
Rodrigo Rodrigues, novo Presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, em entrevista ao Investinterceira afirmou que “Em relação à promoção do destino turístico tive a oportunidade de fazer contas que ainda não vi referidas por ninguém. Contas que relacionam o investimento na captação de turistas versus o seu retorno. Gastamos, a nível regional, com a promoção turística, através da Associação de Turismo dos Açores, um orçamento que ronda os 10 milhões de euros. O número de dormidas na região, se somarmos à hotelaria convencional o alojamento local, já ultrapassou os 2 milhões por ano o que faz um ratio (é meu e vale o que vale) de 5 euros de investimento em promoção por cada dormida. Nestes 5 euros o governo regional tem apenas uma despesa de 15% sendo os restantes subsidiados por fundos europeus. Isto significa que a região investe do seu orçamento menos de 1 euro por cada dormida que temos neste momento.
Ora o último estudo que vi do Turismo de Portugal apontava para um retorno deixado por cada dormida nas ilhas açorianas da ordem de mais de 100 euros, ou seja a receita total deixada por cada dormida na ilha – O transfer, o carro de aluguer, a excursão, a comida nos restaurantes, etc.- tudo somado, de acordo com aquele estudo, ultrapassa, como disse, os 100 euros.
Se investimos 1 euro por cada 100 de retorno chegamos à conclusão, mesmo admitindo algum otimismo por parte do estudo, de que não há nenhum negócio com essa ordem de retorno.
Em face destes número estou certo de que o valor da promoção pode, e deve, ser mais elevado e melhor gasto.
Neste momento no grupo central em geral, e na ilha Terceira em particular, são necessários investimentos na promoção mais direcionados à captação de fluxos. Dou como exemplo o do mercado alemão cuja consolidação está feita para os Açores mas muito concentrado na ilha de São Miguel. Para que isso pudesse ter acontecido foi necessário a SATA ter voado durante muitos anos de Frankfurt e Munique para Ponta Delgada o que, na minha opinião, foi muito positivo e um bom investimento da região mesmo que tenha sido conseguido através de um deficit por parte da companhia aérea regional. Se há alguma área em que a SATA pode perder dinheiro é na sustentação de algumas rotas que no futuro possa, não só serem viáveis para a companhia, como virem a ser de grande importância. Nesse quadro, esse deficit seria transformado num bom investimento. Isso aconteceu com a Alemanha e os resultados positivos estão à vista e são reconhecidos por toda a gente.
Se investimos 1 euro por cada 100 de retorno chegamos à conclusão, de que não há nenhum negócio com essa ordem de retorno
É um esforço deste tipo que tem de ser feito, agora, em relação à ilha Terceira e ao grupo central. “
Uma entrevista que pode ler na íntegra AQUI.



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