta notícia é significativa por vários motivos. Primeiro, mostra como a China continua a investir dinheiro em inteligência artificial, tanto através de financiamento governamental quanto por investimento privado. Muitos estão a observar a concorrência entre a China e os EUA para desenvolver Inteligência Artificial de ponta com grande interesse e ver o investimento como uma importante medida de progresso. A China ultrapassou os EUA neste campo, embora a maioria dos especialistas prefira assumir uma posição cautelosa, avisando tratar-se apenas de uma métrica de sucesso.
Em segundo lugar, o investimento mostra que a análise de imagens é uma das aplicações comerciais mais lucrativas para a inteligência artificial. O SenseTime tornou-se lucrativo em 2017 e afirma que possui mais de 400 clientes e parceiros.
A startup vende os seus serviços para melhorar as aplicações de câmaras de fabricantes de smartphones, como OPPO e Vivo; para oferecer efeitos de “embelezamento” e filtros em redes sociais chinesas como o Weibo; e para fornecer autenticação de identidade para finanças domésticas e aplicações como a Huanbei e Rong360.
Mais notavelmente, o SenseTime também equipa a polícia chinesa com reconhecimento facial e serviços de rastreamento. Por exemplo, a empresa diz que o software que fornece para a agência de segurança de Guangzhou (uma das três maiores cidades da China com uma população metropolitana de cerca de 25 milhões) é usado para comparar imagens de vigilância de cenas de crime com fotos de um banco de dados criminal. Até ao momento já foram identificados mais de 2.000 suspeitos e resolvidos “quase 100 casos”.
Justin Niu, sócio da IDG, um dos primeiros investidores da SenseTime, disse ao “The Financial Times” que “o SenseTime e os seus concorrentes podem crescer tão rapidamente em comparação com outras partes do mundo, porque a vigilância por vídeo é um grande negócio na China. Há um enorme orçamento para que possam gerir a sociedade”.
De acordo com a Bloomberg, a SenseTime está atualmente a desenvolver um software chamado Viper que “analisará dados de milhares de feeds de câmaras ao vivo” e será usado pela polícia para “rastrear tudo, desde o jogo ilegal, a acidentes, e até suspeitos em listas negras”.
Os defensores da privacidade e da liberdade de expressão dizem que a China já está a usar tecnologia semelhante para rastrear e perseguir opositores políticos, e alertam que a vigilância aumentada pela inteligência artificial pode significar a morte da privacidade. O co-fundador da SenseTime, Xu Li, disse à Bloomberg que a tecnologia da empresa “não afetará a privacidade porque apenas pessoas autorizadas podem aceder a ela”.

Se quer criar um negócio online, então este artigo é para si. Siga as recomendações para ter uma empresa de sucesso no mundo digital.
Fazer compras há muito que deixou de ser sinónimo obrigatório de se levantar da cadeira e sair de casa ou do escritório para se deslocar até um centro comercial e entrar numa loja. Hoje são as lojas que vêm ao encontro dos consumidores. Sentados ao computador ou com um smartphone na mão, à distância de um clique podemos comprar os mais variados produtos e serviços, desde as compras mensais para a casa, até roupa e sapatos, bilhetes de cinema, entre muitos outros artigos.
As vantagens são inúmeras, tanto para os consumidores – que têm mais liberdade de escolha e decidem quando, onde e como querem comprar, além de poderem comparar preços mais facilmente -, como para empresas – que ganham acesso a clientes de todo o mundo, uma loja aberta 24 horas por dia e conseguem preços mais competitivos ao encurtar a cadeia de valor através da redução de intermediários.
Se pretende criar uma empresa online, siga estes dez conselhos que foram enumerados pelo site Entrepreneur.
Determine o produto ou serviço que pretende comercializar
Se quer começar com o pé direito, decida desde o início a abordagem que dará ao seu negócio. O sucesso da sua empresa depende deste primeiro passo. Não se trata apenas de ter uma noção do que quer comercializar, deve fazer uma investigação para descobrir se a sua ideia é viável. Isso implica analisar a sua possível competência para determinar se será capaz de oferecer algo melhor do que a concorrência.
Escolha um nome atrativo
A sua empresa apresentar-se-á principalmente através de um site na Internet. Por esse motivo, é altamente recomendável que escolha um nome que esteja disponível como um nome de domínio. Tente que seja uma palavra curta ou uma frase fácil de se lembrar.
Invista em formação
Evite cometer erros que impeçam de seguir com os seus objetivos. Se quer que a sua empresa seja consolidada e permaneça estável durante um longo tempo, deve investir em formação. Na Internet existem cursos muito completos, tutoriais e manuais profissionais que irão ajudá-lo a gerir adequadamente o seu negócio e a alcançar o sucesso mais rapidamente.
Encontre o equilíbrio entre a sua vida profissional e pessoal
Se a sua vida pessoal estiver a funcionar corretamente, a sua empresa terá mais probabilidades de ser bem-sucedida. Uma pessoa equilibrada tende a tomar as melhores decisões a nível profissional. Para seu próprio bem e para o do seu negócio, aprenda a separar o seu trabalho de sua vida pessoal.
Contrate um gestor negócios
Mesmo que o seu negócio esteja no mundo virtual, terá de pagar impostos como qualquer outra empresa. Estar ciente das questões financeiras pode levar tempo e distraí-lo dos seus principais objetivos. Para que as suas obrigações fiscais não representem um obstáculo, é melhor contratar um serviço de gestão de negócios on-line.
Defina um limite de gastos
Desde o início, analise o seu orçamento e determine quanto pode gastar. Devemos ser muito realistas nesta questão, pois é possível que os ganhos demorem um pouco mais a chegar. Na Internet, pode-se fazer muito com relativamente pouco dinheiro. É só uma questão de investir com inteligência.
Faça um registo de todos os seus movimentos
É sempre bom anotar todas as ações que toma na construção do seu negócio. Desta forma, pode facilmente determinar os seus erros e sucessos. E se quer fazer com que o seu negócio online cresça, todas as informações reunidas ajudá-lo-ão a replicar a mesma fórmula num novo projeto.
Não tente fazer tudo sozinho
Não queira fazer tudo novo e diferente. Analise o que funcionou com outras pessoas. É muito provável que também funcione consigo. Deve investir em ferramentas e serviços que o ajudarão a executar tarefas complicadas em pouco tempo e com menos esforço. Caso contrário, acabará frustrado e provavelmente desistirá.
Invista em campanhas publicitárias
Aloque uma parte do seu orçamento em publicidade, de forma a que consiga obter alguns lucros e dê a conhecer a sua empresa.
Use as redes sociais
Mas não se trata apenas de investir em publicidade e esperar de braços cruzados que as pessoas venham ter consigo. Participe ativamente para que angarie o maior número possível de utilizadores. As redes sociais são excelentes meios de promoção e, o melhor de tudo, os mais populares são gratuitas. Use-os a seu favor.


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