
Nunca é de mais lembrar os livros que podem “fazer a diferença” na vida de um espírito empreendedor. São ferramentas de conhecimento e fontes de inspiração para quem está a ponderar passar das ideias à prática e criar o seu negócio. Eis algumas obras que podem servir de apoio para quem se quer tornar empreendedor.
Para quem já é empreendedor, ou deseja ser, os livros são ferramentas de aprendizagem e de criatividade para ajudar a implementar uma ideia de negócio e a vencer fora do cenário de um emprego tradicional. Depois das sugestões de Bill Gates que apresentámos esta semana, eis mais alguns títulos que podem fazer parte das suas leituras ao longo deste ano.
The Lean Startup: How Today’s Entrepreneurs Use Continuous Innovation to Create Radically Successful Businesses, de Eric Ries
Se é verdade que a maioria das start-ups falha, também é verdade que muitas dessas falhas podiam ser evitadas. Este livro oferece uma nova abordagem que altera a forma como as empresas são criadas e os produtos lançados. Ajuda as empresas que a serem mais inteligentes com o seu capital e a usarem a criatividade para crescer com sabedoria. Segundo o autor, uma start-up eficaz não cria planos de negócios demasiado “fechados”. Em vez disso, os empreendedores devem testar continuamente sua visão e adaptar-se às necessidades. O autor relata situações difíceis, habitualmente enfrentadas pelas start-ups.
Ignore Everybody: and 39 Other Keys to Creativity, de Hugh MacLeod
Neste livro, o autor revela 40 estímulos para a criatividade que ele próprio criou desde o início como um jovem profissional. Hugh MacLeod fala sobre suas ideias e oferece conselhos úteis. Este é um livro útil, especialmente para quem quer aprender sobre o desenvolvimento da criatividade. Apresenta dicas e ideias rápidas, e fáceis de entender, para o sucesso. O ponto principal deste livro é simples: o empreendedor deve forjar o seu próprio caminho.
Rework, de Jason Fried
A maioria dos livros de negócios dá aos leitores uma miríade de instruções sobre como elaborar um plano de negócios, olhar atentamente para a concorrência, encontrar investidores, etc. Este livro é diferente. Revela que estes aspectos não são úteis quando se trata de criar um negócio sustentável. Em vez disso, o autor argumenta que o empreendedor precisa de ter ética e uma exposição produtiva no trabalho.
Escrito de forma inspiradora, o livro desmascara mitos comuns sobre negócios. “Rework2 é um livro otimista que pode inspirar esperança em futuros empreendedores e os seus conselhos aplicam-se à criação de um negócio, mas também podem ser aplicados à criação de uma vida melhor no geral.
Virtual Freedom: How to Work with Virtual Staff to Buy More Time, Become More Productive, and Build Your Dream Business, de Chris Ducker
Os empreendedores não precisam fazer tudo sozinhos, podem criar uma equipa de funcionários virtuais para ajudar a iniciar a empresa. Em “Virtual Freedom”, Chris Ducker, o especialista em outsourcing, explica como obter a ajuda necessária usando recursos remotos. É um guia, passo a passo, para criar uma empresa que trabalha com funcionários virtuais. O autor foca a sua obra no crescimento dos negócios e explica em detalhe tudo o que o empreendedor precisa saber: delegar tarefas, gerir assistentes virtuais, etc. É um ótimo recurso para quem nunca pensou em usar uma equipa virtual ou remota.
Publish and Profit: A 5-Step System For Attracting Paying Coaching And Consulting Clients, Traffic And Leads, Product Sales, And Speaking Engagements, de Mike Koenigs
Neste livro, o autor conduz os leitores através de um processo passo a passo para escrever um livro de sucesso. O que é que isso tem a ver com empreendedorismo? Simples: os clientes de Mike Koenigs são empresários comuns, empreendedores e profissionais de sucesso, porém todos escreveram um livro sobre a sua experiência e isso deu-lhes notoriedade e mais sucesso.
The New Freedom: Ordinary People Are Living Extraordinary Lives & So Can You!, de Rob Cubbon
Para ser um empreendedor é preciso libertar-se do pensamento programado de trabalho das “9 às 5”. “The New Freedom” visa libertar as pessoas dos empregos tradicionais, ensinado-os a criar uma nova vida de trabalho online, a sua própria agenda e realizar um trabalho que tenha significado para cada pessoa. O autor apresenta em detalhe entrevistas que realizou com empresários que encontraram o sucesso recentemente: Justin Cooke, da Empire Flippers, Shayna Oliveira, que ensina inglês como segunda língua online, e Nora Dunn, do The Professional Hobo. Os leitores retiram deste livro os ensinamentos essenciais para trabalhar a partir de casa e uma nova abordagem para uma vida mais feliz.
Talent Is Overrated: What Really Separates World-Class Performers from Everybody Else, de Geoff Colvin
“Talent Is Overrated” foca a importância da prática e perseverança, aperfeiçoadas ao longo de décadas, como as chaves do sucesso, em detrimento do “talento inato”. O autor sublinha que a chave do sucesso é a prática, análise da evolução e as aprendizagens retiradas dos erros cometidos. O livro inclui muitos exemplos científicos e experiências reais, através dos quais o autor assinala que quando as pessoas se esforçam, podem melhorar em qualquer coisa.
The War of Art: Break Through the Blocks and Win your Inner Creative Battles, de Steven Pressfield
O “The War of Art” trata sobre como derrubar as barreiras ao sucesso que os empreendedores podem encontrar. O livro identifica o inimigo interno que muitos empreendedores têm de enfrentar e explica como obter sucesso, apesar das barreiras e opositores. Embora tenha sido escrito dirigido a escritores, muitos outros profissionais identificaram-se com a mensagem, desde empresários a atores.
The Daily Entrepreneur: 33 Success Habits for Small Business Owners, Freelancers and Aspiring 9-to-5 Escape Artists, de S.J. Scott e Rebecca Livermore
Este é um livro para pessoas que desejam ser freelancers ou estão à procura de uma fonte de rendimento adicional. Mas ser autónomo muitas vezes não traz o rendimento ambicionado e segredo do sucesso pode estar na construção de hábitos diários específicos.
O autor evidencia o poder que os hábitos podem ter no desenvolvimento e mostra ao leitor como os usar para superar desafios comuns. Uma particularidade deste livro é estar organizado de acordo com os desafios que todos enfrentam diariamente. Descreve 33 hábitos de mudança de vida que têm o potencial de aumentar a capacidade de superar obstáculos e alcançar objetivos. O livro é adequado para empresários que queiram incluir métodos eficazes no seu quotidiano para aproveitar melhor cada dia e otimizar a produtividade.
The Hard Thing About Hard Things: Building a Business When There Are No Easy Answers, de Ben Horowitz
Ben Horowitz, um empreendedor de sucesso, oferece conselhos práticos sobre como administrar uma start-up. O autor analisa os problemas com que os líderes se deparam regularmente e partilha o conhecimento que obteve ao desenvolver e administrar as suas próprias empresas.
Trata-se de um livro envolvente e divertido porque o autor usa as letras das suas canções de rap favoritas para partilhar a sua visão dos negócios. Transforma assuntos sérios, como despedir amigos, numa leitura mais ligeira e fácil.

Comunicar através das redes sociais é cada vez mais essencial na vida das empresas e o Instagram enquadra-se nesta tendência. A plataforma tem aumentado a sua importância em termos comerciais e, por isso, nada melhor que ficar a conhecer as aplicações que podem ajudar a criar, editar e planear as fotografias e vídeos com mais eficácia para obter melhor retorno.
Para empresas de pequena dimensão, com poucos recursos humanos e materiais, a utilização eficaz das redes sociais pode ser um poderoso aliado para o sucesso e crescimento da empresa. Se a sua empresa é daquelas que aderiu ao Instagram é importante ter as melhores ferramentas para a criação, edição e planeamento de forma a garantir que os conteúdos colocados no perfil da empresa ou marca captam a atenção dos potenciais clientes. Afinal nenhuma empresa ou start-up quer ter um feed obsoleto e pouco atraente.
Existem algumas aplicações adicionais que podem ajudar os empreendedores a melhorar o seu perfil nesta rede social e, por conseguinte, a construírem e desenvolverem uma base de clientes mais forte, além de criaram uma imagem mais diferenciadora. O Business Inside reuniu alguns exemplos de apps que podem dar-lhe uma ajuda para tornar o seu Instagram mais atraente em 2020. Eis 10 apps que o podem ajudar a sua marca ou projeto mais atraente no próximo ano.
Preview
Custo: Gratuito para recursos básicos. A subscrição profissional base custa 6,67 dólares (5,9 euros) por mês.
A visualização prévia permite que os utilizadores vejam antecipadamente como cada fotografia será exibida no Instagram, o que pode ser útil se a empresa quiser dar uma aparência uniforme à sua conta. A aplicação também oferece ferramentas gratuitas de edição e filtros. Com a subscrição é possível rastrear as hashtags e realizar análises da conta com melhor desempenho.
Planoly
Custo: gratuito para dois perfis, até 30 uploads por mês. O valor base das contas profissionais começa em 7 dólares (6,2 euros) por mês.
Esta aplicação permite agendar a publicação de conteúdos da empresa e, desta forma, planear e ver como é que o feed vai ficar.
Stories Edit
Custo: Gratuito
O Stories Edit é uma ferramenta de design da Planoly e permite criar histórias interessantes no Instagram mesmo sem ter um designer gráfico na empresa.
UNUM
Custo: Gratuito no plano base que permite até 500 uploads por mês. Para mais uploads e recursos é necessário fazer subscrição (a partir de 6,99 dólares – 6,2 euros).
O UNUM serve para organizar o feed do Instagram e planear o conteúdo. É uma forma útil de ver o alinhamento dos posts futuros e para garantir que o feed é dinâmico e representativo da marca.
Lightroom
Custo: Gratuito para maioria dos recursos. Os planos premium começam em 4,99 dólares (4,4 euros) por mês.
Para uma rede social onde a imagem é tudo, aplicações como o Lightroom podem ser um aliado para o sucesso. Consiste numa das mais avançadas apps de edição de fotografias, mesmo na versão gratuita. Produzido pela Adobe, que também criou o Photoshop, tem várias semelhanças na forma de tratar as imagens, concretamente na cor e exposição. Também possui predefinições para uma edição mais fácil.
VSCO
Custo: Gratuito nas pré-definições básicas. As subscrições custam 19,99 dólares (9,88 euros) por ano para aceder a mais de 200 definições e recursos adicionais.
“VSCO” tornou-se numa buzzword em 2019, devido aos milhares de adolescentes que usam a app e criaram uma tendência estética baseada nos filtros e recursos da aplicação. Mas a app é mais do que uma buzzword. Possui ferramentas de edição para editar fotografias assim como filtros predefinidos que adicionam instantaneamente cor e intensidade às imagens.
A Color Story
Custo: Gratuito para os recursos básicos. A subscrição anual custa 24,99 dólares (22,4 euros).
Esta aplicação possui centenas de filtros, efeitos e ferramentas para diversos estilos, tendências e cores. A app permite que os utilizadores personalizem filtros, façam o planeamento do conteúdo e editem várias fotografias em conjunto. Uma assinatura anual dá acesso a mais filtros e recursos, como a ferramenta Color+, que ajusta a matiz, a saturação e a luminescência.
ImgPlay
Custo: Gratuito para recursos básicos. Mais recursos a partir de 1,99 dólares (1,7 euros).
O ImgPlay serve para criar GIFS ou vídeos curtos, juntando animações, texto e filtros para obter efeitos divertidos.
Unfold
Custo: Gratuito nos recursos básicos. Para mais fontes e modelos 0,99 dólares/0,89 euros (taxa única por cada).
Para as histórias no Instagram, a Unfold é uma aplicação que formata fotos e texto em modelos pré-definidos que se assemelham à aparência das páginas de revistas. O Unfold é útil na criação de IG Stories únicos e distintos.
Canva
Custo: Grátis para designs ilimitados. Subscrição profissional para fontes, modelos e outros recursos a partir de 9,95 dólares (8,9 euros) por mês.
O Canva é um programa de design gratuito que possui modelos em branco e pré-definidos para desenvolver conteúdos para redes sociais. Além disso permite fazer folhetos, menus, posters, logótipos e qualquer documento que seja possível imprimir ou partilhar. Ao subscrever a versão profissional é possível personalizar um número ilimitado de designs com gráficos, fotografias e marcas.

O BlockStart já está a receber candidaturas de developers e start-ups com projetos baseados em blockchain.
Incentivar a adoção de tecnologia blockchain em pequenas e médias empresas (PMEs) e, simultaneamente, apoiar e validar projetos inovadores nesta área é o objetivo do programa promovido pelo BlockStart, o consórcio europeu liderado pela Bright Pixel, em parceria com a comunidade tecnológica F6S e a consultora de inovação CIVITTA.
As candidaturas estão a decorrer até dia 10 de fevereiro e destinam-se a developers e start-ups que desenvolvam soluções baseadas em blockchain aplicadas aos setores do retalho, fintech e tecnologias de informação e comunicação.
“Este projeto europeu é bastante ambicioso, pelas várias frentes que pretende abordar. Arrancamos agora com uma call para encontrar as soluções mais inovadoras para depois começarmos à procura das PMEs que as irão implementar e validar. Acreditamos que este modelo de validação do mercado irá permitir a muitos projetos crescerem e melhorarem mais rapidamente, promovendo, por consequência, uma mais rápida adoção da tecnologia blockchain pelas empresas”, explicou Celso Martinho, cofundador e CEO da Bright Pixel.
Esta é a primeira de três calls que o BlockStart tem planeadas para os próximos dois anos. O objetivo é apoiar 60 empreendedores e 60 PMEs, sendo que a Comissão Europeia tem cerca de 800 mil euros para o efeito.
Findas as candidaturas, serão selecionados 20 programadores e start-ups que, além de receberem até 20 mil euros em financiamento, terão mentoria e a possibilidade de fazer pilotos comerciais. Os projetos selecionados serão apresentados durante o Pixels Camp, previsto para o período de 26 a 28 de março do próximo ano.
O consórcio BlockStart pretende dar a conhecer a pequenas e médias empresas o potencial da tecnologia de blockchain através da implementação de soluções ino

Já foram aprovadas 20 participações, a maior parte de empresas de sectores tradicionais. As candidaturas podem ser feitas até 31 de dezembro.
As candidaturas à 8ª edição do Prémio EY Entrepreneur of the Year (EoY) que, como o nome indica, distingue o melhor gestor/empresário em Portugal, terminam já no próximo dia 31 de dezembro. A participação é gratuita, feita online aqui, e pode ser espontânea ou uma iniciativa de outros elementos da empresa onde trabalha o candidato, contudo “caberá ao empreendedor decidir se formaliza ou não a sua candidatura”, pode ler-se na página dedicada ao prémio.
EY quer mais mulheres no prémio Entrepreneur of the Year
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De acordo com o responsável pela área de desenvolvimento de negócio da EY em Portugal, Luís Florindo, até ao momento foram entregues “cerca de 25 nomeações ou candidaturas no sistema”, sendo que “destas, após contacto com os nomeados e aplicação das condições de acesso do programa temos confirmadas cerca de 20 candidaturas, algumas das quais ainda em fase de preenchimento”.
É que a participação neste prémio está sujeito a vários critérios de elegibilidade. Assim, só podem candidatar-se ou serem propostos até três elementos da mesma empresa e, cada um deles terá de deter, pelo menos, 10% do capital social e ter funções executivas ou de presidente há pelo menos dois anos.
Além disso, a empresa ou grupo de empresas tem de “estar estabelecida em Portugal há, pelo menos, três anos; apresentar um volume de negócios anual superior a 2,5 milhões de euros; ter um capital maioritariamente nacional e o centro de decisão em Portugal; ter apresentado um resultado líquido positivo no último ano de atividade e possuir um mínimo de dez colaboradores”, pode ler-se no site do prémio. Ou seja, tanto pode ser uma empresa histórica como uma mais recente. Por exemplo, o vencedor da edição anterior foi António Rios Amorim, da Corticeira Amorim, uma empresa fundada em 1870. E no lote de concorrentes estava, por exemplo, Nuno Sebastião, da Feedzai, uma startup da área da tecnologia criada em 2011.
Podem ainda ser empresas de todas as áreas de negócio, ainda que, neste momento, a maioria dos candidatos são de empresas dos “chamados sectores tradicionais”, como o retalho, hotelaria, construção, indústria ou saúde.
Além disso, ao contrário do desejado pela EY, nos 20 candidatos “mantém-se, por enquanto, o panorama de edições anteriores: a esmagadora maioria das candidaturas já entradas é de empreendedores do género masculino”, lamenta. Contudo, acrescenta, “atendendo a que aumentámos o esforço de contacto com empreendedoras, ainda estamos a tentar alterar esta situação”.
De facto, ainda faltam alguns dias até ao dia 31 de dezembro e, tal como se verificou em edições anteriores, há sempre candidaturas que chegam nos últimos dias. “É normal termos, nesta altura do ano, pedidos de algum tempo adicional para que os possíveis candidatos reflitam sobre se querem ou não participar, com algumas decisões positivas a ocorrerem já no final do prazo”.
“São bastante frequentes as situações em que o ou a empreendedora entendem que, tratando-se de um prémio dirigido à pessoa e não à empresa, não devem participar”, adianta Luís Florindo.
Nestes casos, e apesar de aceitarem a decisão “com naturalidade”, a EY aproveita para “realçar que o prestígio do prémio se estende à equipa de gestão e a todos os colaboradores da empresa”.
“O que o EOY procura fazer sobressair é que teve de haver alguém a definir o projeto, a escolher a equipa, a criar uma cultura de empresa e a manter-se firme quanto à estratégia a seguir. Nenhuma pessoa consegue, de forma isolada, assegurar o sucesso de uma organização. Mas as pessoas que conseguiram, contra todas as adversidades, construir uma equipa que levou a empresa ao sucesso, merecem ser reconhecidas e que o seu exemplo sirva como fonte de inspiração para outros empreendedores”, explica Luís Florindo.
Os passos seguintes
Findo o período de candidaturas, “uma equipa sénior” fará “uma entrevista pessoal com o empreendedor, com o objetivo de aprofundar o conhecimento da personalidade e do seu projeto”, passando depois essa informação para o júri que escolherá um total de seis finalistas de todo o lote de concorrentes, pode ler-se na página do prémio.
Esta é a primeira fase do processo de seleção do vencedor, com os seis nomes a serem conhecidos em fevereiro de 2020. A fase seguinte será a “escolha, de entre os finalistas, do EY Entrepreneur of the Year e dos troféus para os empreendedores que se destaquem na vertente Internacional e Inovação”, uma espécie de menções honrosas que também são atribuídas pela consultora.
O anúncio será em março de 2020, sendo que o vencedor representará Portugal no EY World – Entrepreneur Of The Year, em junho de 2020, “disputando o galardão de melhor empreendedor global com os vencedores das edições realizadas em mais de 60 países”.

A empresa que desenvolve um software de comunicação em redes mesh captou a atenção do fundo alemão innogy Innovation Hub, da EDP Ventures, Caixa Capital, Deutsche Telekom, entre outros investidores.
startup portuguesa HypeLabs fechou uma ronda de investimento de 3 milhões de dólares (cerca de 2,7 milhões de euros), anunciaram os responsáveis esta quarta-feira em comunicado. A operação foi liderada pelo fundo de investimento alemão innogy Innovation Hub e contou com a participação dos portugueses EDP Ventures, Caixa Capital, NovaBase Capital, da empresa alemã Deutsche Telekom, da britânica Mustard Seed e da americana AngelPad.
Fundada em 2016 no Porto, a HypeLabs é uma startup que desenvolve um software de comunicação em redes mesh (rede sem fios em malha, que substiu a que é criada por um router), que funciona com qualquer sistema operativo e canal de transporte, usando o Bluetooth e o Wi-Fi.
“Num mundo onde vemos dispositivos mais conectados e inteligentes nas nossas vidas diárias, é necessário surgirem novos paradigmas de comunicação. O nosso objetivo é conectar todos os dispositivos de forma simples, mesmo em situações previamente impossíveis, construindo redes que se auto configuram, ajustam, aperfeiçoam e protegem. É hora de trazer inteligência para a pilha de rede”, afirmou o presidente Carlos Lei Santos em comunicado.
Com este investimento, a empresa liderada por Carlos Lei Santos pretende fortalecer a equipa, duplicando-a, expandir internacionalmente, procurar novos clientes e focar-se num mercado que considera chave, o da energia.
Atualmente, a startup conta com mais de 2500 programadores que utilizam esta tecnologia e assinou projetos com algumas empresas líderes em setores como o da energia, espaço, entretenimento e organizações não governamentais. Na capital do Zimbabwae, há uma comunidade que está ligada à internet graças à tecnologia da HypeLabs.
Kerstin Eichmann, do Innogy Innovation Hub, explica que “o que torna a HypeLabs especial é que não depende de hardware ou canais de rádio específicos para gerir a rede”. Financiado pela empresa alemã innogy SE, este fundo tem um portefólio de investimentos que ronda os 162 milhões de euros.


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