Há pelo menos 270 startups portuguesas que vão participar na edição de 2017 da Web Summit. O número foi dado pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, em conferência de imprensa esta segunda-feira.

A duas semanas do evento, são esperados seis mil participantes nacionais na cimeira tecnológica.

“Contando com as 150 startups do programa Road 2 Web Summit, podemos esperar um total de 270 startups portuguesas na Web Summit deste ano”, indicou Manuel Caldeira Cabral num evento realizado no Ministério da Economia para apresentar a edição de 2017 do programa Inspire, que vai proporcionar 10 mil bilhetes a 7,5 euros para jovens entre os 16 e os 23 anos.

Entre startups e empresas haverá 350 representantes portuguesas na cimeira.

O ministro da Economia lembrou também que a preparação para esta edição da Web Summit começou com vários meses de antecedência, “com a cooperação das várias áreas do Governo.

Queremos que este evento seja um sucesso e temos uma equipa de trabalho em parceria com a organização. Apostamos também na valorização do evento junto dos investidores e empreendedores”.

Paddy Cosgrave, CEO da Web Summit, também esteve na apresentação e adiantou que pelo menos seis mil participantes na cimeira serão portugueses.

Além disso, haverá 42% dos participantes serão mulheres, percentagem superior à registada na edição de 2016.

O irlandês assinalou ainda um “grande crescimento” dos participantes chineses. A edição da Web Summit de 2017 está marcada para os dias 6 a 9 de novembro na FIL e na Altice Arena.

 Vai contar com 60 mil participantes e mais de 1000 oradores, como António Guterres (secretário-geral da ONU), Sean Rad (CEO e fundador do Tinder), Sara Sampaio (modelo) e António Horta Osório (banqueiro).

Arrancou o TechShare, o programa que ajuda empresas a entrarem para a bolsa. Uma iniciativa da Euronext que tem vindo a receber cada vez mais candidaturas, ano após ano.

Arrancou na passada sexta-feira a 3ª edição do TechShare, uma iniciativa da Euronext que pretende ajudar empresas e startups a entrarem para a bolsa, através de formações dadas por várias entidades na área. No programa estão inscritas seis empresas portuguesas e o número de candidaturas tem vindo a aumentar, ano após ano.

A 3ª edição do TechShare recebeu, este ano, cerca de doze candidaturas, das quais seis foram selecionadas. As empresas não precisaram de muito para se inscrever no programa, apenas “alguma história para contar e interesse em aprender, e atuem na área tecnológica“, diz Pedro Wilton, senior acount manager da Euronext Lisboa. Passado o processo de candidatura, as empresas são selecionadas com base em critérios de diversificação dentro dos diferentes subsetores.

O programa pretende ajudar as empresas e startups tecnológicas a entrarem para o mercado de capitais, devido ao interesse que o setor tem para a Euronext. Pedro Wilton explica que “estar cotado é liberdade, é desenvolver as próprias estratégias e negócios, tendo acesso ao financiamento“. Filipa Franco, diretora de mercados da Euronext, refere que o mercado de capitais tem “muitos instrumentos disponíveis para financiar essas empresas”.

Serão dez meses de formações, com sessões académicas, seminários técnicos e sessões de formação individuais e em grupo, realizadas em parceria com algumas entidades especializadas na área: BPI, JLM&A, KPMG e Morais Leitão Advogados, que permitirão às empresas, no fim do programa, estarem preparadas para avançarem com a entrada em bolsa. O objetivo desta iniciativa é familiarizar os empresários com o mercado de capitais e aconselhá-los sobre o melhor caminho a seguir para a sua admissão à cotação em bolsa.

 

Mercado de capitais é sinónimo de visibilidade

É a primeira vez que o BPI faz parte desta iniciativa e João Sousa Leal diz ver com bons olhos o TechShare. “O mercado de capitais está muito estigmatizado e, por isso, exige preparação“, diz. Por sua vez, Eduardo Paulino, sócio da Morais Leitão Advogados sublinha a importância que a iniciativa tem para estas empresas, explicando que “no universo das startups, a mentalidade de abordagem é bastante diferente do que é o mercado de capitais”. Para João Sousa Leal, da KPMG, entrar para a bolsa permite o “acesso facilitado a fundos, pois mesmo que se disperse a maioria do capital, o controlo permanece nos investidores”.

 

Durante toda a reunião de apresentação das empresas selecionadas, que decorreu esta manhã de sexta-feira, o mercado de capitais foi o tema central, havendo sempre concordância quanto à sua importância para as empresas. Para João Sousa Leal, “a via do crescimento [das empresas] é olhar para o mercado de capitais“, depositando nas empresas e nos empresários portugueses a esperança de que estes percebam “que esta via é essencial”. Também Pedro Wilton acrescentava que “as empresas precisam de mais visibilidade” e que “a bolsa é uma ferramenta muito poderosa para acrescentar visibilidade à empresa”.

Web Summit aumentou de 6.000 para 10.000 o número de bilhetes para jovens com menos de 23 anos, alargando o programa Inspire.

Paddy Cosgrave foi claro: não quer lugares vazios no Web Summit. Por isso, depois de o Governo ter aumentado de 67 para 150 o número de startups portuguesas a participar no Road 2 Web Summit — com entradas a preço especial — Paddy voltou a Lisboa para anunciar que vai alargar o programa Inspire — bilhetes a preço simbólico de 7,50 euros para jovens entre os 16 e os 23 anos — de 6.000 para 10.000 participantes.

Inspire: Web Summit vai oferecer 10.000 meios bilhetes

 “Não queremos lugares vagos. Sabemos que isso não é bom”, disse o CEO do Web Summit.

“Cresci numa quinta e, para quem como eu fez isso, acho que a palavra empreendedor não existia. As aspirações eram ir para a faculdade, arranjar um emprego estável e trabalhar por conta de outra pessoa. O programa Inspire serve para dar uma ideia da quantidade de inspiração. É muito importante que, para estes jovens que não têm a hipótese de ir ao Web Summit, possam ter uma pequena amostra do que podem encontrar, pessoas que fazem coisas incríveis no mundo inteiro“, explicou Paddy Cosgrave, CEO do Web Summit, esta tarde no Ministério da Economia, em Lisboa.

Paddy Cosgrave já está em Lisboa, numa altura em que faltam duas semanas para o maior evento de tecnologia e empreendedorismo do mundo. No Ministério da Economia, esta tarde, Paddy e Caldeira Cabral anunciaram o alargamento do programa Inspire, para 10.000 jovens sub-23 anos. O evento decorre entre 6 e 9 de novembro, no Altice Arena e na FIL, na capital portuguesa.

Sobre a continuação do evento mundial na capital portuguesa depois do contratado com o Governo — novembro de 2019 — Paddy Cosgrave disse que “gostava de ficar aqui mais e mais anos” mas, no final, tudo dependerá da capacidade do espaço escolhido. “Era uma conferência de tecnologia mas agora é muito mais do que isso”, disse, sublinhando que a lista de participantes integrará sempre mais de 60.000 pessoas de mais de uma centena de países do mundo.

Mariana de Araújo Barbosa

 

A Cleverti, empresa tecnológica portuguesa dedicada a aumentar a capacidade de resposta das empresas aos seus projetos de software, volta também a estar presente neste evento de referência, perspetivando superar a participação de 2016.

Para Carlos Coutinho Silva, CEO da Cleverti, a Web Summit “é um palco extremamente importante para a Cleverti, porque nos permite um contacto muito direto e intenso com potenciais clientes e parceiros, e também com o tipo de talento profissional que pretendemos atrair. Isto facilita o esclarecimento de questões e ajuda-nos a mostrar a qualidade dos nossos serviços “, explica.

Carlos Coutinho Silva relembra que “a edição do ano passado permitiu estabelecer contactos importantes que deram maior visibilidade à Cleverti e geraram novos projetos, e este ano queremos atrair ainda mais oportunidades”.

Já César Fonseca, Market diretor da Cleverti admite que “na Web Summit somos interpelados por pessoas de uma grande variedade de empresas e sectores, com um foco comum na tecnologia. Na era altamente digital em que vivemos, muitas destas empresas têm necessidade de desenvolver os seus projetos de software de uma forma muito dinâmica mas sem perder a confiança, e a experiência que a Cleverti já tem neste tipo de abordagem é uma clara mais-valia”.

Neste momento a Cleverti procura sinergias para expandir a sua operação no mercado português, para além de procurar captar o interesse dos melhores talentos presentes para virem desenvolver a sua carreira na empresa.

No mercado há mais de sete anos e operando através dos seus Centros de Competência em Lisboa, a oferta da Cleverti cobre todo o ciclo aplicacional, incluindo desenvolvimento, testes, suporte e segurança de software. A Cleverti tem vindo a conquistar clientes na Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça, para além de Portugal.

Fernanda Pedro

Dublin, Hong Kong, Singapura, Londres e Lisboa são algumas das cidades na lista de ofertas de trabalho da Web Summit Careers.

A poucos dias do evento mundial — que decorre em Lisboa entre 6 e 9 de novembro –, o Web Summit anuncia 50 vagas de trabalho em áreas ligadas a áreas como Marketing, Vendas, Gestão e Informática. A maioria das ofertas são destinadas a cargos em Dublin, mas os candidatos também poderão concorrer a postos de trabalho em Lisboa, Nova Iorque, Londres, Hong Kong, entre outras cidades.

As oportunidades de trabalho organizam-se em 11 categorias, entre as quais Analytics, Data + Marketing, Engenharia e Vendas. Há também vagas em Design, Business Intelligence, Account Management e Sales Training.

No site do evento, trabalhar para o Web Summit assenta em três pilares: Saúde, Trabalho e Social. A organização garante que os seus empregados olhem pela sua saúde mental e física, nomeadamente com aulas de ioga e ginásio gratuitos. Nas instalações de Dublin, a Web Summit garante alojamento para os seus trabalhadores nos primeiros meses, e um ambiente de trabalho que promove ligações entre colegas de trabalho.

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