O ex-presidente destituído do Sporting está indiciado por 56 crimes, avança a TVI. Bruno de Carvalho vai responder por terrorismo, sequestro, posse de arma proibida e ofensa à integridade física.

O ex-presidente do Sporting vai ser interrogado esta terça-feira

Bruno de Carvalho, ex-presidente destituído do Sporting que foi detido este domingo, está indiciado por 56 crimes. De acordo com a TVI, que teve acesso ao mandado de detenção, o antigo presidente leonino vai responder por dois crimes de dano com violência, 20 crimes de sequestro, um crime de terrorismo, 12 crimes de ofensa à integridade física qualificada, um crime de detenção de arma proibida e 20 crimes de ameaça agravada.

Bruno de Carvalho e Nuno Mendes, conhecido como ‘Mustafá’, líder da Juventude Leonina, foram detidos este domingo, passaram a noite nas instalações da GNR e vão ser interrogados esta terça-feira no tribunal do Barreiro. Bruno de Carvalho foi detido em sua casa, apurou o Observador junto de fonte judicial. A ordem de detenção foi dada assim que chegaram à habitação elementos da GNR e procuradores do Ministério Público. Depois, iniciaram-se as buscas em casa do ex-presidente do Sporting, com este presente.

A detenção de Bruno de Carvalho, apurou o Observador, reflete a existência de provas que as autoridades consideram suficientemente sólidas para considerar que foi ele o mandante do ataque à Academia de Alcochete, em maio deste ano. A invasão resultou em agressões a jogadores da equipa de futebol do Sporting e a elementos da equipa técnica liderada por Jorge Jesus.

Bruno de Carvalho foi detido pela GNR, que é o órgão policial que comanda este processo de detenção e buscas, confirmou o Observador. A GNR fez também buscas na sede da Juventude Leonina, junto ao estádio José Alvalade, com a presença de ‘Mustafá’, que acompanhou as autoridades nas buscas feitas em sua casa, na Aroeira. Acompanhar as buscas é um direito legal que os dois mantêm, mesmo detidos.

A CMTV diz ainda que terá sido encontrada droga na sede da Juventude Leonina, avançando que terão sido confiscadas 20 gramas de cocaína e uma quantidade indeterminada de haxixe.

Não é habitual existirem buscas ao fim-de-semana, sobretudo a horas tardias, havendo até limitações legais à realização dessas iniciativas durante a noite e a madrugada. Esses limites, contudo, não existem quando está em causa suspeitas de envolvimento em crime de terrorismo. Neste momento, recorde-se, os 23 suspeitos de participação no ataque ao centro de treinos do Sporting que se encontram detidos estão indiciados pelo crime de terrorismo, além dos crimes de sequestro, ameaça agravada, ofensa à integridade física agravada e incêndio florestal.

Já esta segunda-feira, uma fonte oficial do clube disse à agência Lusa que o Sporting deposita “total confiança no sistema judicial”.

Mariana Fernandes

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