
Delta Cafés, Universidade Católica e Roland Berger são os três novos sócios da incubadora liderada por Miguel Fontes.
Os privados passaram a assumir a maioria do capital da Startup Lisboa. Esta é a consequência da entrada da entrada da Delta Cafés, da Roland Berger e da Universidade Católica Portuguesa como novos associados da incubadora liderada por Miguel Fontes – juntando-se à Câmara de Lisboa, IAPMEI e Montepio. Em relação ao Hub Criativo do Beato, confirma-se a entrada da empresa do grupo Nabeiro neste hub empreendedor e que já estava a ser negociada há mais de um ano.
“Tivemos uma assembleia-geral em julho, onde elegemos uma nova direção, na qual já estão refletidos os novos associados: António Bernardo (Roland Berger) e Rui Miguel Nabeiro (Delta); [e os atuais associados] além de José Vale (IAPMEI), Nuno Mota Pinto (Montepio), Maria Guimarães (Startup Lisboa), o presidente da direção, João Paulo Saraiva (vice-presidente da CML) e eu, que sou diretor executivo”, explicou Miguel Fontes em entrevista ao semanário Expresso deste sábado.
A entrada da Universidade Católica – através do Centro de Inovação Tecnológica e de Empreendedorismo – na Startup Lisboa será formalizada após reunião do conselho superior, no início deste ano letivo.
Os novos associados da Startup Lisboa, para já, não vão entrar com capital financeiro mas admite-se a hipótese de uma quota anual.
Delta vai estar no Beato Na mesma entrevista, Miguel Fontes confirma que a Delta Cafés vai mesmo ter um espaço no Hub Criativo do Beato.
“A Delta vai mobilizar o seu centro de inovação Diverge para o edifício da Startup Lisboa” assim como ter um espaço para “um mundo de experiências à volta do café”, refere Miguel Fontes.
Há mais de um ano que a empresa do grupo Nabeiro estava a negociar um espaço no Hub Criativo do Beato. Isso mesmo foi adiantado por Fernando Medina, presidente da câmara de Lisboa, em declarações ao Dinheiro Vivo em julho de 2018.
“Estão a haver conversações com outros grupos para que se possam instalar aqui no Beato. Um deles é a Delta, com um centro de inovação. Será um grande gosto concretizar esta parceria.
O processo está bem encaminhado para que isso aconteça. É um dos grandes grupos nacionais, com grande capacidade de inovação e uma obra social de grande relevo no país do comendador Rui Nabeiro e da sua equipa”, referiu, na altura, o autarca.
As obras de reabilitação do edifício que a Startup Lisboa vai ocupar no Beato vão custar sete milhões de euros e terão comparticipação de 40% de fundos comunitários. Também a Daimler Trucks vai ter um edifício próprio no hub do Beato, onde vai funcionar o hub tecnológico, o Tech & Data Hub, que irá apostar na inovação e serviços digitais no sector dos veículos comerciais, de camiões e autocarros – o anúncio deste centro da dona da Mercedes em Portugal foi feito em outubro de 2018. O primeiro edifício do Hub Criativo do Beato deverá ficar concluído no início de 2020.
Este espaço será ocupado pela empresa alemã Factory e que vai inclur o Mercedes-Benz.io, o hub de inovação digital da marca alemã.
Inicialmente, o edifício da Factory iria ficar concluído no final de 2018. O espaço de restauração e comércio do Hub Criativo do Beato foi adjudicado ao restaurante A Praça, gerido por Cláudia Almeida e Silva, ex-diretora-geral da Fnac Portugal. As obras de reabilitação deste local vão começar em outubro.

O Diretor Regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade afirmou hoje, em Ponta Delgada, que as condições que os Açores oferecem em termos de atratividade de investimento e de apoio ao empreendedorismo têm, cada vez mais, afirmado o arquipélago no panorama regional e nacional.
Ricardo Medeiros, que falava durante uma visita de acompanhamento a um projeto candidatado ao sistema de incentivos para a competitividade empresarial Competir+, salientou que "esta política de proximidade também tem sido bem vista pelos promotores, uma vez que reconhecem que existe um real acompanhamento do seu processo e, desta forma, algum entrave detetado é mais rapidamente ultrapassado”.
O Diretor Regional, que visitou a empresa M3S - Charming House, referiu que se trata de um projeto apresentado por jovens empreendedores, neste caso ao subsistema do Competir+ designado por 'Empreendedorismo Qualificado e Criativo', mais conhecido por 'Empreende Jovem', que visa apoiar projetos de criação de empresas por jovens entre os 18 e os 35 anos, sendo que, mediante determinadas condições, a idade limite máxima poderá estender-se até aos 45 anos.
Em termos de candidaturas a este subsistema, Ricardo Medeiros adiantou que já foram recebidos 168 projetos, que representam um investimento de mais de 32 milhões de euros e uma criação potencial de 430 postos de trabalho na Região.
A empresa hoje visitada, detida por jovens empreendedores açorianos, tem como objetivo a exploração de um imóvel para fins turísticos, na vertente de hostel, recuperando um imóvel da cidade de Ponta Delgada que se encontrava bastante degradado, sendo este um objetivo desta medida que, pelo menos nesta vertente, segundo Ricardo Medeiros, tem vindo a ser um êxito.
O Diretor Regional afirmou ainda que, segundo os dados publicados pela consultora D&B no seu relatório mensal Barómetro INFORMA, sobre a evolução das empresas em Portugal, a média de criação de empresas nos últimos 12 meses e até julho de 2019 indica que, nos Açores, por cada empresa encerrada são criadas três novas empresas (3.1), enquanto, em termos nacionais, este rácio é de 2.7 e na Madeira é de 2.
Refira-se ainda que o ex-distrito de Angra do Heroísmo continua a ser dos melhores do país a este nível, com o segundo melhor rácio a nível nacional.
"Estes resultados não aparecem por acaso, temos trabalhado insistentemente na captação de novos investimentos e oferecendo condições para starp-ups e outro tipo de empresas se poderem instalar, por exemplo na Rede de Incubadoras dos Açores, e até disponibilizando o Vale Incubação para apoiar a empresa nos seus primeiros passos, frisou o Diretor Regional.
"Vamos continuar a intensificar esta estratégia de fomento ao empreendedorismo, inovação empresarial e competitividade das nossas empresas. Este foi o caminho que escolhemos e que vamos continuar a trilhar para o desenvolvimento da nossa Região", assegurou Ricardo Medeiros.

A Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, através da Direção Regional do Turismo, é parceira dos Territórios Criativos na realização no arquipélago dos Programas de Aceleração 'Tourism UP' e 'Taste UP, que contam com o apoio do Turismo de Portugal.
O 'Tourism UP', que decorre a 18 de setembro na ilha Terceira, é um programa de aceleração no setor do turismo que tem como objetivo apoiar 'startups' no desenvolvimento de negócios neste setor, potenciando a inovação e a criação de redes empreendedoras.
Nesta oficina, que se realiza entre as 10H00 e as 12H00, na startup Angra, serão apresentados os programas de aceleração e dinamizadas sessões de formação sobre Oportunidades e Tendências no Turismo, Turismo Gastronómico e Enoturismo, Empreendedorismo e Proposta de Valor.
O 'Taste UP', que tem lugar no mesmo dia, na ilha do Pico, é um programa de aceleração em Turismo Gastronómico e Enoturismo que tem como objetivo promover a inovação e a experiência turística nas áreas da gastronomia e dos vinhos.
Esta oficina decorrerá entre as 16H30 e as 18H30, no Museu do Vinho, e inclui a apresentação dos programas de aceleração, bem como a dinamização de sessões de formação sobre Oportunidades e Tendências no Turismo, Turismo Gastronómico e Enoturismo, Empreendedorismo e Proposta de Valor.
Os interessados podem inscrever-se através dos endereços eletrónicos https://forms.gle/FbYJGioxAKvkaZPz5, para a oficina na ilha da Terceira, e https://forms.gle/f9xMfETkRkES7QGo6, para a oficina na ilha do Pico.
Os dois programas têm início com um roadshow por 50 territórios, nos quais é dinamizada uma oficina de capacitação e divulgação dos programas e, posteriormente, os 36 projetos selecionados terão a oportunidade de desenvolver os seus negócios através da participação em dois 'bootcamps', cada um constituído por dois dias intensivos de mentoria e formação.
Um terá lugar nos dias 25 e 26 de outubro, em Fornos de Algodres, juntando os participantes das duas temáticas, e o outro a 22 e 23 de novembro, em Loures, para os selecionados do programa 'Taste Up', e na Lourinhã, para os selecionados do programa 'Tourism Up'.
Os programas disponibilizam 5.000 euros em prémio monetário e 500 euros em SEO (Search Engine Optimization) para o 1.º lugar, 1.000 euros para o 2.º lugar e 500 euros para o 3.º lugar, sendo selecionados os vencedores a 5 de dezembro, em Coruche.

Para os empreendedores, a venda da sua start-up pode ser a confirmação de que o trabalho árduo originou algo com valor. Pode também ser um processo traiçoeiro em que acabam por perder o controlo, colocando os próprios interesses em risco. Num artigo publicado na Harvard Business Review, o empreendedor Ben Faw fala-nos da sua experiência e do que aprendeu com este processo.
Foi em fevereiro de 2017 que Ben Faw ganhou esta experiência, quando recorreu a investidores bancários para apoiarem a BestReviews (que fundara com dois colegas três anos antes), uma vez que considerava vender a empresa a um parceiro estratégico. Eis algumas das lições que aprendeu durante todo o processo e que partilhou em discurso direto na Harvard Business Review:
#Não permita que banqueiros, advogados ou outro tipo de consultores tomem conta do processo. Muitos pensam que os banqueiros irão oferecer o resultado perfeito e, no nosso caso, tivemos a sorte de trabalhar com uma equipa maravilhosa da Lazard. Nunca se esqueça que os contratou como conselheiros e isso é precisamente o que irão oferecer: conselhos.
Quando chegou o momento de definir o valor de aquisição, os consultores e os vendedores tinham uma opinião, diferente e nós tínhamos ainda uma terceira, que ficava entre as outras duas, e que acreditávamos ser a mais justa para todas as partes. Foi nela que nos baseámos para tomar as nossas decisões e gerar um resultado que nos satisfez. Se permitir que os seus conselheiros se tornem os decisores, pode acontecer que o resultado não corresponda às suas expetativas e, depois, cabe-lhe a si viver com isso.
#Reconheça os limites dos acordos de confidencialidade. É importante que um acordo impeça as pessoas de divulgarem informação, mas não de a utilizarem para si mesmos. Foi por isso que tivemos muito cuidado na divulgação de informação relacionada com as nossas táticas de pesquisa orgânica, tecnologia e processos operacionais – tudo elementos do segredo do negócio – mesmo para as pessoas abrangidas pelo acordo. Ainda assim, mesmo antes do processo de venda estar concluído, vimos potenciais compradores que tinham lido o nosso memorando confidencial de investimento a replicarem alguns aspetos fundamentos do nosso negócio.
#Invista na conquista da confiança dos seus potenciais compradores. Se não for ao encontro dos seus potenciais compradores para construir relações pessoais, provavelmente está a perder potencial já que as chamadas telefónicas raramente são suficientes. Começámos logo por elaborar uma lista de potenciais compradores (alguns dos quais já eram parceiros ou já tinham mostrado interesse numa possível aquisição) e dedicamo-nos a construir relacionamentos autênticos. Alguns deles partilharam mais tarde que este aspeto foi fundamental na sua decisão de licitar na BestReviews. Lembre-se que um líder de negócios pode estar a colocar a sua reputação em risco quando licita uma empresa. A confiança é importante.
#Contrate cuidadosamente os membros para o conselho de administração. Surgiu-nos a oportunidade de contratar um diretor/conselheiro de topo para o nosso conselho – um especialista em investimentos bancários muito experiente. Contudo, não concluímos a contratação porque ficámos preocupados com a falta de criação de valor e a diluição do capital. Este erro é cometido por muitos empreendedores. Se tivéssemos contratado esta pessoa, ganharíamos experiência, mas também relações privilegiadas com pessoas influentes nas empresas que queríamos que licitassem. Antes de tomar a decisão de trazer alguém para o conselho, questione-se: a pessoa tem bons conhecimentos sobre o negócio e a indústria? Traz ideias ou tem relações que podem acrescentar valor? E, mais importante, tem a motivação, a paixão e o tempo necessários para utilizar esses recursos e criar valor para sua empresa? Se responder afirmativamente a todas estas questões, então talvez valha a pena a contratação.
#Finalmente, lembre-se que este processo é uma maratona, não um sprint. No nosso caso, durou cerca de um ano. Durante esse período foram vários os acordos que não se fecharam no momento final. E, apesar da montanha-russa emocional, vai ter de continuar a gerir a sua empresa durante todo o processo. Na realidade, vai ter de o fazer ainda melhor já que os resultados mais recentes serão sempre determinantes no preço que alguém possa estar disposto a pagar. Se for necessário, contrate talento extra para ajudar, já que haverá, na maioria dos casos, muito trabalho para fazer.

Mike Cannon-Brookes, o bilionário cofundador da gigante australiana de software Atlassian, investiu 10 milhões de dólares na Juvenescence, uma empresa do Reino Unido que está a tentar aumentar a longevidade humana.
A start-up britânica Juvenensce recebeu recentemente um financiamento de 10 milhões de dólares (9 milhões de euros) do magnata australiano Mike Cannon-Brookes. Este foi o mais recente investidor privado numa empresa relacionada com o aumento da vida humana, após investimentos de outros financiadores em outras empresas com atividades semelhantes, como Larry Ellison, fundador da Oracle, ou Jeff Bezos, CEO da Amazon.
A start-up investiga formas de aumentar a esperança média de vida. Atualmente a longevidade da vida humana é de cerca de 72 anos e existem várias start-ups de ciências da vida que estão a investigar com o intuito de ajudar as pessoas a viver mais.
A Juvenescence não está a trabalhar só num único projeto, mas pretende construir um “ecossistema de longevidade”, ou seja, um portefólio de empresas interligadas que trabalham em terapias e tratamentos que poderão permitir que as pessoas vivam uma vida mais longa e saudável.
A start-up emprega cerca de 20 cientistas, investigadores de medicamentos, especialistas em IA e especialistas em finanças para coordenar portefólio, e está a trabalhar também em novos tratamentos para o cancro, diabetes, doenças neurodegenerativas e doenças cardíacas. Até agora, a Juvenescence apoiou 15 empresas, incluindo a AgeX Therapeutics, da Califórnia, e a Fox Bio. Ambas trabalham em terapias que podem melhorar o tecido humano envelhecido.
A Juvenescence já angariou mais financiamento do que qualquer outra start-up da área. A empresa obteve uma avaliação de 500 milhões de dólares (450 milhões de euros) e, de acordo com o Financial Times, irá realizar uma OPI em Nova Iorque no próximo ano.


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