Modelo internacional portuguesa vem a Lisboa para ser oradora na maior conferência de tecnologia e empreendedorismo do mundo.

Um anjo… na FIL, em Lisboa. Sara Sampaio, a super modelo portuguesa que é um anjo da marca de lingerie Victoria’s Secret, é o mais recente nome anunciado para ocupar o palco do maior evento de tecnologia e empreendedorismo, em Lisboa.

O anúncio foi feito pela organização do evento. Sara Sampaio junta-se assim a um leque variado de oradores portugueses, que inclui nomes como António Guterres, Luís Figo e Carlos Moedas, entre outros.

O maior evento de empreendedorismo e tecnologia do mundo decorre na FIL e no Meo Arena nos próximos dias 6 a 9 de novembro. São esperadas em Lisboa cerca de 55 mil pessoas, segundo dados da organização.

 

Mariana de Araújo Barbosa

 

Das 67 startups que participaram na Road 2 Web Summit maioria mantém-se no mercado .


 É uma máquina transformadora de startups. Mergulharam na Web Summit e quatro dias depois saíram com um novo modelo de negócio para o seu projeto. Aconteceu a pelo menos cinco das 67 startups que participaram no Road 2 Web Summit. Mas houve também quem fechasse após anunciar uma ronda de investimento de dois milhões. Na Infinite Foundry tudo mudou. Até o nome.

“Éramos uma empresa puramente técnica. Em 2017 pusemos todo o enfoque no modelo de negócio e em aspetos legais. Fizemos também um rebranding para Infinite Foundry”, conta André Godinho Luz, CEO da ex-Glexyz, plataforma de simulação em 3D. Web Summit.

 A máquina que transforma os negócios das startups Efeito transformador que também se fez sentir na GuestU. Antes da cimeira a aplicação na área de turismo focava-se no consumidor (B2C), depois “mudámos significativamente a estratégia de produto”, diz o CEO Euclides Major. Lançaram “com sucesso”, o GuestU Phone, smartphone disponível nos quartos de hotel para os clientes acederem a serviços do hotel e da cidade que estão a visitar.

Na Helppier – software para criar tutoriais interativos – o impacto fez-se sentir “numa mudança de tecnologias e de estratégia”, diz a empresa de Hugo Magalhães. Há uma Storyo antes e depois da Web Summit “principalmente na vertente de produto”, admite Filipe Vasconcellos.

“Reunimos importante feedback sobre a aplicação, que originou novas funcionalidades ao problema que queremos resolver: transformar ‘rolos de câmara’ e dados em histórias.” Agora querem expandir e estabelecer parcerias no B2B. Já a Spindots, rede social de troca de descontos, separou ao nível do produto e criou “uma solução de gestão de comunidades.

Estamos prestes a assinar um contrato com dois retalhistas relevantes a nível nacional e internacional”, conta o cofundador Rúben Domingues. Objetivo para 2018? Ser startup beta. A história da Kinematix teve um fim abrupto. Tudo parecia correr de vento em popa.

Preparavam-se para lançar um wearable na área da corrida, o Tune, e anunciaram uma ronda de investimento de 2 milhões da Portugal Ventures, a sociedade de capital de risco do Estado. O nirvana, para qualquer startup que vai à cimeira. Leia aqui: Tabu.

Só uma em cada três startups chega às 300 semanas. Fecham ao fim de um ano Em três meses tudo mudou. “Nos primeiros dias de fevereiro, a Kinematix iniciou o processo de fecho, por decisão da Portugal Ventures”, lamenta o fundador, Paulo Ferreira dos Santos. “Ainda não sei a razão da surpreendente decisão.”

Ainda assim recomenda o evento. “Se não forem com a expectativa de que será esse evento que mudará o rumo do sucesso ou que aí conseguirão investimento.” A trabalhar em realidade aumentada, a LusoVu ganhou na cimeira um contacto que lhe valeu uma visita à sede do Facebook.

“Todos os outros contactos foram bastante fracos. Não vamos voltar a participar”, diz o CEO Ivo Vieira. No projeto que estão a desenvolver com o CENIMAT, o instituto de pesquisa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a cimeira não teve influência.

“A Web Summit é uma espécie de fast food para startups que faz com que os investidores nem se queiram aproximar dos stands para não serem assediados.” Na área da saúde, as que participaram em 2016 baixam as expectativas.

 “Para nós não tem uma oferta muito vasta”, relata João Pedro Ribeiro, CEO da startup médica PeekMed. A Treat U não vai voltar. “As pessoas não andam na Web Summit à procura de medicamentos”, diz Vera Moura, CEO da plataforma que recorre à nanotecnologia para prevenir efeitos secundários nos tratamentos oncológicos. E o mesmo conta Vasco Varela da PETsys Electronics.

A cimeira “está sobretudo focada no digital e na Internet”, o que não é o caso da Petsy que desenvolve um dispositivo de deteção do cancro. “Preparação, preparação e preparação” é o conselho de Aurora Baptista para espremer o máximo da participação. Ser uma das 67 foi o “click para outro patamar”, diz a CEO de BeeVeryCreative. Este ano a empresa de impressão 3D já tem estratégia: reforço de equipa de 4 para 9 pessoas; marcar entrevistas antes e depois e capitalizar nos momentos de networking fora dos horários do evento. Estratégia que a Hole19 também vai seguir.

“O ambiente fora de horas e fora da conferência acaba por ser muito mais conducente a conhecer pessoas interessantes e a formar relações mais significativas”, diz Gil Belford, responsável de operações. Networking e perceber que os ‘dramas’ são os mesmos foi o que João Jesus, CEO da Cuckuu, retirou da sua segunda participação. Estarem incubados em Londres deverá impedir o regresso.

“A Web Summit é muitas coisas: investimento, palestras e net-working. Vamos tirar partido de tudo”, espera Luís Pinto, líder da Pet Universal (gestão de clínicas veterinárias). O melhor é gerir expectativas. “Vimos muitas startups saírem desapontadas por não terem conseguido imediatamente fechar uma ronda de investimento. O mundo real não funciona dessa forma, leva tempo”, diz José Feliciano Duarte, responsável de marketing da MitoDiets. “Participar é só o primeiro passo. O trabalho sério vem todo a seguir.”

A empresa de brinquedos educativos tem um projeto de 20 milhões de euros para alavancar o crescimento, nomeadamente através do comércio eletrónico.


A Science4you está a tentar obter um financiamento de dez milhões de euros junto do Banco Europeu de Investimento (BEI) para potenciar o crescimento, alavancar a internacionalização e apostar no comércio eletrónico.

Miguel Pina Martins, fundador e CEO da Science4you, explicou ao ECO que está a lutar “em várias frentes” e que “há várias hipóteses em cima da mesa, nacionais e internacionais” para garantir este financiamento. Em causa está um investimento de 20 milhões de euros não só para ampliar a fábrica, uma condição essencial para cumprir com sucesso a entrada em novos mercados, mas também para ajudar à internacionalização da marca — as notícias mais recentes dão conta da entrada nos Estados Unidos através da Target, uma das maiores empresas de retalho do país — mas também para criar plataformas digitais.

“É tudo para crescimento”, diz Miguel Pina Martins. “A ideia é continuar a financiar o crescimento através do e-commerce“, acrescenta.

No site do BEI o projeto é descrito como sendo uma parte do “programa de investimento da empresa na sua estratégia de comércio eletrónico, desenvolvimento de redes, equipamentos e atividades relacionadas com o desenvolvimento de produtos”. Segundo o banco, que classifica a empresa como sendo de “crescimento rápido”, o “projeto deverá contribuir para promover a expansão internacional através do desenvolvimento de novos canais de vendas, aumentar a eficiência e a carteira de produtos e clientes”. “O financiamento proposto também contribuiria para apoiar e criar postos de trabalho na Europa”, acrescenta a nota explicativa.

Miguel Pina Martins está confiante que dentro de 15 dias, a três semanas, já terá esta questão fechada. Mas por agora não pode revelar muito sobre as suas opções de financiamento por obrigações de confidencialidade. Ainda assim explicou que, com o BEI, não está a ser pedido um empréstimo tradicional. Está a ser negociado um “misto entre dívida e entrada de capital na empresa, que exigirá um aumento de capital”. O CEO da empresa de brinquedos educativos garante que está em causa “uma coisa estruturada”.

"Está a ser negociado um misto entre dívida e entrada de capital na empresa, que exigirá um aumento de capital.”

Miguel Pina Martins

Fundador e CEO da Science4you

 

Mónica Silvares

Com quase uma década da história, a Incubadora D. Dinis simplificou o nome para abranger valências. Agora, é IDD.net mas mantém o foco: tecnologia.


Etapa 9: De Oeiras a Leiria são pouco mais de 150 quilómetros. O caminho faz-se, de carro, em pouco mais de uma hora e meia. Chegámos ao IDDnet, a primeira incubadora de Leiria. A viver nesta casa no centro de Portugal estão, em simultâneo, mais de 40 empresas. E até há lista de espera.

É uma espécie de laboratório seguro onde o obrigatório é errar. “Espero que as pessoas errem muito porque se não errarmos não evoluímos. Quanto mais errarmos, quanto mais cabeçadas dermos, melhor. Defendo a cultura de cairmos para aprendermos que por ali não devemos ir. Só sabemos que não devemos ir por algum lugar porque testámos essa opção. Tenho três filhos e gosto que testem os seus limites, pelo menos dar-lhes essa liberdade. Espero que as pessoas estejam dispostas a isso e que os fundadores e colaboradores encarem a falha como um processo de aprendizagem e não como de apontar o dedo a alguém. O processo normal é testarmos diferentes caminhos”, explica Cristina Barros, presidente do conselho de administração do IDDnet, ex-incubadora D. Dinis, em Leiria, e à frente de três empresas, uma delas de software.

A receita para o pitch perfeito

 “A incubadora nasceu num contexto em que se queria estimular o empreendedorismo“, explica Isabel Marto, diretora executiva do IDDnet e à frente do projeto desde o primeiro dia. “Parte-se do pressuposto de que a comunidade ainda não é empreendedora, e vamos tentar mudar os hábitos. Não se pode estar à espera que, de repente, apareçam muitos projetos de base tecnológica porque a comunidade não está preparada. A nossa filosofia foi, sempre que tenhamos capacidade e não haja necessidade de seleção, abrimos a incubadora a todo o tipo de projetos. O que queríamos era apoiar ou dar ajuda a quem quisesse fazer algum tipo de projeto”, acrescenta.

Pelas portas do IDDnet passam diariamente funcionários de 44 empresas incubadas. Alguns deles pertencem a equipas com mais de dez pessoas, um número bastante usual entre as startups fundadas na incubadora focada em negócios de base tecnológica. E muito superior àquela que é a média nacional: 98% das micro empresas portuguesas têm menos de 10 trabalhadores nas suas equipas, assinala a diretora executiva do IDDnet.

 

 

IDDnet inaugurou edifício no final de 2008.

 

Criada em 2008, a incubadora de Leiria é, garantem os responsáveis, muito mais do que um lugar de aluguer de espaços. Um dos últimos a ocupar uma mesa foi Diogo Santos, 27 anos.

Estudou marketing em Leiria e, depois de acabado o mestrado, decidiu começar um negócio por conta própria. “Ainda não tenho nenhuma empresa. Estamos aqui a desenvolver uma ideia de negócio há cerca de um mês”, conta, em entrevista ao ECO. O projeto, Be Unyque, tem a ver com uma nova experiência de compra. “Uma plataforma que, através de um processo de compra surpresa, vai permitir surpreender quem quisermos através da vivência de atividades. É assim que estamos a começar”, detalha.

 

Diogo Santos é um dos mais recentes incubados do IDDnet. A empresa ainda não está criada.

 

A entrada na incubadora, garante Diogo, vem de uma “forma de arriscar decorrente da experiência”. “Eu não nasci assim com esta vontade de arriscar mas vamos encontrando pessoas na nossa vida que nos incentivam e nos provam que somos capazes. Começámos na garagem, tínhamos uma equipa, chateámo-nos e cada um seguiu o seu caminho. É importante ter alguém com experiência — mentores e outros empreendedores — que possa ir orientando”, esclarece.

"Ninguém nasce a saber montar uma empresa: às vezes é preciso levarmos na cabeça porque temos tendência para nos fecharmos muito. Eu tinha a perceção de guardar a ideia do negócio só para mim. Com quantas mais pessoas partilharmos as coisas, tem essa vantagem, começamos a ter feedback e a ver de uma nova forma que ainda não tínhamos pensado. ”

Diogo Santos Incubado IDDnet

 

Gestão e estratégia

Os parceiros é que gerem a incubadora, conta Isabel. O conselho de administração é composto por cinco elementos que se reúnem mensalmente para ajudar a definir a estratégia. E, apesar de o Politécnico ter estado desde o primeiro momento na fundação do projeto, a organização não está dependente dos projetos mais académicos para ter ocupação total. “Como já nasceu de uma parceria em que as empresas estão envolvidas desde o início, houve sempre empresários que decidiram a vida da incubadora. Penso que é uma incubadora que acaba por ser um pouco diferente, também por isso. Costumo dizer que foi idealizada por empresários para prestar serviço a outros empresários”, assinala Isabel Marto.

Da totalidade dos projetos incubados ou que já cumpriram os quatro anos de máxima permanência no espaço, cerca de 70% têm uma base tecnológica. E, todos os anos, cerca de 100 aspirantes a empreendedores contactam os serviços da incubadora — assegurados por uma equipa de quatro pessoas. A triagem, em contrapartida, não é feita internamente, garante a responsável. Os próprios fundadores encarregam-se de clarificar a dimensão da vontade.

Para o empreendedor não é um trabalho nada solitário, e o trabalho da incubadora é mesmo esse: fazer com que o empreendedor não esteja isolado porque isso é fator de desmotivação.

Isabel Marto

Diretora executiva IDDnet

 

“Desde o início não quebramos a vontade empreendedora”, explica a diretora executiva. “Quando vêm procurar informação sobre a incubadora prestamos logo consultoria e já traçamos um plano de ação para implementar a ideia. Pode ser intermediado com uma rede de contactos, pareceres, estudo da concorrência, modelo Canvas, colocar a ideia no papel e, a partir daí, trabalhar. Nessa altura, depois desse plano de ação, muita gente perde-se no caminho. Não é só ter uma ideia: trata-se de a trabalhar todos os dias. E aí há um filtro natural dos projetos. Alguns envolvem-se, continuam a trabalhar connosco, outros perdem-se”, comenta.

 

Isabel Marto, diretora executiva, e Cristina Barros, presidente do conselho de administração do IDDnet.

 

Mas isso não impede que, por vezes, apareçam outros negócios. Na zona de Leiria, os negócios ligados à indústria são bem representados na região. E isso faz com que alguns dos incubados trabalhem para esse setor diretamente ou sejam fornecedores indiretos.

“Queríamos ser uma incubadora de base tecnológica. Mas desde início não quisemos ter aqui um espaço vazio por falta de ocupação de projetos de base tecnológica. Damos prioridade aos que têm uma base tecnológica mais forte. Vão aparecendo alguns projetos na área da indústria mas existe, na região, outra incubadora mais direcionada para esses negócios e que tem inclusivamente licenciamento industrial — que nós não temos aqui — o Open, na Marinha Grande. Temos aqui alguns projetos que são fornecedores da indústria, que têm alguma ligação, mas é só isso. E quem fundou a incubadora foi o Politécnico de Leiria, a câmara e a NERLEI”. Dos parceiros do IDDnet fazem parte 26 associados, empresas e instituições públicas e privadas que têm uma palavra a dizer na estratégia da incubadora.

 “As incubadas são maioritariamente locais, temos algumas spin off de empresas nacionais — o grupo Link, por exemplo. Creio que 20% dos projetos tem esse perfil, os outros são mesmo projetos que nascem aqui em Leiria”, assinala.

 

De Leiria para o mundo

Um deles foi Carla Gaspar, 33 anos, sócia-gerente da Smartidiom. De Pombal, mudou-se para Leiria para estudar tradução na universidade. “No fim da licenciatura, trabalhei dois anos em Lisboa e, de regresso a Leiria, decidi que já estava na altura de fazer um projeto por conta própria”, conta. Em 2012, lançou a empresa, um projeto inicialmente a título pessoal e que, agora, conta com mais de 20 pessoas espalhadas por três escritórios: Leiria, Lisboa e Porto.

 

 

Carla Gaspar começou a trabalhar por conta própria há cinco anos e fundou a Smartidiom, empresa de traduções que conta com uma equipa de 21 pessoas.

 

 “Acabou por acontecer muito rápido e inesperado. Comecei a trabalhar com clientes internacionais, queria uma ascensão mais rápida e, um ano depois, um dos clientes deu-me um desafio que não dava para dizer que não”. Precisava que Carla ficasse a coordenar uma equipa e, a partir daí, o crescimento não parou.

“Posso dizer que, cinco anos depois, continuamos muito focados nos mercados internacionais e tudo indica que é para continuar precisamente porque conseguimos lá fora aquilo que não conseguimos aqui dentro.” Com uma faturação de meio milhão de euros, a empresa conta com clientes do mercado americano, holandês e do Reino Unido. “O mercado americano tem um enorme potencial, é lá que se passa tudo e é muito mais fácil de fidelizar clientes internacionais do que nacionais”, garante.

"Cada vez sinto mais o peso de trazer pessoas para trabalhar aqui: cada vez precisamos de mais recursos especializados e os motivos, quer sejam boas condições de trabalho ou outras que sirvam para manter um colaborador, é muito difícil atrair pessoas que, por ambição profissional, querem ficar em Lisboa ou no Porto.

Carla Gaspar - Smartidiom

 

Outro caso de sucesso entre os incubados no IDDnet é o de João Assunção, 42 anos, sócio da Latourette. Fundada em 2010 — e na incubadora desde 2012 — a empresa conta com 25 pessoas entre Leiria, Porto, S. Paulo, Medellín e Bogotá, na Colômbia. O negócio é feito na indústria do software e o papel é capturar documentos e outras fontes de informação — email, faxes — para, a partir dessa informação, trabalhar processos locais mais próprios das empresas. “As empresas têm os próprios sistemas de gestão e controlo que precisam de muita informação interna. Muitas delas vêm de fontes em papel ou outras. A ideia é organizar esses documentos, arrumados no local certo no mínimo tempo possível”, esclarece.

 

A equipa da Latourette está espalhada por Leiria (na foto), Brasil e Colômbia.

 

Para Cristina Barros, com três empresas a cargo, uma das grandes vantagens de estar numa incubadora é o sentido de grupo. “É muito mais do que um espaço de aluguer, mais do que um negócio imobiliário. As pessoas estão dentro de um ecossistema em que as coisas que acontecem são comunicadas aos empreendedores e onde as pessoas são apoiadas. Apoiamos o desenvolvimento das empresas quando ainda nem sequer existem, da própria ideia de negócio. E depois procuramos estratégias de desenvolvimento, pôr os projetos em contacto com eventuais parceiros. Tentámos passar este valor de uma rede no ecossistema que faz acontecer. É muito mais do que um projeto de apoio ao desenvolvimento: há todo um conjunto de parceiros com as quais trabalhamos a nível nacional ou internacional e que podem apoiar o desenvolvimento das ideias”, assinala.

 

" Não estávamos a comunicar o real valor da incubadora, que é muito mais do que um espaço de aluguer, mais do que um negócio imobiliário.”

Cristina Barros

Presidente do conselho de administração da IDDnet

Por isso, a administradora diz que gostava que a ligação entre as startups e as grandes empresas da região fosse mais enérgico. “Estamos sempre a convidar para participarem nestes eventos mas acho que temos de dinamizar mais estes processos. Fica o convite para proporem desafios de inovação para ver até que ponto este ecossistema pode dinamizar ou acelerar este processo. Temos de dar muitas cabeçadas mas temos de convergir e fazer acontecer. E quanto mais rápido eu puser um protótipo no mercado mais rápido eu vou testar, nunca será perfeito mas só quando está a ser testado é que começamos a ter feedback, que é fundamental. Aí é que o software começa a ganhar vida”.

O retrato breve do IDD.net, em Leiria.

Isabel também acredita que, numa fase como a da criação de uma empresa, ter com quem partilhar a experiência é um dos segredos do sucesso. “Para o empreendedor não é um trabalho nada solitário, e o trabalho da incubadora é mesmo esse: fazer com que o empreendedor não esteja isolado porque isso é fator de desmotivação. Às vezes há boas ideias que acabam por não ser trabalhadas e a ideia de uma incubadora é exatamente essa: fazer com que o empreendedor não esteja sozinho e, mesmo que se perca, durante um mês ou dois, recebe um email de um evento. É uma forma de o ir repescar e reavivar a motivação dele”.

As startups portuguesas vão poder hoje tentar convencer os responsáveis da Founders Factory, Caixa Capital Risc, Firstminute Capital e Telefónica a investirem nos seus negócios.


Joana Rafael, seated centre, one of the founders of LINNK Lisbon Innovation Kluster sit with other colleagues and users of the hubs during a meeting at LINNK in Lisbon, Portugal, on November 18, 2015. LINNK Lisbon Innovation Kluster is a innovation laboratory and a coworking office with 6 hubs where startups, entrepreneurs, developers and creatives can find resources, inspiration and collaboration to develop projects and drive innovation.Photographer: Patricia de Melo Moreira/Bloomberg *** Local Caption *** Joana Rafael

A ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários organiza, esta quarta-feira, entre as 14h15 e as 16h30, na sua Sede Nacional, no Porto, em conjunto com a EIT Digital, uma nova ronda de financiamento WE’BIZ Pitch . Commuter21, Stratio, Sentilant, Infinite Foundry, BGuest, Loqr, Pavnext, Isgreen, Buzzstreets, Streambolico, Performetric, Invoice Capture, Magikbee, ESolidar, Full Circle e Mub Cargo procuram captar investimentos balizados entre 500 mil e cinco milhões de euros.

A avaliar os modelos de negócio apresentados estarão quatro investidores: Lina Wenner (associada da Firstminute Capital), Jordi Iserte (gestor de investimentos da Caixa Capital Risc), Laura Delgado (business development lead da Founders Factory) e Inês Oliveira Ribeiro (gestora financeira da Wayra Spain e da Acceleration Crowdworking Gran Vía Open Future).

Facilitar a captação de investimento das startups portuguesas é a missão das sessões WE’BIZ Pitch, que viabilizam o cumprimento deste desígnio através da organização periódica de rondas de investimento com agentes privados e de capital de risco com intervenção em diferentes ecossistemas empreendedores. A ronda de financiamento será operacionalizada através de sessões one to one que vão colocar frente a frente empreendedores e investidores durante 15 minutos, período que os fazedores deverão aproveitar para convencer os agentes de investimento. Após a abertura da call pela ANJE, cada um dos quatro investidores selecionou previamente as startups com quem terá encontros restritos durante a tarde.

Para Rafael Alves Rocha, Diretor de Comunicação da ANJE, trata-se de uma excelente oportunidade para os os empreendedores selecionados. “Pela primeira vez teremos na WE’BIZ Pitch não um, mas quatro investidores internacionais com perfis diferenciados. Os fundos de capital de risco estarão representados por Jordi Iserte (gestor de investimentos da Caixa Capital Risc) e Lina Wenner (associada da Firstminute Capital), enquanto Inês Oliveira Ribeiro (gestora financeira da Wayra Spain) pode investir nas startups, fortalecendo o seu processo de crescimento com a rede e os meios da multinacional Telefónica. Já Laura Delgado (business development lead da Founders Factory) pode catapultar as startups em pitch para um verdadeiro ecossistema privilegiado de aceleração e fundraising estabelecido na Founders Factory, em Londres”.

 

Fernanda Pedro

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