
A capital de risco pan-europeia Nauta Capital vai apoiar start-ups de deeptech pre-seed. O projeto chama-se Nauta Labs e as inscrições estão abertas.
O Nauta Labs, da Nauta Capital, é um programa especializado que vai disponibilizar capital às start-ups deeptech B2B, em fase pre-seed, para acelerar os seus conceitos. A nova iniciativa da venture capital foi inspirada pela escassez de capital disponível para empresas de deeptech e tem como objetivo apoiar entre 12 a 16 empresas nos próximos 12 meses para preencher essa lacuna e, assim, alimentar a próxima geração de start-ups de deeptech na Europa.
Focada em empresas deeptech dentro de setores verticais como segurança cibernética, tecnologias quânticas, AI/ML avançada, software comercial de código aberto e ferramentas de programação, a Nauta Capital investirá entre 117 mil euros a 292 mil euros por start-up através deste novo programa. As inscrições estão abertas a start-ups que se enquadrem neste parâmetro e interessadas na oportunidade de aceder a capital e à experiência dos investidores afetos ao programa.
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Pratima Aiyagari, venture partner da Nauta Capital e responsável por este projeto, explicou em comunicado que “o programa irá explorar áreas fundamentais para as próximas décadas, assumindo-se como fulcral na mudança dos padrões de consumo de software que entretanto surgiram – da quântica para a inteligência artificial”.
Vários laboratórios de pesquisa e desenvolvimento em Centros de Excelência e Universidades da Europa estão a trabalhar em alguns desses problemas e Pratima Aiyagari revela que gostaria de fazer parcerias com os cientistas e os empreendedores que estão prestes a lançar os seus negócios, rumo à comercialização.
Embora a divulgação do programa tenha sido recente, já são várias as start-ups, nomeadamente nas área de segurança cibernética, gestão de rede e código aberto, que receberam ofertas de investimento inicial. E apesar da Nauta Capital continuar a investir em empresas de software B2B de capital eficiente, a empresa espera investir mais e coinvestir nas start-ups aceites no seu Labs à medida que estas amadurecem e comercializam os seus conceitos.
Com mais de 60 investimentos, a Nauta Capital é um investidores B2B de referência na Europa. “O Nauta Labs encaixa-se bem na nossa abordagem B2B, e garante que possamos apoiar futuros vencedores de deeptech desde o início e, além disso, Pratima Aiyagari tem uma experiência fantástica para liderar esse esforço”, conclui Carles Ferrer, partner da Nauta Capital.

A Building Global Innovators está a organizar pela primeira vez o BlueBio Value, um programa de empreendedorismo internacional da Fundação Oceano Azul e da Fundação Calouste Gulbenkian que oferece a oportunidade a estudantes, professores universitários, investigadores e empreendedores de participarem numa sessão de ideação de 48 horas, no Porto ou em Lisboa, onde se irão focar na criação e implementação de ideias inovadoras na área da biotecnologia azul.
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A start-up portuguesa lançou uma app com a qual qualquer pessoa pode controlar e monetizar os seus dados pessoais. As marcas, por sua vez, conseguem segmentar a audiência, entre outras funcionalidades.
Um modelo de negócio que permite que as pessoas controlem e monetizem os seus dados pessoais, por um lado, e que as marcas, por outro, consigam segmentar a audiência e controlar o marketing ROI. Esta é a proposta da Modatta, a start-up portuguesa que criou uma aplicação que permite que as pessoas decidam quais os dados que querem disponibilizar e ganhem dinheiro com eles. Ou seja, através da plataforma da Modatta qualquer pessoa pode transferir os seus dados para o telemóvel, utilizando-o como uma fonte de armazenamento dos dados pessoais.
A par disso, o utilizador sabe quais as suas informações existentes nas várias fontes, bem como a forma como os dados são utilizados e processados por elas. Com a plataforma, as pessoas controlam a sua privacidade, já que os dados existem apenas no telemóvel do utilizador e, assim, este tem o controlo absoluto na forma como eles são processados.
A app dá voz aos clientes já que lhes permite ter influência nas decisões das empresas, participar nas campanhas das suas marcas preferidas e ainda ganhar dinheiro com isso. Através dos seus dados, os utilizadores da Modatta influenciam marcas e tornam-se influenciadores, os chamados de Data Influencers.
Para as empresas e marcas, a plataforma Modatta oferece a possibilidade de estas criarem e usarem qualquer datapoint que necessitem para chegar aos potenciais clientes de forma mais direta, e terem controlo sobre o seu ROI (retorno sobre o investimento), uma vez que só pagam quando o seu objetivo de negócio é alcançado. As empresas podem implementar campanhas de marketing digital (online e offline), gerar insights e datapoints on demand e ainda comprar datasets com consentimento.
Com esta solução, a start-up portuguesa apresenta uma alternativa aos modelos intrusivos de marketing utilizados atualmente, dado que oferece um canal onde empresas e indivíduos podem estabelecer voluntariamente relações positivas, baseadas em privacidade e respeito, assegura a start-up.
Para garantir que as interações são protegidas em todos os passos, a app utiliza criptografia avançada em todas as comunicações para garantir que as interações são protegidas em todos os passos.
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A ideia associada à Modatta surgiu em 2019, numa altura em que o RGPD estava a ser implementado nas empresas e o utilizador não estava a receber a atenção devida e a ser considerado como parte da solução., lembram os fundadores Eduardo Pinto Basto e Rodrigo Moretti.
Amigos desde a faculdade, esta dupla criou a solução para este problema, pensando nos utilizadores em primeiro lugar. A app passou por uma fase de pré-lançamento onde mais de 20 marcas lançaram ofertas e campanhas – como foram os casos do Dott, N26, La Redoute, Deco Proteste, Securitas, Amazon, Gant, Crocs, Zaful, Holmes Place, Minisom – e foram conseguidos 100 mil utilizadores em apenas seis meses.

Há um clube de futebol do Norte de Espanha interessado em soluções inovadoras, desenvolvidas por start-ups, para aproveitar o poder dos estádios para a promoção de empreendedorismo no turismo.
O desafio lançado às star-ups envolve três entidades – uma organização mundial de turismo, uma administração local e um clube de futebol do Norte de Espanha – mas ideia partiu do clube que lidera a iniciativa. Em causa um projeto de inovação aberta que associa o empreendedorismo ao desporto e ao turismo. Ou seja, o clube quer encontrar soluções inteligentes e inovadoras que maximizem a experiência dos visitantes em estádios de futebol e noutras atividades ligadas aos eventos, lazer e cultura.
Este desafio destina-se a start-ups tecnológicas com produtos ou soluções potencialmente aplicáveis em diferentes áreas de trabalho que gerariam novos modelos de negócio no turismo. O objetivo consiste em aproveitar ao máximo a experiência do visitante em relação às instalações de futebol, infraestruturas, eventos, atividades de lazer e cultura em que se envolverá durante a visita à cidade. Os estádios são o ponto central de ligação aos outros recursos turísticos da cidade e da região.
Devido ao cancelamento dos eventos desportivos devido à pandemia, com os consequentes prejuízos associados, inclusive, ao nível do turismo, a Organização Mundial do Turismo, juntamente com o Governo a província da Biscaia e um clube de futebol local, juntaram esforços para promover este desafio com base na ideia de que o desporto pode ajudar a restaurar o fluxo de turistas e visitantes aos seus níveis normais numa altura em que a pandemia está mais controlada. A ideia base é a de que quem visite a cidade para assistir a um jogo de futebol seja atraído também para fazer outro tipo de atividades.
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Tendo em conta que o leque de soluções possíveis é muito vasto, o tipo de cooperação que vier a ser celebrado depende da proposta fornecida, o que pode passar por acordos tecnológicos, nomeadamente, de serviços, licenças e acordos comerciais com assistência técnica. Caso sejam acordos de investigação e tecnologia, o cliente assume a liderança.
Os candidatos devem apresentar projetos com inovação, escalabilidade, retorno financeiro e vantagens competitivas a curto e médio prazo. Podem ser desenvolvidos em colaboração com o clube de futebol.
A sustentabilidade do projeto em termos de impacto ambiental, económico e social, que deverá estar alinhado com os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (ODS), será um critério de avaliação fundamental.
Resumo:
Área: Turismo
Produto: Estádios Futebol
Mercado: Internacional
Necessidade: Parceria
Contacto: Consultar site de acesso

A próxima conversa está marcada para amanhã com Cristina Branquinho, professora e investigadora na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Esta é uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal, em colaboração com a rede Women in Business.
Partilhar percursos inspiradores de seis convidadas mulheres com papéis determinantes, tanto na esfera das prioridades da Comissão von der Leyen, como também da recente presidência portuguesa do Conselho da União Europeia. É este o objetivo do podcast “As Europeias”, uma iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal em colaboração com a rede Women in Business em Portugal, que se propõe debater o papel da mulher, nomeadamente em lugares de decisão.
Em cada um dos seis episódios Cristina Silva Ferreira, fundadora da rede Women in Business, desafia as convidadas de diferentes gerações a partilhar quem são, o que fazem, como agiram no momento de crise que estamos a viver, o que foi importante no seu percurso e que mensagem querem deixar para inspirar quem as ouve a agir.
“Num contexto pós-pandemia, de recuperação e resiliência, as convidadas irão partilhar visões de uma Europa mais justa, seja no envolvimento mais ativo dos jovens, das mulheres de minorias étnicas e raciais na formulação de políticas, seja na redução da pobreza, das desigualdades sociais e dos territórios; mas também numa Europa mais verde, mais sustentável e digital”, pode ler-se no site da Comissão Europeia.
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O primeiro episódio do podcast “As Europeias” foi difundido a 8 de julho e contou com a participação de Sofia Colares Alves, representante da Comissão Europeia em Portugal, sobre um novo impulso para a democracia europeia.
Conheça o programa das próximas conversas:
15 de julho – Cristina Branquinho, professora e investigadora Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa, Pacto Ecológico Europeu.
22 de julho – Maria Lúcia Amaral, provedora de Justiça.
29 de julho – Joana Vala Pires, diretora Marketing e Operações Europa Ocidental da Microsoft Portugal, Uma Europa preparada para a era digital.
5 de agosto – Elisa Ferreira, comissária Europeia para a Coesão e Reformas, Uma economia ao serviço das pessoas.
12 de agosto – Ana Paula Zacarias, secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Uma Europa mais forte no mundo.




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