
Rodrigo Rodrigues foi recentemente eleito Presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo- Nesta entrevista ao Investinangra passa em revista algumas das preocupações dos atuais responsáveis pela associação empresarial.
IA – Para além de dossiers em que a Câmara de Comércio tem vindo a trabalhar ao longo dos últimos anos, e que ainda não estão encerrados, o que é que traz de novo à Associação?
RR – Queremos reaproximar muitos associados que abandonaram a Câmara de Comércio – por diversos motivos houve uma redução grande do número de associados nos últimos anos – e com isso abrir o espaço de debate que será alargado, pontualmente e por setores, aos empresários que não sejam associados. Pretendemos que o tecido empresarial da ilha Terceira no seu todo sinta que possa ver na Câmara do Comércio – a sua associação – um parceiro que defende e revindica os seus interesses e necessidades.
Entendo que a Câmara de Comércio não fala apenas pelo seu presidente ou pela sua direção mas sim a uma só voz pelo tecido empresarial. Nesse sentido temos de criar uma proximidade muito maior com os empresários.
Claro que há projetos que são estruturantes para a ilha Terceira e não deixaremos de batalhar por eles sendo que alguns não implicam grandes investimentos públicos mas tão somente vontade política. Pretendemos, igualmente, resolver outras questões nomeadamente, em conjunto com as câmaras municipais e o governo, encontrar um modelo que agilize os processos burocráticos que têm que ver com o investimento nos centros históricos das cidades em especial em Angra do Heroísmo onde há muito património degradado. Sabemos que há um grande interesse por parte de investidores na recuperação desse património degradado mas todo o processo que vai desde a decisão do investidor em avançar até ao momento em que ele consegue realizar esse investimento demora mais de um ano. Ninguém tem culpa mas todos têm culpa porque todos querem, e são obrigados, a dar um parecer. Entendemos que há formas, já usadas noutras regiões, que podem tornar todo o processo mais ágil e mais fácil sem colocar em causa o interesse geral.
Estamos, neste momento, a fazer o nosso trabalho de casa no intuito de podermos propor um modelo que seja realizável. Esta morosidade resultante de toda a burocracia é absolutamente contrária a toda e qualquer política para a captação de investimento interno ou externo.
- Esta morosidade que refere também se verifica em relação aos programas de incentivos ao investimento?
- Por vezes sim. O que acontece é que o sistema todo junto cria uma teia em que uns esperam pelos outros, em que uns dependem dos outros. Devo realçar que temos na região um excelente sistema de incentivos no apoio ao investimento. Havendo fundos, e o governo regional sempre diz que sim, que há fundos, não há razão nenhuma para empatar os investimentos de forma a parecer que, afinal, não há tantos fundos como os que são recorrentemente anunciados. Não quero acreditar nisso, acredito que sim, que há fundos, o que não há é fluidez burocrática e isso tem de ser, urgentemente, resolvido. Vai ser uma das nossas lutas no futuro imediato.
- Há uma relação direta entre o investimento e o emprego…
- Claro que sim. Muitas vezes ouvimos responsáveis políticos falar como se fosse obrigação do governo regional a criação de postos de trabalho e não é verdade. O governo tem é de criar condições para que o tecido empresarial crie postos de trabalho porque só esses são, de facto, realmente produtivos para a economia. Os postos de trabalho criados diretamente pela administração pública apenas resolvem, o que não deixa de ser importante, os problemas das famílias, mas em nada contribuem para resolver o problema da economia no seu todo.
Reafirmo a ideia de que toda a morosidade a que já fiz referência impede que muitos investidores externos se sintam motivados a avançar com projetos que poderia vir a beneficiar dos excelente incentivos disponíveis nos Açores.

- A questão dos transportes tem sido uma já velha luta dos empresários da ilha Terceira. Vai manter esse processo aberto na sua liderança da Câmara de Comércio?
- Não sei se, sinceramente, irei trazer alguma novidade nesse capítulo. Trata-se de uma guerra que tem vindo a ser travada pela Câmara de Comércio de há uns anos a esta parte e que irá manter-se em cima da mesa com toda a naturalidade. Ainda há poucos dias tivemos uma reunião com o secretária dos transportes em que houve a oportunidade de apresentar o nosso ponto de vista que é, aliás, muito simples: o modelo em vigor é mau e imprevisível. No curto prazo temos de olhar, e resolver, a questão da imprevisibilidade que tem que ver com os constantes atrasos fazendo com que os empresários nunca saibam com o que podem contar melhorando, de imediato, esta questão. Mas isso não chega, é preciso ir mais longe. O modelo em vigor, no seu todo, tem que ser completamente alterado. Fizemos ver isso à senhora secretária e pensamos que do lado do governo há uma enorme dificuldade em mexer a fundo no modelo. Há mais disponibilidade para corrigir algumas coisas do que em fazer algo de novo.
- Perante o descontentamento dos empresários terceirenses porque é que, em sua opinião, o governo sente essa dificuldade em avançar para uma revisão do modelo atual?
- Julgo que quase todas as ilhas estão insatisfeitas com o atual modelo de transporte marítimo de mercadorias. Creio que o governo regional não mexe no mesmo porque com ele não tem qualquer encargo financeiro. A obrigação de serviço público que determina que cada contentor chegue a todas as ilhas com o mesmo preço não é paga pela região nem pelo governo da república. Pagamos toso essa obrigação ou seja a Economia. O preço é, atualmente, diluído por todos os transportes envolvidos no processo de fazer chegar a carga a todas as ilhas. Achamos que é aí que reside uma falha grave. Defendemos um modelo que liberalize, ou não, mas que seja mais rápido e com mais frequências, mas previsível e mais barato para os principais portos dos Açores, Ponta Delgada e Praia da Vitória podendo caber a este ultimo o papel de hub na distribuição para as restante ilhas do grupo central e ocidental.
Aqui entra, quanto a nós, a obrigação do governo regional em reduzir as assimetrias entre as ilhas. Uma distribuição que, não sendo um negócio sustentável para quem presta o serviço, fosse subsidiada cabendo ao governo regional, ou ao governo da república, essa obrigação.
Se o governo dos Açores tem um programa de incentivo à exportação por parte das empresas regionais não pode, por outro lado, “cortar as pernas” às empresas que trabalham nessa área de atividade. Transporte e Exportação são duas palavras, obviamente, associadas uma à outra.
Se não conseguirmos criar condições para os empresários exportarem as suas mercadorias e tempo e horas afim de poderem cumprir os seus compromissos com os seus clientes de fora da região mais vale dizer-lhes que não invistam na exportação porque não se pretende mudar o modelo de transportes.
O que o governo regional está a fazer é dizer NIN, ou seja, invistam mas não mudamos o sistema. Não vamos, de maneira nenhuma, deixar cair este assunto da nossa agenda. Não pode ser sempre o empresário quem se “trama”.

- Na vertente da exportação já consegue avaliar o impacto da criação e implementação da Marca Açores?
- Pessoalmente não tenho acesso a grandes números no que à Marca Açores diz respeito.
Temos, contudo, a ideia global de que em algumas áreas ela funciona melhor, como é o caso dos lacticínios, do que em outras embora eu ache que, no que aos derivados do leite que produzimos diz respeito, ainda não estamos a competir nos patamares mais elevados como seria de esperar dada a qualidade da nossa matéria prima. Competimos num patamar mais baixo em que há uma forte concorrência e em que o fator preço assume uma grande importância. Reconheço que, neste setor, já uma notoriedade da Marca Açores a nível nacional.
No que diz respeito à Marca Açores, no seu todo, é ainda um mundo por explorar. Dado o meu desconhecimento pormenorizado dos números, como referi, não quero ser injusto na minha avaliação.
Trata-se de uma boa ideia e deve ser apoiada e, sobretudo, trabalhada com grande profissionalismo e servida por profissionais altamente qualificados para o efeito. Neste capítulo tenho sempre grandes dúvidas porque no universo das nossas organizações governamentais não se trata de intenções mas de competências. O trabalho de criar uma marca, desenvolvê-la e torna-la conhecida no resto do mundo não é um processo, nem fácil, nem barato. As grandes multinacionais envolvem na promoção das suas marcas grandes investimentos e os melhores profissionais do planeta e levaram, apesar disso, muito tempo até conseguirem consolidar as suas marcas. É disso que estamos a falar, passe a comparação e a salvaguarda das devidas distâncias e proporções.
Em suma, do meu ponto de vista, o processo da consolidação da Marca Açores deve, forçosamente, de envolver um grande investimento para que resulte.
- O chamado Comércio Tradicional tem um grande peso na nossa Economia e terá ido o setor onde mais se sentiram os efeitos da crise que afetou o país e a região. Em relação a este segmento de atividade económica o que se propõe fazer durante o seu mandato?
- O Comércio Tradicional tem um grande peso nos tecidos económico e social da ilha Terceira.
Mesmo aqui na Câmara de Comércio de Angra há uma grande percentagem de empresas associadas que desenvolvem a sua atividade nessa área da Economia.
É um setor que passou momentos muito difíceis não só como resultado da crise como também pela evolução do próprio mercado, com o aparecimento do comércio eletrónico na internet e pela progressiva facilidade de deslocação das pessoas podendo comprar, com muito mais facilidade, fora da região. Trata-se de uma mudança de paradigma à escala mundial a que também nós não ficámos imunes.
Uma das medidas que queremos ver implementada com urgência, e dela já demos conta ao governo regional, parecendo-me que há da parte deste abertura, é todo o processo que se prende com o transporte aéreo de mercadorias.
Para além do terminal de cargas, cuja construção já foi anunciada, que terá de contemplar capacidade de frio sob pena de se transformar num grande armazém há ainda o processo do avião cargueiro que é indispensável que seja concluído. Com a conclusão destes dois aspetos a ilha Terceira volta a ser um entreposto interessante, não só para os seus empresários, como também para os de todas as ilhas do grupo central, com o continente o que acontece atualmente com Ponta Delgada.
Se não houver um bom sistema de transporte aéreo de carga o pequeno comércio, que não tem capacidade de investimento em grandes “stockagens”, fica à mercê de enormes dificuldades.
É, por isso essencial à sobrevivência destas pequenas empresas a existência de um bom e eficiente sistema de transporte aéreo de mercadorias.
Não podemos estar perante uma situação em que uma compra, via Internet, feita por um particular a um fornecedor chinês chegue mais depressa à Terceira do que mercadoria encomendada por um comerciante local a um fornecedor no continente com está a suceder atualmente.
Sem estar a dizer nada de novo é, contudo, uma questão muito prática que não está resolvida.
Continuaremos a desenvolver todo o processo de animação que já vinha a ser praticado mas temos, por certo, que olhar mais além e tratar de coisas muito práxica com enorme repercussão nas vidas destas empresas e destes empresários.
Há, por outro lado, que continuar a fazer pedagogia junto dos comerciantes no sentido de um ajustamento de horários de funcionamento às necessidades e procura dos clientes. Não há, por enquanto, na ilha Terceira nenhum centro comercial mas nada indica que não possa vir a haver.
Há, em suma um caminho a percorrer, a que não deixaremos de star atentos.

- Vivemos sob o “encantamento” do boom do Turismo. Como lha para este setor que é de vital importância para o desenvolvimento futuro da Economia?
- Como sabe esta é a minha área, quer de formação, quer de negócio e que, por isso, conheço muito bem.
Olho o desenvolvimento verificado com otimismo e satisfação embora com algumas preocupações no que ao futuro diz respeito.
Desde logo porque chegou a hora de investir na captação de turistas não só para a Terceira mas como para todo o grupo central de uma forma diferente da que tem vindo a ser praticada.
Para além da procura global dos Açores que está em alta é preciso olhar para a captação de fluxos específicos com operações charter ou mesmo com a SATA a voar de alguns destinos e mercados diretamente para o destino Terceira.
E há bons exemplos recentes que vieram alterar por completo o negócio do Turismo entre nós. Refiro-me à operações charter com Boston e à operação, neste caso não charter, com Espanha. Duas operações distintas que ocuparam de inverno as unidades hoteleiras da ilha.
Naturalmente que esse fluxo teve repercussões evidentes na Economia no seu todo e está à vista de todos. Temos, por isso, de continuar esse caminho porque a euforia do turismo é perigosa. Tenho essa experiência porque, como se sabe, comecei a minha vida empresarial em São Miguel tendo depois vindo para a Terceira, pude acompanhar de perto o que aconteceu há 20 anos atrás naquela ilha.
Quando começa o entusiasmo com o Turismo tem inicio a construção de unidade hoteleiras, a transformação de prédios degradados em hotéis, ou Hostels, que agora estão muito na moda, em Turismo de Habitação. Na ilha Terceira, neste momento, o número de oferta de camas previsto para os próximos 4 anos é notoriamente superior ao da procura esperada. Isto significa que, daqui a 4 anos, em plena euforia do Turismo, a taxa de ocupação média anual previsivelmente irá diminuir apesar do aumento da procura que vier a verificar-se.
Ainda não ouvi ninguém falar disto mas eu vou falar porque o nosso objectivo é de que as taxas de ocupação cresçam e com isto não estou a dizer que não devam aparecer novos empresários a investir. Claro que podem mas tem que haver algum cuidado por parte das entidades que regulam esta atividade para que não venha a criar-se na Terceira o problema que se criou em São Miguel na altura em que começaram a chegar os charters provenientes no Norte da Europa.
- O tecido empresarial tem correspondido bem a esta procura crescente por parte dos turistas?
- No geral acho que sim. Mais a mais porque o crescimento da procura do destino terceira tem vindo a aumentar de uma forma progressiva ao contrário de São Miguel em que o mesmo “explodiu”, quase de um momento para outro.
Já há reações evidentes por parte dos empresários terceirenses ao aumento da procura verificada.
Cito, apenas a título de exemplo, o que se tem vindo a verificar com as empresas de animação turística um segmento em que, nos últimos anos, se deu um salto quantitativo e qualitativo muito grande.
Pode ter a certeza de que onde houver oportunidades de negócio não deixarão de aparecer empresários interessados em investir.
Ficou claramente provado ao longo dos últimos anos que quando uma região como a nossa, com as suas capacidades, decidiu investir no Turismo os resultados saltam à vista.
No que diz respeito à promoção do destino Açores trás consigo sugestões e um plano que queira ver aplicado?
- Em relação à promoção do destino turístico tive a oportunidade de fazer contas que ainda não vi referidas por ninguém. Contas que relacionam o investimento na captação de turistas versus o seu retorno. Gastamos, a nível regional, com a promoção turística, através da Associação de Turismo dos Açores, um orçamento que ronda os 10 milhões de euros. O número de dormidas na região, se somarmos à hotelaria convencional o alojamento local, já ultrapassou os 2 milhões por ano o que faz um ratio (é meu e vale o que vale) de 5 euros de investimento em promoção por cada dormida. Nestes 5 euros o governo regional tem apenas uma despesa de 15% sendo os restantes subsidiados por fundos europeus. Isto significa que a região investe do seu orçamento menos de 1 euro por cada dormida que temos neste momento.
Ora o último estudo que vi do Turismo de Portugal apontava para um retorno deixado por cada dormida nas ilhas açorianas da ordem de mais de 100 euros, ou seja a receita total deixada por cada dormida na ilha – O transfer, o carro de aluguer, a excursão, a comida nos restaurantes, etc.- tudo somado, de acordo com aquele estudo, ultrapassa, como disse, os 100 euros.
Se investimos 1 euro por cada 100 de retorno chegamos à conclusão, mesmo admitindo algum otimismo por parte do estudo, de que não há nenhum negócio com essa ordem de retorno.
Em face destes número estou certo de que o valor da promoção pode, e deve, ser mais elevado e melhor gasto.
Neste momento no grupo central em geral, e na ilha Terceira em particular, são necessários investimentos na promoção mais direcionados à captação de fluxos. Dou como exemplo o do mercado alemão cuja consolidação está feita para os Açores mas muito concentrado na ilha de São Miguel. Para que isso pudesse ter acontecido foi necessário a SATA ter voado durante muitos anos de Frankfurt e Munique para Ponta Delgada o que, na minha opinião, foi muito positivo e um bom investimento da região mesmo que tenha sido conseguido através de um deficit por parte da companhia aérea regional. Se há alguma área em que a SATA pode perder dinheiro é na sustentação de algumas rotas que no futuro possa, não só serem viáveis para a companhia, como virem a ser de grande importância. Nesse quadro, esse deficit seria transformado num bom investimento. Isso aconteceu com a Alemanha e os resultados positivos estão à vista e são reconhecidos por toda a gente.
É um esforço deste tipo que tem de ser feito, agora, em relação à ilha Terceira e ao grupo central.

- Temos., necessariamente, de falar dos fundos comunitários para depois de 2020. Depois das primeiras notícias, desanimadoras, está otimista?
- Vejo com alguma apreensão estas primeira notícias. E, quer nos Açores em particular, quer no país em geral, houve uma grande unanimidade na contestação ás primeiras propostas da Comissão Europeia. Mas neste processo não podemos esquecer que o BREXIT e os seus efeitos são conhecidos já há algum tempo e todos sabiam que com a saída do Reino Unido – um dos maiores contribuintes europeus - da União era expectável uma redução dos fundos disponíveis. Por outro lado julgo que seria importante conhecermos em detalhe o grau de execução, entre portas, de todos os fundos de todos os programas comunitários colocados à disposição dos Açores e, com isso, percebermos, com rigor, se essa execução tem atingido níveis muito altos, ou não. Isto para sabermos se posições reivindicativas podem, ou não. Ser bem sustentadas perante a nova realidade europeia.
Penso, contudo, que as coisas começam sempre assim: primeiro dá-se uma notícia muito má para depois haver espaço para uma negociação e á medida que nos formos aproximando das eleições para o Parlamento Europeu tudo tenderá a parecer mais de acordo com os desejos dos diferentes países e regiões.
- No início desta entrevista referiu que tem por objetivo recuperar para a Câmara de Comércio Associados que a mesma foi perdendo. Porque é que isso aconteceu e como pretende fazer essa recuperação?
- Há muitas e variadas razões. Desde logo a época dura de crise que todos vivemos que fez com que alguns se afastassem e outros tivessem deixado a atividade empresarial, outros ter-se-ão afastado por não se reverem na Câmara de Comércio e nas suas políticas, e com esta afirmação não estou a criticar ninguém…
Com a retoma da economia estão criadas as condições para que possamos desenvolver um conjunto de ações que visem a reaproximação de muitos que se afastaram bem como a chegada de novos empresários que, entretanto, foram surgindo fruto, quer da retoma económica em geral, quer do boom que tem vindo a verificar-se na área do turismo com o aparecimento de novas empresas no sector.
Queremos, através de um processo participativo que vamos despoletar, ouvir os nossos associados , também, os que não sendo associados são empresários de mérito e que desempenham um papel importante na Economia.
- A vida financeira da Câmara de Comércio está de boa saúde?
- Como sabe o financiamento das associações é sempre problemático e nós não fugimos à regra. Ao longo dos anos a Câmara de Comércio criou uma estrutura muito profissional que nos deixa, por um lado, muito à vontade para o desenvolvimento de vários projetos e, por outro nos coloca perante uma estrutura de custos fixos pesada. As fontes de financiamento não são muitas e a perda de associados também não ajudou.
Iremos procurar aumentar as receitas através da oferta de serviços aos nosso associados, nomeadamente na área da formação que é muito importante e é uma área em que a Câmara de Comércio tem um papel fundamental.
- Está otimista neste principio de mandato?
- ( Gargalhada ) Um empresário nos Açores tem de ser, por natureza, um otimista…



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