A plataforma blockchain NEAR anunciou ontem que tem 800 milhões de dólares para investir em start-ups e apps descentralizadas que integrem o seu ecossistema.

No decurso do NEARCON, um evento promovido em Lisboa pela NEAR e que termina hoje, Illia Polosukhin, cofundador da plataforma blockchain de carbono neutro, anunciou que vai disponibilizar 800 milhões de dólares para investir em start-ups e apps descentralizadas que integrem o seu ecossistema.

Este montante será repartido por vários programas com diferentes objetivos e veículos. Assim, e de acordo com aquele responsável, cerca de 100 milhões de dólares serão distribuídos por fundos regionais, sendo Portugal um dos destinos em análise, país, aliás, onde a NEAR já criou uma equipa local. Illia Polosukhin acredita que a capital portuguesa tem o talento necessário para captar investidores, criar oportunidades de emprego e democratizar a adoção de tecnologia.

“Temos membros da nossa equipa há algum tempo em Portugal, temos fomentado contactos institucionais e estamos entusiasmados com a rede que estamos a criar. O futuro é muito promissor para nós em várias regiões e Portugal parece ser, certamente, uma delas”, frisou. Lembrou ainda que “a comunidade de criptomoedas e o ecossistema NEAR são muito ativos em Portugal, daí termos decidido organizar aqui o nosso primeiro evento físico de sempre e termos optado por fazer este anúncio aqui. Lisboa está a crescer e queremos crescer com ela, usando a nossa tecnologia como alavanca.”

A par desta novidade, a NEAR anunciou também a criação do Startup Grant Pool, um fundo de 100 milhões de dólares que prevê a seleção de cerca de 20 start-ups, com um financiamento médio de 5 milhões de dólares cada, num prazo de 12 meses. Esses subsídios podem ser usados de acordo com os objetivos estratégicos das start-ups, desde que estejam em linha com o crescimento do próprio ecossistema e contribuam para o mesmo.

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Acresce ainda que cerca de 250 milhões de dólares serão alocados para subsidiar o ecossistema NEAR Protocol, que já conta na sua rede com mais de um milhão de utilizadores ativos. Desse valor total, e desde o início do ano, 45 milhões de dólares já foram investidos em 120 projetos, incluindo subsídios para a infraestrutura de protocolo principal. Este financiamento está planeado para ser alocado num prazo de quatro anos.

Os restantes 350 milhões de dólares pertencem ao fundo da Proximity Labs, empresa de pesquisa e desenvolvimento que serve de veículo para ajudar a construir aplicações de finanças descentralizadas na blockchain NEAR, plataforma onde tem vindo a concentrar o seu desenvolvimento.

Nos próximos quatro anos, o dinheiro será distribuído através do token NEAR em valores que oscilam entre os 5 mil dólares e vários milhões. Todos os projetos DeFi são potenciais candidatos. “Temos uma pipeline de projetos em discussão, com os quais estamos muito entusiasmados, mas queremos ampliar esta rede. É também por isso que estamos em Portugal. Queremos start-ups comprometidas com a construção de ecossistemas na NEAR”, explicou Illia Polosukhin, em comunicado.

Nos próximos dias 3 e 4 de novembro e 17 e 18 de novembro, a InUAc- Incubadora de Empresas da Universidade dos Açores realiza o seu Bootcamp, preparado para receber empreendedores das mais variadas áreas.
 
Constituído por duas fases, o Bootcamp InUAc pretende alavancar ideias de negócio, através de três dias intensivos compostos por sessões de formação, sessões de trabalho em equipa, partilha de experiências de outros empreendedores e mentoria nos mais diversos campos de expertise.
 
As inscrições já estão abertas e disponíveis a todos os interessados, até dia 27 de outubro em ou nas redes sociais da InUAc!
 
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Pandemia foi responsável pela aceleração da digitalização, confirma relatório da Salesforce que analisa tendências de negócio das pequenas e médias empresas.

Após terem sido auscultadas mais de 2500 PME no mundo, 42% das quais na Europa, o relatório conclui que a pandemia levou 94% das empresas de pequena e média dimensão a passar uma parte do seu negócio para o online.

A conclusão é da tecnológica multinacional líder em Customer Relationship Management, a Salesforce, que acaba de divulgar a quinta edição do seu relatório SMB Trends Report, dedicado a compreender as principais tendências de negócio e digitalização das Pequenas e Médias Empresas (PME).

Ouvidas todos os anos para uma análise alargada das maiores tendências entre as PME, "o mais recente relatório da Salesforce vem evidenciar ainda que, por entre as empresas que avançaram com maiores investimentos na digitalização dos seus negócios durante a pandemia, a larga maioria (66%) fê-lo com até 50% das suas infraestruturas e 28% a mais de metade ou até à totalidade dos seus serviços". O relatório conclui ainda que, dos investimentos em digitalização, 71% das empresas acreditam que as mudanças feitas irão beneficiar o negócio a longo prazo.

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"O contexto pandémico dos últimos 18 meses veio impulsionar o fenómeno da transformação digital em empresas de todo o mundo. Sabemos que, sobretudo para as PME, se tratou de um verdadeiro desafio, conseguir responder às exigências do negócio e à evolução das necessidades do cliente, que hoje em dia é marcadamente digital. Os resultados deste relatório vêm assim comprovar que a tecnologia tem sido um dos motores fundamentais das empresas que estão a prosperar e continuarão a ser bem-sucedidas no futuro." explica Rui Azevedo Costa, Area Vice President of Sales da Salesforce para a Ibéria e Itália.

"Entre todo o universo PME europeu, as empresas que estão em crescimento usam mais tecnologia do que as que estão estagnadas ou em decréscimo de atividade. Neste sentido, 42% das PME em crescimento utilizam tecnologia no contacto com o cliente, 49% para as vendas e 42% para o marketing, por oposição a 23% no contacto com o cliente, vendas e marketing por parte das PME estagnadas ou em decréscimo", avança a empresa.

As mudanças nas interações com os clientes foram as principais responsáveis pelos investimentos em tecnologia, que levaram 39% das PME europeias a dedicarem mais recursos na comunicação, 33% a aumentarem as formas de contacto, 31% a oferecerem mais flexibilidade aos clientes e 23% a priorizarem a manutenção de relações duradouras ao invés de compradores one shot.

Por fim, e também impulsionado por mudanças de comportamentos por parte dos consumidores durante a pandemia, 73% das PME na Europa afirmam querer manter serviços contactless, nomeadamente nos pagamentos (38%), no serviço ao cliente (38%), no serviço de E-Commerce (30%) e nas encomendas mobile (23%).

Usar a imaginação para criar uma start-up inovadora e ganhar competências de negócio. É este o objetivo do mais recente brinquedo lançado pela Science4you para crianças com 6 ou mais anos de idade.

Incentivar as crianças a criarem os seus próprios negócios pode ajudá-las a desenvolver competências vitais para terem sucesso a nível profissional. Mesmo que os projetos nunca saiam do papel, elas terão a oportunidade de aprender a apostar na sua ideia, a lidar com a reação dos ‘clientes’, entre outras experiências que só o empreendedorismo pode proporcionar.

A Minha Primeira Startup é o mais recente brinquedo da Science4you que vai levar os mais novos a iniciarem-se no mundo do empreendedorismo.

Segundo Miguel Pina Martins, CEO da empresa, “uma Banca de Limonada – um brinquedo completamente diferente e inovador que representa a forma como a Science4you começou. Numa altura em que tudo começa a voltar ao normal e apesar de todas as dificuldades vindas da pandemia, a inovação continua a ser o nosso caminho!”.

Com este kit, que está disponível para crianças maiores de 6 anos por 19,99 euros, a empresa quer “promover a cultura de proatividade, de inovação e empreendedorismo” junto dos mais novos.

“Torna-te um verdadeiro empreendedor e aprende a delinear uma estratégia de negócio! Desenvolve competências de matemática, vendas, marketing e estratégia empresarial, enquanto brincas! Liberta a tua imaginação e usa a tua bancada montável para criares uma start-up inovadora”, é o desafio lançado pela Science4you.

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O kit é constituído por um livro educativo, uma bancada montável, moedas e cartões de crédito, placares de exposição, cartas primeira start-up, máquina registadora montável, bloco de registo de vendas, quadro de ardósia, balões, notas, giz, apagador e lápis.

Fazer o seu próprio anúncio de televisão enquanto aprende sobre marketing, criar um porquinho mealheiro e aprender a guardar os lucros são algumas das atividades do brinquedo A minha primeira Start-up que acaba de ser lançado.

A Radiobooks tem uma missão: acelerar a transmissão de conhecimento. Para tal, 50% dos lucros obtidos serão utilizados para financiar a tradução de audiolivros em comunidades desfavorecidas.

Traduzir audiolivros em mais de 100 línguas, para que estes possam ser distribuídos de forma mais eficiente em áreas remotas do globo, por exemplo, via rádio. É esta a missão do Radiobooks, projeto lançado há um mês por Rui Vasconcelos.

“Durante a pandemia tornei-me subscritor da Audible. Fui sempre lento a ler, mas rápido a captar informação, apercebi-me que a fricção que sentia para ler livros, se tornara muito mais reduzida no formato áudio. Em 10 anos li de capa a capa uns 10 livros, mas com o formato áudio ouço uma média de três por mês, sem esforço”, começa por contar o empreendedor ao Link To Leaders.

“Ao ouvir a história de Blake Mycoskie, fundador da Toms Shoes, no audiobook `Start Something That Matters´, pensei em como poderia replicar o seu modelo de `profit for purpose´ – i.e. criar uma organização sustentável, de fins lucrativos, mas com um intuito de deixar o mundo um pouco melhor. Os astros alinharam-se e surgiu a ideia de trazer a aceleração da leitura que experienciei em inglês a todas as pessoas que não têm o domínio desta língua”, acrescenta Rui Vasconcelos que já trabalhou com o fundador do Ubuntu (sistema operativo Linux mais utilizado no mundo) e que foi convidado para fazer parte da equipa da Amazon, em Palo Alto.

Para o jovem, as possibilidades são muitas, já que “existem 91 línguas com mais de 10 milhões de falantes nativos e que a Audible (empresa mais popular de audiobooks) tem apenas audiolivros em 6 línguas”.

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Rui Vasconcelos acredita que “a natureza global do projeto permitirá ainda que economias mais proeminentes possam contribuir para a tradução de livros em economias menos desenvolvidas. Por exemplo, a expansão para o mercado norueguês poderá financiar a expansão para o Quénia (swahili)”.

Recorrendo a inteligência artificial, o projeto permite que “a narração seja feita de forma 100 vezes mais rápida e económica do que através do método tradicional”, enfatiza o empreendedor, reconhecendo que a “missão é ambiciosa, mas sozinhos não conseguiremos ir longe!”.

Por isso, neste momento o jovem procura parceiros – editoras, autores, influencers, tradutores, artistas, bibliotecas, universidades, institutos – que permitam traduzir mais obras. Com 300 utilizadores registados num mês de atividade, o foco está no “estabelecimento de operações para a criação de audiolivros com qualidade, juntar uma equipa de sonho, chegar aos primeiros 100 livros” e em continuar a crescer.

Já foi criada uma comunidade no Slack para quem se identifique com a Radiobooks e está ser criado um advisory board para aconselhar e ajudar na definição dos objetivos do projeto. Está também nos planos abrir uma ronda de investimento no início de 2022.

Resumo:
Responsável: Rui Vasconcelos
Área: Educação
Produto: Audiolivros em 91 línguas
Mercado: Em todo o mundo
Necessidade: Parceiros
Contacto: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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