
Leonor de L’Hermite, responsável da Forward College em Lisboa
A Forward College anunciou em maio abertura de um campus em Lisboa, mais concretamente em Benfica, no próximo mês de setembro. A instituição de ensino superior europeia apresenta um programa universitário de três anos que visa “realinhar a aprendizagem com os requisitos dos melhores empregos de amanhã, as aspirações dos alunos e a necessidade de mudança positiva”. Promete, através de uma nova abordagem à aprendizagem, desenvolver não apenas capacidades cognitivas como também sociais e emocionais.
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Leonor de L’Hermite, responsável pelo Campus em Lisboa, e ex-Sénior Executiva da Google em Portugal, explicou ao Link To Leaders o que diferencia o modelo pedagógico da Forward College e como espera que a instituição ajude a formar os lideres de amanhã.
Como surgiu a ideia de abrir a Forward College em Portugal?
Lisboa é uma das capitais mais carismáticas e vibrantes da Europa. Combina a herança tradicional com um ecossistema tecnológico vibrante, política estável e pensamento progressista e aberto. Lisboa tornou-se sinónimo de destino cool nos últimos anos, não só em turismo, mas sim para viver pela qualidade de vida, inovação e uma cena artística em crescimento.
Por isso, quando o Boris Walbaum, o fundador [da Forward College]me desafiou para tornar este projeto realidade, Lisboa oferece o contexto ideal para os alunos do primeiro ano da Forward College se conhecerem e criarem a coesão que lhes vai permitir ter uma experiência inesquecível. A nossa ambição até 2030 é criar uma rede de 35 campus em todo o mundo onde Lisboa será o hub principal na Europa.
“O programa da Forward Collegge foi por isso desenhado (…) com uma abordagem centrada no desenvolvimento pessoal e individualizado de todas as inteligências humanas de cada aluno”.
O que distingue este programa universitário dos que já existem atualmente?
Durante quatro anos a Forward College desenvolveu um programa de investigação e desenvolvimento, o Forward Project, para responder ao que os jovens esperam do ensino superior, e o que eles precisam para estar melhor preparados para o mundo do trabalho de hoje e para a sua realização pessoal. Os números falam por si: 75% dos empregadores consideram que as universidades não preparam bem os alunos para o local de trabalho e 60% dos alunos consideram as aulas sem interesse.
O programa da Forward Collegge foi por isso desenhado combinando o que de melhor se faz no mundo da educação, com uma abordagem centrada no desenvolvimento pessoal e individualizado de todas as inteligências humanas de cada aluno. Distinguimo-nos no WHAT: o duplo diploma da Forward Collegge cobre para além da inteligência cognitiva, tratada na nossa gama de licenciaturas acreditadas pela Universidade de Londres, a inteligência social, emocional, prática e tecnológica através do nosso diploma em liderança.
Este currículo foi desenhado com o contributo ativo de 64 recrutadores e especialistas representando as empresas mais procuradas no mundo, start-ups e instituições. Por meio de projetos da vida real – que são parte integrante do seu currículo – os alunos alcançam e trabalham com os habitantes locais para causar um impacto positivo na sua comunidade. Estes projetos são acompanhados de forma individualizada pelos nossos tutores de liderança. Oficinas e aulas focadas no desenvolvimento pessoal permitem que os alunos explorem e trabalhem na sua personalidade, habilidades interpessoais e de liderança, bem como o seu QE (quociente emocional). No segundo ano, os alunos concentram metade do seu tempo em literacia digital através de projetos hands-on e formações digitais.
Distinguimo-nos também no HOW. Com uma proporção de um docente por 10 alunos, das mais elevadas da Europa, aplicamos métodos de ensino inovadores que se organizam pela relação indissociável da transmissão e assimilação de conhecimentos e habilidades. Consideramos as discussões, a assimilação e a compreensão dos conteúdos (atividades práticas, simulações, testes…), como objetivos centrais protagonizados pelo estudante em sala de aula, na presença do professor, enquanto mediador do processo de aprendizagem. Oferecemos 100% do ensino através de grupos que não ultrapassam os 15 alunos ou aulas individualizadas.
Como é constituído o programa de três anos? Com o que podem contar os alunos?
Os alunos irão passar três anos em três diferentes capitais europeias, sucessivamente, – Lisboa, Paris e Amesterdão – para expandir os seus horizontes e alimentar a sua curiosidade e adaptabilidade. Vivem em acomodações estudantis dedicadas, onde nutrem uma verdadeira vida comunitária que melhora o seu espírito e desempenho durante os currículos académicos e de liderança.
Como parte da licenciatura em negócios e liderança, os alunos passarão o primeiro ano a trabalhar num projeto com as comunidades locais para impulsionar a mudança social no terreno. Durante o segundo ano, aprenderão como projetar e implementar uma solução digital. Por último, durante o terceiro ano, serão treinados em trabalho de consultoria com organizações internacionais e irão participar num estágio de três meses. No nosso site podem encontrar mais detalhes sobre o conteúdo do programa.
“(…) há uma necessidade de mais “líderes positivos” – líderes que não apenas tenham uma visão clara, mas que sejam mais humanos, empáticos e confiantes”.
Como formar e capacitar os líderes de amanhã?
Num contexto de aceleração digital, vejo três desafios principais exigindo a necessidade de um novo tipo de líder. Primeiro, precisamos de uma sociedade que seja mais responsável, sustentável, inclusiva e humana – o custo de não ser sustentável é muito alto e é ainda mais verdadeiro depois da Covid.
Em segundo lugar, os líderes devem compreender o mundo em que vivemos, que está a ser transformado pelo digital e pela tecnologia. O impacto da Covid acelerou a transformação digital – o que aconteceu em um ano deveria ter levado 10.
Terceiro, a autoridade dos líderes, mesmo aqueles em quem votamos, está a ser constantemente questionada. Mudamos de um modelo vertical para um modelo horizontal de autoridade. Os líderes devem encontrar novas maneiras de serem ouvidos e seguidos.
Como resultado, há uma necessidade de mais “líderes positivos” – líderes que não apenas tenham uma visão clara, mas que sejam mais humanos, empáticos e confiantes. Líderes que não se preocupam com o crescimento, mas com crescimento responsável. Essas habilidades não aparecem de um dia para o outro, elas precisam de ser ensinadas.
De que forma a Forward College ajuda os líderes de amanhã a adquirir competências-chave?
A pedagogia e o currículo exclusivos da Forward College concentram-se no desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais, emocionais, práticas e digitais. Durante os três anos, os alunos irão trabalhar em projetos com um propósito (ecologia, impacto social, etc.) e terão o benefício de programas de tutoria individual e desenvolvimento pessoal para refletir sobre o que aprenderam e construir suas inteligências holísticas.
Quantas inscrições têm já para a primeira turma em Benfica?
Já recebemos mais de 2.000 inscrições, de 20 países europeus, para nossa primeira coorte em setembro de 2021, em Lisboa. Destes, apenas 180 foram selecionados para entrevistas.
Quais os requisitos para frequentar a Forward College?
Procuramos estudantes com um forte potencial académico (para acompanhar o diploma duplo), mas também que sejam capazes de ir além da excelência académica e mostrar um engajamento excecional fora da área académica em artes, desporto ou serviço comunitário. Por último, devem ter uma curiosidade social e internacional para poder viver com pares em três países diferentes durante três anos.
Quais as previsões este programa para daqui a três anos?
Em três anos pretendemos receber 1200 alunos de todo o mundo em 10 campus.
“(…) o campus de Lisboa será a nossa sede principal (…)”.
Como irá funcionar a relação ou trabalho do campus de Benfica com os outros campus?
Como dizia, o campus de Lisboa será a nossa sede principal e pretendemos crescer rapidamente e receber milhares de alunos de todo o mundo.
Quais os desafios que se colocam ao ensino superior hoje em dia?
Embora as universidades tenham inovado nos últimos anos, é mais difícil adaptarem-se à nova ciência da aprendizagem e ao potencial dos dados por causa da tomada de decisão descentralizada e de hábitos centenários.
“Acreditamos que garantir o ensino no local e uma vida real no campus é fundamental, pois melhora o desempenho moral e geral dos alunos”.
O ensino presencial não será o mesmo depois da pandemia?
Acreditamos que garantir o ensino no local e uma vida real no campus é fundamental, pois melhora o desempenho moral e geral dos alunos. O nosso currículo, instalações e procedimentos foram elaborados na época da Covid. Como resultado, a Forward College estará entre as instituições de ensino superior melhor equipadas no caso de uma pandemia prolongada.
Os nossos micro campus (<150) e pequenos grupos de ensino (15) limitam a exposição ao potencial contágio. As nossas instalações permitirão total distanciamento social com 9 metros quadrados por aluno, quatro vezes a média das universidades. Em caso de pico, o tamanho dos grupos será reduzido e o ensino será praticado através de ensino online e presencial. Por último, os testes serão disponibilizados no campus e medidas específicas podem ser aplicadas por 1 a 2 semana (s) antes das férias para garantir que os alunos voltem para casa sãos e salvos.

Um programa que pretende formar e capacitar os futuros empreendedores para que estes adquiram conhecimento e ferramentas para transformar as suas ideias em negócios!
Queres aprender a potenciar as tuas ideias? Candidata-te aqui:
Um Programa que visa promover o empreendedorismo local!
A StartUp Angra e a SBI Consulting uniram-se para lançar o “EMPREENDHEROÍSMO”!
O objetivo deste programa é formar e capacitar os futuros empreendedores para que estes adquiram conhecimento e ferramentas para transformar as suas ideias em negócios!
O programa decorre entre 19 e 23 junho de forma remota! Quer aprender a potenciar as suas ideias? Candidate-se aqui: https://forms.gle/z7JGNi9ebHEZu3Ya7
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OBJETIVOS
Fomentar e desenvolver ideias e negócios na região.
Proporcionar reflexão sobre o perfil do empreendedor Identificar oportunidades no mercado e construir um conceito ou ideia de negócio associada a essa oportunidade.
Proporcionar uma metodologia para a estruturação e elaboração do modelo de negócios.
Definir um plano de acção de forma a minimizar os riscos de negócio e optimizar o sucesso de implementação do projecto no mercado.
PROGRAMA

HORÁRIO
Dia 19 e 20: das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 18h30
Dias 21, 22 e 23: das 18h00 às 21h00
Inscrições gratuitas. Para mais informações: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Preencher uma necessidade no mercado da prestação de serviços domésticos foi a motivação para a criação de uma start-up e de uma app vocacionada para este mercado. Lançado este ano, o projeto procura um Business Angel que possa apoiar o processo de crescimento.
“Cada vez mais passamos mais tempo em casa e as avarias e reparações passaram a ser mais frequentes”. A explicação é das duas jovens fundadoras de um novo projeto de prestação de serviços domésticos, lançado este ano. A app que criaram pretende colmatar essas lacunas, com um serviço rápido, eficaz e seguro. Assim, em apenas alguns minutos, e em qualquer local, com um smartphone ou tablet, qualquer pessoa poderá aceder e encontrar o profissional mais adequado e perto da sua área de residência/trabalho, asseguram.
Neste momento, as responsáveis da start-up estão a recrutar prestadores de serviços em áreas que vão da cozinha e alimentação, a limpezas gerais e cuidados (baby sitting, cuidado de idosos…), reparações, reformas/construção civil ou motoristas, entre muitas outras valências. “Queremos ainda trabalhar e fomentar o autoemprego/empreendedorismo, necessidade que presenciamos nas camadas mais jovens e na população imigrante. Ao serem camadas mais vulneráveis, têm certas dificuldades ao iniciar um percurso profissional e aqui estamos nós para ajudar nesse processo”, salientaram as mentoras do novo projeto que também adotou um sistema de avaliação de profissionais, que confere maior visibilidade e maiores hipóteses de ser contratado.
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Da ideia à prática
O projeto começou a ganhar forma no papel, em 2019, pela mão de duas amigas portuguesas, ambas emigradas em Espanha, e que se conheceram numa start-up do setor imobiliário. Como explicaram as duas empreendedoras, “nasceu de uma necessidade que pudemos detetar nos nossos clientes portugueses, proprietários de imóveis de aluguer, que sempre nos perguntavam sobre prestadores de serviços, com o intuito de ajudar em tarefas de limpeza ou remodelação dos seus imóveis”.
Já este ano, e com mais um sócio (que se encarrega da parte informática e desenvolvimento de sistemas) a juntar-se às duas fundadoras, o projeto da app de serviços domésticos passou à prática porque com “o surgimento da pandemia, esta necessidade de serviços ao domicílio foi-se acentuando de uma forma extraordinária, já que atualmente todos passamos mais tempo nas nossas casas”, justificaram.
Investidor, precisa-se!
A curto prazo as fundadoras do projeto esperam começar a divulgar app ao cliente final. Já têm algumas parcerias com outras empresas “para ajudar a receber mais tráfico”. Contudo, para chegar ao cliente final de uma forma “avassaladora” e cumprir os objetivos de marketing, precisam de investimento numa fase inicial para publicidade. “Um investidor que nos possa auxiliar com uma injeção de capital, para projetar e consolidar a empresa ao nível que projetamos e para que esta possa desenvolver-se e crescer”, afirmam. Até porque, além do mercado nacional, também está nos planos da start-up uma possível expansão europeia e ainda para Angola. Entretanto, estão a “limar algumas arestas” e a melhorar a app, que já se encontra disponível na Google Play, numa versão beta, e em breve na App Store.
Resumo:
Área: Prestação de serviços
Produto: Plataforma online
Mercado: Português
Necessidade: Investidor

O evento dedicado ao recrutamento e branding focado nas áreas de IT está marcado para 23 de setembro.
Com o objetivo de reunir empresas e candidatos num mesmo local e agilizar o processo de recrutamento, a Tech Jobs Fair TJF Portugal vai realizar-se no dia 23 de setembro, este ano num formato 100% virtual através da plataforma digital Airmeet.
Trata-se de uma feira de acesso gratuito dedicada ao recrutamento e branding centrados nas áreas de IT e digital, que se assume também como um espaço de privilegiado de networking para quem procura emprego. Destina-se a todos os profissionais que procuram crescer na carreira ou a oportunidade de descobrir e discutir ideias novas, e também aos recém-formados que estão agora a dar os primeiros passos no mundo do trabalho.
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A feira estará organizada em quatro áreas principais – receção, sessões ao vivo, networking lounge e expositores. Haverá também um espaço de conferências com oradores das mais variadas áreas ligadas às tecnologias para potenciar o intercâmbio de ideias e a aprendizagem: desde coaches e mentores a especialistas em marketing digital ou gurus tecnológicos.
A TJF Portugal já mobilizou diversos parceiros a nível nacional, entre os quais estão nomes como a Startup Braga, o co-working space Porto.i/o, o Invest Lisboa, a Startup Lisboa, o Impact Hub Lisboa e a Fábrica de Startups. A iniciativa conta ainda com parcerias com a Universidade do Algarve, o AeroTéc – Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeroespacial do IST, ou com a IAESTE Portugal.
A primeira edição realizou-se me 2019, em Lisboa, envolveu cerca de mil participantes e reuniu empresas como a Zoi, a Monese, a Unbabbel ou o PNP Paribas.

Mulheres que querem desenvolver negócios na área agroalimentar podem ganhar 10 mil euros através do programa EWA – Empowering Women in Agrifood, que se realiza pela segunda vez em Portugal. As inscrições estão a decorrer.
Portugal recebe pela segunda vez o EWA – Empowering Women in Agrifood, um programa da principal iniciativa de inovação alimentar da União Europeia, o EIT Food, destinado a apoiar as mulheres europeias a desenvolverem os seus negócios de sucesso na área agroalimentar.
“O programa tem como principal objetivo ajudar a combater os obstáculos que as mulheres encontram no setor da alimentação e da agricultura, tais como a carência de referências femininas e de redes de apoio, as barreiras de financiamento e a falta de confiança e de incentivo para revelarem os seus talentos e desempenharem cargos de liderança”, explica a BGI – Building Global Innovators que organiza a iniciativa em Portugal.
De acordo com o EIT – Instituto Europeu da Inovação e da Tecnologia, a igualdade de género poderá criar 10,5 milhões de empregos até 2050 e impulsionar a economia da União Europeia entre 1,95 e 3,15 biliões de euros. Contudo, muitas mulheres ainda acreditam que a liderança e o empreendedorismo não são para elas.
Por esse motivo, o EWA pretende criar as condições necessárias para impulsionar o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres, através de sessões de formação, mentoria personalizada e workshops de pitch com profissionais da área, especialistas de negócios e empreendedores de sucesso.
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As participantes terão ainda a oportunidade de ganhar um prémio de até 10 mil euros, bem como de ter acesso a uma rede de contactos composta por stakeholders, investidores, business angels, mentores e outras empreendedoras femininas.
De acordo com Cláudia Carocha, project manager do EIT Food em Portugal, este tipo de iniciativas são mais importantes que nunca, pois “desde o ano passado que temos vindo a observar a necessidade de inovar o setor agroalimentar, graças às alterações que a pandemia provocou no comportamento do consumidor. Este comportamento está agora direcionado para as compras online, o que veio acelerar o processo de digitalização do setor”.
O programa será realizado exclusivamente online. As candidaturas poderão ser submetidas até o dia 13 de junho, na plataforma F6S. Serão elegíveis todas as empreendedoras femininas residentes em Portugal, com uma ideia inovadora ou um negócio (inferior a 2 anos) no setor agroalimentar, que tenham recebido menos de 30 mil euros em financiamento público e privado.



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