A Young Women in Tech Scholarship é a mais recente aposta da Le Wagon Lisbon. Foi anunciada hoje e tem como target jovens mulheres na área da tecnologia.

A bolsa de estudo anunciada pela Le Wagon Lisbon, um bootcamp de programação, presente em 16 países e 25 cidades, que chegou a Portugal em 2015, dirige-se a mulheres na faixa etária dos 19 aos 19 e 23 anos, residentes em Portugal.

Aumentar em 50% o número de mulheres nos bootcamps é o objetivo da iniciativa que vai oferecer cinco vagas e descontos de 60% às candidatas que cumpram os requisitos estabelecidos pela empresa. A Bolsa será atribuída por ordem de inscrição.

No ano passado, a média de participação feminina foi superior aos 40%, mas o objetivo da escola é formar o maior número possível de mulheres com aptidões relevantes no sector das tecnologias.

Para Shannon Graybill, responsável do Le Wagon Lisbon, “o curso permite aos participantes, incluindo principiantes, aprenderem a programar em nove semanas, sendo grande o interesse demonstrado por residentes e por mulheres em particular.”

Segundo a responsável do programa, a ideia associada à iniciativa é “munir os residentes de um conjunto de aptidões relevantes, num contexto onde o fosso em matéria de aptidões digitais em Portugal é o terceiro maior da Europa e numa altura em que o aumento do número de mulheres na área das tecnologias assume uma importância crescente”.

Nos últimos dois anos, a escola já ensinou cerca de 200 estudantes a programarem. 35% dos antigos alunos são residentes em Portugal.

A instituição, mais conhecida como banco de fomento, anunciou que há mais 29 entidades com financiamento aprovado. A lista da segunda fase de entidades veículo de ‘business angels’ só será tornada pública no dia 15 de maio, explicou ao Jornal Económico fonte oficial do gabinete do secretário de Estado Adjunto e do Comércio.


A Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) anunciou esta semana que aprovou o acesso de mais 29 entidades à linha de financiamento de 18,5 milhões de euros para entidades veículo de business angels [investidores em capital de risco], no âmbito da segunda fase do concurso.

A lista das entidades apoiadas na segunda fase será divulgada no próximo dia 15 de maio, após a assinatura dos protocolos e entrega da documentação necessária [a 14 de maio], explicou ao Jornal Económico fonte oficial do gabinete do secretário de Estado Adjunto e do Comércio.

A segunda etapa de seleção de investidores recebeu 74 candidaturas. Na primeira fase, as entidades financiadas (com 18,1 milhões de euros) foram as seguintes: Alfabeto Prodígia, Argumentodisseia, Best Horizon, Bluepharma Angels, BrainCapital, Busy Angels, Casper Ventures, Creative Wings, Curious Angels, Distintoparadigma, Eggnest, Frenetic Marathon, Frenetikpriority, Ganexa Seed Capital, Green Capital, Ideias Glaciares, Indextalent II, iSmart Ventures, JoynIgnite, Lean Company Ventures III, Meiril, Neurónio Prodigioso, Olisipo Way SGPS, Protagonistoriginal, Recreio Poente, SBS StartupBraga, Semeia Ventures, Shilling Capital Partners II, Sment Digital, StartupDiscoveries, Strong Ventures, Vertentidêntica, VSM Capital SGPS e Wisenext Smart Capital.

O Fundo de Capital e Quase Capital – gerido pela IFD e financiado pelos programas operacionais Compete, Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve – já aprovou 84 operações de coinvestimento, o que perfez um total de11,1 milhões de euros em investimentos em empresas em início de atividade. A percentagem de execução das operações de coinvestimento com ‘business angels’ aprovadas aumentou de 5,9% para 25,7% nos últimos 12 meses, segundo um comunicado do Governo. Na região Norte do país, subiu de 9,5% para 39% e no programa Compete2020 de 6,4% para 28,3%.

Artigo 4º – Decreto-Lei n.º 104/2017

A IFD, visando colmatar insuficiências de mercado, em especial no financiamento das pequenas e médias empresas e empresas de dimensão média em termos europeus (mid caps), tem por objeto a realização das seguintes operações e a prestação dos seguintes serviços:
a) Gestão e administração de fundos de investimento, de outros patrimónios autónomos ou de instrumentos de natureza análoga, todos suportados por fundos públicos de apoio à economia;
b) Realização de operações de crédito, incluindo concessão de garantias e outros compromissos;
c) Organização, em favor de instituições de crédito e sociedades financeiras a operar no mercado, de operações de obtenção de recursos financeiros junto de outras entidades, nacionais ou estrangeiras (operações de «arrangement»);
d) Consultadoria a empresas em matéria de estrutura do capital, de estratégia empresarial e questões conexas, bem como consultadoria e serviços no domínio da fusão e compra de empresas.

O que é um business angel?

Segundo a Federação Nacional de Associações de Business Angels (FNABA), estes “anjos dos negócios” são investidores individuais que investem “uma pequena parte da sua fortuna ou poupança em projetos liderados por uma forte equipa de empreendedores”. “Os business angels investem tipicamente em startups tecnológicas com potencial de crescimento acelerado. Além do capital que aportam, envolvem-se nos projetos em que investem disponibilizando o seu conhecimento, experiência e rede de contatos”, refere a organização.

A FNABA explica que o “objetivo último é o de valorizarem as empresas em que investem para alienarem a sua participação a outros investidores particulares ou fundos de investimento com uma mais-valia considerável”.

Mariana Bandeira

O período de candidaturas ao Concurso Regional de Empreendedorismo, promovido pela Vice-Presidência do Governo, tem início terça-feira, 1 de maio, e decorre até 15 de junho.

Esta iniciativa pretende estimular a capacidade de iniciativa, a criatividade e o comportamento empreendedor, tendo por objetivo principal a criação de empresas nos Açores a partir dos projetos a concurso.

Podem concorrer pessoas singulares com mais de 18 anos, individualmente ou em grupo, apresentando projetos que conduzam à criação de negócios inovadores, exequíveis e que respondam a necessidades do mercado.

Nesse sentido, os projetos a concurso devem potenciar, no mercado onde pretendem atuar e face ao existente, a introdução de melhorias significativas ou de novos produtos, processos ou sistemas, que possam ser inseridos, de forma coerente, em estratégias empresariais.

Nesta nova versão do concurso está prevista a entrega de um vídeo no qual é exposta a ideia de negócio, assim como a realização de uma curta apresentação por parte de cada equipa perante o júri do concurso.

Durante a segunda fase do concurso, que decorre entre 1 de setembro e 15 de outubro, será proporcionada formação específica e consultadoria aos concorrentes selecionados, com vista a permitir o desenvolvimento das ideias de negócio apresentadas na primeira fase em planos de negócio efetivos.

Os planos de negócio daí resultantes serão entregues durante o período de 16 a 30 de outubro, seguindo-se o processo de seleção pelo júri, que permitirá apurar os três projetos vencedores do concurso, que é operacionalizado pela SDEA - Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores.

O primeiro classificado recebe um prémio no valor de 25 mil euros, o segundo classificado um prémio de 20 mil euros e o terceiro recebe um prémio de 15 mil euros.

Os prémios serão apenas concedidos na condição de passarem a integrar o capital das empresas a criar para o desenvolvimento do negócio premiado.

A Junior Achievment Portugal, parceira do projeto StartUp Angra Schollar Cloud, está a implementar um conjunto de iniciativas no tecido escolar da ilha Terceira.

Programas como «Economia para o Sucesso» e «É o meu negócio», contam com a mentoria da equipa de gestão da StartUp Angra e promotores de empresas incubadas na cidade património mundial que, em parceria com os professores de cada turma, estão a entregar ferramentas importantes para a definição do futuro académico e profissional dos estudantes.

Quando olhamos para o futuro e traçamos metas para o ano 2025, parece-nos uma realidade distante, que na verdade não é. Portugal é um país com uma longa história de conquistas e descobertas, e o foco empreendedor do país nestes últimos anos mostra que o ADN conquistador dos portugueses se mantém, adaptado à evolução e à realidade dos dias de hoje.

O país (e o mundo, em geral) atravessa hoje um processo de destruição criativa, onde novos negócios substituem os mais obsoletos. É o que acontece com start-ups em todo o mundo, que de forma disruptiva surgem e colocam em causa negócios enraizados. Vemos isso com a Uber, que com a sua forma ágil e cómoda de chamar um motorista coloca em causa a forma de negócio mais antiquada dos taxistas. Vemos isso com a Netflix, que nos proporciona um cómodo acesso a séries e filmes, algo que no passado passava pelo processo de nos deslocarmos até ao Blockbuster mais próximo da nossa casa para alugar um filme. Como estes dois exemplos existem tantos outros de start-ups disruptivas que surgem no mercado para transformar por completo a forma como utilizamos um determinado serviço, proporcionando a máxima comodidade e facilidade de utilização.

E Portugal é um rico exemplo de empreendedorismo, com start-ups que vão certamente dominar indústrias locais e globais. Falo de áreas como o Turismo e o Mercado Imobiliário, mas não só. A Delta Q inovou no mercado da robótica ao desenvolver um robot autónomo e autodirigido para servir café aos consumidores. Foi algo inédito no país, algo que possivelmente há 10 anos muitos não acreditavam ser possível: a robótica integrada na sociedade, com robots a servirem cafés a humanos. Ao longo da minha jornada tenho tido a oportunidade de trabalhar de perto com a área da robótica e da inteligência artificial e os desenvolvimentos feitos são realmente incríveis. Robots autónomos, robots com os quais se pode conversar, robots que demonstram emoções… esta evolução é incrível e só é possível graças ao espírito disruptivo de pessoas com espírito empreendedor, que quebram barreiras e inovam.

Lisboa e São Francisco mais semelhantes do que pode parecer

Quando olho para Portugal, e mais concretamente para a cidade de Lisboa, vejo muitas semelhanças com uma cidade que conta com uma das mais empreendedoras comunidades de empreendedorismo em todo o mundo – São Francisco, e falo de semelhanças que vão para além da ponte e dos elétricos. A comunidade de empreendedorismo em Portugal tem crescido a olhos vistos, com empresas de origem portuguesa que estão a revolucionar indústrias – falo de fintechs, moda, mercado imobiliário, entre outros, um pouco por todo o mundo.

Estas empresas estão a revolucionar a forma como será, em breve, a nossa sociedade, com acontecimentos tecnológicos fabulosos a acontecer mais cedo do que se acreditaria ser possível. De acordo com o estudo WEH 2015: Average Year Each Tipping Point Is Expected to Occur, que teve como objetivo compreender qual a tecnologia que se espera que aconteça em 2025, 91,2% dos participantes respondeu que acredita ser possível que, em 2025, 10% das pessoas vistam roupas conectadas com a internet.

A indústria da saúde é também uma das que mais poderá beneficiar com o desenvolvimento da robótica e da inteligência artificial. Neste mesmo estudo, 76,4% dos participantes acredita que em 2025 será possível contarmos com o primeiro transplante de um fígado impresso a três dimensões. 86,5% dos inquiridos acredita que em 2025 contaremos com o primeiro robot farmacêutico nos Estados Unidos. Há pouco tempo, na Universidade de Stanford, tive a oportunidade de “conhecer” um robot que foi concebido para aconselhar pacientes com cancro.

Esta e outras realidades marcadamente assentes pela robótica e pela inteligência artificial estão cada vez mais perto de se tornarem comuns, creio que algumas delas talvez até antes de chegarmos a 2025. Parte desta realidade deve-se ao espírito empreendedor dos jovens, em todo o mundo. E é neste sentido que o nosso programa de empreendedorismo existe, criando as condições necessárias para que os estudantes universitários possam testar as suas ideias, através da metodologia única desenvolvida por representantes da Universidade de Berkeley, Universidade de Stanford e da Google. Estão assim reunidas as condições para os próximos “conquistadores”, de Portugal e do mundo.

Esta é a minha visão para Portugal, que foi recentemente partilhada com mais de 200 estudantes num evento de apresentação da edição deste ano do programa da European Innovation Academy.

Alar Kolk, presidente da European Innovation Academy

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