Foi criada em plena pandemia no Brasil. Agora procura expandir-se para Portugal para continuar a criar ferramentas para tornar o mundo mais inclusivo, aliando o design e a tecnologia como instrumentos de transformação de crianças com deficiências.

Desenvolver ferramentas digitais customizáveis e inclusivas para o treino de capacidades motoras e cognitivas de crianças em tratamento de reabilitação neurológica. É este o objetivo da Techtale, semifinalista da 11.ª edição do Concurso Banco Montepio Acredita Portugal, que procura estabelecer parcerias com clínicas de reabilitação pediátrica ou terapeutas pediátricos autónomos, escolas, editoras de livros, criadores de jogos para continuar a sua missão em Portugal.

A história da Techtale começou durante a pandemia de 2020, quando Gloria Brandão se depara com a missão de continuar com as terapias da sua filha em casa, ou seja, com a realização de atividades de fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia com suporte profissional à distância.

Com o tempo dedicado à elaboração dos materiais que seriam utilizados em cada uma das terapias, a empreendedora brasileira percebeu que eram diversas as funções acumuladas durante o dia e que as rotinas deveriam ser “mais coloridas, lúdicas e empáticas”.

A CEO da Techtale frequenta clínicas de reabilitação diariamente desde 2015, quando, aos três meses, a sua filha recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral. Enquanto arquiteta, projetou centros de reabilitação, clínicas e consultórios e, como ilustradora, criou desenhos e historinhas, baseados no que vivencia diariamente.

A Gloria Brandou juntaram-se ainda Fernanda Urbano, designer gráfica, e Elaine Brandão, gestora de negócios e vendas, e terapeuta integrativa. As três tornaram-se sócias e partilham o mesmo propósito: promover a inclusão através da diversão.

A primeira versão da plataforma está quase finalizada. O lançamento oficial está marcado para 12 de outubro de 2021, mas até lá qualquer terapeuta tem acesso a alguns dos recursos através do site da Techtale.

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 Com os pés no Brasil, mas os olhos em Portugal


Todos os produtos da Techtale são desenvolvidos com a ajuda de terapeutas de fala, terapeutas ocupacionais e professoras. O objetivo é, segundo Gloria Brandão, “auxiliar terapeutas especializados na reabilitação neurológica pediátrica a desenvolver capacidades motoras e cognitivas nos seus pacientes, através de jogos e ebooks que podem ser customizados, de acordo com as necessidades específicas de cada criança”.

Ainda de acordo com a responsável, “as nossas ferramentas incluem: diferentes graus de dificuldade (para estímulos de coordenação motora grossa e fina), ajustes cores de fundo e de objetos (proporcionando maior contraste para quem tem baixa visão ou reduzindo a luminosidade de quem tem fotofobia), redução da quantidade de elementos no ecrã (aumenta o foco para crianças com dificuldade de atenção ao reduzir a quantidade de objetos que possam causar dispersão), feedbacks visuais (para crianças com baixa acuidade auditiva), feedbacks sonoros (para crianças com baixa visão), entre outras funcionalidades”.

Outra das características dos produtos da Techtale são as pranchas de comunicação alternativa integradas nos jogos, que permitem que, a partir de qualquer dispositivo e sem necessidade de uma aplicação instalada, seja possível estabelecer uma comunicação com crianças não verbais, seja a partir de imagens ou de símbolos.

Entre as dificuldades que têm encontrado, as empreendedoras destacam o acesso ao mercado e a criação de uma rede de contacto.

Por isso, neste momento, as empreendedoras procuram estabelecer parcerias com clínicas de reabilitação pediátrica ou terapeutas pediátricos autónomos (terapeutas de fala e terapeutas ocupacionais), escolas, editoras de livros e criadores de jogos em Portugal.

“Hoje Portugal é reconhecido como um exemplo de boas práticas de inclusão nas escolas, sendo comumente citado em estudos sobre ações de inclusão nas escolas. Queremos aprender e mostrar para o mundo que sim, é possível termos uma sociedade mais empática e inclusiva. E, muito disso, se deve ao empenho de professores e terapeutas no auxílio do aprendizado destas crianças”, frisa Gloria Brandao.

Resumo:
Responsáveis: Gloria Brandão, Fernanda Urbano e Elaine Brandão
Área: Saúde
Produto: Ferramentas digitais para treino de capacidades motoras e cognitivas de crianças em tratamento de reabilitação neurológica.
Mercado: Portugal
Necessidade: Networking e parcerias com clínicas de reabilitação pediátrica ou terapeutas pediátricos autónomos, escolas, editoras de livros, criadores de jogos e web.
Contacto: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Comentários

Com investimento de cerca de 50 mil euros nos ingressos, Road 2 Web Summit abre candidaturas para a sexta edição. Ascende a 700 o número de jovens empresas tecnológicas ajudadas desde 2016.

Há cem startups portuguesas que vão pagar metade do bilhete para estarem na Web Summit. Abrem esta quarta-feira as candidaturas para a sexta edição do Road 2 Web Summit. O programa de incentivo à participação na cimeira tecnológica é promovido pela associação Startup Portugal e o investimento estimado ronda os 50 mil euros.

Poderão candidatar-se as startups fundadas a partir de 2016, com um protótipo e uma página ativa na internet, terem sede fiscal em Portugal e ainda têm de estar registadas na plataforma agregadora de dados Startup Hub.

Na ordem das inscrições, a organização vai dar prioridade a empresas mais recentes, que nunca tenham participado na iniciativa, com receitas ou investimento acumulado de até três milhões de euros. As inscrições para o Road 2 Web Summit 2021 poderão ser feitas através desta página.

As startups selecionadas irão ter acesso a um bilhete Alpha por 497,5 euros em vez dos 995 euros cobrados na página da Web Summit. Só nos bilhetes, calcula-se que o investimento ronde os 50 mil euros.

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Além da entrada com desconto, as empresas selecionadas vão ter acesso a uma sessão intensiva de preparação. Para tirarem o melhor proveito da conferência, as startups terão direito a seminários de apresentação do projeto, como abordar jornalistas e investidores e ainda como navegar na Web Summit conforme os objetivos de cada empresa.

A iniciativa inclui ainda "uma vertente de internacionalização, através do acesso à conferência irmã da Web Summit, a Collision", que irá decorrer em Toronto, no Canadá, de 20 a 23 de Junho de 2022, refere o comunicado de imprensa.

Com a sexta edição, passa para 700 o número de startups portuguesas apoiadas desde que o programa foi lançado, em 2016, ano da primeira edição da Web Summit em Portugal. A oferta de metade do bilhete tem sido a proposta mais regular; em 2020, como a edição foi remota e os ingressos foram mais baratos, o programa permitiu a entrada na cimeira com tudo pago.

O líder da Startup Portugal, Simon Schaefer, assinala que "com um mercado interno demasiado pequeno para permitir que as startups escalem significativamente, o Road 2 Web Summit é um dos programas centrais para apoiar o ecossistema português".

O secretário de Estado para a Transição Digital, André de Aragão Azevedo, nota que a iniciativa "é uma ferramenta essencial para a boa prestação de empresas nacionais no maior palco do empreendedorismo tecnológico, que é a Web Summit".

 

Dos creators aos especialistas em saúde, descubra as profissões do futuro, de acordo com a empresa de tecnologia Hotmart, que elaborou uma lista com base numa análise de procura do mercado.

O mercado está em constante mudança, nomeadamente, devido ao desenvolvimento tecnológico. Contudo, se esta era já uma realidade antes da pandemia da Covid-19, a verdade é que o contexto pandémico veio acelerar ainda mais este desenvolvimento e o uso das tecnologias. Há profissões que desapareceram, dando lugar a novas, e outras que tiveram de evoluir e de se reinventar.

Na Hotmart, empresa global de tecnologia e líder no mercado de produtos digitais, 37% das posições do ano de 2021 foram previstas para profissionais das áreas de tecnologia (programadores, analistas e cientistas de dados, designers de Experiência de Utilizador e Experiência de Interface, analistas de segurança da informação). Em segundo lugar surgem as posições de profissionais ligados ao mercado digital (consultores comerciais e profissionais de marketing) que representam 23% das posições.

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Conheça as profissões e competências que serão mais requisitadas nos próximos anos, segundo a Hotmart.

1. Creators
Estes profissionais já estão em alta e tudo leva a crer que nos próximos anos se mantenha assim. São aqueles especialistas que divulgam e vendem conhecimento através de conteúdos para a Internet, também conhecidos como digital influencers, tendo total domínio dos social media. São valorizadas nesta área competências de edição de vídeo, imagem e som, copywriting (textos com foco em vendas e ofertas) e o mais provável é que, ao enveredar por esta área, lhe seja pedido para dominar um pouco de cada uma delas.

2. Profissionais de marketing digital
O mundo digital e o mercado global, deram uma nova vida ao marketing, sendo o marketing digital uma área de desenvolvimento considerada prioritária. É requerido que estes profissionais sejam especialistas em ferramentas e técnicas como Google Ads, Google Analytics, SEO e e-mail marketing.

3. Especialista em Big Data
Atualmente, com a Internet, existe uma grande quantidade de dados gerados e armazenados. Assim, os especialistas em Big Data são responsáveis por organizar e interpretar dados de diversos tipos e, posteriormente, transformá-los em informações importantes e possíveis de serem utilizadas.

4. Engenheiro ambiental
As alterações climáticas são hoje mais visíveis que nunca e uma preocupação para a sociedade que procura reverter o impacto negativo que tem tido ao longo dos anos no Planeta. A grande responsabilidade deste profissional é conciliar tecnologia com o meio ambiente, por forma a criar novos sistemas de gestão ambiental e soluções e tendo em vista um desenvolvimento sustentável.

5. Especialistas em saúde mental
Nunca se falou tanto em saúde mental como agora. Desta forma, de acordo com as provisões, as profissões que envolvem a saúde mental (psicólogos, psiquiatras, etc.) vão continuar a ter uma crescente procura.

Foi criada em plena pandemia no Brasil. Agora procura expandir-se para Portugal para continuar a criar ferramentas para tornar o mundo mais inclusivo, aliando o design e a tecnologia como instrumentos de transformação de crianças com deficiências.

Desenvolver ferramentas digitais customizáveis e inclusivas para o treino de capacidades motoras e cognitivas de crianças em tratamento de reabilitação neurológica. É este o objetivo da Techtale, semifinalista da 11.ª edição do Concurso Banco Montepio Acredita Portugal, que procura estabelecer parcerias com clínicas de reabilitação pediátrica ou terapeutas pediátricos autónomos, escolas, editoras de livros, criadores de jogos para continuar a sua missão em Portugal.

A história da Techtale começou durante a pandemia de 2020, quando Gloria Brandão se depara com a missão de continuar com as terapias da sua filha em casa, ou seja, com a realização de atividades de fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia com suporte profissional à distância.

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Com o tempo dedicado à elaboração dos materiais que seriam utilizados em cada uma das terapias, a empreendedora brasileira percebeu que eram diversas as funções acumuladas durante o dia e que as rotinas deveriam ser “mais coloridas, lúdicas e empáticas”.

A CEO da Techtale frequenta clínicas de reabilitação diariamente desde 2015, quando, aos três meses, a sua filha recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral. Enquanto arquiteta, projetou centros de reabilitação, clínicas e consultórios e, como ilustradora, criou desenhos e historinhas, baseados no que vivencia diariamente.

A Gloria Brandou juntaram-se ainda Fernanda Urbano, designer gráfica, e Elaine Brandão, gestora de negócios e vendas, e terapeuta integrativa. As três tornaram-se sócias e partilham o mesmo propósito: promover a inclusão através da diversão.

A primeira versão da plataforma está quase finalizada. O lançamento oficial está marcado para 12 de outubro de 2021, mas até lá qualquer terapeuta tem acesso a alguns dos recursos através do site da Techtale.

Pode submeter a sua candidatura à edição deste ano dos prémios PlayStation Talents até dia 30 de setembro. Vencedores serão anunciados no início do próximo ano.

A PlayStation Portugal já abriu as candidaturas para a 7ª edição dos prémios PlayStation Talents. Tem até às 23h59 do dia 30 de setembro para submeter o seu jogo a concurso.

Esta iniciativa visa estimular o desenvolvimento de videojogos independentes em Portugal e, tal como nas edições anteriores, apenas podem participar estúdios de pequena dimensão, bem como estudantes universitários, jovens programadores e empresas portuguesas que tenham faturado menos de 100 mil euros em 2020.

Este concurso anual foi lançado em 2015, ano em que foi premiado Strikers Edge, da Fun Punch Games. Desde essa altura já contou com a participação de mais de 300 projetos.

Os finalistas serão anunciados em outubro e, para além do prémio de Melhor Jogo, serão também atribuídos galardões aos títulos mais inovadores, ao jogo que dê melhor uso às plataformas PlayStation, ao melhor jogo infantil, à melhor narrativa e ao melhor título de competição online. Haverá também um prémio imprensa, atribuído pela crítica, bem como uma categoria especial, onde será condecorado o título mais impactante a nível social.

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Para concorrer, o jogo terá de ser submetido por uma equipa de projeto com, pelo menos, três tipos de perfil: um designer, um programador e um artista. Os vencedores serão anunciados no início do próximo ano.

Em jogo estão 10 mil euros em dinheiro, acesso a ferramentas de desenvolvimento PlayStation, um espaço físico, em Lisboa, para que o projeto possa continuar a ser desenvolvido durante 10 meses, a publicação do jogo na PlayStation Store, bem como uma campanha de promoção e marketing avaliada em 50 mil euros.

As candidaturas terão de ser enviadas para o endereço de e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. e deverão incluir: uma build jogável/vertical slice; um vídeo de apresentação do jogo, com um máximo de 5 minutos de duração; o documento de Concept Design (em formato PDF, sem limite de páginas) e os CVs dos membros da equipa.

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