16 fundos de capital de risco, 254 milhões de euros sob gestão, 140 empresas e três unicórnios internacionais no portefólio, são alguns dos números que a Portugal Ventures regista no seu 10.º aniversário.

“É com muito orgulho que celebramos 10 anos ao serviço do ecossistema empreendedor, como parceiro de referência no capital de risco em Portugal. Desde 2012 que ajudámos a construir o polo tecnológico e de inovação que é hoje o ecossistema nacional, com elevado reconhecimento a nível mundial”. É desta forma que o novo conselho de administração da Portugal Ventures (que iniciou funções em janeiro deste ano), se refere ao 10.º aniversário da sociedade de capital de risco.

Para assinalar a data, a Portugal Ventures (PV) vai promover o Ciclo de Debates “10 Anos a Fazer Crescer o Empreendedorismo”, fazendo uma retrospetiva sobre a evolução do empreendedorismo nos diferentes setores de atividade em Portugal ao longo desta década. O primeiro, marcado já para 15 de março (em formato online), é dedicado ao “Empreendedorismo no Feminino” e contará com as participações de Teresa Fiúza, da Portugal Ventures (moderadora), Ana Pinto, CEO da Reckonai, Ana Torres, da MS Europe Cluster Lead, da Pfizer, Conceição Zagalo, empreendedora social, cofundadora do GRACE, Daniela Seixas, CEO da TonicApp, Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor, e Sofia Tenreiro, investidora e empreendedora.

A par desta ação, também vai lançar uma campanha de testemunhos com alguns stakeholders que foram determinantes no seu percurso ao longo da última década, como foi o caso de Carlos Oliveira, ex-Secretário de Estado com a pasta do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação.

Recorde-se que a Portugal Ventures nasceu da fusão de três sociedades de capital de risco – a Inovcapital, a AICEP Capital e a Turismo Capital – com a ambição de impulsionar a dinamização de um ecossistema nacional do empreendedorismo. Em 2020, passou a integrar o Grupo Banco Português de Fomento e assumiu-se como sociedade de capital de risco pública, com a missão de colmatar falhas de mercado através do investimento em estágios de empresas onde o risco é mais elevado e em setores estratégicos para a economia portuguesa.

Em jeito de balanço dos 10 anos de atividade, a Portugal Ventures recordou os números alcançados: investiu 177,2 milhões de euros; analisou mais de 2500 oportunidades para investimento; acolheu 184 novas start-ups; investiu 74,8 milhões de euros em projetos de Digital & Tecnologia, 35 milhões de euros em Indústria & Tecnologia, 38,2 milhões de euros em Tecnologias da Saúde e 29,2 milhões de euros em projetos de turismo; realizou 145 operações de follow on investments; acompanhou 17 rondas de referência, distribuídas entre Series A até Series D; concretizou o Exit de 142 empresas, com destaque para o desinvestimento dos unicórnios Farfetch e Outsystems.

A par disto criou ainda três Redes de Parceiros estratégicas, a saber: a Rede de Parceiros de Capital que tem como objetivo promover e facilitar as operações de coinvestimento; a Rede de Parceiros de Ignição com 111 parceiros (constituída por incubadoras, aceleradoras, universidades e centros de I&D tem como missão detetar oportunidades de investimento); e a Rede de Parceiros Corporate, com 13 empresas de referência nacional e internacional (cujas sinergias permitem às empresas do portefólio criar, testar e validar novos produtos, serviços e tecnologias).

“Nos próximos 10 anos, renovamos o compromisso de trabalhar lado a lado com as empresas do nosso portefólio, com os nossos acionistas, participantes dos fundos sob gestão e com todos os parceiros das redes estratégicas, com a missão de continuar a desafiar empreendedores com ambição global, robustecer este ecossistema vibrante e financiar empresas portuguesas altamente inovadoras”, reforçou o conselho de administração da PV.

PUB

A 8.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola selecionou sete vencedores depois de uma final disputada por 12 projetos.

Já conhecidos os vencedores da 8.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação Crédito Agrícola, relativos a 2021, uma edição que destacou o tema da sustentabilidade em linha com as prioridades nacionais e europeias de apoio à inovação no setor e com a estratégia adotada pelo próprio Crédito Agrícola.

Estiveram em competição cinco categorias – agro-indústria 4.0; biotecnologia e bioeconomia; produtores inovadores; inovação em parceria; e projeto de elevado potencial promovido por associado do Crédito Agrícola.

Chegaram à final 12 projetos, sete dos quais se consagraram vencedores (ver lista). Aos premiados em cada uma das categorias referidas é atribuído um prémio monetário de 5 mil euros. O finalista que se destaque enquanto Jovem Empresário Rural recebe uma menção honrosa no valor de 2.500 euros.

Tal como sucedeu nas edições anteriores, e na sequência da parceria com a Agência Nacional de Inovação (ANI), também nesta foi atribuído o prémio Born From Knowledge (BfK), ao melhor projeto ou start-up de base científica e tecnológica.

Conheça os vencedores:

SpecTOM – Agro-Indústria 4.0
Utilização de inteligência artificial e técnicas de espetroscopia para visualizar as estruturas internas das plantas e quantificar a composição dos diferentes tecidos. Trata-se de uma solução portátil e não invasiva, que permite um diagnóstico em tempo real. Através da quantificação de metabolitos chave, torna-se possível efetuar diagnósticos bastante precisos sobre o estado e/ou evolução de doenças/lesões internas, bem como sobre a resposta aos tratamentos.

InovPastel – Biotecnologia e Bioeconomia
Criação de opções de pastelaria tradicional mais saudáveis e funcionais mantendo o seu sabor original, através da redução do teor de açúcar e gordura e incorporação de bio-ingredientes menos calóricos e mais saudáveis, tais como fibras dietéticas.

Agricultura Competitiva e Sustentável – Produtores Inovadores
Quinta totalmente sustentável que tem apostado na eficiência energética e na agricultura de precisão, com tratores autoguiados, gestão da irrigação, sensores, satélites, drones e digitalização de todos os processos, com benefícios económicos e ambientais. Aposta também na substituição de fatores de produção de origem sintética para orgânica e investe na promoção da biodiversidade do solo, com técnicas de conservação como a sementeira direta, e da fauna, com a criação de zonas de refúgio para abelhas e outros animais.

NaturALL – Projecto de Elevado Potencial Promovido por Associado CA
Desenvolvimento de um desinfetante inteligente combinando princípios de nanotecnologia, matéria-prima florestal e economia circular. O objetivo é utilizar compostos extraídos maioritariamente de produtos da floresta endémica portuguesa como a bolota para o desenvolvimento de uma alternativa natural aos produtos sintéticos, e que seja também segura, não-tóxica, ecológica, biodegradável e sustentável.

Amêndoas com identidade – Inovação em Parceria
Empresa que usa a tecnologia Blockchain para possibilitar que os consumidores das amêndoas Veracruz acompanhem o trajeto dos alimentos de forma 100% automatizada e em tempo real através das etiquetas de rastreabilidade QR Code. A Veracruz será a primeira empresa produtora de amêndoas a nível mundial a ter o seu produto rastreável.

­Medronho Bottle – Jovem Empresário Rural
Exploração dedicada à produção de medronho e que desenvolveu uma bebida suave à base de medronho, inovadora e de baixo teor alcoólico, com caraterísticas distintivas que não existem no mercado. O projeto surge como estratégia de valorização do fruto, objetivando a criação e comercialização de um produto sustentável de valor acrescentado. O projeto prevê o desenvolvimento de quatro sabores distintos: original (medronho), laranja, lima-limão e frutos vermelhos.

Smart Trap – BfK
Armadilha inteligente que permite a monitorização remota do inseto vetor da Flavescência Dourada (Scaphoideus titanus Bal.), 5 a 10 vezes mais pequeno que outros insetos já detetados por armadilhas. O inseto é capturado numa fita cromática e a identificação é feita por um sistema de captura de imagem que possibilita a transmissão sem fios periódica e o seu arquivo.

PUB

Álamo Meneses, Presidente da CMAH, diz que o objetivo da Startup de Angra é o de apoiar as empresas que já lá estão, dando-lhes renovado vigor e, ao mesmo tempo, em relação às que lá estão há mais tempo, encaminhá-las para o patamar imediato que é o de elas próprias se enquadrarem, fora da Startup, no tecido empresarial de Angra. 

É nesse sentido que se foca este novo quadro de apoio às empresas que já lá estão e criar condições para que as mesmas possam, com esses apoios, saírem para o tecido empresarial.

Dentro deste espírito será  criado um Centro empresarial, mais um passo, destinado às empresas que ultrapassem o conceito de incubação.

PUB

 

A Yogan é uma marca nacional, de origem familiar, dedicada ao fabrico de produtos de origem vegetal e biológica. Quer crescer nacional e internacionalmente e, por isso, está recetiva a parcerias de marketing ou tecnológicas.

A Yogan é uma 100% portuguesa de produtos de origem vegetal e biológica, que nasceu da criatividade de dois empreendedores – Martinha Santos e José Casimiro – que não conseguiam encontrar alternativas veganas saudáveis ​​e nutritivas ao queijo, ao iogurte, às manteigas, entre outros produtos.

O compromisso com a natureza e a sustentabilidade tem sido o motor de desenvolvimento da empresa desde a sua criação há cerca de oito anos. Atualmente comercializa na sua plataforma ecommerce uma gama alargada de produtos alimentares biológicos e de origem vegetal que, além do mercado nacional, já marcam presença em sete mercados externos e com as exportações a crescerem anualmente.

O crescimento da empresa nos últimos anos levou à necessidade de criar uma nova unidade de produção, que entrará em funcionamento no final do primeiro trimestre e que representará a criação de mais postos de trabalho.

Martinha Santos, fundadora, referiu que “com investimento realizado na nova unidade de produção, a Yogan irá passar a ter uma maior capacidade instalada”. Contudo, acrescentou, “para podermos continuar a crescer e rentabilizar toda a capacidade procuramos principalmente parceiros de natureza comercial quer para o mercado nacional quer internacional. Sabemos que a maior parte do mercado ainda não nos conhece e é necessário estabelecer novas relações comerciais com mais parceiros”.

Além disso, “a inovação também faz parte do nosso DNA e como tal estamos abertos a estabelecer parcerias com centros tecnológicos e de formação, potenciando a criação de novos produtos saudáveis e sustentáveis”, acrescentou.

Crescimento sustentado e internacionalização
Fundada em 2014, a marca tem vinco a acelerar o crescimento e a consolidar a sua presença como uma alternativa alimentar “mais ética, ecológica e saudável”, assegura Martinha Costa. “Considerando que o mercado de produtos vegan, infelizmente, tem uma base de ingredientes muito limitada e muitas vezes pouco saudável, queremos normalizar o consumo destas alternativas nunca comprometendo a saúde do consumidor”, explica.

Neste momento, a Yogan dispõe de uma gama de 15 produtos, com matérias-primas 100% biológicas, à base de amêndoa, azeite e caju que dão origem a mezarela, meenteiga, cajubert, molho pesto vegan, parmesou ou vegandelphia, entre outros, “livres de lactose, soja, glúten e ogm’s.

Os produtos Yogan estão presentes em lojas de especialidade e na moderna distribuição em Portugal, assim como nos mercados de Espanha, Inglaterra, Holanda, Polónia, Alemanha, Bulgária e Luxemburgo.

Com um crescimento de 80% em 2021, a Yogan conta já com um volume de negócios superior a 160k, com previsão de aumento da quota de mercado a nível nacional e na exportação.

Resumo:
Responsáveis: Martinha Santos
Área: Alimentação
Produto: Vegetais e biológicos
Mercado: Nacional e Internacional
Necessidade: Parceria de marketing e tecnológicas
Contacto: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Site: https://yogancreamery.com/pt/

PUB

Zoomguide, Speak Mobile App, Urban Platform e CycleAI foram os projetos nacionais premiados nos World Summit Awards 2021.

Os World Summit Awards (WSA) 2021 distinguiram quatro projetos portugueses dos oito que representaram o país na competição. Foram eles a Zoomguide, na categoria Cultura e Turismo; a CycleAI, em European Young Innovators e em Young Innovators; a Urban Platform, em Government e Citizen Engagement; e a Speak Mobile App (Inclusion e Empowerment).

Esta iniciativa global reconhece conteúdos digitais locais que contribuem para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Os vencedores de 2021 demonstram a diversidade e riqueza das soluções de conteúdo digital a nível global, e como as soluções digitais apoiam os desafios sociais e ajudam a alcançar os ODS.

Nesta edição dos World Summit Awards (WSA) 2021, em que inicialmente estavam 290 projetos, de 182 países participantes, foram selecionados 40 vencedores, de 29 países que se concentram na diversidade do utilizador, procurando fornecer conectividade e acesso a todos, além do desenvolvimento de alta tecnologia.

“Os vencedores da WSA combinam dois pontos fundamentais, o compromisso sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a resolução de questões da sociedade com a aplicação de conteúdos inteligentes. Avaliados por um júri internacional de peritos em duas fases – um grupo multi-stakeholder único em termos de diversidade e antecedentes – os 40 vencedores foram testados em termos de sustentabilidade, objetivo, fineza técnica e estratégica. Os desafios deste ano mostram, mais do que nunca, o quanto os meios digitais podem oferecer progresso e soluções”, afirmou Peter A. Bruck, presidente da WSA.

PUB

SOTERMAQUINAS