
Oito jovens já foram retirados da gruta na Tailândia. Operações recomeçaram às 10h08 desta terça-feira, apesar da chuva intensa que caiu durante toda a noite.
Resgate desta terça-feira deverá demorar mais tempo
A missão desta terça-feira deverá demorar mais tempo do que as anteriores, não só porque quatro crianças e um adulto ainda precisam de ser resgatados, mas também porque três membros dos Navy SEALs tailandeses e um médico do exército tailandês, que ficaram com os rapazes no interior da gruta desde que estes foram descobertos, também têm de fazer o caminho de regresso, relata uma correspondente do jornal The Australian na rede social Twitter.
Treinador deverá ser o último a ser resgatado
O treinador de futebol que está ainda aprisionado numa gruta em Mae Sai, Tailândia, com mais quatro crianças deverá ser o último a ser resgatado, de acordo com as últimas informações divulgadas pelas autoridades.
No domingo foram salvas quatro crianças, na segunda-feira outras tantas, e hoje a prioridade definida pelas autoridades aponta para o mesmo número de extrações da gruta, ficando o treinador, que foi monge budista durante uma década, para a última tentativa de resgate, de preferência ainda durante o dia, já que as condições climatéricas pioraram nas últimas horas.
Quando a equipa de mergulhadores britânica encontrou os jovens, estes estariam a meditar, num exercício que tem ajudado a acalmar as crianças desde 23 de junho, quando foram surpreendidas pela inundação parcial do complexo subterrâneo montanhoso Doi Nang Non. O agora treinador Ekapol Chanthawong, de 25 anos, foi um monge budista durante uma década e, de acordo com várias publicações e agências noticiosas, tem ensinado as crianças a meditar, não só para assegurar que se mantenham calmas, mas também que reservem as energias numa situação extrema que dura há mais de duas semanas. Nos primeiros nove dias, e até serem encontrados, estiveram sem água e sem comida.
Depois do sucesso de segunda-feira, que eleva para oito o número de crianças que estão já a receber tratamento hospitalar em Chiang Rai, capital da província, o líder da célula de crise salientou a maior rapidez da operação, que necessitou de menos duas horas do que o primeiro resgate. “Pensamos que podemos fazer melhor amanhã [hoje], e vamos ter sucesso: 100%!”, disse Narongsak Osottanakorn na última conferência de imprensa, cerca de duas horas depois das operações de resgate serem suspensas.
"São miúdos incrivelmente fortes"
Ivan Karadzic, membro da equipa de resgate internacional, expressou, em entrevista à BBC, grande admiração pelos 12 rapazes que ficaram retidos no interior da gruta:
“Eles estão a ser forçados a fazer uma coisa que nenhum rapaz fez antes. Não é de todo normal que crianças façam mergulhos em cavernas aos 11 anos. Eles estão a mergulhar num ambiente que é considerado extremamente perigoso, com zero visibilidade, a única luz direta é a das suas lanternas. Estávamos naturalmente muito receosos de qualquer pânico. Depois, há vários problemas de equipamento que podem ocorrer. São miúdos incrivelmente fortes”.



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