
A Sociedade de capital de risco do Estado, Portugal Ventures está de novo a procurar projetos de empreendedorismo nas ilhas dos Açores e quer investir 500 mil euros por empresa.
De acordo com a nota explicativa deste investimento, o objetivo é as empresas estarem nas seguintes fases: pre-seed, seed, early stage ou growth. As candidaturas estão abertas até dia 6 de fevereiro.
Com 500 mil euros para investir em cada startup, empresa ou projeto, a sociedade de capital de risco do Banco Português de Fomento procura negócios nacionais ou regionais, com sede ou atividade na região, que atuem em setores “considerados de interesse para o desenvolvimento do empreendedorismo nos Açores” e que tenham capacidade para se tornarem globais.
Entre as áreas em que procuram projetos estão o turismo, ciências da vida, tecnologia, espacial, energia, agroindustrial, indústria florestal e indústria do mar, entre outras.
Para se candidatarem as empresas terão de ser:
- Empresas ainda não constituídas nos Açores, mas dispostas a constituir a empresa, deslocalizar a sede ou abrir uma filial na região, e que planeiem desenvolver atividades com impacto económico relevante nos Açores, nomeadamente ao nível da contratação ou deslocalização de recursos humanos e ao desenvolvimento de relações comerciais e estratégicas com empresas e centros de I&D da Região Autónoma.
- Empresas que terão de ser constituídas como Sociedades Anónimas. Caso a empresa já esteja constituída e não seja uma Sociedade Anónima, terá de ser transformada aquando do investimento;
- Empresas constituídas com atividade localizada nos Açores e que cumpram os seguintes critérios: Ser uma PME, ter situação regularizada, apresentar caráter inovador em bens transacionáveis e serviços que promovam, direta e/ ou indiretamente, o reforço da capacidade de exportação dos Açores e a projeção externa, planear o desenvolvimento de novos produtos e o financiamento de projetos inovadores ao nível de processos, produtos, organização ou marketing e desenvolver projetos de crescimento, expansão e internacionalização;
No dia 24 de janeiro, a sociedade de capital de risco vai promover um webinar para apresentar as condições de elegibilidade desta iniciativa, via Zoom, às 15h30 (hora Portugal Continental) e 14h30 (hora Açores).
Com o Com o objetivo de promover práticas de empregabilidade sustentáveis e inclusivas, a Arboreall quer ajudar as empresas a selecionarem e a gerirem talento com base na unicidade de cada pessoa e nos requisitos específicos da organização. A plataforma foi criada por Margarida Partidário e agora precisa de investimento para passar ao próximo nível.
Com um percurso profissional e académico pleno – está a fazer um doutoramento em gestão, com especialização em recursos humanos -, Margarida Partidário decidiu aventurar-se no empreendedorismo e criar a sua própria empresa. O foco foi para a área de recrutamento de talento das organizações e assim nasceu a Arboreall, uma ferramenta de análise de talentos baseada nos insights comportamentais que permite às empresas avaliar e gerir melhor os seus recursos humanos.
Margarida Partidário explicou ao Link To Leaders que o projeto que criou em 2020 tem como norte criar o futuro do curriculum vitae. Na sua opinião, o currículo vitae ainda não sofreu a transformação digital. “Sofreu uma adequação digital ao migrar de um formato físico para um formato digital, mas a sua essência está fortemente assente nas competências técnicas e nós somos muito mais do que o nosso conhecimento técnico”, afirma.
Com uma equipa composta por três perfis muito seniores e 6 membros da equipa dedicados ao seu desenvolvimento, a Arboreall passou por um processo de construção que levou ao que é hoje a sua proposta de valor. “Nesta era digital considerarmos que uma empresa não pode avaliar candidatos sem primeiro se avaliar a ela própria”, refere a mentora da start-up.
Margarida Partidário lembra que são vários os estudos que revelam que muitas pessoas assumem ponderar abandonar as suas empresas em plena crise económica. O que as leva a ponderar abandonar as empresas e o que podemos fazer de alguma forma fazer para solucionar o problema, foi a questão que se colocou.
Começou a dedicar-se ao projeto, em 2020, quando teve o apoio do Startup Voucher, mas a empresa só foi constituída em 2021. “Tem sido um processo de validação longo. Estamos a interferir com algo muito vital das empresas e tem de haver uma base científica, tem que haver uma premissa sólida e uma estrutura que nos dê confiança ao que estamos a fazer”, salienta.
Encontrar o match entre empresa e colaborador
O processo adotado pela Arboreall, explica a sua fundadora, passa por, através de uma solução de data analitics (uma plataforma que faz uma leitura da empresa), ver “como podemos entender a empresa e o candidato e perceber se efetivamente existe um match. Porque o que acontece hoje em dia é que a empresa não tem estes dados concretos sobre si. Define critérios que ficam fortemente assentes na validação de competências técnicas, mas se é certo que entramos nas empresas pelas nossas competências técnicas, também é certo que abandonamos as empresas quando o nosso padrão comportamental e humano não é compatível com o da empresa. E isto tem ganho grandes proporções, especialmente nas gerações mais novas, que agora procuram um propósito, uma causa organizacional com a qual se identificam”, esclarece Margarida Partidário.
A plataforma Arboreall já permite fazer a leitura da empresa, do candidato, conectar os colaboradores à empresa, para esta, depois de ter estes dados globais do seu coletivo e, com base nisto, iniciar então o processo de recrutamento onde vai poder contrastar estas afinidades.
Ao longo do último ano, a Arboreall testou um MVP [Minimum Viable Product] do lado dos profissionais, com 1300 pessoas, e conseguiu 1000 utilizadores, em três meses, com zero euros investidos. Também testou a plataforma com uma empresa de RH que recruta perfis digitais para perceber, em contexto real, como é que a empresa reagia ao produto e que feedback tinha para poder melhorar.
“Processados todos os feedbacks, construímos o produto que está agora disponível e com o qual estamos à procura dos primeiros investidores, dos primeiros parceiros, para nos ajudarem a alicerçar de forma sólida, estruturada e ponderada”, refere a mentora da Arboreall.
Com uma planificação a três anos, neste primeiro ano está contemplada a continuação do desenvolvimento de produto, depois a promoção, a equipa e o licenciamento de marca a nível internacional, porque a nível nacional está feito. O investimento de que precisa é para pôr em marcha todos estes processos.,
Um percurso marcado pela resiliência
Como a própria Margarida Partidário diz “falar da Arboreall é um declinar de uma jornada pessoal”. Trabalha desde muito nova e mesmo durante o percurso académico manteve a mesma rotina de trabalho. Hoje, considera que “tem um percurso atípico porque, por norma, quem constrói uma start-up de base digital e tecnológica são engenheiros que vêm do background puro e duro de tecnologia”.
O seu percurso é diferente, uma vez que vem da área da criação, gestão e inovação de marca. Fez um curso profissional de artes gráficas, seguiu-se a licenciatura em design e comunicação. A partir daqui dá-se uma mudança física para Barcelona para fazer um master voltado para a criação, gestão e inovação de marca.
De regresso a Portugal, e depois de algumas experiências profissionais que a “ajudaram a crescer”, constatou que “ninguém me poderia dar uma oportunidade melhor do que aquela que eu poderia dar mim mesma”. Fez, por isso, uma mudança grande na sua vida, abrindo mão de uma série de bens materiais, para dar vida à Arboreall e dar forma ao seu sonho.
Resumo:
Responsável: Margarida Partidário
Área: Gestão de talentos
Produto: Plataforma
Mercado: Português
Necessidade: Investimento
Contacto:Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Site: https://arboreall.com/#/

Certificada pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Roménia, a empresa especializada em consultoria técnica procura investidores/parceiros internacionais interessados em implementar projetos de investimento no país.
Empresa romena está a oferecer apoio no desenvolvimento de grandes projetos de infraestruturas rodoviárias de interesse nacional ou europeu, projetos de investimento em infraestruturas de irrigação, projetos de desenvolvimento urbano, entre outros.
Certificada pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Roménia, para o design técnico de sistemas de regadio e de melhoria de terras e também certificada com ISO 9001/ 14001, a empresa disponibiliza consultoria técnica para financiamento de projetos, preparação de documentação técnica e económica dos investimentos, engenharia especializada, engenharia geral e industrial nos seguintes domínios: construção e arquitetura, abastecimento de água e sistemas de esgotos, instalações elétricas e térmicas, reabilitação e modernização de estradas, levantamentos topográficos e arquitetura paisagística.
A empresa está à procura de investidores e ou parceiros – design técnico ou empresas de obras civis e industriais – interessadas em implementação de projetos complexos de investimento na Roménia. Está interessada em participar em consórcio internacional para procedimentos de licitação pública da Roménia, ou do estrangeiro, e em estabelecer parcerias com base em acordo comercial, outsourcing ou acordo de investimento.
Resumo:
Área: Consultoria técnica
Produto: Construção/industrias intensivas
Mercado: Internacional
Necessidade: Investidores e/parceiros
Contacto: Consultar site de acesso
Referência: BRRO20221215024

A Portugal Ventures (PV) tem em curso o processo de inscrições para mais uma edição da INNOV-ID. Promover o acesso de projetos de âmbito científico e tecnológico a financiamento de capital de risco é o objetivo.
Realizada em parceria com a Agência Nacional de Inovação (ANI) a 3.ª edição da Call INNOV-ID, da Portugal Ventures (PV), destina-se a projetos de âmbito científico e tecnológico, nas fases Pre-Seed, Seed ou Early-Stage, que possuam tecnologia desenvolvida, mas que ainda estejam em fase de protótipo, prova de conceito ou em validação de product-market-fit com potencial de crescimento e escalabilidade no mercado global.
São elegíveis projetos/soluções que contribuam, de forma direta ou indireta, para um destes eixos, a saber: descarbonização da economia; sustentabilidade de processos, produtos e materiais; eficiência e sustentabilidade energética; e circularidade da economia.
A Portuval Ventures está disponível para investir 100 mil euros por projeto. Refira-se que os investimentos do INNOV-ID têm como objetivo financiar as empresas numa fase inicial, de modo a que estas tenham a capacidade necessária para atingirem fases de maior desenvolvimento que lhes permitam angariar novas rondas de capital.
As candidaturas para a call INNOV-ID terminam a 27 de janeiro. Devem ser submetidas, exclusivamente, através de uma das entidades da Rede Ignition Partners Network da Portugal Ventures.

Dos Açores para o mundo. Este podia ser o lema da Redcapig, start-up açoriana que está a desenvolver um vídeojogo com carros de combate e que fará parte do consórcio Madeira eGames Lab. O projeto envolve uma verba de 31 milhões de euros e vai criar 250 postos de trabalho na área dos vídeojogos.
A Redcatpig anunciou que fará parte do consórcio Madeira eGames Lab, projeto financiado com 31 milhões de euros ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o que lhe permitirá abrir um estúdio na Madeira. O consórcio, liderado pela Wow Systems, ficou classificado em segundo lugar entre as 64 propostas iniciais. Destas 51 foram aprovadas, representando um investimento total de 7,6 mil milhões de euros a serem executados até ao fim de 2026.
Segundo a Redcatpig, “este é o maior investimento no desenvolvimento de vídeojogos em Portugal, com o objetivo de concretizar 14 novos títulos num período de 3 anos” e representa um passo importante para a start-up açoriana.
“Ter a oportunidade de integrar uma iniciativa desta magnitude para a indústria de gaming é algo de que nos devemos orgulhar”, afirma Marco Bettencourt, CEO e fundador da Redcatpig. “Mas isto não é sobre nós, é sobre poder fazer uma real diferença a partir da região da Madeira que entendeu o potencial da indústria de videojogos”, acrescentou o responsável.
Para Miguel Faria Campos, CEO da Wow Systems e líder do consórcio, “a indústria dos vídeojogos é uma indústria de entretenimento e é das maiores do mundo. Este projeto irá criar cerca de 250 postos de trabalho qualificados”.
Com o objetivo de capitalizar a competitividade da indústria de videojogos a nível global, 22 entidades entre universidades, instituições públicas e privadas juntaram-se para criar a Madeira eGames Lab. Gigantes como a Sony Playstation, a Amazon e a Dell já se associaram ao consórcio.
A Redcatpig tem estado a desenvolver o seu jogo de combate com veículos chamado KEO, que foi o grande vencedor da quarta edição dos Prémios PlayStation Portugal e cujo lançamento oficial está previsto para breve no Steam. E prepara-se agora para abrir mais um estúdio na Madeira ao abrigo da Madeira eGames Lab.


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