A Yara Pets, projeto incubado na StartUp Angra e dirigido por Dúnio Couto, foi destacado no Açoriano Oriental. Abaixo, apresenta-se a entrevista na íntegra.

 

Empreendedor quer tornar mais fácil ter gatos em casa

 Ana Carvalho Melo

 

Da vontade de tornar menos aborrecida a limpeza da caixa de areia do gato surge esta ideia de negócio que já tem patente

A simplificação da tarefa de limpeza da caixa de areia dos gatos é o objetivo do negócio concebido por Dúnio Couto, empreendedor da Startup Angra.

A ideia surgiu no final de 2014 quando a tarefa de limpar a caixa de areia da gata que tinha adotado se começou a tornar aborrecida.

“Eu tenho uma gata, a Yara, e com o passar do tempo foi-se tornando numa tarefa desagradável a limpeza da caixa da areia. Então procurei outras opções no mercado e o que encontrei foram produtos que ajudavam a separar areia limpa dos excrementos mas nenhum que me ajudasse na limpeza e desinfeção da caixa”, explicou.

Desta necessidade surgiu a ideia de criar uma caixa de areia que facilitasse esta tarefa.

“A minha solução passa por facilitar ao utilizador a separação da areia limpa dos excrementos e em simultâneo facilita a lavagem da caixa. Deste modo um processo que demorava cerca de 15 minutos, fica mais agilizado e em dois minutos a caixa está limpa e desinfetada”, explicou.

Esta ideia original ganhou ainda mais força quando numa pesquisa Dúnio Couto verificou que só em Portugal se estima que 2,4 milhões pessoas tenham gatos em casa, valor que ultrapassa os 90 milhões quando se analisam países como os Estados Unidos da América.

“Numa primeira fase o meu objetivo era resolver um problema que eu tinha, no entanto este conceito passou a ideia de negócio quando me apercebi do número de pessoas que tinha gatos em casa”, revelou Dúnio Couto.

Uma vez decidido o ramo de negócio, este empreendedor meteu mãos à obra e iniciou o trabalho de registo da patente da sua ideia, um processo que caracterizou como “longo, burocrático e dispendioso”.

“Como não tinha dinheiro pagar advogados de patentes, durante seis meses sempre que chegava a casa depois do trabalho ia estudar patentes. Consegui fazer o pedido em Portugal e na WIPO - organização internacional que faz o exame preliminar e a publicação internacional dos pedidos”, revelou.

Em paralelo, Dúnio Couto tem vindo a participar em concursos de empreendedorismo de forma a conseguir os contactos e o financiamento necessários para realizar o sonho de ver estas caixas no mercado.

Foi no maior concurso de empreendedorismo de Portugal, promovido pela Associação Acredita Portugal, que estabeleceu contacto com a empresa Inventa Internacional com a qual começou a colaborar. Essa parceria já permitiu que apresentasse o pedido de proteção da sua ideia para a caixa de areia dos gatos na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil.

“Nos países ou regiões onde pedi proteção não pode ser produzido este produto sem alguma licença da minha parte, nem outros países podem produzir e vender nesses países”, explicou.

Para já existe apenas um protótipo a escala reduzida desta caixa, sendo que o seu trabalho até ao final do ano consiste em aperfeiçoar o design e a engenharia

“Neste momento o meu protótipo mostra a funcionalidade mas agora o objetivo é torná-lo num produto mais atrativo. As pessoas que têm gatos acabam por ter uma caixa de areia, logo este objeto acaba por ser uma peça de mobiliário da casa, daí que o queira tornar mais atrativo”, defendeu.

Dúnio Couto revelou ainda que até meados de 2018 espera ter no mercado esta caixa de areia para gatos inovadora.

Este empreendedor, que está na Startup Angra que integra a Rede de Incubadoras de Empresas dos Açores, revelou ainda que, em 2017, participou no Concurso Municipal de Empreendedorismo de Angra do Heroísmo “Atreve-te” e no Concurso Regional de Empreendedorismo, promovido pela Sociedade Para o desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA) com o objetivo de estimular a capacidade de iniciativa e a criatividade, induzindo um comportamento empreendedor na sociedade.

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